terça-feira, 11 de abril de 2006

domingo, 9 de abril de 2006

Para manter uma relação...

"Passar a maior parte do tempo a namorar em vez de irmos trabalhar." - Tomás - 7 anos

"Não esquecer o nome da namorada. Isso estragava tudo!" - Ricardo - 8 anos

"Pôr o lixo lá fora todos os dias." - Guilherme - 5 anos

"Nunca dizer a uma pessoa que se gosta dela se não for verdade." - Pedro - 9 anos

Eles é que sabem...

sábado, 8 de abril de 2006

Respirar...

Cada minuto, na vida a deambular, é o mesmo minuto, em mil locais, por outros seres, noutros lugares, numa vida a respirar…

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Férias da Páscoa

Chegou a altura de repousar um pouco…

De retemperar energias…

Para os próximos tempos que se aproximam!

terça-feira, 4 de abril de 2006

Problemas...

Seis em cada 10 franceses apoiam a quinta jornada de greves e manifestações convocada hoje contra o Contrato do Primeiro Emprego, CPE, segundo uma sondagem publicada pelo diário económico Les Echos.

Esta crise em França, país da Revolução e da implementação da Solidariedade, Fraternidade e Igualdade, questiona-nos sobre o caminho que as políticas europeias, a nível social estão a conduzir os cidadãos. Políticas ditadas por uma obsessão economia, que lidera as políticas da União e a vida de um projecto europeu que não atinge os ideais e os objectivos traçados pelos seus fundadores…

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Estacionar e... espanhóis!

O Primeiro-ministro espanhol, em visita oficial a Portugal, iria conhecer uma escola de Lisboa.

O director da escola foi preparar os seus alunos para receberem bem a importante visita.
-Vocês devem ser educados com o senhor Zapatero.

Joãozinho, eu vou-te perguntar o que é a Espanha para nós.

E respondes que a Espanha é um país amigo.
- Não, senhor director! A Espanha é um país irmão.
- Muito bem, Joãozinho. Mas não é preciso tanto. Diz apenas que a Espanha é um país amigo.
- Não e não, a Espanha é um país irmão!

Porque amigos nós podemos escolher…!

domingo, 2 de abril de 2006

Perto...

Por vezes parece que passamos perto. Perto demais.

Até parece chegarmos a tocar.

Só não temos a sensibilidade, o polimento de saber o que tocar…

A alma? O sentimento? O amor? A amizade? …

quarta-feira, 29 de março de 2006

Fotos do Jantar

No blog da Concelhia de Ourém da JS http://ideaisjovens.blogspot.com/

os meus amigos colocaram algumas fotos do jantar.

Que noite, inesquecível…

domingo, 26 de março de 2006

Obrigado, amigos!

Ontem à noite, convidado por uns quantos amigos de Ourém e de outros concelhos do distrito desloquei-me a um jantar.

Pensava ser um jantar de alguns amigos, pelos quais nos une a amizade, aliado aos meus 30 anos e respectivo término de um percurso, ser a razão de tal encontro.

Porém, à medida que iam chegando, tantos e tantos, de longe e de tempos vividos que só a amizade foi consolidada pelas vivências e laços eternos, me dei conta de um jantar de homenagem. Não merecia, tal jantar.

Sei que contaram com a cumplicidade da minha mãe, dadas as fotografias da minha infância e outras, que por lá estavam espalhadas em cartazes. Afinal, aquelas perguntas e as filmagens, que a Bia me fez, e disse serem para “consumo interno”, serviram para a noite de ontem...

Também senti, a sensibilidade que tiveram, ao convidar os meus amigos. Aqueles que comigo sentem e vivem a palavra Amizade. E olhava pela sala, mesa após mesa, ver sorrir e chorar... Depois, e durante a noite, abraçaram-me, e dedicaram-me palavras de carinho, de felicidade, de camaradagem, de união, de fraternidade…

Não os contei. Sei que eram muitos. Mas, mais que muitos, aqueles e outros que não puderam estar presentes, são dos bons. Mas, muitos eram…

Durante o jantar começaram a chegar mensagens e chamadas de outros amigos. De companheiros de diversas lutas, de diversos palcos. Não podiam estar presentes, diziam, mas não queriam deixar de mandar um abraço, um beijo…

Dei por mim a ver um filme sobre a minha vida, retratado pelos meus amigos.

Falaram de quando nasci, dos percursos que fiz, dos amigos que criei, do trabalho que desenvolvi. Contaram de quando cantei, de quando representei, de quando discursei, de quando trabalhei por uma estrutura de juventude ao longo dos últimos 15 anos. Falaram de quando liderei e participei na Associação de Estudantes e no associativismo.

Dos locais onde estudei, das causas pelas quais lutei, dos amigos que apoiei, até das poesias, pela voz do meu padrinho, um poema meu escutei...

No rosto de cada um, no sorrir, no viver, nas minhas lágrimas, lhes fui agradecer…

Depois foram eles, que se levantaram e foram falar. De mim, deles, de nós, do mundo, do sonho, da amizade...

Esta noite que passou fica na minha memória. Mais. Fica no meu coração. Esta noite foi o Suplemento de Alma, que resulta após anos e anos a dar ouvido às emoções, aos ideais, às causas, às lutas comuns, à solidariedade e à amizade por todos aqueles que, como eu, têm lutado e procuram fazer, dia após dia, na nossa terra, na nossa região, no nosso país, num mundo melhor.

Àqueles que organizaram: Bia tu que foste a capitã de uma equipa constituída pelo Nuno Baptista, Pedro Nobre, Rui Alves, Nuno Pereira, Rui Faria, João Vieira, Rita Miguel, Nádia Pereira, Sandra Pereira, Zé Manuel, obrigado pelo carinho…

Esta foi mais um lembrança que me ofereceram. O símbolo da Concelhia desenhado pelo amigo Luís Cordeiro, que também me brindou com a sua presença. Valeu Luís!

Obrigado, amigos!

sábado, 25 de março de 2006

Atracção fatal...

"Nao sei. Acho que é por causa do cheiro das pessoas. Por isso é que os perfumes e os desodorizantes são tão populares." - João - 9 anos
"Primeiro temos que ser atingidos por uma seta. Depois, deixa de ser uma experiência dolorosa." - Helena - 8 anos.
"Se uma pessoa tiver sardas, ela vai-se sentir atraida por outra que também tenha sardas." - André - 6 anos

segunda-feira, 20 de março de 2006

sexta-feira, 17 de março de 2006

Ver.. e... casar!


"A beleza não tem a ver com sermos bonitos ou não. Eu sou bonito e ainda não encontrei ninguém para casar comigo." - Ricardo - 7 anos

"A idade certa para casar é aos oitenta e quatro anos, porque nesta idade já não precisamos de trabalhar e podemos passar o dia inteiro a namorar com a outra pessoa." - Júlia - 8 anos

"Eu vou-me casar assim que sair do infantário." - Tomas - 5 anos

Nem tudo são rosas, mas...

O governo liderado pelos socialistas e que tem como “timoneiro” José Sócrates, completou um ano de governação. Apesar de um ano ser um período curto para comparar e analisar resultados, importa referir algumas medidas e decisões, que constavam no programa de governo do Partido Socialista e que já foram implementadas.

Assim, há a destacar ao nível da Economia: o incentivo ao uso das energias renováveis; a promoção da concorrência através da Estratégia Nacional para a Energia; a reestruturação da GALP; diversos investimentos por parte de empresas estrangeiras, que vão criar emprego e riqueza.

O Ministério da Administração Interna implementou: o Cartão do Cidadão; a reforma da Lei das Rendas; a desburocratização da criação de empresas com o projecto “Empresa na Hora”.

Nas Finanças o governo procedeu à reestruturação da função pública; ao saneamento das contas do estado; à substituição da avaliação de desempenho; à exigência de um maior rigor na elaboração de orçamentos para as obras públicas, a fim de evitar “derrapagens”.

No sector da Justiça: quinze medidas para descongestionar os tribunais; aprovada a Lei-Quadro da Política Criminal; reduzidas as férias judiciais.

A suspensão das reformas antecipadas, o aumento da contribuição mínima dos independentes e a integração dos funcionários públicos foram as medidas com maior destaque no Ministério da Segurança Social.

Ao nível da Cultura não se vislumbram grandes iniciativas, assim como nas Obras Públicas onde os projectos da Ota e do TGV se têm sobreposto a outras iniciativas e acções governativas, de menor impacto.

Na Defesa, o Ministro conseguiu controlar a contestação militar. Mas, faltam reestruturar as Forças Armadas e rever as carreiras profissionais.

Como Sócrates sempre defendeu, e sustentado por estudos e pareceres técnicos, a co-incineração vai avançar e permitir que toneladas de resíduos tóxicos espalhadas, por algumas regiões do país, possam ser tratadas, servir de combustível, requalificando e preservando a natureza.

A necessidade de conter a despesa pública, que atingiu também o sector da Saúde, obrigou a uma reestruturação de alguns sistemas. Porém, os medicamentos de venda livre foram uma mais valia deste governo.

Naturalmente que “nem tudo são rosas”. Há alguma, e talvez justificada contestação, na área da Saúde com a necessidade do estado rentabilizar recursos humanos e económicos, que podem levar ao encerramento de algumas unidades médicas.

Sabemos que os cortes orçamentais, ditados pelo controlo do deficit, estão a condicionar todos os sectores do estado. Contudo, os mesmos já permitiram um crescimento económico nestes primeiros três meses do ano.

Todavia, a subida do custo de vida, o endividamento das famílias e o encerramento de algumas empresas, aliado ao aumento do desemprego, não são um bom augúrio para os próximos anos.

José Sócrates mantém a popularidade junto da maioria dos cidadãos, conforme o comprovam as sondagens. O Primeiro Ministro tem ganho a simpatia e admiração dos portugueses, por transmitir a necessidade das reformas e a seriedade com que as mesmas estão a ser desenvolvidas, com o objectivo de “endireitar” o país.

A esperança e a vontade de acreditar num futuro melhor devem estar presentes nas nossas acções diárias, no nosso desempenho profissional, na relação social que estabelecemos com os outros e na ajuda que podemos prestar aos mais desfavorecidos.

quinta-feira, 16 de março de 2006

Cabide...

Por vezes há quem fique pendurado.

No cabide, no telefone, no sentir…

Este ficou mesmo por “passar a ferro”…

Será que o desgraçado não sofre de enjoo?

domingo, 12 de março de 2006

Solteiro ou casado?

"As raparigas devem ficar solteiras. Os rapazes devem casar-se para terem alguém que lhes limpe a roupa e lhes faça a comida." - Catarina - 9 anos

"Fico com dor de cabeça só de pensar nesse assunto. Sou muito pequena para pensar nesses problemas." Lina - 9 anos

"Uma das pessoas deve saber preencher um cheque. Mesmo que haja muito amor, é sempre necessário pagar as contas." - Eva - 8 anos

Para reflectir...

Que o mundo está mal dizemos

E vai de mal a pior;

E, afinal nada fazemos

P’ra que ele seja melhor.

L

António Aleixo

sexta-feira, 10 de março de 2006

Desde ontem...

900 pessoas na recepção do senhor...
Fez-me lembrar o tempo da monarquia em que a corte ia bajular o novo rei...
Quanto terá custado esta recepção ao erário público? Hum...?
Boa noite, senhor Presidente…

terça-feira, 7 de março de 2006

São amigos...

A Marinha dos Estados Unidos anunciou haver libertado um terrorista de alto escalão da Al Qaeda, depois de interrogá-lo extensamente durante os 27 dias em que foi mantido prisioneiro a bordo de um porta-aviões norte-americano no Mar da Arábia.
Num gesto humanitário, o terrorista, ao final do interrogatório, recebeu $50 dólares e um Ford Fairlane branco de 1962 no momento em que foi dispensado da custódia.
A foto no anexo mostra o terrorista de volta para casa logo depois de ter sido liberado pela Marinha...

sexta-feira, 3 de março de 2006

Da ponta...

Pode parecer que por vezes, no caminho que percorremos, vamos cair.

Mas, a ponta, o extremo de um caminho, de um lugar, nem sempre significa o fim ou o abismo.

De lá, do pico, da ponta podemos ter outra visão, outra perspectiva, outros horizontes, para uma nova caminhada, para um novo percurso, para uma reconstrução ou aperfeiçoamento interior…

quinta-feira, 2 de março de 2006

Grandes Homens VI

Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em Salzburgo, 27 de Janeiro de 1756 — Viena, 5 de Dezembro de 1791.

Foi um compositor e músico da música erudita. Goza de grande prestígio e é um dos mais populares entre as audiências modernas.

Foi uma criança prodígio de uma família musical, que começou a compor minuetos para cravo com a idade de cinco anos.

Köchel numerou as sinfonias de Mozart de 1 a 41.

Mais tarde, outras sinfonias foram descobertas, elevando o número total de sinfonias de Mozart para 50.

O próprio Mozart esclareceu numa carta o seu processo de composição:

“Quer saber como eu componho? Posso dizer-lhe apenas isto: quando me sinto bem disposto, seja na carruagem quando viajo, seja de noite quando durmo, ocorrem-me ideias aos jorros, soberbamente. Como e donde, não sei. As que me agradam, guardo-as como se tivessem sido trazidas por outras pessoas, retenho-as bem na memória e, uma após a outra, delas tomo a parte necessária, para fazer um pastel segundo as regras do contraponto, da harmonia, dos instrumentos, etc. Então, em profundo sossego, sinto aquilo crescer, crescer para a claridade de tal forma que a obra mesmo extensa se completa na minha cabeça e posso abrangê-la de um só relance, como um belo retrato ou uma bela mulher... Quando chego neste ponto, nada mais esqueço, porque boa memória é o maior dom que Deus me deu.”

quarta-feira, 1 de março de 2006

Para...

Para a mulher da minha vida.

A mulher que não precisa de me conquistar.

Aquela que tem aquele lugar único.

Aquela que não esquecemos nunca…

Parabéns mãe!

Ali está Paris... Temos de combinar a nossa viagem!

Beijos do filho que te adora!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Tantos dias sem dar notícias...

Por vezes parece que andamos nas nuvens…

Como os aviões.

Pelo trabalho, pela vida…

Mas este avião está perto demais…!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

O regresso dos que não foram...

Segundo um jornal diário, um ano após a demissão da presidência do CDS/PP, Paulo Portas está de regresso à vida política activa.

Já no próximo mês de Março, o deputado iniciará um espaço de opinião na SIC Notícias.

Portas deixou de estar calado e já advertiu, na passada semana, que não está ausente da vida político-partidária.

Agora, só falta o regresso de Santana Lopes...

sábado, 18 de fevereiro de 2006

Tácticas Infalíveis...

"Diz a toda a gente o quanto gostas dela.

E não te importes se os pais dela estiverem ao pé."

Manuel - 8 anos

"Levá-la a comer batatas fritas, costuma funcionar."

Bernardo - 9 anos

"Eu gosto de hamburgueres e também gosto de ti."

Luis - 6 anos

"Abanamos as ancas e rezamos para que tudo corra pelo melhor."

Carla - 9 anos

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Um texto que vale a pena ler. Para reflectir.

O Cerco

Já faltou mais para que um dia destes tenha de passar à clandestinidade ou, no mínimo, tenha de me enfiar em casa a viver os meus vícios secretos. Tenho um catálogo deles e todos me parecem ameaçados: sou heterossexual «full time»; fumo, incluindo charutos; bebo; como coisas como pezinhos de coentrada, joaquinzinhos fritos e tordos em vinha d’alhos; vibro com o futebol; jogo cartas, quando arranjo três parceiros para o «bridge» ou quando, de dois em dois anos, passo à porta de um casino e me apetece jogar «black-jack»; não troco por quase nada uma caçada às perdizes entre amigos; acho a tourada um espectáculo deslumbrante, embora não perceba nada do assunto; gosto de ir à pesca «ao corrido» e daquela luta de morte com o peixe, em que ele não quer vir para bordo e eu não quero que ele se solte do anzol; acredito que as pessoas valem pelo seu mérito próprio e que quem tem valor acaba fatalmente por se impor, e por isso sou contra as quotas; deixei de acreditar que o Estado deva gastar os recursos dos contribuintes a tentar «reintegrar» as «minorias» instaladas na assistência pública, como os ciganos, os drogados, os artistas de várias especialidades ou os desempregados profissionais; sou agnóstico (ou ateu, conforme preferirem) e cada vez mais militantemente, à medida que vou constatando a actualidade crescente da velha sentença de Marx de que «a religião é o ópio dos povos»; formado em direito, tornei-me descrente da lei e da justiça, das suas minudências e espertezas e da sua falta de objectividade social, e hoje acredito apenas em três fontes legítimas de lei: a natureza, a liberdade e o bom senso.

Trogloditas como eu vivem cada vez mais a coberto da sua trincheira, numa batalha de retaguarda contra um exército heterogéneo de moralistas diversos: os profetas do politicamente correcto, os fanáticos religiosos de todos os credos e confissões, os fascistas da saúde, os vigilantes dos bons costumes ou os arautos das ditaduras «alternativas» ou «fracturantes». Se eu digo que nada tenho contra os casamentos homossexuais, mas que, quanto à adopção, sou contra porque ninguém tem o direito de presumir a vontade «alternativa» de uma criança, chamam-me homofóbico (e o Parlamento Europeu acaba de votar uma resolução contra esse flagelo, que, como está à vista, varre a Europa inteira); se a uma senhora que anteontem se indignava no «Público» porque detectou um sorriso condescendente do dr. Souto Moura perante a intervenção de uma deputada, na inquirição sobre escutas na Assembleia da República, eu disser que também escutei a intervenção da deputada com um sorriso condescendente, não por ela ser mulher mas por ser notoriamente incompetente para a função, ela responder-me-ia de certeza que eu sou «machista» e jamais aceitaria que lhe invertesse a tese: que o problema não é aquela deputada ser mulher, o problema é aquela mulher ser deputada; se eu tentar explicar por que razão a caça civilizada é um acto natural, chamam-me assassino dos pobres animaizinhos, sem sequer quererem perceber que os animaizinhos só existem porque há quem os crie, quem os cace e quem os coma; se eu chego a Lisboa, como me aconteceu há dias, e, a vinte quilómetros de distância num céu límpido, vejo uma impressionante nuvem de poluição sobre a cidade, vão-me dizer que o que incomoda verdadeiramente é o fumo do meu cigarro, e até já em Espanha e Itália, os meus países mais queridos, tenho de fumar envergonhadamente à porta dos bares e restaurantes, como um cão tinhoso; enfim, se eu escrever velho em vez de «idoso», drogado em vez de «tóxicodependente», cego em vez de «invisual», preso em vez de «recluso» ou impotente em vez de «portador de disfunção eréctil», vou ser adoptado nas escolas do país como exemplo do vocabulário que não se deve usar. Vou confessar tudo, vou abrir o peito às balas: estou a ficar farto desta gente, deste cerco de vigilantes da opinião e da moral, deste exército de eunucos intelectuais.

Agora vêm-nos com esta história dos «cartoons» sobre Maomé saídos num jornal dinamarquês. Ao princípio a coisa não teve qualquer importância: um «fait-divers» na vida da liberdade de imprensa num país democrático. Mas assim que o incidente foi crescendo e que os grandes exportadores de petróleo, com a Arábia Saudita à cabeça, começaram a exigir desculpas de Estado e a ameaçar com represálias ao comércio e às relações económicas e diplomáticas, as opiniões públicas assustaram-se, os governantes europeus meteram a viola da liberdade de imprensa ao saco e a srª comissária europeia para os Direitos Humanos (!) anunciou um inquérito para apurar eventuais sintomas de «racismo» ou de «intolerância religiosa» nos «cartoons» profanos. Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os «cartoons», mas de quem os publica!

A Dinamarca não tem petróleo, mas é um dos países mais civilizados do mundo: tem um verdadeiro Estado Social, uma sociedade aberta que pratica a igualdade de direitos a todos os níveis, respeita todas as crenças, protege todas as minorias, defende o cidadão contra os abusos do Estado e a liberdade contra os poderosos, socorre os doentes e os velhos, ajuda os desfavorecidos, acolhe os exilados, repudia as mordomias do poder, cobra impostos a todos os ricos, sem excepção, e distribui pelos pobres. A Arábia Saudita tem petróleo e pouco mais: é um país onde as mulheres estão excluídas dos direitos, onde a lei e o Estado se confundem com a religião, onde uma oligarquia corrupta e ostentatória divide entre si o grosso das receitas do petróleo, onde uma polícia de costumes varre as ruas em busca de sinais de «imoralidade» privada, onde os condenados são enforcados em praça pública, os ladrões decepados e as «adúlteras» apedrejadas em nome de um código moral escrito há quase seiscentos anos. E a Dinamarca tem de pedir desculpas à Arábia Saudita por ser como é e por acreditar nos valores em que acredita?

Eu não teria escrito nem publicado «cartoons» a troçar com Maomé ou com a Nossa Senhora de Fátima. Porque respeito as crenças e a sensibilidade religiosa dos outros, por mais absurdas que elas me possam parecer. Mas no meu código de valores - que é o da liberdade - não proíbo que outros o façam, porque a falta de gosto ou de sensibilidade também têm a liberdade de existir. E depois as pessoas escolhem o que adoptar. É essa a grande diferença: seguramente que vai haver quem pegue neste meu texto e o deite ao lixo, indignado. É o seu direito. Mas censurá-lo previamente, como alguns seguramente gostariam, isso não.

É por isso que eu, que todavia sou um apaixonado pelo mundo árabe e islâmico, quanto toca ao essencial, sou europeu - graças a Deus. Pelo menos, enquanto nos deixarem ser e tivermos orgulho e vontade em continuar a ser a sociedade da liberdade e da tolerância.

Miguel Sousa Tavares

Pinturas famosas VI

Bronczino Venus

sábado, 11 de fevereiro de 2006

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

É preciso respeito!

As eleições presidenciais ficaram resolvidas à primeira volta. Por mais 30 mil votos, num universo de 9 milhões de eleitores, Cavaco Silva foi eleito para os próximos 5 anos. As análises ficarão a cargo dos “politólogos”…
Hoje, quero manifestar a minha indignação pela forma como as pessoas denominavam a candidatura de Mário Soares, aquando da campanha eleitoral.
Muita gente, de várias idades, estratos sociais e económicos, abordaram-me e perguntaram-me se eu ia votar no “velho”… No “velho”?!? Questionava eu? Sim, repetiam as pessoas sem qualquer pudor…
Agora que as eleições passaram, e tendo as pessoas escolhido democraticamente quem quiseram, permitam-nos questionar o que é “o velho”?
O “velho” a que se referiram as pessoas, além de ser o político mais experiente que existe em Portugal, com mais contactos, relações e respeito internacional, de ter salvo o país da “banca rota”, de ter lutado pela democracia, de ter permitido a entrada de Portugal na CEE, etc… é um ser humano!
Não é por se ter 81 anos que as pessoas deixam de ter valor ou capacidades.
Se falavam de Mário Soares, como o “velho” com tamanha desfaçatez, então, o que significam para aqueles que “não são velhos” os milhares de homens e mulheres que vivem em lares, ou nas suas casas, sozinhos, doentes, deixados ao abandono só por já terem atingido uma determinada idade e não servirem para trabalhar?!?
Serão estas pessoas, que eu cumprimento e respeito, que constituem e alimentam uma sociedade que se nos apresenta como hipócrita e cruel?
Sim, porque só uma sociedade que não encara a velhice como uma mais valia, é que trata assim, seres humanos como Mário Soares. Seres humanos que também se chamam João, Maria, Manuel, Joaquim, Teresa…
Existirá uma idade fixa para podermos dizer que alguém é “velho”? Ou será o facto de se estar capaz para trabalhar que conta? Serão os cabelos brancos? As rugas na cara? A solidão? Talvez essa, sim, já conte…
Temos algum cálculo, que permita às pessoas que chamam “velhos” aos outros, medir o significado da palavra e o peso da mesma sobre as pessoas em causa?
Serão “velhos” aqueles “incapacitados” que já viveram mais segundos, horas, dias e anos do que nós?!?
A velhice é, também, uma etapa da vida do ser humano. A mais certa. Impossível de parar pelo passar dos mesmos segundos, dos mesmos minutos, dos mesmos dias, dos mesmos meses e dos mesmos anos que também os autores desta infeliz expressão, vivem.
Mas a velhice não é sinónimo de incapacidade!
O conceito de velhice ainda não acompanhou a mesma evolução do que os telemóveis, ou os computadores. Talvez, porque a sociedade pensa que precisa mais de telemóveis e computadores, do que aqueles que ao longo da vida acumularam experiência, conhecimento, história viva…
Há quem se preocupe com a chamada “terceira idade”, mas a maioria das pessoas vive alheia e esquecida.
As mudanças a nível biológico, psicológico e social que se vão verificando no ser humano à medida que os anos passam, exigem deste um esforço de adaptação a novas condições de vida nos vários patamares de relacionamentos inter-pessoais e afectivos. Mas, serão estes motivos para os excluirmos, tratarmos de forma discriminatória, esquecer, menosprezar?
Com a redução das capacidades motoras, intelectuais, com a ruptura com a actividade laboral, com a redução dos níveis de rentabilidade económica, e muitas vezes com o “despejo” dos idosos em lares, não estará a sociedade a descurar aqueles que foram fundamentais para a existência do nosso presente, por aquilo que eles construíram no passado?
Para onde caminhamos, nesta vida e neste dia a dia, do corre corre, onde os laços familiares são mais fracos, onde o isolamento dos idosos em lares é uma realidade, onde expressões como “o velho” são proferidas desta forma?
Será que não pensam que um dia seremos nós?

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Ensinamentos II


"O amor é a melhor coisa que existe no mundo. Mas o futebol ainda é melhor!"

Guilherme - 8 anos

"Sou a favor do amor, desde que ele não aconteça quando estão a dar desenhos animados."

Ana - 6 anos

"O amor encontramos mesmo quando nós tentamos nos esconder dele. Eu fujo dele desde os 5 anos mas as raparigas conseguem sempre encontrar-me."

Nuno-8 anos

"O amor é a loucura. Mas quero experimentar um dia."

Fabio - 9 anos

sábado, 4 de fevereiro de 2006

Desabafos de um professor...

Desabafos de um professor, colega meu.

"Sou Professor. Sou um privilegiado! Levanto-me, de manhã, muito cedo para fazer uma viagem de 45 km até à minha escola. Gasto 6L em gasolina todos os 5 dias da semana só para ir trabalhar. Tenho aulas em 8 dos dez turnos (manhãs e tardes) da semana, o que significa que almoço na escola 3 vezes por semana, à média de 6 euros por refeição. Por semana são 54 euros, mais ou menos 230 em cada mês. Há dias em que tenho uma aula às 08:30 e depois só volto a ter aulas às 13:30. Durante aquelas duas horas nada posso fazer senão olhar para o boneco que a escola não tem condições para se poder trabalhar. Chego a casa por volta das 18:00, tão cansado como qualquer outro português depois de um dia de trabalho. Mas há dias em que chego mais tarde, porque tenho reuniões de grupo, de departamento, de conselho pedagógico, de coordenação do centro de recursos, com os pais, de directores de turma, etc, etc… Sou contratado há 11 anos. Embora as empresas privadas sejam obrigadas, por lei, a inserir nos quadros de pessoal todos os funcionários com 3 anos de casa", o Estado dá-me um valente pontapé nos fundilhos todos os dias 31 de Agosto de cada ano. Até 2000, nem subsídio de desemprego recebia; e os que recebi após essa data fui obrigado a devolver porque, segundo as finanças, os meus ganhos são "muito elevados". Todos os anos mudo de escola: quando me começo a habituar ao sítio onde estou, já estou de partida. Os meus alunos perguntam-me se serei professor deles no próximo ano: respondo-lhes que não sei, sequer, se serei professor novamente na vida. No dia em que efectivar, se for vivo quando lá chegar, terei de partir para a diáspora: migro para uns valentes 200 ou 300 km de distância, na esperança de conseguir uma escola ao pé de casa - a uns 45 km, como actualmente - quando já for velhinho. Desde que comecei a leccionar já dei mais de 20 níveis diferentes, o que dá uma média de 2 níveis novos em cada ano. Já nem tenho espaço no escritório para tantos dossiers... A cada semana que passa dou 20 horas de aulas, distribuídas por 6 turmas e 150 alunos. Para cada hora de aulas preciso de pelo menos outra hora para as preparar. É que, como imaginarão, não vou às aulas sem saber o que vou lá fazer... Se mandar os meus 150 alunos fazer um trabalho de casa por semana e os corrigir em casa, precisarei de pelo menos 10 minutos para corrigir cada um: ou seja, corrijo 6 trabalhos por hora. Logo, numa semana passo 25 horas a corrigir trabalhos e/ou testes. Dando 20 horas de aulas por semana. Mais 20h para as preparar. Mais 25 para corrigir trabalhos, descubro que trabalho pelo menos 65 horas por semana, ainda que a Senhora Ministra me enfie pelos ouvidos que trabalhamos, nós, os privilegiados, apenas 35h por semana. Tenho rendimentos "obscenos". Como estou no índice 151, ou seja, em situação de pré-carreira, ganho (líquidos)? 1000/mês, qualquer coisa como 250 €/semana. Quem leu os parágrafos anteriores já sabe que trabalho à volta de 65 horas por semana; isso significa que recebo do Estado qualquer coisa como 4 euros por hora. Não tenho empregada doméstica porque elas ganham mais do que isso a cada hora que passa. Os meus colegas que fizeram uma licenciatura noutra área qualquer, que são tão licenciados quanto eu, gabam-se de ganhar pelo menos o dobro do que eu ganho. Ficofeliz por eles, mas não é com isso que encho a barriga. O meu automóvel tem anos, é um Punto dos mais baratitos e não tenciono mudar tão cedo porque não tenho dinheiro para comprar outro. E mesmo que o tivesse, não sei se estarei empregado daqui a 3meses. Sou, portanto, um privilegiado. A minha esposa também é professora. Residimos, enquanto contratados, no Porto. O problema é que no meu grupo disciplinar só é possível efectivar se for para o Alentejo durante dois anitos, depois para a Serra da Estrela, por fim Bragança, Vila Real até chegarmos a Amarante, a apenas 50 km, altura em que me sentirei realizado: estarei perto de casa!!! Como não é possível irmos juntos nessa aventura, já combinamos: eu vou para o Alentejo; depois vai ela, quando eu estiver em Bragança; encontramo-nos a meio do país, no Entroncamento; dividimos os filhos a meias e, quando tivermos 50 anos (temos 30 e poucos nesta altura) voltaremos a ter vida conjugal. Só tenho algum receio de não me lembrar da cara dos meus filhos, se por acaso os encontrar em algum comboio intercidade.. Chego a esta conclusão: para quê dar o litro pelo ensino, se o ensino não me dá nada a mim? Não sou um missionário! Sou um profisssional de educação e isso significa que também tenho barriga! Já me basta ter de “aturar colegas" que não me respeitam, criancinhas “birrentas” e mal educadas pelos pais. Pais que nunca o deveriam ter sido pois não assumem as suas responsabilidades. Trabalho em edifícios degradados e por vezes sem giz para escrever...
E AINDA ME DIZEM QUE NÃO PENSO NOS INTERESSES DOS ALUNOS QUANDO AFIRMO QUE VOU FAZER UMA GREVE???"

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Calhou bem...mal...

Calhou bem a existência do jantar de Manuel Alegra na Cervejaria Trindade, no mesmo dia em que a Comissão Política Nacional do PS reuniu.

Coincidências? Não parece. Talvez, propositadas coincidências.

Se Manuel Alegre estivesse estado presente na reunião do partido onde sempre aplicou as suas ideologias, e onde a ética Republicana continuam presentes, não ouviria qualquer ataque à sua pessoa ou às opções de se ter candidatado. Pelo contrário.

E o porquê desta fotografia neste texto? Porque existem “muitos interessados” em que o PS exclua o Manuel Alegre e aqueles que o apoiaram nesta candidatura presidencial, para dividir o partido e criar instabilidade política no país.

Mas, os “outros”, sejam lá eles quem forem, não vão ter essa sorte.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

domingo, 29 de janeiro de 2006

sábado, 28 de janeiro de 2006

Como vou...?

Têm-me perguntado como é que eu vou…

E eu respondo… andando…

O que é que havia de dizer...?


quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Desafio...

Há diferentes tipos de linguagem.

Porém, há sons, olhares, expressões, que até entre seres racionais e irracionais funcionam…

Que o diga esta menina…

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Solução...

Numa altura de crise económica, as batatas sempre são um recurso alimentar que pode substituir a carne, o peixe e a fruta, que já não se podem comprar, para que ainda se consigam pagar os empréstimos da casa, do carro, do plasma…

domingo, 22 de janeiro de 2006

Declarações do "baú" sobre novo P.R.

Algumas recordações tiradas do "baú político" de Alberto João Jardim,
sobre aquele, que a partir desta noite foi escolhido como Presidente da República...
Eles que são do mesmo partido é que se devem conhecer.
Eu, por aqui, respeito quem em democracia vence eleições... Mas, ambos as vencem...
l
Alberto João Jardim...
"Cavaco Silva é um tecnocrata, um político muito caloiro.
Vejo nele um bom ministro, mas não lhe reconheço capacidade para chefiar um governo"
1982, AGOSTO
"Não é fácil esta relação financeira com o governo da República [chefiado por Cavaco Silva].
Pensar que vai aparecer um primeiro-ministro, seja de que partido for, 
a dizer que está perdoada a dívida da Madeira, sem mais nem menos, 
isto é acreditar que o Céu vai transferir-se para a Terra.
Isso não vai acontecer, não acredito no perdão da dívida".
1991, NOVEMBRO
"A ida do prof. Cavaco para Belém seria nociva ao País e ao PSD"
1993, NOVEMBRO
"Não é com as caras de ministros do último governo de Cavaco Silva 
que se vai fazer a renovação do PSD"
1996, JANEIRO
"Marcelo está a conduzir bem o partido.
Isso não podia continuar num certo dogmatismo e na teimosia política
que marcou desastrosamente os últimos dois anos do cavaquismo"
1996, DEZEMBRO
"Para voltar aos tempos do cavaquismo, só por cima do meu cadáver.
Os fantasmas do cavaquismo não assustam, têm é de ser exorcizados de vez"
1996, DEZEMBRO
"As nossas lutas [pela autonomia] tiveram obstacularização dentro do nosso
partido no tempo de Cavaco Silva e dos seus colegas de direcção"
1998, FEVEREIRO
"Se é para voltar ao cavaquismo, serei oposição dentro do partido"
1999, MARÇO
"Ele [Cavaco] não gosta muito da minha maneira de fazer política,
pois enquanto esteve no poder nunca me convidou para colaborar
em qualquer actividade partidária. Não me fez falta nenhuma".
2000, ABRIL 
"É natural que eles queiram ver-se livres de mim.
Dentro do PSD cavaquista não morrem de amores por mim"
2001, OUTUBRO
"Só o facto de Cavaco Silva não gostar que ele seja o líder do PSD
é mais uma razão para eu apoiar Santana Lopes"
2004, JANEIRO
"Se Santana Lopes não avançar para Belém, Cavaco Silva não terá caminho livre",
2004, MAIO
"Não gostava de ver Cavaco Silva como candidato do PSD à Presidência da República"
2004, OUTUBRO
Cavaco Silva teve um comportamento "inqualificável" e 
proferiu declarações que "prejudicam o PSD e causam instabilidade no país". 
"Em democracia os maus políticos são aqueles que são rejeitados pelo povo (…)
o povo já o rejeitou numas eleições presidenciais".
2004, DEZEMBRO
Cavaco Silva “é um homem do sistema (…)
Não espere que alguém do partido na Madeira se levante cedo para ir pedir os votos nele”.
2004, DEZEMBRO
"Estou farto deste PSD e ideologicamente num campo oposto
às opções neoliberalistas e cavaquistas"
2005, FEVEREIRO
[Como Cavaco] "diz que a Constituição não é um problema do País,
ninguém levanta aqui o rabo da caminha
para trabalhar para o cavalheiro" [nas presidenciais]
2005, JUNHO
“A atitude do professor Cavaco justifica a abertura de um processo disciplinar que, 
se houver vergonha, culmina com a expulsão do senhor Silva”
2005, FEVEREIRO
Cavaco Silva “apesar de ter uma maioria absoluta, deixou as Forças Armadas 
e as forças de segurança no estado subversivo em que se encontra.
Deixou a Educação no estado decadente e sem valores em que se encontra,
a justiça com a falta de credibilidade que tem. E a cultura foi o que se viu.
Nas áreas que eram essencialmente políticas não mexeu uma palha”.
2005, AGOSTO

Pequenos, mas grandes...

Há pequenos gestos que fazem a diferença…

sábado, 21 de janeiro de 2006

Caminho...

Os caminhos são fortuitos,

incertos para percorrer.

Um dia receamos, estremecemos.

Noutro dia, ousados, os iremos atravessar…

l

João Heitor

Janeiro 2006

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Até sempre amigo...

Mais um amigo que partiu...

Ingrata vida, que nos levas os amigos e as boas pessoas que neste planeta vivem...

domingo, 15 de janeiro de 2006

Ensinamentos I

Os pequenos mestres a mostrar-nos a sua grande sabedoria... o futuro está garantido!
Vejamos se aprendemos alguma coisa com eles…

"Se gostavas de ter um cão, começa por pedir um cavalo."

Luis-13 anos

"Nunca te metas com uma miúda que já te bateu uma vez"

Pedro-9 anos

"Se a tua mãe esteve a discutir com o teu pai, não a deixes pentear-te."

Sara-12 anos

"Se quiseres dar banho a um gato, prepara-te para tomares um também."

João-10 anos

"Nunca se deve confiar num cão para guardar a nossa comida."

Gonçalo-11 anos

"Nunca entre numa corrida com os atacadores desapertados."

André-12 anos

"Quantos mais erros faço mais esperta fico."

Inês-8 anos

"Há muitas coisas que a gente sabe e que as notas não dizem."

Rita-10 anos

"Quando as coisas estão escritas em letras pequenas é porque são importantes."

Diogo -10 anos

Eu pensava duas vezes...

É este homem que, segundo as sondagens, os Portugueses querem de volta?!?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

O homem tinha razão!

Há uns meses atrás, comprei uma cama nova.

Um dos homens que a foi montar, depois de uma conversa diversificada em temas e “qualidade”, disse-me que era “amigo” do Presidente do PSD, Marques Mendes.

Era um homem simples, aquele que com as mãos cheias de calos me falava.

Não liguei. Até achei graça.

Pensei que o senhor gostava do PSD, ou que militava neste partido.

Porém, esta semana, no jantar da candidatura de Cavaco Silva em Pombal, vi o senhor que foi lá a casa “montar a cama”, ao lado de Marques Mendes, e a entregar-lhe algo...

Afinal, o homem tinha razão!

Só ainda não percebi é porque é que Marques Mendes tem "conselheiros" que “montam camas”!

Quererá Marques Mendes surgir nas televisões rodeado de homens e mulheres simples, trabalhadores e das bases populares do partido, para ir buscar votos à esquerda?

Só pode ser essa a hipótese!