segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Lei do Encerramento Municipal V

Não há alterações por parte do governo. Esgota-se o tempo e a Lei dos Compromissos continua a parar o Município de Ourém e a maioria das Câmaras do país.

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, os animais do canil municipal vão deixar deter ração para comer;

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, não serão concluídos os arranjos nas Ruas Artur Oliveira Santos, Largo Museu Municipal e Praça Dr. Agostinho Albano de Almeida em Ourém;

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, não avançará a construção da Rotunda da Justiniano da Luz Preto que ia resolver os problemas de circulação rodoviária naquele local, e a simultânea colocação de um pequeno terminal rodoviário para os alunos da Escola Secundária;

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, a construção das escadas exteriores entre o piso inferior e as lojas superiores do Mercado Municipal de Ourém não serão construídas;

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, a colocação do Parque Infantil da Chã, em Caxarias ficará suspensa;
Assim, e porque o governo não permite novas despesas, o alargamento da entrada de Ourém pelo lado de Fátima, entre a Urbanização do Ribeirinho e a Rotunda não será possível de concretizar.

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, a requalificação da rede rodoviária de Atouguia, Olival e Alburitel ficaram suspensas.

O governo está a suspender o país. Em Espanha, quando o governo anunciou cortes nos salários dos funcionários públicos, as pessoas vieram para a rua manifestar o seu descontentamento e a sua indignação. Em Ourém tiram-nos os médicos, encerram extensões de saúde, mudam as valências dos hospitais, retiram-nos valências do tribunal, querem acabar com as freguesias e aplicam a Lei dos Compromissos sem que as pessoas aparentemente se incomodem. Ou os habitantes ainda não compreenderam que o que está em causa é o futuro e a qualidade de vida no nosso concelho, ou estaremos, todos, à espera que “o copo encha até ao cimo” para “entornar” e fazer chegar a Lisboa a “nossa voz”. Urge, agir. Não percam mais tempo…
João Heitor

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