quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A campanha que não se entende…



Nos três “Suplementos” do (atual) PSD, publicados neste jornal, fui mimoseado em duas publicações. Respeito-as enquanto publicidade paga, enquanto estratégia política deste partido. Vários cidadãos têm-me manifestado a admiração face ao (actual) PSD que não consegue lidar com as suas próprias decisões e votações nos órgãos autárquicos. Só devemos dar atenção a quem a merece, como diria o vereador Vítor Frazão (homem que me tem surpreendido, pela positiva, ao longo dos últimos três anos, confesso). Adiante, pois então.

Depois de várias insistências junto do governo, preconizadas pelo Presidente da Câmara e pela Presidente da Assembleia Municipal, no último ano, o atual Secretário de Estado da Saúde prometeu médicos para garantir o funcionamento do Centro de Saúde entre as 8h e as 24h; que o Hospital de Tomar iria ter um Serviço de Urgência; que o Centro de Saúde iria ter médicos de especialidades em cardiologia entre outras; e que seriam colocadas viaturas com médico e enfermeiro para as nossas freguesias. Até ao momento nada foi concretizado. Esqueceu-se, foi só promessa ou o quê?

Este sim é um tema que afeta e preocupa as populações. Este e outros. Os que dizem respeito às pessoas que diariamente trabalham no concelho de Ourem; que vivem nas 18 freguesias do nosso território assim (e bem) constituído; que acedem aos serviços de Justiça no (nosso) Tribunal; que empenhada, e, afincadamente, desejam caminhos de conquista e de salvaguarda dos seus direitos.

As pessoas não aguentam mais cortes. Os cidadãos vão morrer de cansaço, por terem de estar acordados a defender o que é seu, e que lhes querem tirar.

Vivemos numa época de crise. Não se entendem, nem as pessoas aceitarão, gastos em campanhas eleitorais com cartazes por todo o lado, quando há desemprego e fome.

Deseja-se a ajuda ao próximo, a entreajuda e uma real congregação de esforços. Marcados pela história, ou esquecidos, serão aqueles que ignoram os problemas das pessoas, os que se inibem de contribuir para as soluções e, somente, se empenham em criar factos inexistentes ou olhar para o seu umbigo.

João Heitor

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