terça-feira, 2 de outubro de 2012

Obrigado!




No editorial do suplemento do PSD publicado no último Notícias de Ourém, o senhor Luís Albuquerque dedica-me algumas palavras. Agradeço a atenção e tamanho reconhecimento público.

Ao apelidar-me de escrivão, agracio tal confissão até porque o “escrivão” foi, ao longo da história humana, uma pessoa possuidora de conhecimento e detentor do saber escrever.

Admito, que, as políticas do governo estão a penalizar, gravemente, a vida dos ourienses. Porém os dirigentes locais do PSD deviam controlar o desespero e dirigir as energias para os problemas do concelho.  

E aí permita-me que aconselhe o senhor Luís Albuquerque a abandonar o uso constante da palavra “mentira”. Não é por usar sempre o mesmo termo que as pessoas passam a concordar, ou a acreditar no mesmo. As pessoas acreditam, porque sentem, infelizmente, os cortes na saúde, os cortes nos salários, os cortes nas pensões, o desemprego a subir, os serviços a serem deslocalizados para outras terras. E aí não é preciso dizer se é mentira ou verdade. São factos reais demais…

Importa, igualmente, que quando se recorre à palavra “ética” se perceba que a ética está no patamar dos que obtém o reconhecimento público por ideias e capacidades.

Não é a escrever “obras é coisa rara, ou melhor zero!” que se ganha credibilidade. Que dirão as centenas de pais, jovens e profissionais que trabalham no novo Centro Escolar da Caridade, no novo Centro Escolar Beato Nuno, no novo Centro Escolar da Cova de Iria, no novo Centro Escolar de Santa Teresa? Que dirão as centenas de pessoas que circulam em novas estradas alcatroadas em Freixianda, Caxarias, Fátima? Que dirão as milhares de pessoas que usufruem de novas condições no Agroal?

Mais exemplos podem ser dados. Existem, são reais e visíveis. Não fossem os 55 milhões de dívidas herdadas, os cortes nas transferências do governo e a recente Lei dos Compromissos que tem paralisado os Municípios, que mais qualidade de vida poderíamos obter para os nossos concidadãos.

É, efectivamente, na afirmação do nosso concelho, das suas potencialidades, na coerência de acção e na credibilidade dos seus protagonistas que nos devemos centrar. Esse é o estrato substantivo e superior dos que asseguram a democracia, e dos que fazem história entre os seus semelhantes. O resto resume-se a uma falácia...

João Heitor

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