quinta-feira, 15 de março de 2012

Na dúvida...


Há décadas que os políticos são apontados por alguns portugueses como os culpados de todos os problemas que surgem em termos económicos, sociais e estruturais.

Mesmo que os políticos advenham das múltiplas profissões e áreas da sociedade. Mesmo que muitos deles integrem as organizações partidárias com interesses alheios aos nobres princípios da democracia. Mesmo que muitos procurem na política um trampolim para a ascensão. Mesmo que a política e os partidos políticos possuam nas suas fileiras oportunistas, a parte, não pode (nem deve - a bem da democracia) ser tomada pelo todo! A honra dos restantes e o seu empenho na causa pública não devia ser arrastada para algumas "caldeiradas" cozinhadas por uns quantos desesperados e maus perdedores.

Porém, a nível nacional, alguns portugueses colocam um rótulo nos políticos do tipo: "malandros". Não se escreve, ou destaca, que, a maioria vem para o Estado ajudar a gerir a "coisa pública". Mas há quem tenha sempre o dedo apontado aos políticos. Os mesmos que se puderem fogem aos impostos, que condenam tudo, e todos, e que se esquivam de participar na construção da sociedade que de todos precisa.

Se assim é a nível nacional, numa outra dimensão, a nível local, a avaliação é similar. Apontam o dedo ao Município de Ourém e aos que lá trabalham com os mesmos denominadores comuns. Mas, se o com o cidadão comum devemos ser tolerantes, pelo desconhecimento deste em relação às competências municipais e face às dificuldades orçamentais, já com aqueles que em tempos recentes pertenceram à gestão autárquica, tal tolerância, não tem lugar.

Repudio os comportamentos conspiradores e mesquinhos daqueles que a todo o custo querem retomar o poder em Ourém. Dificultam decisões e põem pedras no caminho dos que só pretendem encontrar respostas para os problemas existentes. Inventam dúvidas, criam outras tantas, com um pequeno grupo (devidamente identificado) e umas quantas páginas anónimas do facebook e um blogue anónimo que, somente, visam denegrir a imagem de quem democraticamente foi eleito.

São estes comportamentos, estas atitudes, este minar constante com pseudo-factos que tem levado dezenas de social-democratas a manifestare a sua solidariedade com o actual executivo municipal. A política é essencial para a democracia. E, também por isso, a democracia tem de ser protegida de certa gente.

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