terça-feira, 4 de janeiro de 2005

A dança das cadeiras!

As estruturas distritais dos partidos políticos andaram empenhadas na escolha dos seus representantes às listas de deputados da Assembleia da República.
No partido a que pertenço, tal como na maioria dos partidos existentes no nosso país, voltam a ser impostas as chamadas "cotas" (ou serão "quotas"?) para as mulheres, jovens e autarcas.
De x em x lugares uma mulher. De x em x lugares um autarca. De x em x lugares um jovem...
E sob esta estratégia, definida pelos dirigentes e órgãos nacionais, as estruturas distritais lá vão compondo as listas. Acabando, no final, por resultarem numa "manta de retalhos" composta por "cores e formas" distorcidas e "cosidas" com diferentes linhas e "agulhas"...
Sei que a lista, do partido a que pertenço, no Distrito de Santarém tem bons candidatos. Homens e mulheres com provas dadas na sociedade civil, na sua profissão e no partido. Porém, acredito que se pudesse ser constituída uma segunda lista, paralela àquela que foi aprovada, teríamos igualmente "gente que faz" e que representam as suas terras, pessoas que dariam, indiscutivelmente, bons deputados da nação.
Politicamente correcto é argumentar que o partido no qual milito, tem muitos homens e mulheres válidos e capazes de representar o Distrito de Santarém na Assembleia da República.
Politicamente incorrecto é afirmar que a escolha podia ter sido mais "apurada".
Não duvido das capacidades de todas as pessoas que constituem a lista, apesar de entender que as escolhas do cabeça de lista e do número dois, vindas dos órgãos nacionais do partido, não serem as mais acertadas. As pessoas em causa até podem ser políticos de referência dentro do partido. Porém, no Distrito de Santarém, não "gozam" de grande popularidade e prestígio.
Por muito que a lista esteja maioritariamente renovada, tanto o primeiro, como o segundo candidatos não constituem "mais valias"...
A capacidade de inovar, recriar, construir e afirmar, fica, assim, seriamente condicionada.
Restam-nos os restantes elementos da lista, para afirmarem junto dos eleitores e das pessoas, os projectos políticos em causa, e a importância da execução dos mesmos para o futuro de todos nós.

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