Alberto
João Jardim adjudicou o espectáculo de fogo de artifício sobre a baía do
Funchal, na Madeira, pela módica quantia de 736.776 euros.
Uma
adjudicação feita pela Secretaria Regional da Cultura, Turismo e Transportes
(leia-se governo regional = financiamento público com verbas dos impostos de
todos nós) mantendo 39 mil disparos que durarão 8 minutos.
Alberto
João Jardim chama assim o povo à rua, tal como os imperadores romanos chamavam
os habitantes de Roma, e do seu Império, ao Coliseu para assistir ao “pão e
circo” que entretinha as classes da época.
Em
pleno século XXI, após o governo de Alberto João Jardim ter escondido milhões de
euros de dívidas e passivo, a Secretaria Regional da Madeira gasta em 8 minutos
aquilo que o estado central não disponibiliza, por exemplo, aos serviços de
saúde do concelho de Ourém para contratação de médicos, enfermeiros e técnicos
de saúde!
Gasta-se
e permite-se gastar milhares de euros em fogo de artifício quando as pessoas
aguardam por um médico, por uma consulta, por um posto médico aberto, por um
Serviço de Atendimento Permanente (SAP) 24h na sede do concelho de Ourém, e que
não existe.
Não
se compreende, ou aceita, que mais uma vez o governo de Passos Coelho fique de
braços cruzados deixando que uns quantos gastem tudo, e que muitos outros se
vejam privados dos serviços mínimos de saúde. Os serviços que tratam da vida
humana…
E nós
“cubanos” cá continuamos, impávidos e serenos a assistir, com tranquilidade, a
cortes nos subsídios de Natal dos funcionários públicos e reformados (que se
provaram esta semana terem sido evitados pois tal como António José Seguro
sempre defendeu existia uma folga no Orçamento de estado de mais de 2 mil
milhões de euros).
Até
quando, pergunta-se, novamente. Até quando se compreende e se aceita o
encerramento de extensões de saúde, a redução do horário de funcionamento do
SAP do Centro de Saúde de Ourém, a extinção/fusão de freguesias, e, ao mesmo
tempo, 736.776 euros gastos em 8 minutos de fogo de artifício?
Este
governo age para todos? Só para alguns? Para os que estão à mão? Para os
que beijam a mão? Ou o quê?
João Heitor
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