terça-feira, 31 de maio de 2005

Como será cá?

O Não venceu em França. Ou melhor, derrotou os adeptos do Sim…

Ou seja, o povo (que na bandeira francesa é representado pela cor vermelha) conseguiu impedir as decisões e vontades políticas do poder legislativo (que na bandeira é representado pela cor azul) e do poder executivo (que na bandeira é representado pela cor branca)…

Uma Revolução sem tiros, mortes ou armas, mas que termina com baixas políticas. A primeira, e mais visível foi a demissão do chefe do Governo cessante, Jean-Pierre Raffarin, que apresentou a sua demissão ao chefe de Estado francês esta manhã, dois dias depois da vitória do "não" no referendo ao Tratado Constitucional Europeu.

Recorde-se que o "não" reuniu 54,87 por cento dos votos - num referendo que registou 30 por cento de abstenção -, mas em algumas zonas chegou a alcançar 80 por cento (ainda que em Paris o "sim" tivesse ganho, com 66,5 por cento).

Será assim em Portugal?!?

Podia ter sido mais dificil...

Afinal lá os parei.

Os alunos que cantavam: “O Benfica parou. O Benfica parou no Jamor!” e entre Vitória. Vitória…

E lá consegui continuar a leccionar os conteúdos programáticos que já estão em atraso…

Depois das vitórias e derrotas, a vida lá volta ao normal…

domingo, 29 de maio de 2005

Quem me ajudará???

Ontem à noite, uma série de benfiquistas, etilicamente alegres gritavam: “Ninguém pára o Benfica. Ninguém pára o Benfica”...

Hoje, o Vitória de Setúbal parou o Benfica. Foi bom para o futebol português uma equipa mais pequena ter vencido a Taça de Portugal.

Amanhã, o meu dilema é saber quem é que vai parar os meus alunos… de Setúbal!!!

Não vai ser difícil saber que terei de ser eu… mas… como?!?

Que o meu Suplemento de Alma e de Paciência amanhã, me completem…

Sim ou Não, eis a questão!

Os cidadãos franceses votam hoje sobre a nova Constituição Europeia.

As sondagens dão a vitória ao Não, colocando toda a Europa num autêntico ataque de nervos.

A França foi um dos países fundadores da União Europeia e depara-se agora com uma divisão entre os cidadãos, o poder político nacional, e a relação destes com a União Europeia…

Uma trilogia que me remete para a bandeira francesa e razões das suas cores:

tricolor em três faixas verticais (azul, branca e vermelha) sendo que o azul representa o poder legislativo, o branco o poder executivo e o vermelho o povo, os três dividindo igualmente o poder…

Curiosas as cores e suas razões, quando volvidos 216 anos sob a Revolução Francesa, as três forças se voltam a confrontar…

Leiria é diferente?

José António Silva, ex-Presidente da Distrital de Leiria do PSD, deu recentemente uma entrevista ao jornal Região de Leiria.

Nesta, acusa estruturas locais e protagonistas do seu partido de traições e momentos de vergonha:

“Já passámos por todas as vergonhas”

“Damasceno fez assalto pela ganância do poder”…

Este ex responsável máximo da distrital do PSD acusa Isabel Damasceno de procurar manter o poder, pelo poder. Recorde-se que Isabel Damasceno é também arguida no caso Apito Dourado.

Em relação à Câmara de Leiria, a direcção nacional do PSD e o líder Marques Mendes, apoiam a recandidatura de Isabel Damasceno…

Isaltino e Valentim Loureiro não receberam o apoio do PSD por terem casos com a justiça, e segundo Marques Mendes, para credibilizar a política…

Mas e em Leiria?!? Não se credibiliza aqui também? Porque não?!?

sábado, 28 de maio de 2005

De regresso.

E o meu último post foi à 13 dias…

O ritmo e caminhos da vida não me têm permitido alimentar o meu Suplemento de Alma que tanto me liberta…

Pode parecer estranho mas a escola onde trabalho, por se encontrar em obras, não tem computadores com Internet…

E, entretanto, tanto se tem passado no país político e social…

E, entretanto, tanto tenho vivido e sentido…

Num destes dias dei por mim de caderno nos joelhos e de caneta em punho a escrever…

Deixo este post, que escrevo em breves minutos, enquanto não vou ver as ruas da minha terra, por onde os meus conterrâneos trocam cumprimentos e saudações, por onde respiro sob as raízes da minha existência…

Logo, com mais calma, deixarei outros pensamentos…

domingo, 15 de maio de 2005

Investigue-se...

Começaram a ser descobertas algumas das “trapalhadas” que o PSD e o CDS fizeram no Governo nos últimos 3 anos.

Telmo Correia, Abel Pinheiro e Nobre Guedes, dois Secretários de Estado e um Ministro, envolvidos num processo pouco claro relacionado com um empreendimento turístico no Concelho de Benavente.

3 administradores do BES também estão envolvidos no processo de averiguações judiciais…

É caso para fazer novos slogans para o crédito à habitação:

- Já falaste com o teu banco?

- Não. Fui ao Largo do Caldas…

ou

- Já falaste com o teu Banco?

- Para quê? Liguei aos Populares…

ou

- Já falaste com o teu banco?

- Não. Fiz-me militante do CDS/PP…

E eles que eram pela clareza. Pelo rigor orçamental.

Faz como Frei Tomás, faz o digo, não faças o que eu faço…

sábado, 14 de maio de 2005

Sem comentários...

Não sou anti-americano, mas considero o autor destas “pérolas” um homem perigoso. Perigoso demais para estar à frente de um país como os EUA.

Aqui ficam algumas das suas “bacuradas” que proferiu em alguns discursos. Além de erros históricos e culturais, também encontramos erros de concordância. Já para não falar das frases tipo “lógica da batata”… Umas dão para rir. Outras até paramos, e lemos duas vezes…

Eu gostaria de ter estudado latim. Assim eu poderia comunicar melhor com o povo da América Latina." ???


"A grande maioria de nossas importações vem de fora do país." ...


"Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos." ...


"O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa nação. Quero dizer, na História deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu não vivi nesse século." ???


"Uma palavra resume provavelmente a responsabilidade de qualquer governante. E essa palavra é 'estar preparado'." ???


Eu tenho feito bons julgamentos no passado. Eu tenho feito bons julgamentos no futuro." ???


"Eu não sou parte do problema. Eu sou Republicano." ???

"O futuro será melhor amanhã." ???

"Nós vamos ter o povo americano mais educado do mundo". ???


"Eu mantenho todas as declarações erradas que fiz.” ...


”Nós temos um firme compromisso com a NATO. Nós fazemos parte da NATO. Nós temos um firme compromisso com a Europa. Nós fazemos parte da Europa." ???

Um número baixo de votantes é uma indicação de que menos pessoas estão a votar." ...

"Nós estamos preparados para qualquer imprevisto que possa ocorrer ou não." ...


"Para a NASA, o espaço ainda é alta prioridade." ???

"O povo americano não quer saber de nenhuma declaração errada que George Bush possa fazer ou não." ...

"Não é a poluição que está prejudicando o meio-ambiente. São as impurezas no ar e na água que fazem isso." ???


"É tempo para a raça humana entrar no sistema solar." ???

George W. Bush, Jr.

sábado, 7 de maio de 2005

Saudades...

Aqui junto ao mar,

na outra face do vento,

a brisa sussurra-me o teu nome.

De repente

atravessa-me o coração

uma intensa saudade,

que só em ti pode existir…

João Heitor

Maio 05

quinta-feira, 5 de maio de 2005

A democracia agradece...

Sou obrigado a aplaudir as decisões de Marques Mendes relativamente ao não apoio do PSD à candidatura de Isaltino de Morais à Câmara de Oeiras; e ao não apoio do PSD à recandidatura de Valentim Loureiro à Câmara de Gondomar.

Marques Mendes, com estas duas posições, credibiliza o PSD e a política nacional.

Pessoas sobre as quais recaem dúvidas e processos judiciais (Isaltino e Valentim), não podem, por questões éticas, morais e políticas continuar a obter por parte das direcções nacionais dos partidos políticos apoios e palcos…

Convém Marques Mendes também analisar o apoio, ou não, a Isabel Damasceno, visto que a Presidente da Câmara de Leiria também foi ouvida no processo Apito Dourado…

E esta questão não se esgota no PSD. Decerto noutros partidos também existem candidaturas ou recandidaturas polémicas.

O PS não devia ter apoiado a última candidatura de Fátima Felgueiras à Câmara de Felgueiras. Porém, na altura, não houve o discernimento necessário para tal decisão.

Se é preciso credibilizar a política, em todos os seus sectores e protagonistas, independentemente dos partidos políticos, há que continuar a “separar o trigo do joio” a bem das populações e da democracia portuguesa.

sábado, 30 de abril de 2005

É preciso agir!

Num contínuo anúncio de manifestações de estrema direita por toda a Europa, a consolidação de Le Pen em França, mas também na Áustria, em Itália, na Dinamarca, na Holanda e na Bélgica, grupos de extrema direita têm crescido e atraído militantes para as causas xenófobas e racistas que defendem.

Estas ocorrências ganham maior relevo quando se celebram 60 anos sob o fim da II Guerra Mundial. Pessoalmente, encaro a subida dos partidos da extrema-direita como uma derrota dos valores humanos, da tolerância, e da igualdade de direitos, liberdades e garantias.

Volvidos 31 anos sobre a revolução de Abril e após 50 anos de ditadura, os portugueses souberam consolidar a democracia. Somos hoje um país com uma forte identidade histórica, cultural e linguística.

Contudo, vive-se em Portugal uma crise de opinião. Os portugueses estão pessimistas quanto à situação económica do país e deixaram de acreditar e de confiar na classe política “clássica” centrada no PS e PSD.

Além do “antiquado” PCP e do “populista” CDS/PP, o BE imprimiu uma nova mentalidade política, aliada a um novo discurso que tem agradado a uma significativa margem do eleitorado jovem.

Mas a nossa apreensão deve, presentemente, centrar-se na eventualidade de em Portugal surgir um partido de extrema-direita. Se tal viesse a suceder, facilmente, com um discurso nacionalista virado contra a imigração (que ultimamente tem aumentado no nosso país), qualquer novidade que surgisse no panorama político nacional teria entusiásticos apoiantes.

Como é que podemos evitar ou minimizar uma situação deste género? Renovar dia após dia os valores de Abril. Transmitir aos jovens a importância da liberdade de expressão e de pensamento, para todos, sem exclusões. Evidenciar os benefícios das diferenças entre os povos, das trocas culturais, da partilha e da solidariedade perante aqueles que necessitam do nosso apoio.

Não é tarefa fácil, mas de facilidades já a história não se escreve!

Está nas nossas mãos!

segunda-feira, 25 de abril de 2005

25 de Abril! Sempre!!!

Passados 31 anos sobre a revolução dos cravos, comemorar Abril, é, também, renovar os ideais dessa já longínqua Primavera, e fazer com que os mesmos floresçam, se renovem e não caiam no esquecimento.

A juventude sente hoje, mais do que nunca, a importância da sua participação na construção de uma sociedade onde todos tenham lugar. Porém, a maioria dos jovens vive desligada deste marco histórico, político e social do nosso país.

25 de Abril de 1974 é, sem dúvida, a data mais importante da história recente de Portugal. Importante pelas mudanças que produziu, restituindo a liberdade a um povo oprimido durante décadas, por um regime totalitário e opressor. Importante, igualmente, pelo sonho e pela esperança que fez renascer num povo, ansioso por uma sociedade mais justa, mais igual.

Nasci depois do 25 de Abril de 1974, mas comecei desde muito cedo a acompanhar os meus pais numa comemoração breve que os Socialistas Oureenses faziam e fazem, na noite de 24 para 25 de Abril, num passeio à Câmara Municipal, onde talvez uma dúzia de pessoas cantavam a Grândola Vila Morena, o Hino Nacional e atiravam foguetes.

Depressa me apercebi que aquela festa devia ser muito importante e ter bastante significado pelas expressões de alegria dos presentes.

Com o decorrer dos anos fui compreendendo o significado das palavras como liberdade, igualdade, solidariedade, paz, esperança. Com o decorrer dos anos fui compreendendo os valores, os ideais que sustentam a democracia.

Foi também por estes ideais e valores que senti necessidade, de e por várias formas, dar o meu contributo, na sua defesa e fortalecimento.

Volvidos 31 anos após o 25 de Abril, Portugal é um país democrático respeitado, mais desenvolvido, embora não tanto como desejaríamos, onde a necessidade da participação cívica é a cada dia mais sentida.

Afirmar Abril é dia a dia reforçar a democracia, a participação cívica, a liberdade de pensamento, de expressão e de escolha através do voto.

Afirmar Abril, deve ser uma tarefa diária, de afirmação dos direitos, liberdades e garantias dos portugueses. Abril é de todos. E todos têm o direito de participarem na construção e no desenvolvimento do seu país.

Que estes valores se mantenham, tarefa a que todos cumpre, mas é sobretudo aos políticos a quem cabe credibilizar a política, restabelecendo e reforçando a confiança dos cidadãos naqueles que os representam e na democracia.

Hoje podemos escolher, através do voto, os deputados, os governantes e os autarcas. Podemos, democraticamente, e sem revoluções, escolher os nossos representantes.

Em ano de eleições autárquicas afirmar Abril é também poder operar mudanças de políticas nos concelhos onde a liberdade de expressão, a democracia, a prosperidade ainda escasseiam.

Assim, o apelo é para que nos mobilizemos, pelas causas comuns, na afirmação de Abril! Sempre!

24 de Abril de 2005

Volta CDS...

No rescaldo do congresso do CDS concluímos que o efeito surpresa que Telmo Correia pretendia ter, prolongando o anúncio da sua candidatura, o traiu. Mesmo tendo-se apresentado como candidato à liderança do CDS-PP por ter sentido "uma vontade forjada nas bases e nos militantes", e recusando críticas ao momento em que assumiu a sua disponibilidade. Porém, no final desta história, vemos que ou Telmo Correia não tinha as bases do partido consigo, ou as bases mudaram de ideias…

Assim, José Ribeiro e Castro venceu o Congresso. Afirmou-se espontânea e convictamente perante o Congresso, sem barreiras, estratégias os tropas por detrás de si. Depois da vitória consumada afirmou que quer fazer do CDS-PP "um partido mais interclassista, mais influente, mais forte". O que é que isto quer dizer na realidade, não sabemos. Contudo, estou satisfeito por neste fim de semana se ter fechado um ciclo. E que com o fecho deste, o CDS regresse à Democracia-Cristã, deixando de lado o populismo liberal de extrema direita que Paulo Portas evidenciava nas suas posições, palavras e acções.

sábado, 23 de abril de 2005

Ai, ai... estou que nem posso...

Este fim de semana político concentra-se no Centro de Congressos de Lisboa onde o CDS procura novo líder.

Telmo Correia, um dos candidatos, no meio do discuroso disse “não vou andar por aí…”, numa alusão à expressão usada por Pedro Santana Lopes no último Congresso do PSD “Vou andar por aí…”.

Caso para dizer: que falta de originalidade!

Será que o Pedro Tocha ainda não pensou em convidar estes dois, e mais o Alberto João Jardim para fazerem um novo slogan para a Frize….????

terça-feira, 19 de abril de 2005

O novo Papa.

Joseph Ratzinger, 78 anos, Cardeal alemão foi eleito Papa. Era chefe da Congregação para a Doutrina da Fé desde 1981. É considerado dentro e fora da Igreja Católica como homem conservador. Curiosamente, ou não, o Presidente norte-americano, George W. Bush, afirmou hoje que o cardeal Joseph Ratzinger era um homem de “grande sabedoria e cultura”.

Não entendi porque é que Bush utilizou o verbo ser no passado. Decerto Bento XVI continua a ter dentro de si o Cardeal Ratzinger, mesmo depois da sua “morte” como Cardeal e do seu “nascimento” como Papa.

Nas televisões e rádios multiplicam-se as declarações de entendidos na matéria que evidenciam as qualidades do novo Papa, evidenciando, igualmente, a sua tendência conservadora.

Numa altura em que a Igreja Católica necessita de acompanhar a dialéctica da sociedade e das relações humanas, importava, sem renegar aos princípios basilares da fé e da doutrina católica, efectuar algumas reformas. Será Bento XVI homem para essas reformas?

domingo, 17 de abril de 2005

Contrariedades…

Não teremos nós que ganhar tempo,

em alguns lados,

para o perdermos noutros…?

E em todos esses lados e lugares,

o tempo não nos consumirá,

a par com o próprio,

que na mesma frequência nos alimenta?

Será o tempo uma nova invenção,

ou não estaremos nós, sem ele,

perdidos no mesmo tempo…?

Loira inteligente!!!

Conheço uma maneira de conseguir uns dias de folga! - diz o empregado à sua colega loira.

- E como é q vai fazer isso? – pergunta a loira.

- Assista! - diz o empregado.

Nisto, ele sobe pela viga, e pendurou-se de cabeça para baixo no tecto.

Nesse momento o chefe entrou, viu o empregado pendurado no tecto e perguntou:

- Que diabo está você aí a fazer?

- Sou uma lâmpada. - respondeu o empregado.

- Hummm...acho que você precisa de uns dias de folga. Vá para casa.

Ouvindo isto, o homem desceu da viga e dirigiu-se para a porta. A loira preparou-se imediatamente para sair também. O chefe puxou-a pelo braço e perguntou-lhe:

- Onde você pensa que vai?

- Eu vou para casa! Não consigo trabalhar às escuras…! J

Molhado olhar…

A lua sorri em metade,

no escuro céu.

No seu brilhar, recordo o teu beijar,

que um dia me fez sonhar…

Será um brilho para pensar?

Ou, na verdade, não estão meus olhos

feridos de conhecer, amar e esquecer…?

Que molhados me lembram o teu sorrir.

Porque um dia ousaram arriscar.

Que molhados ouviram teu coração falar.

Num viver, que um dia me viu partir…

Abril 2005

quarta-feira, 13 de abril de 2005

Com Isaltino e Loureiro!?!

Luís Marques Mendes, o novo líder do PSD, avisou o Governo de José Sócrates, de que "o Executivo vai deixar de estar à solta".

Num discurso forte, em palavras vãs, defendeu um PSD como "uma oposição séria, competente, firme e responsável".

No final do Congresso, enquanto os comentadores políticos faziam a sua análise, ouvi, e mais tarde confirmei a eleição de Valentim Loureiro e de Isaltino de Morais para os órgãos Nacionais do PSD. Fiquei deveras surpreendido. Como é que são eleitos para a direcção política de um partido que se quer apresentar como alternativa de poder ao PS, pessoas sob as quais recaem dúvidas e processos na justiça portuguesa?!?

É este PSD que quer mostrar a diferença e provar alguma coisa aos portugueses?!?

sexta-feira, 8 de abril de 2005

25 Abril. Sempre, com R, de Revolução!

Nas vésperas do 31 aniversário do 25 de Abril de 1974, vale a pena recordar este poema de Manuel Alegre, escrito o ano passado, depois do Governo do PSD ter espalhado cartazes pelo país fora, onde as palavras deixaram de ser com R de Revolução… E que boa foi ela, a de Abril de 74. E que boas outras seriam…

Abril com "R"

«Trinta anos depois querem tirar o r
se puderem vai a cedilha e o til
trinta anos depois alguém que berre
r de revolução r de Abril
r até de porra r vezes dois
r de renascer trinta anos depois

Trinta anos depois ainda nos resta
da liberdade o l mas qualquer dia
democracia fica sem o d.
Alguém que faça um f para a festa
alguém que venha perguntar porquê
e traga um grande p de poesia.

Trinta anos depois a vida é tua
agarra as letras todas e com elas
escreve a palavra amor (onde somos sempre dois)
escreve a palavra amor em cada rua
e então verás de novo as caravelas
a passar por aqui: trinta anos depois.»


Manuel Alegre

Abril de 2004

segunda-feira, 4 de abril de 2005

Coitado!

Mohammed chega à sua nova escola.

- Como é que te chamas? pergunta a professora.

- Mohammed " responde o puto.

- Aqui estamos em Portugal, não há cá Mohammeds. Daqui para a frente chamas-te Manuel, responde a professora.

À tarde Mohammed volta a casa. Correu-te bem o dia Mohammed? pergunta a mãe.

- Já não me chamo Mohammed, mas sim Manuel, porque agora vivo
em Portugal.

- Ah, tu tens vergonha do teu nome, renegas os teus pais! A
mãe fica danada e enfia-lhe uma galheta bem aviada. Seguidamente chama o pai e põe-o ao corrente da situação. Mohammed oferece a outra face e leva mais uma galheta.

No dia seguinte quando chega de manhã à escola, a professora
reparando nas marcas dos dedos na cara do miúdo, pergunta: O que
é que te aconteceu Manelinho?

- Bem professora, ainda não tinham passado duas horas que eu
era português e fui logo agredido por dois árabes…

domingo, 3 de abril de 2005

Para lá caminhamos...

A velhice é, também, uma etapa da vida do ser humano. A mais certa. Impossível de parar, pelo passar dos segundos, minutos, dias, meses e anos do ser humano.

O conceito de velhice tem sofrido alterações, ao longo dos anos, de acordo com o processo de evolução (positivo?, negativo?) da sociedade. Essas alterações desencadeiam um conjunto de preocupações nuns, e um total alheamento e esquecimento por parte doutros.

As condições de vida das pessoas idosas variam de acordo com o seu estatuto económico, e consoante o seu local de residência.

É certo que nos últimos 12 anos se verificou um significativo aumento de Centros de Dia e de Casas de Repouso, onde as pessoas idosas podem acedes a cuidados permanentes de saúde e acompanhamento especializado.

Porém, serão estes os lugares que a maioria dos idosos pretendem para descansar, após uma vida de trabalho?

Serão estes lugares, por muito que possuam bons técnicos, auxiliares e outros profissionais, sítios de amor, compreensão…?

As mudanças a nível biológico, psicológico e social que se vão verificando no ser humano à medida que chega à velhice, exigem deste um esforço de adaptação a novas condições de vida nos vários patamares de relacionamentos inter-pessoais e afectivos.

Com a redução das capacidades motoras, intelectuais, com a ruptura com a actividade laboral, com a redução dos níveis de rentabilidade económica, e muitas vezes com o “despejo” dos idosos em lares, não estará a sociedade a descurar aqueles que foram elementos fundamentais para a existência do nosso presente, por aquilo que eles construíram no passado?

Para onde caminhamos, nesta vida e neste dia a dia, do corre corre, onde os laços familiares são mais fracos, onde o isolamento dos idosos em lares é uma realidade…

Será que não pensamos que um dia seremos nós?

Não podemos mudar, melhorar, intervir?

Mais do que podemos. Devemos. É um imperativo moral…

quarta-feira, 30 de março de 2005

Se tu...

Se tu viesses ver-me…

Se tu viesses ver-me sempre à tardinha.

A essa hora dos mágicos cansaços.

Quando a noite de manso se avizinha.

E me prendesses todo nos teus braços…

Quando me lembra:

esse sabor que tinha a tua boca…

o eco dos teus passos…

o teu riso…

os teus abraços…

os teus beijos…

a tua mão na minha…

E é como um cravo ao sol a minha boca…

Quando os olhos se me cerram de desejo…

E os meus braços se estendem para ti…

domingo, 27 de março de 2005

Uma reflexão. A minha opinião.

O aborto clandestino é um problema da nossa sociedade, que todos conhecem mas ao qual todos “fecham os olhos”.

Presentemente, a interrupção da gravidez só é permitida em três circunstâncias: gravidez resultante de violação, má formação do feto e risco para a vida ou saúde da mãe. Em Portugal, o número de abortos feitos legalmente é insignificante quando comparado com os 300.000 mil abortos ilegais por ano.

O aborto ilegal é um mal social a combater.

Existem diversos métodos contraceptivos que evitam a gravidez indesejada, mas a realidade diária é que existem milhares de mulheres a praticar o aborto ilegal.

Hoje em dia, só quem tem capacidade económica é que pode recorrer a clínicas particulares no estrangeiro…

Infelizmente a maioria das mulheres que abortam, são forçadas a recorrer a parteiras duvidosas, que sem as condições mínimas de segurança e muitas vezes de higiene, efectuam abortos com métodos artesanais, colocando em alto risco a saúde da mulher. Outras vezes o aborto não se concretiza, provocando danos gravíssimos e irreversíveis nos fetos, sendo responsáveis por deficiências futuras nas crianças.

Perante esta realidade temos de considerar a possibilidade de excluir a ilicitude da interrupção voluntária da gravidez quando praticada por solicitação da mulher grávida nas primeiras 12 semanas de gravidez (esta é uma solução, adoptada na esmagadora maioria dos países europeus e que visa viabilizar a interrupção voluntária da gravidez em segurança quando a mulher entender que não tem condições para ter um filho).

Outra questão a aprovar num eventual Referendo, é a de poder alargar para 22 semanas o prazo em que é lícita a interrupção voluntária da gravidez fundamentada em malformações do feto. Esta solução, também ela adoptada em quase todos os países da Europa, tem dois objectivos: primeiro, permitir a realização do aborto logo após o prazo em que surgem a maioria das deficiências no feto; segundo, evitar que sejam feitos abortos devidos a deficiências que surgem nas primeiras semanas de gravidez mas que o tempo cura- ou seja trata-se também de uma medida pró-natalidade.

Há que criar condições para a prática de interrupção voluntária da gravidez nos Hospitais públicos- trata-se de uma vertente essencial que visa garantir a igualdade no acesso.

O estado tem de instituir consultas gratuitas de aconselhamento e planeamento familiar nos Centros de Saúde, de forma a instituir um processo de acompanhamento da mulher grávida que reduza ao mínimo o recurso a este tipo de intervenções e procure garantir que as opções da mulher são feitas sem pressões externas, por outro lado, minimizar os efeitos psicológicos, algumas vezes muito graves, que a interrupção voluntária da gravidez tem na mulher.

A oposição a estas soluções, conhecidas dos diversos intervenientes políticos e médicos, não evitará o aborto, nem salvará uma só vida.

Há que estabelecer um quadro legal mais consonante como dos restantes países europeus, mais adequado à realidade, contra a hipocrisia, por uma maternidade responsável, pelos direitos da mulher à saúde, á sua integridade física e à interrupção da gravidez em condições de higiene, segurança e dignidade humana, independentemente da sua condição económico-social.

Façamos uma profunda reflexão sobre este assunto e preocupemo-nos, também, com este flagelo social.

João Heitor

quinta-feira, 24 de março de 2005

Será desta?!?

Segundo a imprensa de hoje o referendo ao aborto deverá realizar-se já no início deste Verão. A decisão ainda estará dependente da concordância de Jorge Sampaio.


Depois do Referendo de 1998 o NÃO ter vencido por desleixo dos adeptos do SIM que preferiram ir para a praia e ficar em casa, o Governo Socialista pretende volvidos 7 anos voltar a consultar os Portugueses.

José Sócrates afirmou no início desta semana na discussão do Programa de Governo, que participará na campanha: "Vou fazer campanha pelo sim!"

sábado, 19 de março de 2005

Valia a pena pensar nisto...

Aquando de actos eleitorais, e na noite das eleições o país assite aos mais variados discursos, acabando muitos deles por se tornarem em “auto-elogios” do eventual trabalho desenvolvido por dirigentes locais, distritais e nacionais das estruturas.

Aqueles que estudam os resultados eleitorais, as suas variáveis e as condicionantes dos mesmos, atribuem à figura do candidato a primeiro ministro a conquista dos votos e a respectiva vitória.

Todavia, na noite da vitória, muitos são aqueles que puxam para si, os “louros” dos resultados eleitorais. Uns merecedores, quiçá outros injustos!

Em altura de vitórias todos estão de parabéns. Parece que todos cumpriram as suas obrigações, recebendo grandes e intensos apertos de mão, acompanhados de palmadas nas costas. Porém, será que os louros que alguns ostentam não estão embrulhados em erros, falhas e ausências, que foram esquecidos e silenciados na noite da vitória?

Permitirão as vitórias que os “menos bons” fiquem com os louros e reconhecimentos que não lhes são devidos?

Possibilitarão as vitórias, que os “menos bons” se sobreponham àqueles que no silêncio dos dias e das noites conquistam votos e organizam estruturas?

Será que nos partidos políticos a nível local, distrital e nacional há quem pense nisto?

Uma reflexão desta índole, não seria útil aos partidos políticos, com vista ao reforço da democracia e à afirmação da classe política junto dos cidadãos?


sábado, 12 de março de 2005

Para um outro mais belo lugar...

Aquele que partiu sem regressar.

Aquele que escreveu sem findar.

Um mar de emoções e sentires.

Um mar de sensações, não a chegar, mas a partir...

Par um outro mais belo lugar...

Miguel Torga.


terça-feira, 8 de março de 2005

Perdi um amigo...

Perdi um grande amigo.

Mais um, na inesperada surpresa da vida.

Deixa-me a sua determinação,

coragem e lealdade.

A lealdade aos princípios e valores humanos.

A lealdade aos amigos e companheiros de luta.

Sinto-me mais pobre, enquanto ser humano.

Deixa saudades em todos aqueles

que gostavam de pensar, debater,

confrontar ideias e pensamentos…

Amigo e irmão do seu irmão,

leva-nos a escrever que hoje

perdemos mais do que um amigo.

Perdemos um grande homem

que honrava a sua existência

junto de todos aqueles

que puderam privar e aprender com ele…

Obrigado amigo…


sábado, 5 de março de 2005

Bloquista...

Contam, que certa vez ao chegar em casa, Francisco Louçã ouviu um barulho
estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão
tentando levar os seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do
indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados
patos, gritou-lhe assim:

- Oh, bucéfalo anácroto! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes
palmípedes, mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da
minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.

- Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha
elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala
fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência do que o vulgo denomina por nada.

E o ladrão, confuso, diz:

- Doutor, eu levo ou deixo os patos?


domingo, 27 de fevereiro de 2005

Pensamentos e paixões...

Várias pessoas amigas desafiaram-me a começar a publicar algumas das minhas poesias e pensamentos que ao longo dos últimos anos tenho passado para o papel.

Talvez por serem reveladoras do meu eu, e do percurso que na vida tenho feito, ainda não me atrevi a publicá-las.

Hoje, escrevo um conjunto de pensamentos, que em quadras se soltaram, num destes últimos dias, enquanto a caminho de casa, conduzia na estrada...

Secos são os corações que não choram.

Como verdes os campos do carinho.

Das palavras que nos banham sorrindo.

Quando de cá dentro se soltam...

Quentes são os beijos desejados.

Que intensos tocam os lábios molhados.

Em carinho por ti, criados.

Nos segundos mais ousados...

Pensamentos em ti me agarram.

Quando o meu respirar não bate certo.

Será a tua falta que me ataca?

Ou são saudades que me cegam?

A ti não prometo ilusões.

Que a estrada da vida é madrasta.

Quero sentir-te e ser teu.

Perdido em desejos e paixões...

João Heitor

Fevereiro de 2005


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2005

Pensamento...


Há pessoas que choram por saberem que as rosas têm espinhos; outras há que sorriem por saberem que os espinhos têm rosas...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

Parabéns Portugal!

Mais de dois milhões e meio de votos - score só ultrapassado por Cavaco. José Sócrates não só conquistou a primeira maioria absoluta da história do PS como é o primeiro líder a saltar da oposição para a estabilidade monocolor no Parlamento.

O PS arrasou os dois parceiros da coligação de direita, na contagem concreta de deputados e, também, do ponto de vista simbólico. Os socialistas triunfaram em Viseu, o antigo cavaquistão; ganharam, pela primeira vez, em Vila Real; empataram, em número de deputados, na Madeira - e Alberto João Jardim (notava António Barreto, na RTP) até leu um discurso, em detrimento dos seus célebres improvisos. No Alentejo profundo, o PSD foi atirado para a votação dos tempos pré-Cavaco, uma vez que não há qualquer deputado laranja por Portalegre, Évora, Beja. No fundo, o PSD apenas ganhou na Madeira e em Leiria.

Portugal está de parabéns.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

Mera ilusão...

Um homem anda por uma estrada perto de uma cidade, quando percebe a pouca distância, um balão voando baixo. O balonista acena-lhe desesperadamente,
consegue fazer o balão baixar o máximo possível e grita-lhe:
"Ei, você, poderia ajudar-me? Prometi a um amigo que me encontraria com ele às duas da tarde, porém já são duas e meia e nem sei onde estou.
Poderia dizer-me onde eu me encontro?"
O outro homem, com muita cortesia, respondeu:
"Mas claro que posso ajudá-lo! Você se encontra num balão de ar quente, flutuando a uns vinte metros acima da estrada. Está a quarenta graus de latitude norte e a cinquenta e oito graus de longitude oeste."
O balonista escuta com atenção e depois pergunta-lhe com um sorriso:
"Amigo, você é engenheiro? "
"Sim, senhor, ao seu dispor! Como conseguiu adivinhar? "
"Porque tudo o que você me disse está perfeito e tecnicamente correcto, porém essa informação é-me totalmente inútil, pois continuo perdido. Será que não tem uma resposta mais satisfatória?"
O engenheiro fica calado por alguns segundos e finalmente pergunta ao balonista: " você, não será por acaso um social-democrata?
"Sim, sou realmente filiado no PSD. Como descobriu?"
"Ah! Foi muito fácil! Veja só: você não sabe onde está nem para onde vai.
Fez uma promessa e não tem a mínima ideia de como irá cumpri-la e ainda por cima espera que outra pessoa resolva o seu problema. Continua exactamente tão perdido quanto antes de me perguntar. Porém, agora, por um estranho motivo, a culpa passou a ser minha..."


Anti... Made In...

Vesti uma T-shirt Granoghi “Made in Indonésia”…
Olhei para dentro do fato-treino Adidas e li “Made in Tailândia”…
Calcei os meus ténis Reebok “Made in Paquistão”…
Meti o um boné Kaki “Made in Brasil”…
Peguei no telemóvel Nokia “Made in Finlândia”…
Entrei num Volkswagen “Made in Alemanha”…
e …

… saí para a manifestação anti-globalização!!!


Calçada de Carriche

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.

Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.

Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.

Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Teatro do Mundo (1958)