segunda-feira, 22 de novembro de 2004

De Bestial a Besta e vice-versa...

Nos percursos que calcorreamos vida fora, encontramos personagens (gente), que nos trata bem ou nos trata mal. Que nos considera gente de bem, ou gente...

Somos, consoante as circunstâncias, catalogados de Bestiais, se lhes agradamos, ou algo existe em nós que lhes agrada, lhes convém...

Outros há, que talvez por não termos nada que lhes convém (uma influência, um lugar, um sorriso, uma conveniência...), nos consideram Bestas...

Vem esta reflexão às teclas do computador, por vermos e assistirmos a inúmeras situações onde as relações humanas se esticam no mais profundo cinismo, na mais requintada hipocrisia, no mais explorador dos interesses....

Se agradas e convéns ao outro és um «must»! És Bestial!Se não agradas, se não convéns aos interesses do(s) outro(s), corres o risco de ser difamado, e carimbado de Besta...

Outros há (os mais cínicos), que por vezes consideram alguém como uma Besta. Porém, o cenário altera-se (no emprego, num grupo de amigos, na vida social, na política) e aí, dados os circunstancialismos momentâneos levam-os a mudarem o «discurso», e a «mimarem» a outra pessoa… Agora que interessa, é um(a) «querido», uma pessoa competente, um(a) amigo(a)...

Pergunta final: por mais que as relações humanas, alimentadas por uma sociedade de consumo desenfreada, nos «banhem» diariamente com situações deste género, não era tempo, das pessoas verticais, fiéis aos seus princípios, aos valores da sã convivência, se juntarem para desmascararem estas «ratazanas» que infectam a nossa terra, a nossa associação, a nossa escola, o nosso grupo de amigos?
Como, perguntam vocês? Tirando-lhes a «máscara». Puxando-lhes o tapete sob o qual eles limparam os pés, sem se terem apercebido que afinal o tapete era uma pessoa... Colocando-os no seu devido lugar, cobertos pela mesquinhez e mediocridade dos seus pensamentos, dos seus actos...

Vale o desafio? Não custa nada tentar...

O São Pedro e o céu, se é que há céu e inferno, agradecem...

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