Parabéns, Alberto João!
O recente casa das "dívidas ocultas" da Madeira chocou o país, os
portugueses e deixou incrédulas as instituições internacionais. Segundo a
imprensa, desde pelo menos 1990 que o governo madeirense esconde dívidas.
Parabéns, Alberto João!
Os “cubanos do continente” andam há décadas a pagar impostos para um
Arquipélago liderado por um senhor que nos tempos de faculdade, em Coimbra,
subia aos telhados dos prédios e batia em tachos para não deixar dormir
ninguém. Volvidos mais de 40 anos, o mesmo senhor continua a bater em tachos e
a deixar os portugueses acordados. Parabéns, Alberto João!
Cavaco Silva soube destes milhões de dívidas escondidos, e que a cada dia
aumentam, num valor que já se situa em mais de mil milhões de euros. Cavaco
Silva, nada fez. Aí temos o Presidente de Todos os Portugueses! Parabéns,
Alberto João!
Se estas dívidas se encontrassem num qualquer sector do Estado, como por
exemplo na área da educação, da segurança social ou da saúde ainda se aceitava
e compreendia um potencial desvio face aos investimentos efectuados nas
políticas sociais preconizadas pelo PS e pelo PSD nas últimas duas décadas.
Porém, a dívida da Madeira e o dinheiro que entrou nesta Região desde 2000 dava
para terem
construído 46 Aeroportos a 500 milhões de euros cada um, ou 70 Hospitais, ou 2100 escolas... Nada disso foi feito. Parabéns, Alberto João!
construído 46 Aeroportos a 500 milhões de euros cada um, ou 70 Hospitais, ou 2100 escolas... Nada disso foi feito. Parabéns, Alberto João!
Mesmo já tendo o líder do PPD/PSD Madeira reconhecido que ocultou a dívida
do Arquipélago, simultaneamente, já garantiu que, apesar do contexto de
dificuldades económicas, vai continuar a fazer obras e não despedirá ninguém da
função pública. Parabéns, Alberto João!
Em 2008 uma auditoria aos municípios madeirenses, no âmbito da contratação
pública com empreitadas, já tinha apurado um "buraco" de 89,1 milhões
em encargos assumidos e não pagos. Resta apurar a actual… Parabéns, Alberto
João!
Isto é um atentado a todos os dirigentes, empresários e pessoas que nas
últimas décadas pagaram os seus impostos, com o seu trabalho, cumprindo a lei e
assumindo a sua cidadania assente dos deveres e no respeito para com as
instituições legais da república.
Estamos a fazer sacrifícios e a procurar credibilizar a economia portuguesa
nas instâncias internacionais, e, de um momento para o outro, com a maior das
leviandades, o caso da Madeira fragiliza a nossa sustentabilidade financeira.
Paralelamente, no resto do Portugal Continental, e na Região Autónoma dos
Açores, o governo do mesmo partido que o da Madeira, corta de alto a baixo. Sem
terem em conta que este país é composto de homens, mulheres, crianças e idosos
que precisam de apoio, ajuda, assistência e acesso a serviços de saúde, por
exemplo.
Assim ocorre em Ourém. Não temos médicos, enfermeiros e outros técnicos no Centro de Saúde porque o actual Ministro da Saúde cortou com o financiamento dos contratos existentes com as empresas que garantiam o fornecimento destes recursos humanos. Cortaram os contratos e ficámos sem médicos de família, comprometendo, simultaneamente, a existência do Serviço de Atendimento Permanente, entre as 8h e as 22h no Centro de Saúde de Ourém.
Podiam cortar noutras áreas, mas porquê na saúde? Até quando, pergunto eu.
Até quando interrogamo-nos todos nós. Até quando continuaremos a aceitar não
ter médicos, perante a dimensão do nosso concelho e a população flutuante que
passa em Fátima?
Até quando vamos ficar calados e aceitar esta situação? Isto não se trata
do partido A, B ou C. Trata-se do acesso aos serviços mínimos de saúde a que
temos direito!
Ficamos parados, imigramos para a Madeira ou agimos?
João Heitor
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