quarta-feira, 31 de maio de 2006

Fala, fala, mas...

“A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, responsabilizou segunda-feira os professores pelo insucesso escolar e a falta de qualificação dos alunos e criticou o funcionamento dos estabelecimentos de ensino.

Na abertura de uma série de seminários, promovidos pelo Conselho Nacional de Educação, no Fórum da Maia, Maria de Lurdes Rodrigues disse que o trabalho dos professores «não se encontra aos serviço dos resultados e das aprendizagens».

Maria de Lurdes Rodrigues lamentou também que a escola não esteja a combater as desigualdades sociais.

E considerou os professores como uma classe com uma cultura profissional (que comparou com os médicos) que não têm como objectivo o sucesso educativo dos alunos, como escreveu o Diário de Notícias.

Alguns docentes presentes no evento não gostaram das palavras da ministra e protestaram, exortando a governante a adoptar um discurso que respeite a sua dignidade profissional.

A governante já apontou várias vezes a falta de mobilização da escola para os resultados dos alunos.”

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Esta notícia dá aos professores a motivação que precisamos para desempenharmos as nossas funções com energia, alegria...

Aliás, a reportagem que passou ontem na RTP 1 onde assistimos a actos de violência, desrespeito pelos professores e ausência de condições mínimas para exercer uma profissão e aprender, dá toda a razão à Ministra.

Realmente, com alunos assim, não são precisos professores nas escolas. Talvez polícias. Talvez Ministros, como a actual, da Educação...

Gostava de a ver a dar uma aula a certas turmas que tenho…

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Mais uma afronta aos professores...


O Ministério da Educação está a rever o Estatuto da Carreira Docente. Prevê alterações incomportáveis para os professores, mais uma vez.

Sem necessidade, vai comprar “uma guerra” com custos para o país…

Há reformas que não precisam de ser feitas. Há temas que não precisam de ser alterados. Para que é que vão mexer nestes temas? Temos o exemplo de outros países onde o que estão a querer mudar em Portugal, já deu “buraco”…

Eu, como Socialista, farei greve, manifestar-me-ei e estarei contra estas medidas caso as mesmas sejam implementadas.

Há limites, e os responsáveis do Ministério da Educação, estão a afrontar uma classe que tem um peso e uma importância social, demasiado importante para o futuro do país...

domingo, 28 de maio de 2006

Onde está a moral?

Recebi um mail de uma amiga que me dava conta desta situação. Apesar da mesma não me ser desconhecida, fiquei admirado ao constatar a realidade total, da mesma. Independentemente de quem seja Governador ou membro do Banco de Portugal, acho que esta situação, entre outras, é uma vergonha e um atentado aos trabalhadores portugueses que diariamente se empenham para construir um Portugal melhor, próspero e desenvolvido…

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É sabido que no Banco de Portugal existem mordomias, mas o salário do Conselho de Administração era segredo até os jornais divulgarem que só o governador Vítor Constâncio recebe 280.000 Euros anuais, fora outras despesas.

Consultando o congénere dos EUA, o Federal Reserve o salário de Alan Greenspan, Chairman é de 180.100 USD anuais fixados pelo Congresso, não por eles próprios!

ver: http://www.federalreserve.gov/generalinfo/faq/faqbog.htm#3

Ora convertendo em euros temos : 149.771 Euros.

Então o homem que é escutado atentamente pelo mundo financeiro, cuja decisão sobre as taxas de juro nos afecta a todos, ganha menos que outro de um país pobre, pequeno, periférico e que depende das taxas fixadas por outros bancos…?

Até a reforma do Mira Amaral é superior..... à do ALAN GREENSPAN!...

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Nada mais certo...

"Há pessoas que amam o poder e outras que têm o poder de amar".
Bob Marley

Lixo... ou...?

Por vezes menosprezamos coisas e imagens, por não as olharmos profundamente e retirarmos o que de positivo e bonito elas têm… A beleza reside, também, na forma como olhamos, como dedicamos tempo e intensidade a tudo o que nos rodeia…

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Tempo de...?

Esse mesmo.

Esse que nos consome.

Esse que nos acompanha na vida.

Esse que nos condiciona e nos ajuda em várias e díspares situações.

Esse que nos falta, para a família e amigos.

Esse que consumimos desenfreadamente, sem o aproveitarmos da melhor forma.

Esse…

sábado, 20 de maio de 2006

Olham e olham...

Por vezes, talvez por excesso de zelo, o carro da polícia e os dois agentes circulam a 5 km à hora, olham-me como se um criminoso ou delinquente eu seja.

Isto é estranho na minha terra, na minha rua, à porta de minha casa…

Conhecem-me... Será que tenho cara de psicopata? Tenho de ir fazer uma plástica!

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Campos, Inovação e Poemas...

"A raça humana não pode prosperar enquanto não aprender que há tanta
dignidade em cultivar campos quanto em escrever um poema"

Booker T. Washington

terça-feira, 16 de maio de 2006

sexta-feira, 12 de maio de 2006

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Leis...

"A primeira lei da amizade consiste em pedir aos amigos coisas honestas e fazer por eles coisas honestas".

domingo, 7 de maio de 2006

Produção pessoal :)

Mesmo sem tempo ainda vou cuidando das plantas que se encontram à porta de casa.

Esta foto é de flores que plantei e que cuido à entrada do prédio.

Não sou jardineiro, mas gosto de ver as “coisas tratadas” e cuidadas…

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Diferenças...

"Emprego é o que fazemos por dinheiro; trabalho é o que
fazemos por amor".

Marysarah Quinn

segunda-feira, 1 de maio de 2006

Dia do Trabalhador

O Dia do Trabalhador é de todos.

Desde o Pedreiro que trabalha a pedra bruta, passando pelo Magistrado que faz cumprir a Lei, ao Padre que nos encaminha pelas religiões e profecias do espírito e da alma, ao Professor que nos ensina a encontrar as letras, os sons e os números, ao Mestre que com os seus objectos de trabalho preserva as tradições e práticas morais…

É um dia em que se comemora o esforço humano, na construção de uma sociedade mais justa, solidária e igualitária.

domingo, 30 de abril de 2006

No fim...

Há erros assim. Com e e sem i. Nem sempre com ortografia ou sintaxe…

Talvez os de percepção. De sentido de oportunidade.

Todos erramos. Eu erro. Muito. Talvez demais.

Talvez faça bem o que menos importa.

Talvez erre em algumas questões racionalmente, mas siga a emoção e o coração.

Talvez erre em questões emocionais mas acerte em algumas mais racionais...

A auto crítica nem sempre é fácil, mas por vezes ajuda a situarmo-nos…

No fim, com erros, omissões, certezas e boas decisões, o que importa é estarmos bem e sentirmo-nos vivos...

sábado, 29 de abril de 2006

E tu Baía....?

Como é que se pode aceitar polémicas em torno do Seleccionador Nacional em vésperas de um Campeonato do Mundo?

Convoquem as vacas….

segunda-feira, 24 de abril de 2006

25 de Abril...Sempre!

Aproxima-se a comemoração do 25 de Abril.

Os valores que levaram à queda de um regime estão hoje descurados.

Não se valoriza a liberdade. Pedem-se direitos e esquecem-se deveres.

Mais do que recordar Abril, devemos praticar os valores que a ele estão associados, no nosso dia a dia.

sábado, 22 de abril de 2006

Ele passou... e chegou ao outro lado...

Há passos que são pequenos.

Mas, grandes ao mesmo tempo.

A pouco e pouco chegamos ao nosso destino.

Alcançamos objectivos.

Com a nossa energia.

Com o nosso esforço, mesmo contra a chuva e o vento.

Mesmo com barreiras que outros jamais ousariam atravessar…

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Inesperadamente...

Precisamos de ter cuidado na vida.

Por vezes, as grandes desilusões surgem-nos de quem menos esperamos e quando menos esperamos…

Nem que seja ao virar da esquina…

terça-feira, 18 de abril de 2006

Ter ou Ser...

Um pai, bem na vida, querendo que o seu filho soubesse o que é ser pobre,
levou-o a para passar uns dias com uma família de camponeses.
O menino passou 3 dias e 3 noites no campo.
No carro, regressando para a cidade, o pai perguntou:

Como foi a tua experiência?
Boa, responde o filho, com o olhar perdido à distância.
E o que aprendeste?
Insistiu o pai.
O filho respondeu:
Que nós temos um cão e eles têm quatro.
Que nós temos uma piscina com água tratada, que chega até a metade do nosso quintal.

Eles têm um rio sem fim, de água cristalina, onde tem peixinhos e outras belezas.
Que nós importamos lustres do Oriente para iluminar o nosso jardim, enquanto eles tem as estrelas e a lua para iluminá-los.
Que o nosso quintal chega até o muro. O deles chega até o horizonte.
Nós compramos a nossa comida e eles cozinham-na.
Nós ouvimos CD's... Eles ouvem uma perpétua sinfonia de pássaros, periquitos, sapos, grilos e outros animais...tudo isso às vezes acompanhado pelo sonoro canto de um vizinho que trabalha a terra.
Nós usamos microondas. Tudo o que eles comem tem o glorioso sabor do fogão a lenha.
Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro, com alarmes...
Eles vivem com as portas abertas, protegidos pela amizade de seus vizinhos.
Nós vivemos conectados ao telemóvel, ao computador, à televisão.
Eles estão 'conectados' à vida, ao céu, ao sol, à água, ao verde do campo, aos animais, às suas sombras, à sua família.
O pai ficou impressionado com a profundidade de seu filho e então o filho terminou:
Obrigado, pai, por teres ensinado o quanto somos pobres!
Cada dia estamos mais pobres de espírito e de observação da natureza...
Preocupamo-nos em TER, TER, TER, E CADA VEZ MAIS TER, em vez de nos preocuparmos mais em SER: SER cada vez mais, SER cada vez melhor.

SER verdadeiro, SER livre, SER completo.

domingo, 16 de abril de 2006

Confusão...

Há caminhos que nem sempre são os melhores.

Na vida, na estrada ou até pelo ar…

Que o diga o piloto desta aeronave que confundiu a pista com um ribeiro…


sábado, 15 de abril de 2006

Realidades...

Consolo aos mais veteranos

Aos 85 anos de idade, Morris casou-se com Ana, de 25.
Devido ao marido ser tão idoso, ela decide que deverão dormir em quartos separados. Terminada a festa do casamento, cada um vai para seu quarto.
Ana prepara-se para deitar, quando ouve batidas fortes na porta. As batidas insistem. Ao abrir a porta ela depara-se com Morris, com seus 85 anos, pronto para a acção.
Tudo corre bem e após uma relação quente e vigorosa, Morris despede-se e vai para seu quarto.
Passados alguns minutos, Ana ouve novas batidas na porta do quarto... é Morris, novamente pronto para a acção.
Ela surpreende-se, mas deixa-o entrar. Terminada a relação, Morris beija-a carinhoso e despede-se, indo para seu quarto.
Ana prepara-se para dormir novamente, quando escuta fortes batidas na porta. Espantada, Ana abre e se depara com Morris, mais do que pronto para a acção, com aspecto vigoroso e renovado.
Ela diz:
- Estou impressionada que na sua idade possa repetir a relação com esta frequência. Já estive com homens com um terço da sua idade e eles contentavam-se apenas com uma vez. Você, Morris, é um grande amante!
Desconcertado, ele pergunta:
- Eu já estive aqui antes?

Moral da história:

A velhice não deve assustar, pois o Alzheimer tem suas vantagens!!!

quinta-feira, 13 de abril de 2006

terça-feira, 11 de abril de 2006

domingo, 9 de abril de 2006

Para manter uma relação...

"Passar a maior parte do tempo a namorar em vez de irmos trabalhar." - Tomás - 7 anos

"Não esquecer o nome da namorada. Isso estragava tudo!" - Ricardo - 8 anos

"Pôr o lixo lá fora todos os dias." - Guilherme - 5 anos

"Nunca dizer a uma pessoa que se gosta dela se não for verdade." - Pedro - 9 anos

Eles é que sabem...

sábado, 8 de abril de 2006

Respirar...

Cada minuto, na vida a deambular, é o mesmo minuto, em mil locais, por outros seres, noutros lugares, numa vida a respirar…

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Férias da Páscoa

Chegou a altura de repousar um pouco…

De retemperar energias…

Para os próximos tempos que se aproximam!

terça-feira, 4 de abril de 2006

Problemas...

Seis em cada 10 franceses apoiam a quinta jornada de greves e manifestações convocada hoje contra o Contrato do Primeiro Emprego, CPE, segundo uma sondagem publicada pelo diário económico Les Echos.

Esta crise em França, país da Revolução e da implementação da Solidariedade, Fraternidade e Igualdade, questiona-nos sobre o caminho que as políticas europeias, a nível social estão a conduzir os cidadãos. Políticas ditadas por uma obsessão economia, que lidera as políticas da União e a vida de um projecto europeu que não atinge os ideais e os objectivos traçados pelos seus fundadores…

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Estacionar e... espanhóis!

O Primeiro-ministro espanhol, em visita oficial a Portugal, iria conhecer uma escola de Lisboa.

O director da escola foi preparar os seus alunos para receberem bem a importante visita.
-Vocês devem ser educados com o senhor Zapatero.

Joãozinho, eu vou-te perguntar o que é a Espanha para nós.

E respondes que a Espanha é um país amigo.
- Não, senhor director! A Espanha é um país irmão.
- Muito bem, Joãozinho. Mas não é preciso tanto. Diz apenas que a Espanha é um país amigo.
- Não e não, a Espanha é um país irmão!

Porque amigos nós podemos escolher…!

domingo, 2 de abril de 2006

Perto...

Por vezes parece que passamos perto. Perto demais.

Até parece chegarmos a tocar.

Só não temos a sensibilidade, o polimento de saber o que tocar…

A alma? O sentimento? O amor? A amizade? …

quarta-feira, 29 de março de 2006

Fotos do Jantar

No blog da Concelhia de Ourém da JS http://ideaisjovens.blogspot.com/

os meus amigos colocaram algumas fotos do jantar.

Que noite, inesquecível…

domingo, 26 de março de 2006

Obrigado, amigos!

Ontem à noite, convidado por uns quantos amigos de Ourém e de outros concelhos do distrito desloquei-me a um jantar.

Pensava ser um jantar de alguns amigos, pelos quais nos une a amizade, aliado aos meus 30 anos e respectivo término de um percurso, ser a razão de tal encontro.

Porém, à medida que iam chegando, tantos e tantos, de longe e de tempos vividos que só a amizade foi consolidada pelas vivências e laços eternos, me dei conta de um jantar de homenagem. Não merecia, tal jantar.

Sei que contaram com a cumplicidade da minha mãe, dadas as fotografias da minha infância e outras, que por lá estavam espalhadas em cartazes. Afinal, aquelas perguntas e as filmagens, que a Bia me fez, e disse serem para “consumo interno”, serviram para a noite de ontem...

Também senti, a sensibilidade que tiveram, ao convidar os meus amigos. Aqueles que comigo sentem e vivem a palavra Amizade. E olhava pela sala, mesa após mesa, ver sorrir e chorar... Depois, e durante a noite, abraçaram-me, e dedicaram-me palavras de carinho, de felicidade, de camaradagem, de união, de fraternidade…

Não os contei. Sei que eram muitos. Mas, mais que muitos, aqueles e outros que não puderam estar presentes, são dos bons. Mas, muitos eram…

Durante o jantar começaram a chegar mensagens e chamadas de outros amigos. De companheiros de diversas lutas, de diversos palcos. Não podiam estar presentes, diziam, mas não queriam deixar de mandar um abraço, um beijo…

Dei por mim a ver um filme sobre a minha vida, retratado pelos meus amigos.

Falaram de quando nasci, dos percursos que fiz, dos amigos que criei, do trabalho que desenvolvi. Contaram de quando cantei, de quando representei, de quando discursei, de quando trabalhei por uma estrutura de juventude ao longo dos últimos 15 anos. Falaram de quando liderei e participei na Associação de Estudantes e no associativismo.

Dos locais onde estudei, das causas pelas quais lutei, dos amigos que apoiei, até das poesias, pela voz do meu padrinho, um poema meu escutei...

No rosto de cada um, no sorrir, no viver, nas minhas lágrimas, lhes fui agradecer…

Depois foram eles, que se levantaram e foram falar. De mim, deles, de nós, do mundo, do sonho, da amizade...

Esta noite que passou fica na minha memória. Mais. Fica no meu coração. Esta noite foi o Suplemento de Alma, que resulta após anos e anos a dar ouvido às emoções, aos ideais, às causas, às lutas comuns, à solidariedade e à amizade por todos aqueles que, como eu, têm lutado e procuram fazer, dia após dia, na nossa terra, na nossa região, no nosso país, num mundo melhor.

Àqueles que organizaram: Bia tu que foste a capitã de uma equipa constituída pelo Nuno Baptista, Pedro Nobre, Rui Alves, Nuno Pereira, Rui Faria, João Vieira, Rita Miguel, Nádia Pereira, Sandra Pereira, Zé Manuel, obrigado pelo carinho…

Esta foi mais um lembrança que me ofereceram. O símbolo da Concelhia desenhado pelo amigo Luís Cordeiro, que também me brindou com a sua presença. Valeu Luís!

Obrigado, amigos!

sábado, 25 de março de 2006

Atracção fatal...

"Nao sei. Acho que é por causa do cheiro das pessoas. Por isso é que os perfumes e os desodorizantes são tão populares." - João - 9 anos
"Primeiro temos que ser atingidos por uma seta. Depois, deixa de ser uma experiência dolorosa." - Helena - 8 anos.
"Se uma pessoa tiver sardas, ela vai-se sentir atraida por outra que também tenha sardas." - André - 6 anos

segunda-feira, 20 de março de 2006

sexta-feira, 17 de março de 2006

Ver.. e... casar!


"A beleza não tem a ver com sermos bonitos ou não. Eu sou bonito e ainda não encontrei ninguém para casar comigo." - Ricardo - 7 anos

"A idade certa para casar é aos oitenta e quatro anos, porque nesta idade já não precisamos de trabalhar e podemos passar o dia inteiro a namorar com a outra pessoa." - Júlia - 8 anos

"Eu vou-me casar assim que sair do infantário." - Tomas - 5 anos

Nem tudo são rosas, mas...

O governo liderado pelos socialistas e que tem como “timoneiro” José Sócrates, completou um ano de governação. Apesar de um ano ser um período curto para comparar e analisar resultados, importa referir algumas medidas e decisões, que constavam no programa de governo do Partido Socialista e que já foram implementadas.

Assim, há a destacar ao nível da Economia: o incentivo ao uso das energias renováveis; a promoção da concorrência através da Estratégia Nacional para a Energia; a reestruturação da GALP; diversos investimentos por parte de empresas estrangeiras, que vão criar emprego e riqueza.

O Ministério da Administração Interna implementou: o Cartão do Cidadão; a reforma da Lei das Rendas; a desburocratização da criação de empresas com o projecto “Empresa na Hora”.

Nas Finanças o governo procedeu à reestruturação da função pública; ao saneamento das contas do estado; à substituição da avaliação de desempenho; à exigência de um maior rigor na elaboração de orçamentos para as obras públicas, a fim de evitar “derrapagens”.

No sector da Justiça: quinze medidas para descongestionar os tribunais; aprovada a Lei-Quadro da Política Criminal; reduzidas as férias judiciais.

A suspensão das reformas antecipadas, o aumento da contribuição mínima dos independentes e a integração dos funcionários públicos foram as medidas com maior destaque no Ministério da Segurança Social.

Ao nível da Cultura não se vislumbram grandes iniciativas, assim como nas Obras Públicas onde os projectos da Ota e do TGV se têm sobreposto a outras iniciativas e acções governativas, de menor impacto.

Na Defesa, o Ministro conseguiu controlar a contestação militar. Mas, faltam reestruturar as Forças Armadas e rever as carreiras profissionais.

Como Sócrates sempre defendeu, e sustentado por estudos e pareceres técnicos, a co-incineração vai avançar e permitir que toneladas de resíduos tóxicos espalhadas, por algumas regiões do país, possam ser tratadas, servir de combustível, requalificando e preservando a natureza.

A necessidade de conter a despesa pública, que atingiu também o sector da Saúde, obrigou a uma reestruturação de alguns sistemas. Porém, os medicamentos de venda livre foram uma mais valia deste governo.

Naturalmente que “nem tudo são rosas”. Há alguma, e talvez justificada contestação, na área da Saúde com a necessidade do estado rentabilizar recursos humanos e económicos, que podem levar ao encerramento de algumas unidades médicas.

Sabemos que os cortes orçamentais, ditados pelo controlo do deficit, estão a condicionar todos os sectores do estado. Contudo, os mesmos já permitiram um crescimento económico nestes primeiros três meses do ano.

Todavia, a subida do custo de vida, o endividamento das famílias e o encerramento de algumas empresas, aliado ao aumento do desemprego, não são um bom augúrio para os próximos anos.

José Sócrates mantém a popularidade junto da maioria dos cidadãos, conforme o comprovam as sondagens. O Primeiro Ministro tem ganho a simpatia e admiração dos portugueses, por transmitir a necessidade das reformas e a seriedade com que as mesmas estão a ser desenvolvidas, com o objectivo de “endireitar” o país.

A esperança e a vontade de acreditar num futuro melhor devem estar presentes nas nossas acções diárias, no nosso desempenho profissional, na relação social que estabelecemos com os outros e na ajuda que podemos prestar aos mais desfavorecidos.

quinta-feira, 16 de março de 2006

Cabide...

Por vezes há quem fique pendurado.

No cabide, no telefone, no sentir…

Este ficou mesmo por “passar a ferro”…

Será que o desgraçado não sofre de enjoo?

domingo, 12 de março de 2006

Solteiro ou casado?

"As raparigas devem ficar solteiras. Os rapazes devem casar-se para terem alguém que lhes limpe a roupa e lhes faça a comida." - Catarina - 9 anos

"Fico com dor de cabeça só de pensar nesse assunto. Sou muito pequena para pensar nesses problemas." Lina - 9 anos

"Uma das pessoas deve saber preencher um cheque. Mesmo que haja muito amor, é sempre necessário pagar as contas." - Eva - 8 anos

Para reflectir...

Que o mundo está mal dizemos

E vai de mal a pior;

E, afinal nada fazemos

P’ra que ele seja melhor.

L

António Aleixo

sexta-feira, 10 de março de 2006

Desde ontem...

900 pessoas na recepção do senhor...
Fez-me lembrar o tempo da monarquia em que a corte ia bajular o novo rei...
Quanto terá custado esta recepção ao erário público? Hum...?
Boa noite, senhor Presidente…

terça-feira, 7 de março de 2006

São amigos...

A Marinha dos Estados Unidos anunciou haver libertado um terrorista de alto escalão da Al Qaeda, depois de interrogá-lo extensamente durante os 27 dias em que foi mantido prisioneiro a bordo de um porta-aviões norte-americano no Mar da Arábia.
Num gesto humanitário, o terrorista, ao final do interrogatório, recebeu $50 dólares e um Ford Fairlane branco de 1962 no momento em que foi dispensado da custódia.
A foto no anexo mostra o terrorista de volta para casa logo depois de ter sido liberado pela Marinha...

sexta-feira, 3 de março de 2006

Da ponta...

Pode parecer que por vezes, no caminho que percorremos, vamos cair.

Mas, a ponta, o extremo de um caminho, de um lugar, nem sempre significa o fim ou o abismo.

De lá, do pico, da ponta podemos ter outra visão, outra perspectiva, outros horizontes, para uma nova caminhada, para um novo percurso, para uma reconstrução ou aperfeiçoamento interior…

quinta-feira, 2 de março de 2006

Grandes Homens VI

Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em Salzburgo, 27 de Janeiro de 1756 — Viena, 5 de Dezembro de 1791.

Foi um compositor e músico da música erudita. Goza de grande prestígio e é um dos mais populares entre as audiências modernas.

Foi uma criança prodígio de uma família musical, que começou a compor minuetos para cravo com a idade de cinco anos.

Köchel numerou as sinfonias de Mozart de 1 a 41.

Mais tarde, outras sinfonias foram descobertas, elevando o número total de sinfonias de Mozart para 50.

O próprio Mozart esclareceu numa carta o seu processo de composição:

“Quer saber como eu componho? Posso dizer-lhe apenas isto: quando me sinto bem disposto, seja na carruagem quando viajo, seja de noite quando durmo, ocorrem-me ideias aos jorros, soberbamente. Como e donde, não sei. As que me agradam, guardo-as como se tivessem sido trazidas por outras pessoas, retenho-as bem na memória e, uma após a outra, delas tomo a parte necessária, para fazer um pastel segundo as regras do contraponto, da harmonia, dos instrumentos, etc. Então, em profundo sossego, sinto aquilo crescer, crescer para a claridade de tal forma que a obra mesmo extensa se completa na minha cabeça e posso abrangê-la de um só relance, como um belo retrato ou uma bela mulher... Quando chego neste ponto, nada mais esqueço, porque boa memória é o maior dom que Deus me deu.”

quarta-feira, 1 de março de 2006

Para...

Para a mulher da minha vida.

A mulher que não precisa de me conquistar.

Aquela que tem aquele lugar único.

Aquela que não esquecemos nunca…

Parabéns mãe!

Ali está Paris... Temos de combinar a nossa viagem!

Beijos do filho que te adora!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Tantos dias sem dar notícias...

Por vezes parece que andamos nas nuvens…

Como os aviões.

Pelo trabalho, pela vida…

Mas este avião está perto demais…!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

O regresso dos que não foram...

Segundo um jornal diário, um ano após a demissão da presidência do CDS/PP, Paulo Portas está de regresso à vida política activa.

Já no próximo mês de Março, o deputado iniciará um espaço de opinião na SIC Notícias.

Portas deixou de estar calado e já advertiu, na passada semana, que não está ausente da vida político-partidária.

Agora, só falta o regresso de Santana Lopes...

sábado, 18 de fevereiro de 2006

Tácticas Infalíveis...

"Diz a toda a gente o quanto gostas dela.

E não te importes se os pais dela estiverem ao pé."

Manuel - 8 anos

"Levá-la a comer batatas fritas, costuma funcionar."

Bernardo - 9 anos

"Eu gosto de hamburgueres e também gosto de ti."

Luis - 6 anos

"Abanamos as ancas e rezamos para que tudo corra pelo melhor."

Carla - 9 anos

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Um texto que vale a pena ler. Para reflectir.

O Cerco

Já faltou mais para que um dia destes tenha de passar à clandestinidade ou, no mínimo, tenha de me enfiar em casa a viver os meus vícios secretos. Tenho um catálogo deles e todos me parecem ameaçados: sou heterossexual «full time»; fumo, incluindo charutos; bebo; como coisas como pezinhos de coentrada, joaquinzinhos fritos e tordos em vinha d’alhos; vibro com o futebol; jogo cartas, quando arranjo três parceiros para o «bridge» ou quando, de dois em dois anos, passo à porta de um casino e me apetece jogar «black-jack»; não troco por quase nada uma caçada às perdizes entre amigos; acho a tourada um espectáculo deslumbrante, embora não perceba nada do assunto; gosto de ir à pesca «ao corrido» e daquela luta de morte com o peixe, em que ele não quer vir para bordo e eu não quero que ele se solte do anzol; acredito que as pessoas valem pelo seu mérito próprio e que quem tem valor acaba fatalmente por se impor, e por isso sou contra as quotas; deixei de acreditar que o Estado deva gastar os recursos dos contribuintes a tentar «reintegrar» as «minorias» instaladas na assistência pública, como os ciganos, os drogados, os artistas de várias especialidades ou os desempregados profissionais; sou agnóstico (ou ateu, conforme preferirem) e cada vez mais militantemente, à medida que vou constatando a actualidade crescente da velha sentença de Marx de que «a religião é o ópio dos povos»; formado em direito, tornei-me descrente da lei e da justiça, das suas minudências e espertezas e da sua falta de objectividade social, e hoje acredito apenas em três fontes legítimas de lei: a natureza, a liberdade e o bom senso.

Trogloditas como eu vivem cada vez mais a coberto da sua trincheira, numa batalha de retaguarda contra um exército heterogéneo de moralistas diversos: os profetas do politicamente correcto, os fanáticos religiosos de todos os credos e confissões, os fascistas da saúde, os vigilantes dos bons costumes ou os arautos das ditaduras «alternativas» ou «fracturantes». Se eu digo que nada tenho contra os casamentos homossexuais, mas que, quanto à adopção, sou contra porque ninguém tem o direito de presumir a vontade «alternativa» de uma criança, chamam-me homofóbico (e o Parlamento Europeu acaba de votar uma resolução contra esse flagelo, que, como está à vista, varre a Europa inteira); se a uma senhora que anteontem se indignava no «Público» porque detectou um sorriso condescendente do dr. Souto Moura perante a intervenção de uma deputada, na inquirição sobre escutas na Assembleia da República, eu disser que também escutei a intervenção da deputada com um sorriso condescendente, não por ela ser mulher mas por ser notoriamente incompetente para a função, ela responder-me-ia de certeza que eu sou «machista» e jamais aceitaria que lhe invertesse a tese: que o problema não é aquela deputada ser mulher, o problema é aquela mulher ser deputada; se eu tentar explicar por que razão a caça civilizada é um acto natural, chamam-me assassino dos pobres animaizinhos, sem sequer quererem perceber que os animaizinhos só existem porque há quem os crie, quem os cace e quem os coma; se eu chego a Lisboa, como me aconteceu há dias, e, a vinte quilómetros de distância num céu límpido, vejo uma impressionante nuvem de poluição sobre a cidade, vão-me dizer que o que incomoda verdadeiramente é o fumo do meu cigarro, e até já em Espanha e Itália, os meus países mais queridos, tenho de fumar envergonhadamente à porta dos bares e restaurantes, como um cão tinhoso; enfim, se eu escrever velho em vez de «idoso», drogado em vez de «tóxicodependente», cego em vez de «invisual», preso em vez de «recluso» ou impotente em vez de «portador de disfunção eréctil», vou ser adoptado nas escolas do país como exemplo do vocabulário que não se deve usar. Vou confessar tudo, vou abrir o peito às balas: estou a ficar farto desta gente, deste cerco de vigilantes da opinião e da moral, deste exército de eunucos intelectuais.

Agora vêm-nos com esta história dos «cartoons» sobre Maomé saídos num jornal dinamarquês. Ao princípio a coisa não teve qualquer importância: um «fait-divers» na vida da liberdade de imprensa num país democrático. Mas assim que o incidente foi crescendo e que os grandes exportadores de petróleo, com a Arábia Saudita à cabeça, começaram a exigir desculpas de Estado e a ameaçar com represálias ao comércio e às relações económicas e diplomáticas, as opiniões públicas assustaram-se, os governantes europeus meteram a viola da liberdade de imprensa ao saco e a srª comissária europeia para os Direitos Humanos (!) anunciou um inquérito para apurar eventuais sintomas de «racismo» ou de «intolerância religiosa» nos «cartoons» profanos. Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os «cartoons», mas de quem os publica!

A Dinamarca não tem petróleo, mas é um dos países mais civilizados do mundo: tem um verdadeiro Estado Social, uma sociedade aberta que pratica a igualdade de direitos a todos os níveis, respeita todas as crenças, protege todas as minorias, defende o cidadão contra os abusos do Estado e a liberdade contra os poderosos, socorre os doentes e os velhos, ajuda os desfavorecidos, acolhe os exilados, repudia as mordomias do poder, cobra impostos a todos os ricos, sem excepção, e distribui pelos pobres. A Arábia Saudita tem petróleo e pouco mais: é um país onde as mulheres estão excluídas dos direitos, onde a lei e o Estado se confundem com a religião, onde uma oligarquia corrupta e ostentatória divide entre si o grosso das receitas do petróleo, onde uma polícia de costumes varre as ruas em busca de sinais de «imoralidade» privada, onde os condenados são enforcados em praça pública, os ladrões decepados e as «adúlteras» apedrejadas em nome de um código moral escrito há quase seiscentos anos. E a Dinamarca tem de pedir desculpas à Arábia Saudita por ser como é e por acreditar nos valores em que acredita?

Eu não teria escrito nem publicado «cartoons» a troçar com Maomé ou com a Nossa Senhora de Fátima. Porque respeito as crenças e a sensibilidade religiosa dos outros, por mais absurdas que elas me possam parecer. Mas no meu código de valores - que é o da liberdade - não proíbo que outros o façam, porque a falta de gosto ou de sensibilidade também têm a liberdade de existir. E depois as pessoas escolhem o que adoptar. É essa a grande diferença: seguramente que vai haver quem pegue neste meu texto e o deite ao lixo, indignado. É o seu direito. Mas censurá-lo previamente, como alguns seguramente gostariam, isso não.

É por isso que eu, que todavia sou um apaixonado pelo mundo árabe e islâmico, quanto toca ao essencial, sou europeu - graças a Deus. Pelo menos, enquanto nos deixarem ser e tivermos orgulho e vontade em continuar a ser a sociedade da liberdade e da tolerância.

Miguel Sousa Tavares