quarta-feira, 30 de maio de 2012

O bem comum...

À medida que os anos passam, e que olhamos para a história recente por nós vivida, identificamos personagens públicas, homens e mulheres, de quem bebemos em inspiração e referência. Para mim, Mário Soares, do alto dos seus quase 90 anos, continua a marcar a vida política com uma visão futurista. O ex-presidente da República defendeu, recentemente, que Portugal e Espanha devem estreitar relações cada vez mais frequentes e fraternas, instigando os partidos a uma refundação de acordo com os novos desígnios mundiais.

A época de crise global em que vivemos exige, a todos os actores da vida política, um aprofundamento de compromissos, a pactos, que se assumam como de extrema importância para o bem comum.

Com as imposições dos mercados e da economia especulativa, o sucesso para vencer as dificuldades e a austeridade passam pelo combate ao desemprego e pelo relançamento das unidades produtivas de características potenciadoras de cada região.

Os partidos políticos têm o desafio de, em conjunto com a sociedade, repensar e reflectir o seu papel, a sua função, partilhada com todos aqueles que têm responsabilidades sociais. E aí, cada cidadão, não se pode demitir do seu dever.

Estar na oposição, criticar, contestar, sempre foi, é e será mais fácil do que encontrar soluções para as dificuldades diárias. Porém, o concelho e as pessoas que o compõem, não vivem de palavras ou de contestações. Vivem de resultados positivos, de fins, de benefícios comuns que só se alcançam por quem constrói a adquire as respostas.

A tentação da maledicência, a instigação à desobediência institucional e profissional, os expedientes baixos e a calúnia estão na ajustada proporção, para aqueles que optam por seguir este caminho.

Lamenta-se que estas pessoas não gastem as suas energias na defesa, junto do governo, de médicos para as extensões de saúde e da necessidade de alargamento do horário do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Ourém, por exemplo.

Lamenta-se, ainda, que só quando se mexem com interesses individuais ou de um determinado grupo de pessoas, se promovam manifestações e se agitem as almas das pessoas, em nome de um supremo interesse local ou regional.

A consciência, e o bom senso, obrigam, pelo menos, à seriedade de acção, à consequente defesa das populações em todos os processos, da mesma forma e medida, com a mesma força e empenho. Só assim, essa consciência estará, e será limpa.

João Heitor

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