quarta-feira, 8 de maio de 2013

Alternativas de acção...



No passado dia 14 de Abril o concelho de Ourém assistiu à inauguração do novo Centro de Acolhimento Temporário da Ribeira do Fárrio cujo nome, “Sorrir e Brincar”, ilustra a forma simples, o espírito, o conceito e o carinho com que o Filipe Janeiro e a sua equipa têm dedicado a este projecto de referência.

Estas são as obras que marcam a vida de uma comunidade, e, ao mesmo tempo, de cada criança que ao longo dos anos por ali encontrou(a) o conforto, retemperou(a) energias e rumou por um caminho orientado, sorridente e de esperança.

Filipe Janeiro concluiu a obra que contou com o apoio de várias entidades. De entre elas a do Município de Ourém que através de Paulo Fonseca confirmou apoio financeiro directo, já aprovado em reunião de Câmara.

Sabemos que as necessidades do concelho de Ourém são diversas, dispersas, e de elevado número. Cabe ao estado, às autarquias locais, às entidades públicas garantirem verbas para que as obras dos homens bons possam ser a realidade nas comunidades. Porém, e face à actual conjectura económica, e às leis que impedem investimentos, nem sempre é possível apoiar, directamente, todos os projectos.

Assim, e consciente destas dificuldades, Paulo Fonseca tem-se empenhado em encontrar alternativas de apoios, de financiamentos complementares, paralelos, através das participações municipais em várias entidades.

Neste caso, para as novas instalações do CAT da Ribeira do Fárrio, o Município de Ourém, por possuir a Vice-Presidência da ADIRN, reforçou a necessidade de apoiar esta obra, tendo existido assim uma comparticipação indirecta de 200 mil euros.

É assim, desta forma, directa e indirecta, junto das várias organizações, potenciando as relações institucionais, orientando a acção para o bem comum, para a solução dos problemas das associações, dos munícipes, que se consubstancia o papel do poder autárquico.

É desta forma que se garantem melhores condições a crianças que têm histórias de vida complicadas, que se amparam os idosos nos lares, que se apoiam as famílias com os novos equipamentos educativos, que se afirma a dignidade humana, o apoio e a ajuda ao próximo como missão do Homem.

Só por estas razões se justificam as responsabilidades partilhadas, o percurso de vida que fazemos desde que nascemos até que morremos, a dignidade em todos os momentos da nossa presença, e, simultaneamente, a razão de existirem pessoas que, desprendida e espontaneamente, se afirmam como referências sociais e naturais líderes das suas comunidades. 

A solidariedade, a partilha, o empenho natural, o carisma, a capacidade em resolver problemas não se atribuem a uma pessoa, nem se trabalham nela mesma. Estas capacidades ou existem no adn de cada um, ou jamais alguém será capaz poder ser aquilo que não é.

Valorizam-se assim, e destacam-se, aos olhos dos comuns mortais desprovidos de palas partidárias, clubistas ou regionais, os homens bons que fazem acreditar num futuro promissor.

João Heitor 

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