“Em carta aberta ao “ministro Relvas” António Carneiro, presidente do Turismo do Oeste, afirma-se “magoado” com declarações recentemente proferidas por Miguel Relvas sobre os organismos regionais de turismo e aqueles que os dirigem, e com a possibilidade de extinção do pólo do Turismo do Oeste, uma região em que, com a sua equipa, vem deixando “uma marca indelével de dinamização de um destino turístico”.
“Carta aberta ao Ministro Relvas”
“Segundo o “Jornal de Negócios” V. Exª terá afirmado ao Jornal Regional “
A que as mesmas organizações podem ser geridas por autarcas
Seria
Fui autarca. Modesto Presidente de Junta de
Desde então Presidente de uma Região de Turismo em regime de permanência (hoje com 66 anos, à beira do fim de um mandato que V. Exª, pelos vistos, pretende encurtar, com a mesma ligeireza com que o seu Governo já me encurtou a reforma…).
Compreende (como nos conhecemos pessoalmente, sei que compreende) que me sinta magoado.
Tenho muita honra em ter sido autarca. A mesma honra que sinto quando, sem qualquer contagem de espingardas partidárias fui, mais de uma vez reeleito para este cargo onde, também sempre com o apoio dos empresários do Oeste, venho deixando, com a minha equipa uma marca indelével de dinamização de um destino turístico, destino que, segundo afirma, será, ao fim de quase 30 anos, amputado do seu Órgão Regional de Turismo.
A mesma honra que o Dr. Jorge Sampaio, Presidente da República que foi, sempre referiu nos encontros com ex-colegas autarcas.
Defende, então, o “modelo Lisboa”? Ora, como sabe, o “modelo Lisboa” é uma Associação de Direito Privado. “Quem tem de gerir o Turismo são os empresários”?
(espero que não para seguir o patriótico exemplo Soares dos Santos). Com que dinheiro?
Sabe, com certeza, V. Exª que por cada Euro que metem no “modelo Lisboa” recebem 5 Euros públicos. Para, depois, promover a marca Lisboa, isto é, praias
Fantástico, por exemplo, ver numa Feira de Turismo religioso, em Itália, (não fui lá, fique descansado) o stand de Lisboa… decorado com a Torre de Belém!
Uma coisa Sr. Ministro é os empresários gerirem as suas empresas, as suas marcas, outra, a gestão do destino, enquanto tal. Os destinos têm idiossincrasias próprias, cruzamento complexos de “players” (como agora se diz), que determinou, em todo o mundo, a existência de uma organização regional, no Turismo, de carácter público. Ou estaremos, como diz um amigo meu (estudioso nestas coisas) perante uma “captura da economia do Turismo por um grupo de empresários, como no tempo de Salazar”? Onde é que isso acontece?
Pelos vistos enganei-me.
Respeitosos cumprimentos do,
António Carneiro
Presidente da Turismo do Oeste
(ex-autarca)"

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