domingo, 28 de janeiro de 2007

Carta a Miguel Sousa Tavares

«Não é a primeira vez que tenho a oportunidade de ler textos escritos pelo jornalista Miguel Sousa Tavares. Anoto que escreve sobre tudo e mais alguma coisa, mesmo quando depois se verifica que conhece mal os problemas que aborda. É o caso, por exemplo, dos temas relacionados com a educação, com as escolas e com os professores. E pensava eu que o código deontológico dos jornalistas obrigava a realizar um trabalho prévio de pesquisa, a ouvir as partes envolvidas, para depois escrever sobre a temática de forma séria e isenta.
O senhor jornalista e a ministra que defende não devem saber o que é ter uma turma de 28 a 30 alunos, estando atenta aos que conversam com os colegas, aos que estão distraídos, ao que se levanta de repente para esmurrar o colega, aos que não passam os apontamentos escritos no quadro, ao que, de repente, resolve sair da sala de aula. Não sabe o trabalho que dá disciplinar uma turma. E o professor tem várias turmas. O senhor jornalista não sabe (embora a ministra deva saber) o enorme trabalho burocrático que recai sobre os professores, a acrescer à planificação e preparação das aulas. O senhor jornalista não sabe (embora devesse saber) o que é ensinar obedecendo a programas baseados em doutrinas pedagógicas pimba, que têm como denominador comum o ódio visceral à História ou à Literatura, às Ciências ou à Filosofia, que substituíram conteúdos por competências, que transformaram a escola em lugar de recreio, tudo certificado por um Ministério em que impera a ignorância e a incompetência.
O senhor jornalista falta à verdade quando alude ao «flagelo do absentismo dos professores, sem paralelo em nenhum outro sector de actividade, público ou privado». Tal falsidade já foi desmentida com números e por mais de uma vez. Além do que, em nenhuma outra profissão, um simples atraso de 10 minutos significa uma falta imediata. O senhor jornalista não sabe (embora a ministra tenha obrigação de saber) o que é chegar a uma turma que se não conhece, para substituir uma professora que está a ser operada e ouvir os alunos gritarem contra aquela «filha da puta» que, segundo eles, pouco ou nada veio acrescentar ao trabalho pedagógico que vinha a ser desenvolvido.
O senhor jornalista não imagina o que é leccionar turmas em que um aluno tem fome, outro é portador de hepatite, um terceiro chega tarde porque a mãe não o acordou (embora receba o rendimento mínimo nacional para pôr o filho a pé e colocá-lo na escola), um quarto é portador de uma arma branca com que está a ameaçar os colegas. Não imagina (ou não quer imaginar) o que é leccionar quando a miséria cresce nas famílias, pois «em casa em que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão».

O senhor jornalista não tem sequer a sensibilidade para se por no lugar dos professores e professoras insultados e até agredidos, em resultado de um clima de indisciplina que cresceu com as aulas de substituição, nos moldes em que estão a ser concretizadas.

O senhor jornalista não percebe a sensação que se tem em perder tempo, fazendo uma coisa que pedagogicamente não serve para nada, a não ser para fazer crescer a indisciplina, para cansar e dificultar cada vez mais o estudo sério do professor. Quando, no caso da signatária, até podia continuar a ocupar esse tempo com a investigação em áreas e temas que interessam ao país. O senhor jornalista recria um novo conceito de justiça.
Não castiga o delinquente, mas faz o justo pagar pelo pecador, neste caso o geral dos professores penalizados pela falta dum colega. Aliás, o senhor jornalista insulta os professores, todos os professores, uma casta corporativa com privilégios que ninguém conhece e que não quer trabalhar, fazendo as tais aulas de substituição. O senhor jornalista insulta, ainda, todos os médicos acusando-os de passar atestados, em regra falsos. E tal como o Ministério, num estranho regresso ao passado, o senhor jornalista passa por cima da lei, neste caso o antigo Estatuto da Carreira Docente, que mandava pagar as aulas de substituição. Aparentemente, o propósito do jornalista Miguel Sousa Tavares não era discutir com seriedade. Era sim (do alto da sua arrogância e prosápia) provocar os professores, os médicos e até os juízes, três castas corporativas. Tudo com o propósito de levar a água ao moinho da política neoliberal do governo, neste caso do Ministério da Educação.
Dalila Cabrita Mateus, professora, doutora em História Moderna e Contemporânea».


sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Próximos tempos

É por aqui, já desde quarta-feira, que tenho estado.

Daí a minha ausência.

Estou a dar aulas a duas turmas na EB São João Baptista.

São poucas horas e por pouco tempo, mas dá para me sentir realizado enquanto professor.

Dar aulas, e o gosto de as leccionar, é o que me prende ao ensino.

Isto porque estou a 200km de casa. Tive de alugar quarto e passei a ter umas extensas despesas de deslocação...

Apesar de estar a trabalhar, para pagar as despesas todas, sinto-me bem, enquanto professor e enquanto homem.

Campo Maior é uma Vila bonita!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Espelho retrovisor

Não passo muito tempo à frente do espelho.

E assim, por vezes ando com a barba maior, o cabelo meio despenteado e as patilhas por acertar.

Mas, à noite, durmo com a consciência tranquila.

Há quem se olhe muito ao espelho.

Por fora brilhe, distribua sorrisos e bom aspecto.

Mas, será que têm a consciência tranquila?

Será o espelho de vidro a reflectir a alma do ser humano, ou serão os passos a ilustrar os caminhos mais certos?

Desabafos no diário virtual

"Não tenho a pretensão de ensinar aqui o método que cada um deve
seguir para bem conduzir sua razão. Procuro, apenas, humildemente,
mostrar o modo como tanto me esforço, sem descanso, para conduzir a
minha".

René Descartes

E com este pensamento, justifico a razão da minha ausência nestes últimos dias.

No asfalto da vida e nos hospitais da região.

Tudo terminará em bem.

Contudo, a razão humana, individual e colectivamente partilhada, nem sempre se orienta pelo mesmo horizonte, pela mesma educação, pelo mesmo profissionalismo e pela mesma finalidade.

Aí, perdemos todos. Uns, a crença. Outros, o valor.

Eu fico-me pelo “humildemente me esforço…”.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

... esta luta...

Já não sei se sou professor, se vendedor ou caixeiro-viajante.

Ontem fui entregar currículo a Faro.

Hoje a Lisboa, Sintra e Torres Vedras.

E já lá vão 66 cartas registadas…

A 2.20€ cada…

A luta continua!


terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Caso para os Ficheiros Secretos

Um carro invisível veio de não sei onde, bateu no meu carro e desapareceu.

Professor

Se é jovem, não tem experiência;
Se é velho, está ultrapassado.

Se não tem carro, é um coitado;
Se tem carro, chora de barriga cheia.

Se fala em voz alta, grita;
Se fala em tom normal, ninguém o ouve.

Se nunca falta às aulas, é parvo;
Se falta, é um "turista".

Se conversa com outros professores, está a dizer mal do Sistema;
Se não conversa, é um desligado.

Se dá a matéria toda, não tem dó dos alunos;
Se não dá, não prepara os alunos.

Se brinca com a turma, é palhaço;
Se não brinca, é um chato.

Se chama a atenção, é um autoritário;
Se não chama, não se sabe impor.

Se o teste é longo, não dá tempo nenhum;
Se o teste é curto, tira a oportunidade aos alunos bons.

Se escreve muito, não explica;
Se explica muito, o caderno não tem nada.

Se fala correctamente, ninguém entende patavina;
Se usa a linguagem do aluno, não tem vocabulário.

Se o aluno reprova, é perseguição;
Se o aluno passa, o professor facilitou.

É verdade, os professores nunca têm razão... Mas se você conseguiu ler tudo até aqui, agradeça-lhes a eles…

Provérbio: Preso por ter cão e preso por não ter!


segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

É isso. Não mexas mais!

Este ano lectivo, pela primeira vez desde que terminei o curso, ainda não fui colocado.

Não fui, nem serei, tendo em conta que as colocações cíclicas efectuadas pelo Ministério da Educação terminaram em Dezembro de 2006.

Desde lá, e até à presente data, leio os jornais à procura das ofertas de escola.

Percorro os sites das Direcções Regionais de Educação em busca das ofertas de escolas.

Compro os jornais, imprimo currículos, certificados de curso, declarações de tempo de serviço prestado, fotocópias do bilhete de identidade e até do cartão do contribuinte… Com isto tudo já lá vai mais de uma resma de papel e um cartucho de tinta, para mais de 50 escolas... Algumas obrigam a que os candidatos se apresentem e formalizem a candidatura na secretaria. São filas e filas…

Outras não permitem o envio da candidatura via email ou fax, por contenção de despesas (veio escrito numa publicitação de oferta de horário num jornal de âmbito nacional…). Desconhecia que os emails recebidos se pagavam... (lol)

E passo dias a caminhar para os correios. Já me encontro com outros colegas, ao balcão, numa peregrinação incerta.

Correio normal, azul ou registado - pergunta o funcionário. Azul, pelo menos temos a certeza que chega dentro do prazo da vaga. Ou registado para ser efectivamente entregue.

Os custos monetários são significativos (papel, tinta, envelopes, selos, gasolina...)

Resta saber o que estarão agora a fazer os funcionários do Ministério da Educação, que até Dezembro publicavam as ofertas de horários nas colocações cíclicas...

Resta saber o que espera a população de uma classe docente desanimada e incrédula, face às constantes e inexplicáveis medidas que o Ministério vai processando, em nome de uma reestruturação, que efectivamente não consta no programa eleitoral do Partido Socialista, apresentado nas últimas eleições legislativas…

Resta saber se a profissão que abraçamos com gosto e determinação, será, ou não, aquela que contará com a nossa existência e trabalho num futuro próximo. Amanhã, daqui a um mês ou nunca mais.

Isto porque entretanto há uma vida para viver e outro trabalho a procurar.

E nesta situação já conheço algumas dezenas de colegas que desistiram do ensino e foram para outras áreas.

Mas, o pior, será daqui a uns 10 anos, quando o país precisar de professores e eles não existirem, tendo em conta os processos de reforma, o envelhecimento da classe e o congelamento dos cursos vocacionados para a educação.

E então aí, ou nessa altura, recrutem advogados, engenheiros, arquitectos e outros profissionais, para leccionar...

domingo, 14 de janeiro de 2007

Que garrafas?

A culpa do acidente não foi de ninguém, mas não teria acontecido se o outro condutor viesse com atenção.

E as garrafas?

Que garrafas?!?

sábado, 13 de janeiro de 2007

Modas ou falsidades...

"A sociedade estabelece requintes de vestuário e de culinária que
dispensam os de espírito".

Carlos Drummond de Andrade


quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Descrédito!

Recebi em casa, juntamente com a publicidade de um supermercado, um desdobrável, que aqui publico, que me envergonha enquanto católico.

Diz: “No ano em que se comemora o 90º Aniversário das Aparições de Fátima, Nossa Senhora chora…”?!?

Depois continuam num texto repleto de cinismo, usando a imagem de Nossa Senhora de Fátima, para levar as pessoas a votarem Não no Referendo sobre a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez a 11 de Fevereiro.

Usar a fé, as convicções religiosas desta forma?

Quem o faz, só está a cavar um fosso mais profundo entre os cidadãos e a Igreja Católica.


Já não basta a Igreja Católica ser contra o uso do preservativo, agora usa a imagem da Nossa Senhora de Fátima num Referendo?!?

Então em Espanha, França e noutros países quem pratica o aborto é herege?

Será que a Nossa Senhora de Fátima vai castigar esses pecadores?!?


As pessoas que fazem estes folhetos deviam respeitar a fé e a Religião Católica, assim como os seus crentes!

Assim, estão a contribuir para o inverso!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Brincadeira de mau gosto

Hoje ligaram-me a perguntar se eu também pertencia ao blog Vila Nova de Ourém.

Perguntei a razão de tal pergunta. Disseram-me que o meu nome estava lá.

Estranhei e fui confirmar.

Efectivamente, só mesmo uma brincadeira de mau gosto se trata.

Já enviei um mail ao administrador do blog a manifestar o meu descontentamento e revolta.

Não se brinca com o nome das outras pessoas.

Não aceito situações deste tipo na blogoesfera do concelho, tendo em conta que sempre me pautei pelo respeito e consideração.

Sugestão Cinematográfica

Os afazeres pessoais e a procura de emprego não me têm dado muito tempo livre para colocar post’s com a frequência pretendida.

Todavia, aqui fica a sugestão para o próximo filme do Tom Cruise…

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Absolutamente normal!

Mais de 300 carros incendiados na noite de passagem de ano, em Paris e a polícia local acha normal, dada a data…?!?

sábado, 30 de dezembro de 2006

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Chá, por exemplo...

A última gota…

A última gota pode ser a mais doce, ou a mais amarga.

Será sempre uma imagem de satisfação…

Café? Não. Talvez de outra bebida, ou imaginação…

domingo, 24 de dezembro de 2006

sábado, 23 de dezembro de 2006

Diferenças de escolhas

Bush quer mandar mais tropas para o Iraque.

Mas, pelos vistos os iraquinanos preferem outra coisa…

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Ano do Porco

Segundo informações fidedignas, para o ano de 2007 os chineses adoptaram o Ano do Porco.

Com isto sabemos que o aumento de carne de aves e de vacas vai aumentar na China.

Acabam-se o “Porco Chop Soi” nos Restaurantes Chineses e algumas VIP’s portuguesas vão ser idolatradas se forem à China…

Desportos de Inverno

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Mas, continuam...

Deprimente?

Talvez. Mas, real.

Pelo mundo fora a guerra ainda é uma dura realidade.

Preconizada pelo poder económico, político e pelo egoísmo de outros.

Nestes épocas natalícias, muitas palavras e acções solidárias acontecem e decorrem. Umas com máquinas fotográficas, outras no simples gesto de ajuda e luta contra as injustiças.

Mas, as guerras continuam este Natal.

Tal, como no anterior…

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Nem ao Diabo!

"No fundo, talvez não seja muito bom negócio vender a alma.

A alma, às vezes, faz falta."

Rubem Braga


Algumas verdades

Comentadores, articulistas, políticos e jornalistas, a par com algumas reformas radicais deste governo, baralham-nos os números das Contas Públicas.

Sobre Finanças Públicas não nos atrevemos a dissecar, sob pena de nos confundirmos. Todavia, algumas posições do actual governo levam-nos a reflectir sobre o porquê de determinadas reformas que estão em curso. Umas certas, outras demasiado exageradas, diremos.

Contudo, importa relembrar o défice elevado com que Pedro Santana Lopes deixou o país, depois de o ter herdado de Durão Barroso…

Recorrendo às tabelas do Banco de Portugal e do Eurostat analisamos a evolução do deficit público entre 1991 e 2004. Durante este período, Cavaco Silva foi primeiro-ministro de Portugal entre 1991 e 1995. Anos em que o défice andou entre os 3 e os 7%!!! António Guterres que governou entre 1996 e 2001, teve de cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento, que se estabelecia e estabelece nos 3%. Foi com Sousa Franco como Ministro das Finanças, que o défice foi reduzido, sem recorrer a medidas extraordinárias, ou cortes abruptos.

Na governação de Guterres, os dirigentes do PSD profetizavam negros períodos e metas inatingíveis relativas à adesão ao €uro, entre outras. Felizmente, para o país, os pensadores e economistas Sociais Democratas falharam nas previsões!

Mais tarde, quando Durão Barroso foi eleito para liderar um governo de centro direita, que posteriormente se transformou numa coligação de direita com a entrada de Paulo Portas e Bagão Félix, o défice só foi controlado com medidas extraordinárias, como a venda de património do estado, ao desbarato…

Sócrates chega ao governo e encontra um défice excessivamente alto. Foi o argumento que Sócrates precisou para reforçar as suas políticas reformistas, sustentadas pela confortável maioria parlamentar.

Com isto o PSD, depois de uma amnésia incompreensível, virou-se para Cavaco Silva, como o salvador das Finanças Públicas, ao ser eleito Presidente da República.

Porém, parece que os responsáveis políticos deste país se foram esquecendo da realidade orçamental dos últimos 15 anos. Com o Tratado de Maastricht, assinado em 1992, foi criada a União Económica e Monetária Europeia e a Moeda Única. A existência da Moeda Única obriga ao cumprimento dos Critérios de Convergência que incluem um Défice Público inferior a 3% do Produto Interno Bruto e uma Dívida Pública abaixo dos 60%.

Nos governos de Guterres foi necessário cumprir estas percentagens, apesar dos resultados herdados dos governos de Cavaco Silva, serem de défices superiores e elevados, em anos eleitorais…

As pessoas decerto recordam-se da tese do “monstro”, em que o Estado gastador tinha à proa, como timoneiro, Cavaco Silva. O mesmo Estado que recebia milhões da Europa e que foram investidos em betão, em subsídios agrícolas e formações profissionais pouco consistentes…

Aliás, Miguel Cadilhe, antigo Ministro das Finanças de um governo de Cavaco Silva, há cerca de um ano atrás, atribuía a este a paternidade do “monstro” do défice… Efectivamente, foi durante os anos de governo de Cavaco Silva que se descontrolaram as finanças públicas, através da despesa corrente que cresceu mais de 10 pontos. Efectivamente, isto parece-nos ser factor indiscutível para tal “nomeação” cinematográfica…

Talvez por tudo isto, não nos seja totalmente estranho o facto do actual Presidente da República, Cavaco Silva, ter defendido publicamente as reformas de Sócrates.

Aliás, Sócrates não podia desejar outro Presidente da República, senão Cavaco Silva… Soares seria sempre uma barreira, condicionando as profundas reformas que penalizam a classe média. Alegre, desconhecendo a realidade económica, como o próprio afirmou durante a campanha eleitoral, colocaria demasiadas questões, com que Sócrates se irritaria!

Assim, Cavaco Silva, mesmo sendo o pai do défice das Finanças Públicas, é o par ideal, com que Sócrates conta na gestão da República Portuguesa.

Facilmente, com politiquices, argumenta-se que Sócrates não está a cumprir o programa eleitoral por introduzir portagens em algumas SCUTS… Serão sempre fracos argumentos, enquanto continuarmos a pagar portagens na A1, que há muitos anos foi paga… Mas, aí, caímos nos contratos de concessão, tal como nas Pontes 25 de Abril, Vasco da Gama e isso levava-nos a outras análises.

Talvez até exista quem recorra a teorias de concertações e jogos de bastidores para desacreditar as políticas do governo…

Presentemente, até ignoramos tais questões, quanto recordamos a verba atribuída neste último PIDDAC para o Concelho de Ourém, por ter sido a maior de sempre.

Todavia, o que contraria o descontentamento de algumas classes sociais, face às reformas de Sócrates, são as sondagens que continuam a dar a vitória ao Partido Socialista, caso existissem agora eleições legislativas. Estranho? Talvez…

Porém, no meio de tanta argumentação, afirmamos que não é sustentável impor soluções que, à custa dos sacrificados de sempre, afectam o crescimento, o emprego e condicionam a competitividade. Não haverá sustentabilidade orçamental sem crescimento económico e sem coesão social. Os sacrifícios que tantos reclamam são necessários. Mas, têm de ser criteriosos e socialmente justos.

E alguns carecem dessa justiça e equilíbrio…

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Classe e Carros

Por falar em crise…

Ontem estive cerca de meia hora junto a uma estrada à espera de uns amigos e só Mercedes contei 42. Fora os BMW’s e os Audi…

domingo, 17 de dezembro de 2006

Lado a lado

Este sol tem dado para a roupa enxugar.

Este sol tem dado para compras ir efectuar. Na medição medida, ou desmedida do consumo.

E se nos lembrarmos que quem tem mais de 1.000 euros na sua conta bancária, pertence aos 20% de seres humanos mais ricos do planeta, dá que pensar…

Isto já não falando da habitação, de carro…

E vivemos nós em crise… dizem as pessoas…

O que seria viver sem crise?!?

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Filmes de Natal

Preparem-se para a “nova” rodada de filmes típicos na época natalícia…

Sobremesa do dia...

Ah e tal tens um blog, mas não tens ccomentários.

Dizia-me uma pessoa amiga.

Será mesmo preciso comentar o Herman deitado no chão, o Emplastro a abrir a boca ou um camião desfeito porque o motorista olhou para a sogra que ia ao lado?

Claro que não!

Comentadores e comentadores já Portugal está cheio…

E o Sócrates que o diga!

Isto no tempo do Salazar, nem espaço para blogs havia, quanto mais comentários…


quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Campanha da DGV

“Saí do estacionamento, olhei para a cara da minha sogra e caí pela ribanceira abaixo.”

Moral: “Se conduzir, não leve a sogra"!!!


terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Eu, a ex...

O livro da ex de Pinto da Costa está a dar que falar…

Será que a placa postiça do emplastro também foi negociada em “off…”?

Será que o livro também aborda esse assunto?

Terá o emplastro de voltar a ficar sem dentes?

Isto não pode ser...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Só despidas...

Longe vão os tempos em que Herman José prendia os telespectadores à televisão.

Hoje, a comédia e o humor estão nas mãos de outras personagens.

Já nem se deitar muitas mulheres ao chão, com as cuecas à mostra, Herman recuperará…

Sócrates irrita mesmo muita gente...

Alberto João Jardim continua igual a si mesmo.

Apelou à revolução contra Sócrates.

Esqueceu-se de referir quais deverão ser as flores usadas, após os cravos em Abril de 74…

Talvez, as estrelícias que há lá pela Madeira…

Assim, sempre rendiam uns euros para mais uns electrodomésticos e cabazes de Natal entregues pelo PPD/PSD às famílias menos laranja…

sábado, 9 de dezembro de 2006

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Ah e tal...

Ah e tal foram todas compradas por mim…

Com esta crise?

Duvido!

Porquê? Falaste com o meu banco?

Não! Perguntei às Finanças…

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Um café, por favor...

Qualquer semelhança com uma marca de café e esta imagem é pura coincidência…

Pensamento do dia...

"As crianças ficam em calçadas tão geladas, quanto o coração daqueles
que prometem ajudar, mas que nunca estendem as mãos".

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Marilú...

Está um homem descansadinho da vida sentado no seu sofá, a ver o futebol, quando de repente vinda não se sabe muito bem de onde, leva com uma frigideira na cabeça.
O desgraçado, de joelhos no chão, vendo estrelas por todo o lado, volta-se para a mulher:
-"Atão!?!?!? Tás parva ou quê??!? O que é que se passou???"
- "Isto é pelo bilhete que acabei de encontrar no bolso das tuas calças, e que tem o nome Marilu e o número 7500589", respondeu ela.
-"És estúpida! Isso foi da última vez que fui às corridas de cavalos. Marilu era o nome do cavalo, 7500 foi o valor que eu apostei, 58 era o nº do cavalo e 9 a corrida em que o cavalo entrou... Não me chateies mais!
E ela:
-"Errei... Mas....Bom...Quer dizer.... Ò meu amor desculpa, desculpa, não volta a acontecer..."
Passados 2 dias está o homem outra vez descansadinho da vida, a ver os resumos da bola, quando...
PUUUMMMMMMMM, leva com a panela de pressão na cabeça! Completamente tonto, deitado no chão e ainda não refeito da pancada, grita:
-Então?!?! Outra vez! O que é que foi agora?"
A mulher responde:
- "O teu cavalo está ao telefone..."

Mesmo, no Centro de França!

Depois de determinadas localidades portuguesas com nomes caricatos, uma localidade no centro de França…

Melhor Escola do Mundo = Portugal!!!

Vejamos o exemplo de uma turma do 7º ano de escolaridade.
Entre Disciplinas/Áreas Curriculares e Não Curriculares, temos:
1 - Língua Portuguesa
2 - História
3 - Língua Estrangeira I — Inglês
4 - Língua Estrangeira II — Francês
5 - Matemática
6 - Ciências Naturais
7 - Físico-Químicas
8 - Geografia
9 - Educação Física
10 - Educação Visual
11 - Oferta da escola 1 entre (Tapeçaria, Música, Dança, Fotografia,
Cerâmica, Expressão plástica, Teatro).
12 - Educação Visual e Tecnológica
13 - Educação Moral R.C.
14 - Estudo Acompanhado
15 - Área Projecto
16 - Formação Cívica.
São 16 (dezasseis)
Carga horária = 36 tempos lectivos
Não é o máximo ensinar isto tudo aos filhos de todo o país?
E a Escola ainda:
Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência, apesar de
os professores não terem formação para isso;
Integra alunos com Necessidades Educativas de Carácter Prolongado, apesar de os professores não terem formação para isso;
Não esquecendo os outros alunos, "atestado-médico-excluídos" que também têm dificuldades de aprendizagem;
Integra alunos oriundos de outros países que, por vezes, não falam uma única
palavra de Português;
Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos como:
Currículos Alternativos;
Percursos Escolares Próprios;
Percursos Curriculares Alternativos;
Cursos de Educação e Formação.
A escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:
Educação sexual;
Prevenção rodoviária;
Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares, etc;
Preservação do meio ambiente;
Prevenção da toxicodependência, etc, etc…
Mas então, pergunta-se: em Portugal as crianças são todas órfãs?
A Escola Secundária de Seia tem 600 alunos e no último plenário da Assembleia de Pais apareceram menos de 20! Como é isto possível?
E depois são estes pais ausentes e desinteressados do percurso escolar dos seus filhos, aqueles que vão avaliar a competência dos professores?
Assim, faz-se dos professores uma cambada de selvagens e incompetentes que não merecem o que ganham e "trabalham" poucas horas. Apenas 35 por semana…
Vejam bem que os professores chegam ao cúmulo de exigir aos alunos que
tragam o material para as aulas, que façam os trabalhos de casa, que estejam atentos e não gritem na sala de aula…

domingo, 3 de dezembro de 2006

Obrigado a todos aqueles que nos últimos tempos, e das várias formas se têm preocupado com a saúde da minha mãe.

Está melhor.

Regressou a casa, neste meu aniversário.

Foi, sem dúvida, a melhor prenda que podia receber.

O regresso daquela que há 31 anos me fez ver a luz do mundo e a chama da vida.

A todos os meus amigos que me desejaram os parabéns, agradeço a amizade, sob a qual jamais conseguirei retribuir.

A amizade, verdadeira, não tem preço ou peso que se possa medir, nos dias de hoje.

Sendo por isso incomportável a retribuição na medida justa...

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Ausência

Por problemas pessoais e familiares estarei ausente até que a vida me ajude.

Obrigado.