domingo, 25 de abril de 2010

24 de Abril de 2010 - repita-se o bom, termine-se de vez com o que não interessa.

Ontem cumpriu-se, como sempre, a tradição de um jantar de homens e mulheres que há 35 anos celebram a liberdade, com rostos familiares dos amigos presentes

Junto à Câmara Municipal de Ourém um conjunto de iniciativas antecederam a noite de ontem e o dia de hoje.

No momento mais simbólico – o de cantar a Grândola Vila Morena – encontram-se ainda por afinar práticas, métodos e protagonistas desenquadrados com a tradição. A mesma tradição da música de bombo, gaita de folhes e tambores presentes...

Até porque, o início da Grândola Vila Morena pela voz do Presidente da Câmara e de todas as mulheres, homens e jovens que no local se encontravam, dispensava qualquer som de áudio que, ao surgir, veio esmorecer o rosto daqueles que pelas cordas vocais exprimiam o sentir da liberdade conquistado a 11 de Outubro de 2009.

A música cantada pela voz é aquela que vem do coração e da alma… Mas, quem não a tem precisará sempre do suporte digital para colmatar essas ausências.

Para o ano repetir a feira do livro, as conferências, um grupo de músicas tradicionais e retomar a tradição dos que na Câmara cantavam sem micros ou mestres de cerimónia.

No final, o discurso emocionado de um Presidente de Câmara, que como o 25 de Abril de 1974, veio trazer de braços dados com a população do concelho, uma nova esperança no futuro que se constrói hoje, e em cada dia da construção de todos nós enquanto seres humanos…

7 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Mesmo assim fiquei rouca!
Subscrevo o que dizes...
Foi bonito até dancei, eu que não tenho boas razões para dançar! :-))

Abraço de Abril

Valéria Gomes disse...

Cantar a liberdade sentida, é algo, de fato, fascinante. Espero que o sentir da humanidade, seja também de liberdade!

Beijos de passarinho!!!

João Heitor disse...

Amiga Rosa dos Ventos,

Gostei de te ver a dançar. Estavas liberta nas asas do vento...

Beijinhos

João Heitor disse...

Valéria,

O sentir da liberdade cantada, é exprimida pela nossa voz, e pela alma de todos os outros que também comungam dos mesmos valores. :)

mlu disse...

Boa, João! Mesmo que desafinemos um pouco, as nossas vozes chegarão sempre para cantar o orgulho imenso que nos vai na alma, pela liberdade conquistada! Temos 35 anos de prática a gerir aquele momento!

Bj.

João Heitor disse...

Mlu,

Desafinar com a alma, aperfeiçoa-se com o coração. E aí, ganhamos pela unidade de pensamento e acção.
:)
Beijinhos

Anónimo disse...

Amigo, concordo com tudo o que escreveste.Também estive junto da Câmara,para cantar a Grândola,para comemorar a revolução de Abril e prestar homenagem àqueles que quiseram que hoje sejamos homens e mulheres livres.
No próximo 24 de Abril de 2011 às 24 horas gostaria de cantar a Grândola, junto à Câmara, sem som de áudio,micros ou mestres de cerimónia. Bjs da Oriana