terça-feira, 16 de março de 2010

Se veio cá a Polícia Judiciária? Podem cá voltar e assentar arraiais!

Nas últimas eleições autárquicas, a sorte de Vítor Frazão e da restante equipa foi mesmo de ter perdido o acto eleitoral.

A vitória aconteceu mesmo porque isto não aguentava mais...

Porque as contas não são fundas: são uma vala aberta...

Porque a segurança não estava garantida: não existia...

Porque a legalidade não era cumprida: não se praticava...

Eu, se tivesse tido responsabilidades directas na gestão autárquica, como têm algumas pessoas deste concelho, remetia-me ao silêncio e pintava a cara de negro.

Procurarei, no dia a dia, continuar a ter o discernimento do que é urgente e do que é prioritário, em detrimento do que dá votos e dos favores que estão sempre a pedir. Até porque a responsabilidade de trabalhar impõe a responsabilidade efectiva da legalidade, da transparência, do rigor e da justiça.

A justiça. Aquela que anos e anos foi confundida nesta terra com o facto de se ter ou não ficha de militante do PSD…

4 comentários:

Anónimo disse...

Jao, ja sei que nao vais publicar este comentario, porque como nao te vai agradar vais passar a censura, alias como faz o teu capitao socrates.

Tens o descaramento de acusar toda a gente de corrupcao quando tu estas na camara por favores, por cunha???

E preciso teres descaramento.

Se isto nao e verdade, apresenta o concurso publico pelo qual entraste na camara.

maria mar disse...

O grave é que continuam a puxar o tapete, a atirar com areia para os olhos dos mais distraidos, a tapar o sol com a peneira, a assobiar para o lado e a entupirem as caixas de mail de quem trabalha. Nao se passou nada, as finanças locais estao excelentes, o actual executivo é que deve temer a PJ. Enfim, é (continua) a completa sem vergonhice.

João Heitor disse...

Maria Mar,

"Em terra de cegos, quem tem olho é rei". Mas isso foi há muito tempo contado, ao cair da ténue luz do candeeiro a petróleo que iluminava a casa de uma pobre alma...
"Atirar pérolas a porcos" tem sido o dia a dia. Eles não percebem que "a coisa" mudou. Que já não se faz da mesma forma, que há regras, que há método, que há um rumo...
E a PJ bem que podia começar numa ponta e acabar na outra... Entre elas decerto faria várias camisolas com tanta lã...
Beijos

João Heitor disse...

Ao anónimo.
Censura tentaram fazer alguns senhores da Câmara Municipal de Ourém, ao longo de muitos anos, junto do meu falecido pai, só porque eu escrevia uns artigos no Notícias de Ourém a dizer algumas verdades, que só um puto podia escrever, por puto ser... Faltava a coragem a muito boa gente que se acomodava ao sistema.
Censura, aqui não. Mas, há regras. E por isso hoje permito esta publicação para dar umas quantas respostas aqueles que continuam a não ter coragem de dar a cara e revelar a identidade.
Desde os meus 15 anos que sempre dei a cara pela alternativa política neste concelho. E hoje ela pratica-se na gestão municipal.
Mas, mesmo assim, quero esclarecer que Capitão não é Sócrates. Capitão foi Salgueiro Maia que comandou a voz do descontentamento e deu-nos a liberdade (que pessoas como esta que cobardemente aqui postou um comentário, não sabem valorizar).
Não estou a trabalhar na Câmara Municipal. Fui nomeado Administrador da Verourém. Vim abraçar este projecto por convicção e não por conveniência. Não estava desempregado e vim auferir um salário inferior ao que estava a ganhar. E se amanhã quiser sair da Verourém tenho onde continuar a trabalhar. Cunhas são peças que se colocam nos sapatos. Mas essas cunhas que refere eram as práticas do antigo regime do PSD de Ourém.
Concursos públicos são processos administrativos.
Currículo para desenvolver o trabalho que partilho com uma equipa dedicada e empenhada no dia a dia, conquistei-o academicamente numa licenciatura, mum mestrado em gestão e na direcção de uma instituição de ensino superior. Sou o que sou porque aprendi a escutar antes de falar, porque aprendi que a vida em sociedade só se efectiva pelo valor do ser humano.
Tenho muito a aprender, tenho dúvidas e erro. Sou um ser humano. Mas não sou leviano, irresponsável, incongruente, autoritário, mesquinho, cobarde, corrupto, conivente e outros mais adjectivos qualificativos que podemos colocar a umas quantas pessoas, por um sem número de casos gritantes que foram ocorrendo.
As pessoas deste concelho devem saber as verdades e o que aqui se passou durante décadas. O pior que se pode fazer é esquecer o passado. Até porque o estado presente da “arte” = gestão camarária (caos) deve-se a uma herança que nem o Salazar deixou quando tragicamente caiu da cadeira (é que esse deixou os cofres do Banco de Portugal cheios de ouro, mesmo passando fome a maioria da população)...
Caro anónimo: como disse um amigo meu na freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias a uma fanática mulher: "Deus lhe perdoe..."