quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Erro. Lá está! Primeiro dia de Outono...

21h, sentado à mesa para jantar. Peguei no comando da televisão (erro!) e liguei a SIC Notícias. Passei para a RTPN. Mas, logo de seguida, para a TVI24.

Se num chovia, no outro trovejava, e por último vi relâmpagos!

Se estivesse bem disposto, e o dia corrido bem, ao passar nestes três canais, teria razões para ficar angustiado, ponderar fazer as malas e emigrar para um país do norte da Europa (que é onde toda a gente diz que há boas escolas, hospitais e índicies internacionais dos mais prósperos – só se esquecem é de referir as cargas fiscais que nestes países se pagam, entre outros).

Aliás, há uns séculos atrás já os puritanos abandonaram a Holanda e no Mayflower foram povoar o território que mais tarde se fundou como os Estados Unidos da América. Porque não uma debandada geral para recomeçar o país, num novo território já que Portugal, na boca de tanta gente, não serve, não consegue, não tem...? Porque é que esta gente, que aspira à categoria de pessoa, não funda o território das certezas, num outro canto do mundo?

Senti esse desejo (só pode!) daquele dirigente do PSD de cabelos brancos, quiçá desesperado por ter assistido à sua vida vivida longe dos pedestais das televisões, na SIC, e no momento do mediatismo fazer um retrato digno de um qualquer filme de Hitchcock para o lado do negro (isto porque os filmes do Alfred além de serem de suspence foram feitos no tempo do preto e branco – tal como o senhor do PSD (lá está)).

Na RTPN um qualquer Dr., Economista (convém escrever assim por extenso que os economistas – pelo menos os que conheço - são muito manientos com estas porras das siglas) ou lá o que era, todo lavadinho, traçava mais uma sina com missa rezada, às contas e políticas do governo. Virei.

Na TVI 24 lá estava o ex-Ministro das Finanças, da Economia ou da Indústria, Mira Amaral a cuspir mais umas quantas teorias (que não soube implementar enquanto foi ministro – porque terá sido?).

O país pode ter problemas graves – que tem – tal como outros pelo mundo fora, mas estarem 3 “zandingas” a falarem para 3 jornalistas em horário nobre, é dose!

Depois a comunicação social desculpa-se com a teoria de que ilustra o país real.

Ai ilustra? Então venham a Ourém ver o que são contas sem saldo, déficits, passivos sem receitas e problemas, seguidos de incógnitas a terminar em dúvidas...

E se quiserem trocar algumas palvras com gente assim para o saloia, também se encontram e recomendam. Do mesmo género, feitio e tipologia, com siglas de Dr. ou Economistas.

Sadia paciência. Sadia coragem. Sadia determinação têm aqueles que conseguem viver, trabalhar, alcançar, vencer e crescer.

Não é fácil no meio de tanto negativismo, miséria, tiros e estórias de faca e alguidar (nas manhãs do Goucha, nas tardes da Júlia e nas noites do Crespo)...

Talvez, mas só talvez, tudo isto tenha acontecido hoje porque acabou o Verão e no calendário começou o Outono...

3 comentários:

mlu disse...

´Coitado do Outono que não tem culpa e é uma estação doce e calma! Gente azeda, "competente" só quando não tem responsabilidades, aparece em todas as estações, desde que lhe cheire a 1 hipótese de poder. É triste mas é assim!
Não poderemos mandá-los a... "um lado qualquer"?

Bj.

Bj.

ACC disse...

As vezes gostava que o grande público realiza-se um pequeno estágio num meio de comunicação social, de preferência numa televisão, para saber como é que as notícias são feitas. Existe muito jornalista bom, mas existem mais interesses económicos, que aliado a "Um medo de existir" nacional dá este lindo estado de alma português. Concordo que quem não quer, diz mal, deveria sair para ver mundo, mas gostaria de que nós portugueses como José Gil diz: deixássemos de ter "medo de existir".

Ana disse...

É... chegou o Outono a estação do ano que têm uma luz magnífica, dias temperados e noites que convidam a ficar no aconchego do lar a fazer qualquer coisa MENOS ver televisão. Desisti de ver notícias no Verão pois tal impedia-me de me desligar do dia a dia e realmente DESCANSAR. Desisti de ver televisão aos fins de semana porque não há nada de novo, nem nada que me divirta e os noticiários são sempre os mesmos, mais do mesmo dos de 6ª feira, não acrescentam nada de novo as mesmas notícias mas... requentadas. Estou farta de ver/ouvir os comentários de pseudo opinadores sobre tudo e sobre nada. Dêem-me notícias, factos, e EU faço os meus comentários e juízos de valor. Não preciso que alguém me dê a sua opinião sobre um assunto pois eu gosto de formular a minha. Os nossos "jornaleiros" de serviço só nos dão as notícias de cada dia acrescidas dos seus comentários estético-existenciais, com as suas opiniões alarmistas e o anúncio que o fim do mundo chegou.
Por tudo isto meu caro... parece-me a mim que é um mal geral, estamos todos sem a mínima paciência para tanta inteligência exarcebada que só nos sabe maçar e angustiar ainda mais do que já estamos por mote próprio. A vida não é fácil, não está fácil mas escusam de nos pintar o quadro negro e bater mais no ceguinho pois todos sabemos que acima de uma nuvem escura está o Sol radioso à espera que ela saia do seu caminho.
Haja saúde e a esperança renovada a cada dia que melhores dias virão.