quarta-feira, 13 de julho de 2005

Para descontrair...

"Um dia uma dona de casa, apanhava gravetos e lenha miúda para o fogão, para fazer o almoço para a família. Ao cortar um galho de uma árvore já tombada na margem do rio, o machado caiu dentro da água.

A mulher suplica a Deus que lhe aparece e pergunta:

- Porque choras?".

A mulher responde que o machado se tinha perdido no rio. E Deus entra nas águas, das quais tira um machado de ouro, e pergunta:

- É este o teu machado?"

A nobre mulher responde:

Não Deus, não é esse."

Deus entra novamente no rio e desta vez tira um machado de prata:

- E este é o teu?"

- Também não", responde a Dona de casa.

Deus volta ao rio de onde tira um machado de ferro e pergunta:

- É este o teu machado?"

- Sim, responde a nobilíssima mulher.

Deus estava contente com a sinceridade da mulher, e mandou-a de volta para casa dando-lhe de presente os 3 machados.

Um dia, a mulher e seu amantíssimo marido estavam a passear pela margem do rio quando ele tropeçou e caiu à água. A infeliz mulher então, chora, grita e suplica a Deus que aparece e pergunta:

- Mulher, porque choras?"

A mulher responde que o seu esposo caiu no rio, e imediatamente Deus mergulha e retira das águas o Tom Cruise, e pergunta:
- É este o seu marido?"

- Sim, sim. É ele." - responde a mulher, e Deus enfurece-se.

- "Mulher mentirosa e pecaminosa !!!", exclama.

Mas a mulher rapidamente explica:

- Deus perdoe-me, foi um mal entendido. Se eu dissesse que não, então o Senhor tiraria o Brad Pitt do rio, depois se eu dissesse que não era ele, o Senhor tiraria o meu marido, e quando eu dissesse sim o Senhor mandaria que eu ficasse com os 3. Mas eu sou uma humilde e honesta mulher e não poderia cometer tamanho adultério... só por isso eu disse 'sim' para o primeiro deles.

E Deus achou justo, e perdoou-a.

Moral da história:

"As mulheres mentem de um jeito tal que até Deus acredita."

domingo, 10 de julho de 2005

E a ilha que é tão bonita...

Agora é o PSD da Madeira que não quer o Marques Mendes na festa do Chão da Lagoa… http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1227867

Isto parece a República das Bananas… J

sexta-feira, 8 de julho de 2005

Não dá que pensar?

Os recentes ataques terroristas em Londres trouxeram-me à memória a famosa Cimeira das Lajes, que antecedeu o ataque ao Iraque.

Cimeira essa, em que Bush, Blair, Aznar e Durão (em bicos dos pés) sorriram para as câmaras, com a decisão da guerra tomada.

Os EUA sofreram o ataque nas Twin Towers. E por isso, Bush exigiu a Cimeira das Lajes.

Aznar nem tinha razões para estar naquela Cimeira. Mas, numa trágica manhã, na estação ferroviária de Atocha, Espanha sentiu o peso do terrorismo…

Blair também não tinha razões directas para estar na Cimeira das Lajes. Mas esta semana os ataques em Londres tiraram a vida a mais de 5 dezenas de pessoas, estando cerca de 700 feridas, algumas com gravidade…

Mas, mesmo em bicos dos pés, o que é que Durão Barroso estava a fazer na Cimeira da Guerra?!?!?

É que dos presentes na Cimeira das Lajes, só Portugal ainda não foi atacado...

Todos os restantes chefes de estado dos países presentes já viveram o terror…

E as grandes quantidades de explosivos apreendidos no Norte de Portugal, recentemente…

Tudo isto não dá que pensar???

Até que enfim!!!

Até que enfim que alguém neste país faz alguma coisa relativamente a este senhor.

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A JS Nacional, está, por esta iniciativa, de parabéns. Podem pegar noutros temas e pessoas e continuar...

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A JS vai apresentar queixa no Alto-Comissário para as Minorias Étnicas Imigração e vai apresentar uma participação à Procuradoria-Geral da República no sentido de averiguar se as graves declarações proferidas pelo Presidente do Governo Regional da Madeira são susceptíveis de gerar responsabilidade jurídica.


Para a JS o Presidente do Governo Regional da Madeira violou o princípio da igualdade consagrado na Constituição da República Portuguesa e violou a lei 18/2004 que proíbe a discriminação racial ou étnica ao ter proferido declarações discriminatórias que insultam comunidades de imigrantes.


A JS fará de igual modo uma participação ao Procurador Geral da República no sentido de averiguar da existência de responsabilidade criminal por parte do Presidente do Governo Regional da Madeira pelas declarações proferidas.

Pedro Nuno Santos, Secretário Geral da Juventude Socialista, afirma que “a JS sente-se chocada com as declarações proferidas pelo Presidente do Governo Regional da Madeira. É inadmissível que seja quem for, muito menos um detentor de um alto cargo político possa proferir declarações racistas e xenófobas.”

Pedro Nuno Santos adianta, ainda, que “é inaceitável que se ataquem comunidades imigrantes e que se ignore, ao mesmo tempo, o contributo que as comunidades imigrantes têm dado para o desenvolvimento do nosso país.
É também de uma grande irresponsabilidade política ignorar que Portugal tem uma grande comunidade emigrante espalhada pelo mundo, incluindo na Ásia, grande parte da mesma constituída por emigrantes Madeirenses.”


A JS condena todos os actos que promovam a discriminação e o ódio. Mais do que ninguém os detentores de altos cargos políticos devem promover a solidariedade, a tolerância e o respeito pelos outros. Esta é a obrigação de todos os que fazem política.


“Não foi isto que o Presidente do Governo Regional da Madeira fez. E por isso deve ser punido, pelo menos politicamente”, conclui Pedro Nuno Santos.

terça-feira, 5 de julho de 2005

Mais uma!

As últimas declarações de Alberto João Jardim, contra a presença na Madeira de cidadãos indianos, chineses e de países de Leste consubstanciam ideias xenófobas e de descriminação racial.

Expressões desta índole deviam ser alvo de processo judicial, de acordo com o Código Penal.

Existirá, todavia, alguém que efectue a queixa para que o processo se inicie?

E aos Sociais Democratas, estas expressões e “tiradas” não dizem nada?

domingo, 3 de julho de 2005

Justificar-se-á?

A Central Nuclear que Patrick Monteiro de Barros quer instalar no nosso país, segundo alguma imprensa, vai ser «empurrada» para o Norte do país, em plena bacia do Douro.

Os ambientalistas já se manifestaram contra a iniciativa.

Todavia, as alterações climatéricas que uma Central Nuclear provoca, afectariam, naquela zona do país, as culturas da vinha, que nos dão o tão famoso vinho do Porto…

Mas antes mesmo destas questões, importa reflectir sobre a necessidade de construir uma Central Nuclear em Portugal. Actualmente só 20% da energia que é consumida em Portugal, é que não advém do petróleo. Ou seja, 80% da energia consumida em Portugal precisa e precisará, de crude (petróleo). Não de energia nuclear!

Aliás, à medida que as Centrais Nucleares da maioria dos países europeus estão a chegar ao “terminus do seu ciclo de vida” os responsáveis estão a desmantela-las…

Será que Portugal deve adoptar, agora, um caminho que está a ser abandonado por outros?

Com que vantagens?

Sob que argumentos?

Live 8

Ontem decorreu o Live 8, em 10 cidades por todo o mundo. Joanesburgo, Filadélfia, Cornualha e Londres, Edimburgo, Berlim, Moscovo, Tóquio, Barrie, Paris e Roma. O grande objectivo da iniciativa foi o de denunciar a pobreza em África e pressionar os líderes dos G8 (os países mais industrializados do mundo), a agirem, antes da cimeira na Escócia que irá decorrer entre quarta e sexta-feira. Milhões de espectadores e telespectadores ouviram e viram grandes compositores, cantores e grupos cantar, em torno de uma nobre causa. A solidariedade, foi, sem dúvida, palavra de ordem…

quinta-feira, 30 de junho de 2005

A hipocrisia continua...

Duas das três mulheres que começaram a ser julgadas por aborto em Junho de 2004 regressam hoje ao Tribunal de Setúbal, depois da juíza ter decidido separar o processo da enfermeira-parteira do das mulheres que recorreram aos seus serviços.

Parece impossível, mas estas questões permanecem inalteráveis, sem que alguns sectores políticos e sociais deste país se incomodem.

Talvez porque nenhuma das senhoras em causa pertença a alguma família influente…

E há quem não se importe com estas situações, porque se o “azar” bater à porta de algum deles, ou de suas famílias, há dinheiro para ir até Espanha ou Inglaterra resolver a situação…

segunda-feira, 27 de junho de 2005

A greve dos sindicatos...

Uma colega minha falava na sala de professores, na semana passada, argumentando que a greve é um direito consagrado na Constituição da República. Os professores sentem-se injustiçados, pois trabalham um ano inteiro, esforçam-se para dar o melhor de si e chegam ao final do ano lectivo e vêem congelada a sua carreira e o tempo de serviço não lhes é contado para efeitos de progressão. É injusto! Pois é!

Mas não será preferível o diálogo à manifestação? Não dará melhores resultados o debate? Que efeitos teve a greve? Foi uma forma de pressionar o governo a alterar as suas medidas? E os alunos?

Os alunos também merecem o nosso respeito, a greve afectou-os e afectá-los –á. Eles podem ter feito os exames, mas será que o seu espírito e concentração foram os necessários? E aqueles que não os realizaram, mereceram chegar à escola e voltar para trás?

Os meses de empenho, trabalho e estudo destes alunos são dignos de desprezo? Tantas horas a estudar, tantos livros e folhas a “voarem” pelos quartos, tanto nervosismo, para quê?

É verdade que terão mais tempo para estudar, mas compensará? E a nova data, será que não afectará os outros exames, os outros planos de estudo?

Duas coisas são certas: Não lhes foi dada uma oportunidade e o exame não será o mesmo…

quinta-feira, 23 de junho de 2005

Porque...

Um amigo enviou-me este poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, dedicando-mo por toda a minha vida política e pessoal, numa fase onde alguns questionam o meu valor.

Obrigado por me reconheceres como tal. Tenho procurado ser vertical e sincero nos meus percursos. Nem sempre é fácil, mas "... a luta continua...".

Aquele abraço.

l

Porque

l

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
i
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
i
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

sábado, 18 de junho de 2005

Para ti, mãe!

Para ti mãe, um poema de Eugénio de Andrade. Aquele autor, aquele poema que tanto gostas…

:)

Urgentemente

M

É urgente o amor.

É urgente um barco no mar.

A

É urgente destruir certas palavras,

ódio, solidão e crueldade,

alguns lamentos,

muitas espadas.

E

É urgente inventar alegria,

multiplicar os beijos, as searas,

é urgente descobrir rosas e rios

e manhãs claras.

!

Cai o silêncio nos ombros e a luz

impura, até doer.

É urgente o amor, é urgente

permanecer.

sexta-feira, 10 de junho de 2005

10 de Junho!

10 de Junho dia de Portugal, Camões e das Comunidades.

Dia da morte de Luís Vaz de Camões.

Em sua memória fica um dos seus poemas mais bonitos (para mim…).

Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
 
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
 
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
 
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
 
                           Luís de Camões

Made In China, India, Coreia...

A globalização é hoje um novo conceito de economia. É numa nova ordem económica mundial.

Este novo processo de organização da economia tem-se constituído como um desafio de competição e de sobrevivência para os pequenos grupos empresariais.

Alguns não estão a aguentar a pressão face à liberalização dos mercados.

As leis do mercado, a competitividade, a formação profissional e a qualificação dos recursos humanos são factores decisivos para a continuidade do desenvolvimento e da estabilidade económica das empresas que até agora aguentaram o embate inicial.

O aparecimento de grandes grupos económicos, as fusões e absorção de empresas mais vulneráveis é hoje uma constante.

Até quando o tecido económico nacional aguentará?

O aumento de falências e o consequente aumento do desemprego não estarão cada vez mais a contribuir para a debilidade da economia nacional?

Será este mais um ciclo? Ou o princípio do fim?

Aguentar-se-à?

O governo abriu várias frentes de combate na sociedade portuguesa, ao procurar alterar e acabar com regimes especiais de vencimentos, reformas, progressões nas carreiras…

Algumas, talvez, injustas e demasiado penalizadoras para os afectados.

Resta saber se este governo vai aguentar a contestação social que aí se avizinha.

terça-feira, 7 de junho de 2005

Se fosse eu, era preso...

"Eu vou receber aquilo a que tenho direito como todos os cidadãos em Portugal".

“Esta celeuma surgiu por causa de alguns bastardos no continente que decidiram desabafar o ódio que têm contra mim.”

“Há uns bastardos da comunicação social do continente. Eu digo bastardos para não ter de lhes chamar filhos da puta.”

Meus senhores e senhoras, este é o Presidente da República das Bananas!!!

Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional da Madeira.

Apetece-me escrever a sua música preferida…

“Quem é que não vê, quem é que não acha que o PSD põe Portugal em marcha…”

quarta-feira, 1 de junho de 2005

Rigor e contenção!

Foram várias as medidas de contenção orçamental e de combate ao défice que o governo de Sócrates anunciou nos últimos dias.

As mais faladas, são indiscutivelmente a subida do IVA de 19 para 21%; o congelamento de salários da função pública; o aumento da idade de reforma dos funcionários públicos para os 65 anos… Injustas para uns, e justas para outros.

Porém, o governo também acabará com as benesses para os titulares de cargos políticos ao nível das reformas; retirará benefícios aos administradores de Institutos Públicos e criará uma taxa de IRS de 42% para pessoas que auferem um salário anual superior a 60 mil euros…Outra medida que tornará a vida económica mais transparente é o levantamento do sigilo bancário que aguarda a alteração da legislação em vigor.

Ou seja, desta vez, as medidas também irão afectar os mais ricos.

Assim, o discurso das centrais sindicais e dos partidos que estão à esquerda do PS, que assentam num cínico lamento de que estas medidas afectam só os mais desfavorecidos, cai por terra.

A sobrevivência de pequenos partidos, e dos seus dirigentes, não pode ser feita à custa das graves crises económicas, que comprometem o futuro deste país, e que seriamente urgem ser solucionadas.

Esse é o propósito de Sócrates. Num esforço nacional, feito por todos, resolver a crise com rigor, determinação e seriedade.

Ou será que Sócrates como 1º Ministro tem prazer em aumentar impostos e perder a popularidade e a simpatia do povo português?

terça-feira, 31 de maio de 2005

Como será cá?

O Não venceu em França. Ou melhor, derrotou os adeptos do Sim…

Ou seja, o povo (que na bandeira francesa é representado pela cor vermelha) conseguiu impedir as decisões e vontades políticas do poder legislativo (que na bandeira é representado pela cor azul) e do poder executivo (que na bandeira é representado pela cor branca)…

Uma Revolução sem tiros, mortes ou armas, mas que termina com baixas políticas. A primeira, e mais visível foi a demissão do chefe do Governo cessante, Jean-Pierre Raffarin, que apresentou a sua demissão ao chefe de Estado francês esta manhã, dois dias depois da vitória do "não" no referendo ao Tratado Constitucional Europeu.

Recorde-se que o "não" reuniu 54,87 por cento dos votos - num referendo que registou 30 por cento de abstenção -, mas em algumas zonas chegou a alcançar 80 por cento (ainda que em Paris o "sim" tivesse ganho, com 66,5 por cento).

Será assim em Portugal?!?

Podia ter sido mais dificil...

Afinal lá os parei.

Os alunos que cantavam: “O Benfica parou. O Benfica parou no Jamor!” e entre Vitória. Vitória…

E lá consegui continuar a leccionar os conteúdos programáticos que já estão em atraso…

Depois das vitórias e derrotas, a vida lá volta ao normal…

domingo, 29 de maio de 2005

Quem me ajudará???

Ontem à noite, uma série de benfiquistas, etilicamente alegres gritavam: “Ninguém pára o Benfica. Ninguém pára o Benfica”...

Hoje, o Vitória de Setúbal parou o Benfica. Foi bom para o futebol português uma equipa mais pequena ter vencido a Taça de Portugal.

Amanhã, o meu dilema é saber quem é que vai parar os meus alunos… de Setúbal!!!

Não vai ser difícil saber que terei de ser eu… mas… como?!?

Que o meu Suplemento de Alma e de Paciência amanhã, me completem…

Sim ou Não, eis a questão!

Os cidadãos franceses votam hoje sobre a nova Constituição Europeia.

As sondagens dão a vitória ao Não, colocando toda a Europa num autêntico ataque de nervos.

A França foi um dos países fundadores da União Europeia e depara-se agora com uma divisão entre os cidadãos, o poder político nacional, e a relação destes com a União Europeia…

Uma trilogia que me remete para a bandeira francesa e razões das suas cores:

tricolor em três faixas verticais (azul, branca e vermelha) sendo que o azul representa o poder legislativo, o branco o poder executivo e o vermelho o povo, os três dividindo igualmente o poder…

Curiosas as cores e suas razões, quando volvidos 216 anos sob a Revolução Francesa, as três forças se voltam a confrontar…

Leiria é diferente?

José António Silva, ex-Presidente da Distrital de Leiria do PSD, deu recentemente uma entrevista ao jornal Região de Leiria.

Nesta, acusa estruturas locais e protagonistas do seu partido de traições e momentos de vergonha:

“Já passámos por todas as vergonhas”

“Damasceno fez assalto pela ganância do poder”…

Este ex responsável máximo da distrital do PSD acusa Isabel Damasceno de procurar manter o poder, pelo poder. Recorde-se que Isabel Damasceno é também arguida no caso Apito Dourado.

Em relação à Câmara de Leiria, a direcção nacional do PSD e o líder Marques Mendes, apoiam a recandidatura de Isabel Damasceno…

Isaltino e Valentim Loureiro não receberam o apoio do PSD por terem casos com a justiça, e segundo Marques Mendes, para credibilizar a política…

Mas e em Leiria?!? Não se credibiliza aqui também? Porque não?!?

sábado, 28 de maio de 2005

De regresso.

E o meu último post foi à 13 dias…

O ritmo e caminhos da vida não me têm permitido alimentar o meu Suplemento de Alma que tanto me liberta…

Pode parecer estranho mas a escola onde trabalho, por se encontrar em obras, não tem computadores com Internet…

E, entretanto, tanto se tem passado no país político e social…

E, entretanto, tanto tenho vivido e sentido…

Num destes dias dei por mim de caderno nos joelhos e de caneta em punho a escrever…

Deixo este post, que escrevo em breves minutos, enquanto não vou ver as ruas da minha terra, por onde os meus conterrâneos trocam cumprimentos e saudações, por onde respiro sob as raízes da minha existência…

Logo, com mais calma, deixarei outros pensamentos…

domingo, 15 de maio de 2005

Investigue-se...

Começaram a ser descobertas algumas das “trapalhadas” que o PSD e o CDS fizeram no Governo nos últimos 3 anos.

Telmo Correia, Abel Pinheiro e Nobre Guedes, dois Secretários de Estado e um Ministro, envolvidos num processo pouco claro relacionado com um empreendimento turístico no Concelho de Benavente.

3 administradores do BES também estão envolvidos no processo de averiguações judiciais…

É caso para fazer novos slogans para o crédito à habitação:

- Já falaste com o teu banco?

- Não. Fui ao Largo do Caldas…

ou

- Já falaste com o teu Banco?

- Para quê? Liguei aos Populares…

ou

- Já falaste com o teu banco?

- Não. Fiz-me militante do CDS/PP…

E eles que eram pela clareza. Pelo rigor orçamental.

Faz como Frei Tomás, faz o digo, não faças o que eu faço…

sábado, 14 de maio de 2005

Sem comentários...

Não sou anti-americano, mas considero o autor destas “pérolas” um homem perigoso. Perigoso demais para estar à frente de um país como os EUA.

Aqui ficam algumas das suas “bacuradas” que proferiu em alguns discursos. Além de erros históricos e culturais, também encontramos erros de concordância. Já para não falar das frases tipo “lógica da batata”… Umas dão para rir. Outras até paramos, e lemos duas vezes…

Eu gostaria de ter estudado latim. Assim eu poderia comunicar melhor com o povo da América Latina." ???


"A grande maioria de nossas importações vem de fora do país." ...


"Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos." ...


"O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa nação. Quero dizer, na História deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu não vivi nesse século." ???


"Uma palavra resume provavelmente a responsabilidade de qualquer governante. E essa palavra é 'estar preparado'." ???


Eu tenho feito bons julgamentos no passado. Eu tenho feito bons julgamentos no futuro." ???


"Eu não sou parte do problema. Eu sou Republicano." ???

"O futuro será melhor amanhã." ???

"Nós vamos ter o povo americano mais educado do mundo". ???


"Eu mantenho todas as declarações erradas que fiz.” ...


”Nós temos um firme compromisso com a NATO. Nós fazemos parte da NATO. Nós temos um firme compromisso com a Europa. Nós fazemos parte da Europa." ???

Um número baixo de votantes é uma indicação de que menos pessoas estão a votar." ...

"Nós estamos preparados para qualquer imprevisto que possa ocorrer ou não." ...


"Para a NASA, o espaço ainda é alta prioridade." ???

"O povo americano não quer saber de nenhuma declaração errada que George Bush possa fazer ou não." ...

"Não é a poluição que está prejudicando o meio-ambiente. São as impurezas no ar e na água que fazem isso." ???


"É tempo para a raça humana entrar no sistema solar." ???

George W. Bush, Jr.

sábado, 7 de maio de 2005

Saudades...

Aqui junto ao mar,

na outra face do vento,

a brisa sussurra-me o teu nome.

De repente

atravessa-me o coração

uma intensa saudade,

que só em ti pode existir…

João Heitor

Maio 05

quinta-feira, 5 de maio de 2005

A democracia agradece...

Sou obrigado a aplaudir as decisões de Marques Mendes relativamente ao não apoio do PSD à candidatura de Isaltino de Morais à Câmara de Oeiras; e ao não apoio do PSD à recandidatura de Valentim Loureiro à Câmara de Gondomar.

Marques Mendes, com estas duas posições, credibiliza o PSD e a política nacional.

Pessoas sobre as quais recaem dúvidas e processos judiciais (Isaltino e Valentim), não podem, por questões éticas, morais e políticas continuar a obter por parte das direcções nacionais dos partidos políticos apoios e palcos…

Convém Marques Mendes também analisar o apoio, ou não, a Isabel Damasceno, visto que a Presidente da Câmara de Leiria também foi ouvida no processo Apito Dourado…

E esta questão não se esgota no PSD. Decerto noutros partidos também existem candidaturas ou recandidaturas polémicas.

O PS não devia ter apoiado a última candidatura de Fátima Felgueiras à Câmara de Felgueiras. Porém, na altura, não houve o discernimento necessário para tal decisão.

Se é preciso credibilizar a política, em todos os seus sectores e protagonistas, independentemente dos partidos políticos, há que continuar a “separar o trigo do joio” a bem das populações e da democracia portuguesa.

sábado, 30 de abril de 2005

É preciso agir!

Num contínuo anúncio de manifestações de estrema direita por toda a Europa, a consolidação de Le Pen em França, mas também na Áustria, em Itália, na Dinamarca, na Holanda e na Bélgica, grupos de extrema direita têm crescido e atraído militantes para as causas xenófobas e racistas que defendem.

Estas ocorrências ganham maior relevo quando se celebram 60 anos sob o fim da II Guerra Mundial. Pessoalmente, encaro a subida dos partidos da extrema-direita como uma derrota dos valores humanos, da tolerância, e da igualdade de direitos, liberdades e garantias.

Volvidos 31 anos sobre a revolução de Abril e após 50 anos de ditadura, os portugueses souberam consolidar a democracia. Somos hoje um país com uma forte identidade histórica, cultural e linguística.

Contudo, vive-se em Portugal uma crise de opinião. Os portugueses estão pessimistas quanto à situação económica do país e deixaram de acreditar e de confiar na classe política “clássica” centrada no PS e PSD.

Além do “antiquado” PCP e do “populista” CDS/PP, o BE imprimiu uma nova mentalidade política, aliada a um novo discurso que tem agradado a uma significativa margem do eleitorado jovem.

Mas a nossa apreensão deve, presentemente, centrar-se na eventualidade de em Portugal surgir um partido de extrema-direita. Se tal viesse a suceder, facilmente, com um discurso nacionalista virado contra a imigração (que ultimamente tem aumentado no nosso país), qualquer novidade que surgisse no panorama político nacional teria entusiásticos apoiantes.

Como é que podemos evitar ou minimizar uma situação deste género? Renovar dia após dia os valores de Abril. Transmitir aos jovens a importância da liberdade de expressão e de pensamento, para todos, sem exclusões. Evidenciar os benefícios das diferenças entre os povos, das trocas culturais, da partilha e da solidariedade perante aqueles que necessitam do nosso apoio.

Não é tarefa fácil, mas de facilidades já a história não se escreve!

Está nas nossas mãos!

segunda-feira, 25 de abril de 2005

25 de Abril! Sempre!!!

Passados 31 anos sobre a revolução dos cravos, comemorar Abril, é, também, renovar os ideais dessa já longínqua Primavera, e fazer com que os mesmos floresçam, se renovem e não caiam no esquecimento.

A juventude sente hoje, mais do que nunca, a importância da sua participação na construção de uma sociedade onde todos tenham lugar. Porém, a maioria dos jovens vive desligada deste marco histórico, político e social do nosso país.

25 de Abril de 1974 é, sem dúvida, a data mais importante da história recente de Portugal. Importante pelas mudanças que produziu, restituindo a liberdade a um povo oprimido durante décadas, por um regime totalitário e opressor. Importante, igualmente, pelo sonho e pela esperança que fez renascer num povo, ansioso por uma sociedade mais justa, mais igual.

Nasci depois do 25 de Abril de 1974, mas comecei desde muito cedo a acompanhar os meus pais numa comemoração breve que os Socialistas Oureenses faziam e fazem, na noite de 24 para 25 de Abril, num passeio à Câmara Municipal, onde talvez uma dúzia de pessoas cantavam a Grândola Vila Morena, o Hino Nacional e atiravam foguetes.

Depressa me apercebi que aquela festa devia ser muito importante e ter bastante significado pelas expressões de alegria dos presentes.

Com o decorrer dos anos fui compreendendo o significado das palavras como liberdade, igualdade, solidariedade, paz, esperança. Com o decorrer dos anos fui compreendendo os valores, os ideais que sustentam a democracia.

Foi também por estes ideais e valores que senti necessidade, de e por várias formas, dar o meu contributo, na sua defesa e fortalecimento.

Volvidos 31 anos após o 25 de Abril, Portugal é um país democrático respeitado, mais desenvolvido, embora não tanto como desejaríamos, onde a necessidade da participação cívica é a cada dia mais sentida.

Afirmar Abril é dia a dia reforçar a democracia, a participação cívica, a liberdade de pensamento, de expressão e de escolha através do voto.

Afirmar Abril, deve ser uma tarefa diária, de afirmação dos direitos, liberdades e garantias dos portugueses. Abril é de todos. E todos têm o direito de participarem na construção e no desenvolvimento do seu país.

Que estes valores se mantenham, tarefa a que todos cumpre, mas é sobretudo aos políticos a quem cabe credibilizar a política, restabelecendo e reforçando a confiança dos cidadãos naqueles que os representam e na democracia.

Hoje podemos escolher, através do voto, os deputados, os governantes e os autarcas. Podemos, democraticamente, e sem revoluções, escolher os nossos representantes.

Em ano de eleições autárquicas afirmar Abril é também poder operar mudanças de políticas nos concelhos onde a liberdade de expressão, a democracia, a prosperidade ainda escasseiam.

Assim, o apelo é para que nos mobilizemos, pelas causas comuns, na afirmação de Abril! Sempre!

24 de Abril de 2005

Volta CDS...

No rescaldo do congresso do CDS concluímos que o efeito surpresa que Telmo Correia pretendia ter, prolongando o anúncio da sua candidatura, o traiu. Mesmo tendo-se apresentado como candidato à liderança do CDS-PP por ter sentido "uma vontade forjada nas bases e nos militantes", e recusando críticas ao momento em que assumiu a sua disponibilidade. Porém, no final desta história, vemos que ou Telmo Correia não tinha as bases do partido consigo, ou as bases mudaram de ideias…

Assim, José Ribeiro e Castro venceu o Congresso. Afirmou-se espontânea e convictamente perante o Congresso, sem barreiras, estratégias os tropas por detrás de si. Depois da vitória consumada afirmou que quer fazer do CDS-PP "um partido mais interclassista, mais influente, mais forte". O que é que isto quer dizer na realidade, não sabemos. Contudo, estou satisfeito por neste fim de semana se ter fechado um ciclo. E que com o fecho deste, o CDS regresse à Democracia-Cristã, deixando de lado o populismo liberal de extrema direita que Paulo Portas evidenciava nas suas posições, palavras e acções.

sábado, 23 de abril de 2005

Ai, ai... estou que nem posso...

Este fim de semana político concentra-se no Centro de Congressos de Lisboa onde o CDS procura novo líder.

Telmo Correia, um dos candidatos, no meio do discuroso disse “não vou andar por aí…”, numa alusão à expressão usada por Pedro Santana Lopes no último Congresso do PSD “Vou andar por aí…”.

Caso para dizer: que falta de originalidade!

Será que o Pedro Tocha ainda não pensou em convidar estes dois, e mais o Alberto João Jardim para fazerem um novo slogan para a Frize….????

terça-feira, 19 de abril de 2005

O novo Papa.

Joseph Ratzinger, 78 anos, Cardeal alemão foi eleito Papa. Era chefe da Congregação para a Doutrina da Fé desde 1981. É considerado dentro e fora da Igreja Católica como homem conservador. Curiosamente, ou não, o Presidente norte-americano, George W. Bush, afirmou hoje que o cardeal Joseph Ratzinger era um homem de “grande sabedoria e cultura”.

Não entendi porque é que Bush utilizou o verbo ser no passado. Decerto Bento XVI continua a ter dentro de si o Cardeal Ratzinger, mesmo depois da sua “morte” como Cardeal e do seu “nascimento” como Papa.

Nas televisões e rádios multiplicam-se as declarações de entendidos na matéria que evidenciam as qualidades do novo Papa, evidenciando, igualmente, a sua tendência conservadora.

Numa altura em que a Igreja Católica necessita de acompanhar a dialéctica da sociedade e das relações humanas, importava, sem renegar aos princípios basilares da fé e da doutrina católica, efectuar algumas reformas. Será Bento XVI homem para essas reformas?

domingo, 17 de abril de 2005

Contrariedades…

Não teremos nós que ganhar tempo,

em alguns lados,

para o perdermos noutros…?

E em todos esses lados e lugares,

o tempo não nos consumirá,

a par com o próprio,

que na mesma frequência nos alimenta?

Será o tempo uma nova invenção,

ou não estaremos nós, sem ele,

perdidos no mesmo tempo…?

Loira inteligente!!!

Conheço uma maneira de conseguir uns dias de folga! - diz o empregado à sua colega loira.

- E como é q vai fazer isso? – pergunta a loira.

- Assista! - diz o empregado.

Nisto, ele sobe pela viga, e pendurou-se de cabeça para baixo no tecto.

Nesse momento o chefe entrou, viu o empregado pendurado no tecto e perguntou:

- Que diabo está você aí a fazer?

- Sou uma lâmpada. - respondeu o empregado.

- Hummm...acho que você precisa de uns dias de folga. Vá para casa.

Ouvindo isto, o homem desceu da viga e dirigiu-se para a porta. A loira preparou-se imediatamente para sair também. O chefe puxou-a pelo braço e perguntou-lhe:

- Onde você pensa que vai?

- Eu vou para casa! Não consigo trabalhar às escuras…! J

Molhado olhar…

A lua sorri em metade,

no escuro céu.

No seu brilhar, recordo o teu beijar,

que um dia me fez sonhar…

Será um brilho para pensar?

Ou, na verdade, não estão meus olhos

feridos de conhecer, amar e esquecer…?

Que molhados me lembram o teu sorrir.

Porque um dia ousaram arriscar.

Que molhados ouviram teu coração falar.

Num viver, que um dia me viu partir…

Abril 2005

quarta-feira, 13 de abril de 2005

Com Isaltino e Loureiro!?!

Luís Marques Mendes, o novo líder do PSD, avisou o Governo de José Sócrates, de que "o Executivo vai deixar de estar à solta".

Num discurso forte, em palavras vãs, defendeu um PSD como "uma oposição séria, competente, firme e responsável".

No final do Congresso, enquanto os comentadores políticos faziam a sua análise, ouvi, e mais tarde confirmei a eleição de Valentim Loureiro e de Isaltino de Morais para os órgãos Nacionais do PSD. Fiquei deveras surpreendido. Como é que são eleitos para a direcção política de um partido que se quer apresentar como alternativa de poder ao PS, pessoas sob as quais recaem dúvidas e processos na justiça portuguesa?!?

É este PSD que quer mostrar a diferença e provar alguma coisa aos portugueses?!?

sexta-feira, 8 de abril de 2005

25 Abril. Sempre, com R, de Revolução!

Nas vésperas do 31 aniversário do 25 de Abril de 1974, vale a pena recordar este poema de Manuel Alegre, escrito o ano passado, depois do Governo do PSD ter espalhado cartazes pelo país fora, onde as palavras deixaram de ser com R de Revolução… E que boa foi ela, a de Abril de 74. E que boas outras seriam…

Abril com "R"

«Trinta anos depois querem tirar o r
se puderem vai a cedilha e o til
trinta anos depois alguém que berre
r de revolução r de Abril
r até de porra r vezes dois
r de renascer trinta anos depois

Trinta anos depois ainda nos resta
da liberdade o l mas qualquer dia
democracia fica sem o d.
Alguém que faça um f para a festa
alguém que venha perguntar porquê
e traga um grande p de poesia.

Trinta anos depois a vida é tua
agarra as letras todas e com elas
escreve a palavra amor (onde somos sempre dois)
escreve a palavra amor em cada rua
e então verás de novo as caravelas
a passar por aqui: trinta anos depois.»


Manuel Alegre

Abril de 2004

segunda-feira, 4 de abril de 2005

Coitado!

Mohammed chega à sua nova escola.

- Como é que te chamas? pergunta a professora.

- Mohammed " responde o puto.

- Aqui estamos em Portugal, não há cá Mohammeds. Daqui para a frente chamas-te Manuel, responde a professora.

À tarde Mohammed volta a casa. Correu-te bem o dia Mohammed? pergunta a mãe.

- Já não me chamo Mohammed, mas sim Manuel, porque agora vivo
em Portugal.

- Ah, tu tens vergonha do teu nome, renegas os teus pais! A
mãe fica danada e enfia-lhe uma galheta bem aviada. Seguidamente chama o pai e põe-o ao corrente da situação. Mohammed oferece a outra face e leva mais uma galheta.

No dia seguinte quando chega de manhã à escola, a professora
reparando nas marcas dos dedos na cara do miúdo, pergunta: O que
é que te aconteceu Manelinho?

- Bem professora, ainda não tinham passado duas horas que eu
era português e fui logo agredido por dois árabes…

domingo, 3 de abril de 2005

Para lá caminhamos...

A velhice é, também, uma etapa da vida do ser humano. A mais certa. Impossível de parar, pelo passar dos segundos, minutos, dias, meses e anos do ser humano.

O conceito de velhice tem sofrido alterações, ao longo dos anos, de acordo com o processo de evolução (positivo?, negativo?) da sociedade. Essas alterações desencadeiam um conjunto de preocupações nuns, e um total alheamento e esquecimento por parte doutros.

As condições de vida das pessoas idosas variam de acordo com o seu estatuto económico, e consoante o seu local de residência.

É certo que nos últimos 12 anos se verificou um significativo aumento de Centros de Dia e de Casas de Repouso, onde as pessoas idosas podem acedes a cuidados permanentes de saúde e acompanhamento especializado.

Porém, serão estes os lugares que a maioria dos idosos pretendem para descansar, após uma vida de trabalho?

Serão estes lugares, por muito que possuam bons técnicos, auxiliares e outros profissionais, sítios de amor, compreensão…?

As mudanças a nível biológico, psicológico e social que se vão verificando no ser humano à medida que chega à velhice, exigem deste um esforço de adaptação a novas condições de vida nos vários patamares de relacionamentos inter-pessoais e afectivos.

Com a redução das capacidades motoras, intelectuais, com a ruptura com a actividade laboral, com a redução dos níveis de rentabilidade económica, e muitas vezes com o “despejo” dos idosos em lares, não estará a sociedade a descurar aqueles que foram elementos fundamentais para a existência do nosso presente, por aquilo que eles construíram no passado?

Para onde caminhamos, nesta vida e neste dia a dia, do corre corre, onde os laços familiares são mais fracos, onde o isolamento dos idosos em lares é uma realidade…

Será que não pensamos que um dia seremos nós?

Não podemos mudar, melhorar, intervir?

Mais do que podemos. Devemos. É um imperativo moral…