sexta-feira, 4 de março de 2011

A super-escola ou o retrato das escola portuguesas (recebido por email)

“Vejamos com atenção o exemplo de uma vulgar turma do 7º ano de escolaridade, ou seja, ensino básico.

1. Língua Portuguesa

2. História

3. Língua Estrangeira I - Inglês

4. Língua Estrangeira II - Francês

5. Matemática

6. Ciências Naturais

7. Físico-Químicas

8. Geografia

9. Educação Física

10. Educação Visual

11. Educação Tecnológica

12. Educação Moral R.C.

13. Estudo Acompanhado

14. Área Projecto

15. Formação Cívica

15 áreas curriculares, dada em 36 tempos lectivos.

Mas, para além disso, a escola ainda:

* Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência, apesar de os professores não terem formação para isso;

* Integra alunos com necessidades educativas de carácter prolongado, apesar de os professores não terem formação para isso;

* Não pode esquecer os outros alunos, que também têm enormes dificuldades de aprendizagem;

* Integra alunos oriundos de outros países que, na maioria das vezes, não falam Português;

Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos, como:

* Currículos Alternativos

* Percursos Escolares Próprios

* Percursos Curriculares Alternativos

* Cursos de Educação e Formação

E a escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:

* Educação sexual

* Prevenção rodoviária

* Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares, etc.

* Preservação do meio ambiente

* Prevenção da toxicodependência

Sabendo que a esmagadora maioria dos alunos das escolas portuguesas não são órfãos, colocar aos ombros dos professores e das escolas todas estas responsabilidades, só é possível por pensarmos que os professores podem ser capazes de até substituírem as famílias…

E mesmo com as injustas acusações de que os professores têm muitas férias, faltam muito, faltam ao respeito a alunos e pais, que obrigam os alunos a fazer os trabalhos de casa, que lhes solicitam atenção e silêncio sala de aula, os portugueses acreditam nas escolas.

Mas, a que preço?

Seria bom as famílias perceberem que ter filhos comporta mais do que dar alimentos, roupas, telemóveis, mp3, PC… A educação deve ser dada na organização: família e não na organização escola.

"Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos". Declaração Universal dos Direitos Humanos”

1 comentário:

Jaime Martins disse...

Caro João:
Plenamente de acordo!
Na escola, o aluno deveria ir buscar cultura. A educação, deveria vir de casa, da familia, dos pais. E se calhar vem... e aí reside um dos problemas que na minha óptica, tende a piorar!