quarta-feira, 22 de abril de 2009

Artigo da semana no Ourém e o Seu Concelho

Pensamento e Análise Humana

“No ano de 2008 o estado português pagou mais de 14 milhões de euros em pensões de alimentos a crianças, substituindo dez mil pais que, por ausência, dificuldades económicas, ou doença não contribuíram para essa responsabilidade parental decretada judicialmente.”

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Esta recente notícia, vem elucidar-nos sobre o aumento do número de pedidos, por parte dos pais, que solicitam ao governo o apoio que devia ser dado pela mãe ou pelo pai após a separação destes, tendo um deles ficado com a custódia de um ou mais filhos.

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O Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores, do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social foi criado para assegurar as prestações aos que revelem absoluta incapacidade económica. Tem garantido, assim, o apoio a famílias e agregados familiares em dificuldades.

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Económica e sociologicamente podemos apontar, como justificação imediata para estes casos, a conjectura de crise mundial que afecta, também, o nosso país.

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Porém, serão, simultaneamente, factores de comportamentos e relações humanas que estão na génese dos conflitos familiares, atiçados pela intolerância dos relacionamentos estabelecidos na vida em comum.

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Com o agudizar das quebras das inter-relações, aliada à competição da Humanidade, em que o que mais se alcança não é o melhor que se podia construir, encontramos, a cada dia que passa, uma sociedade materialista, indiferente aos sentimentos alheios, de braço dado com a quebra das tradições.

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O valor absoluto dos valores éticos que colocam o Homem no centro de toda a política, deve ser reforçado, visto que a sua perda constitui um recuo para a humanidade e para o próprio Homem.

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Sem querermos abordar directamente as questões éticas e morais do comportamento humano, elas estão, indiscutivelmente, relacionadas com a sociedade. Se Aristóteles defendia que a ética contém o alcance de uma vida realizada sob o sinal das acções consideradas boas, não podem as “más acções” justificar todos os actos.

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Até porque, nos relacionamentos humanos há razões e motivos próprios, específicos, que levam ao assumir de determinados comportamentos. Respeitem-se, pois, os mesmos.

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Todavia, estando o Homem moralmente reconhecido ao cumprimento de imperativos universais, não valerá a pena recorrer ao pensamento, à auto-crítica sobre a vida que vivemos, procurando outras práticas, outros caminhos, outros espaços de união em torno do Homem e da sociedade?

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João Heitor

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