quinta-feira, 6 de junho de 2013

A eterna infelicidade de Cavaco Silva...


O Presidente da República, Cavaco Silva, referiu-se à aprovação da sétima avaliação da troika para Portugal, dizendo: “Penso que foi uma inspiração da Nossa Senhora de Fátima. É o que a minha mulher diz”.

Os crentes em Nossa Senhora de Fátima, os católicos, não devem ter percebido onde estava a “piada” usada nesta expressão como Cavaco Silva, empregou, ao dizê-la.

Até porque devido à permanência deste governo nos destinos do país, com a concordância de Cavaco Silva, a cada dia que passa só resta a milhares de portugueses, a fé, a força espiritual que a Nossa Senhora de Fátima nos transmite. E, em oração, em silêncio, rezar por uma força superior, por uma luz de esperança que ilumine os corações de milhares de desempregados, por exemplo. Aliás, a igreja católica tem apoiado milhares de famílias e apelado ao actual governo de coligação que inverta as medidas implementadas.

Aliás, os crentes de Nossa Senhora de Fátima, que residem no concelho de Ourém, ainda devem ter achado a expressão mais infeliz, visto que, este governo “que caiu na graça” de Cavaco Silva, foi o responsável, nos últimos dois anos, pela transferência das valências do Tribunal de Ourém para Tomar e Santarém; pela extinção da Região de Turismo Leiria Fátima – a que promove o fenómeno religioso de Fátima; pela transferência das valências dos hospitais de Tomar e Torres Novas para Abrantes e obrigar os cidadãos do concelho de Ourém a fazerem quilómetros e quilómetros dentro de ambulâncias, de hospital em hospital, num autêntico “calvário”; pela extinção do Centro de Novas Oportunidades da Insignare; pelo encerramento de extensões de saúde em três freguesias do concelho; pela decisão de extinguir 5 freguesias do concelho de Ourém que fazem parte da nossa identidade; pela redução do horário de funcionamento do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Ourém; pelo impedimento do acesso dos doentes do concelho de Ourém às unidades particulares de fisioterapia aqui existentes, obrigando-os a ir fazer os tratamentos ao hospital de Tomar, representando mais deslocações e mais custos a suportar pelos mesmos de sempre – as pessoas!

O Presidente da República devia vir viver para Ourém. Teríamos mais alguns momentos de “comédia negra” e só assim, talvez, o “seu governo” da coligação PSD/CDS olhasse para este concelho e se açoitasse, num momento de “penitência”, pelas graves medidas que nos tem imposto de forma cega, absurda e inaceitável.

No mesmo dia da infeliz expressão, Cavaco Silva pediu que se evitem “exposições públicas de divergências que normalmente existem nas coligações”. Quais coligações perguntamos nós? A coligação do governo, composta pelo PSD e pelo CDS e que está a afundar o país e a retirar tudo ao concelho de Ourém? É que a esses, nem a Nossa Senhora lhes pode valer…


João Heitor

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