terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Se gosto de ti...
Tomar um banho de chuva,ou percorrer uma estrada escura.
Entre as duas, as gotas que me molhem,
os caminhos que se escondam.
Porque saio cedo, e sem saber mentir,
nunca é tarde para um beijo te dar.
Ontem, hoje e amanhã.
Mesmo com o mundo ao contrário,
mesmo com a chuva, do caminho, que não consigo evitar...
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Socialistas????

Desde que terminei o curso, leccionei sempre.
No 1º ano, fui colocado no início do ano lectivo em Leiria e trabalhei até Agosto.
No 2º ano, fui colocado no início do ano lectivo em Setúbal e trabalhei até Agosto.
No 3º ano, fui colocado no início do ano lectivo em Santarém e trabalhei até Agosto.
Este ano lectivo não fui colocado.
Estive no último mês
Vou trabalhar para Lisboa.
Cansei-me de lutar por uma profissão que abracei com o coração, tendo somente como recompensa as aprendizagens dos alunos a quem dei aulas, os seus sorrisos e as reacções espontâneas de relação aluno/professor.
Com esta Ministra da Educação e respectivos Secretários de Estado, por muito gosto e amor que se tenha pela profissão, encontramos salas de professores onde o desalento e o descrédito reinam, sobrepondo-se a outros sentimentos que outrora existiram.
Por muitas reformas que se pretendam fazer, a classe docente não pode ser o exemplo do corte constante, das mudanças permanentes, das leis e decretos inconstitucionais, dos silêncios e políticas do “quero, posso e mando”.
Este Ministério da Educação não tem nada de Socialista.
Tem de autoritário, prepotente e irracional, uma Ministra e dois Secretários de Estado.
Estão a hipotecar o futuro da educação em Portugal.
Estão a delapidar a estrutura da educação portuguesa.
Não se encontram ou vislumbram melhorias, muito pelo contrário...
Escrevo estas linhas, com lamento e sentimento, por aqueles que se encontram a leccionar, por aqueles que se encontram a saltar e a percorrer o país de escola em escola, mês após mês, e por aqueles que estão desempregados.
Em França e em Espanha os Ministros e serviços de Educação louvam e apoiam os professores. Em Portugal, atacam-nos.
Por tudo isto, regressar ao ensino público, a médio prazo, não está nos meus horizontes.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Trabalhar para aquecer...
Hoje regressei a casa.1 mês
Boas pessoas. Alunos empenhados.
Bonitas paisagens.
Porém, feitas as contas dos €uros gastos e recebidos, acabo por chegar à conclusão que gastei mais 130 euros do que recebi. Tendo em conta as despesas de quarto, combustível...
Ou seja, paguei para dar aulas!
Um dia destes, o Ministério da Educação, esta Ministra e os seus Secretários de Estado, vão querer professores e não os vão ter…
E quem sairá prejudicado, serão sempre os alunos, e em consequência o país…
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Hoje, batam em latas...
Há 2 anos atrás, e nos anteriores, por esta hora, em Ourém, as Escolas, os Grupos Recreativos e Culturais davam cor, vida e alegria às ruas e gentes deste concelho.Hoje, os carros passam em direcção aos concelhos vizinhos, onde a cultura e a folia, são tidas em conta, pelo esforço e dedicação das suas populações e colectividades.
Prioridades e opções duvidosas, que nós, enquanto cidadãos, podemos e devemos equacionar.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
sábado, 17 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Esforço grande = grande valor!
O esforço nem sempre é reconhecido.Nosso ou de outros.
Por vezes até há quem se concentre tanto no seu umbigo, que se esquece daqueles que ao seu lado existem.
A formiga trabalhadora, é a metáfora transposta para os seres humanos que não baixam os braços.
Para aqueles que perante as adversidades da vida procuram, inventam e encontram alternativas.
Também nós somos pequenas formigas, neste planeta, onde cada um de nós, é só mais um entre biliões de habitantes…
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
sábado, 3 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Votar
A adaptação ao ritmo do Alentejo, tem-me desviado as atenções e energias, para outras actividades.Todavia, e ao regressar a casa para passar o fim-de-semana, reapresento-me no Suplemento de Alma, para em diário, loucura, desabafo, protesto, gozo, riso ou ternura, depositar, partilhar, desafiar estes e outros mundos.
domingo, 28 de janeiro de 2007
Carta a Miguel Sousa Tavares
«Não é a primeira vez que tenho a oportunidade de ler textos escritos pelo jornalista Miguel Sousa Tavares. Anoto que escreve sobre tudo e mais alguma coisa, mesmo quando depois se verifica que conhece mal os problemas que aborda. É o caso, por exemplo, dos temas relacionados com a educação, com as escolas e com os professores. E pensava eu que o código deontológico dos jornalistas obrigava a realizar um trabalho prévio de pesquisa, a ouvir as partes envolvidas, para depois escrever sobre a temática de forma séria e isenta.O senhor jornalista e a ministra que defende não devem saber o que é ter uma turma de
O senhor jornalista falta à verdade quando alude ao «flagelo do absentismo dos professores, sem paralelo em nenhum outro sector de actividade, público ou privado». Tal falsidade já foi desmentida com números e por mais de uma vez. Além do que, em nenhuma outra profissão, um simples atraso de 10 minutos significa uma falta imediata. O senhor jornalista não sabe (embora a ministra tenha obrigação de saber) o que é chegar a uma turma que se não conhece, para substituir uma professora que está a ser operada e ouvir os alunos gritarem contra aquela «filha da puta» que, segundo eles, pouco ou nada veio acrescentar ao trabalho pedagógico que vinha a ser desenvolvido.
O senhor jornalista não imagina o que é leccionar turmas em que um aluno tem fome, outro é portador de hepatite, um terceiro chega tarde porque a mãe não o acordou (embora receba o rendimento mínimo nacional para pôr o filho a pé e colocá-lo na escola), um quarto é portador de uma arma branca com que está a ameaçar os colegas. Não imagina (ou não quer imaginar) o que é leccionar quando a miséria cresce nas famílias, pois «em casa em que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão».
O senhor jornalista não tem sequer a sensibilidade para se por no lugar dos professores e professoras insultados e até agredidos, em resultado de um clima de indisciplina que cresceu com as aulas de substituição, nos moldes em que estão a ser concretizadas.
O senhor jornalista não percebe a sensação que se tem em perder tempo, fazendo uma coisa que pedagogicamente não serve para nada, a não ser para fazer crescer a indisciplina, para cansar e dificultar cada vez mais o estudo sério do professor. Quando, no caso da signatária, até podia continuar a ocupar esse tempo com a investigação em áreas e temas que interessam ao país. O senhor jornalista recria um novo conceito de justiça.
Não castiga o delinquente, mas faz o justo pagar pelo pecador, neste caso o geral dos professores penalizados pela falta dum colega. Aliás, o senhor jornalista insulta os professores, todos os professores, uma casta corporativa com privilégios que ninguém conhece e que não quer trabalhar, fazendo as tais aulas de substituição. O senhor jornalista insulta, ainda, todos os médicos acusando-os de passar atestados, em regra falsos. E tal como o Ministério, num estranho regresso ao passado, o senhor jornalista passa por cima da lei, neste caso o antigo Estatuto da Carreira Docente, que mandava pagar as aulas de substituição. Aparentemente, o propósito do jornalista Miguel Sousa Tavares não era discutir com seriedade. Era sim (do alto da sua arrogância e prosápia) provocar os professores, os médicos e até os juízes, três castas corporativas. Tudo com o propósito de levar a água ao moinho da política neoliberal do governo, neste caso do Ministério da Educação.
Dalila Cabrita Mateus, professora, doutora
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
Próximos tempos
É por aqui, já desde quarta-feira, que tenho estado.Daí a minha ausência.
Estou a dar aulas a duas turmas na EB São João Baptista.
São poucas horas e por pouco tempo, mas dá para me sentir realizado enquanto professor.
Dar aulas, e o gosto de as leccionar, é o que me prende ao ensino.
Isto porque estou a 200km de casa. Tive de alugar quarto e passei a ter umas extensas despesas de deslocação...
Apesar de estar a trabalhar, para pagar as despesas todas, sinto-me bem, enquanto professor e enquanto homem.
Campo Maior é uma Vila bonita!
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Espelho retrovisor
Não passo muito tempo à frente do espelho.E assim, por vezes ando com a barba maior, o cabelo meio despenteado e as patilhas por acertar.
Mas, à noite, durmo com a consciência tranquila.
Há quem se olhe muito ao espelho.
Por fora brilhe, distribua sorrisos e bom aspecto.
Mas, será que têm a consciência tranquila?
Será o espelho de vidro a reflectir a alma do ser humano, ou serão os passos a ilustrar os caminhos mais certos?
Desabafos no diário virtual
"Não tenho a pretensão de ensinar aqui o método que cada um deveseguir para bem conduzir sua razão. Procuro, apenas, humildemente,
mostrar o modo como tanto me esforço, sem descanso, para conduzir a
minha".
René Descartes
E com este pensamento, justifico a razão da minha ausência nestes últimos dias.
No asfalto da vida e nos hospitais da região.
Tudo terminará em bem.
Contudo, a razão humana, individual e colectivamente partilhada, nem sempre se orienta pelo mesmo horizonte, pela mesma educação, pelo mesmo profissionalismo e pela mesma finalidade.
Aí, perdemos todos. Uns, a crença. Outros, o valor.
Eu fico-me pelo “humildemente me esforço…”.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Professor
Se é jovem, não tem experiência;Se é velho, está ultrapassado.
Se não tem carro, é um coitado;
Se tem carro, chora de barriga cheia.
Se fala em voz alta, grita;
Se fala em tom normal, ninguém o ouve.
Se nunca falta às aulas, é parvo;
Se falta, é um "turista".
Se conversa com outros professores, está a dizer mal do Sistema;
Se não conversa, é um desligado.
Se dá a matéria toda, não tem dó dos alunos;
Se não dá, não prepara os alunos.
Se brinca com a turma, é palhaço;
Se não brinca, é um chato.
Se chama a atenção, é um autoritário;
Se não chama, não se sabe impor.
Se o teste é longo, não dá tempo nenhum;
Se o teste é curto, tira a oportunidade aos alunos bons.
Se escreve muito, não explica;
Se explica muito, o caderno não tem nada.
Se fala correctamente, ninguém entende patavina;
Se usa a linguagem do aluno, não tem vocabulário.
Se o aluno reprova, é perseguição;
Se o aluno passa, o professor facilitou.
É verdade, os professores nunca têm razão... Mas se você conseguiu ler tudo até aqui, agradeça-lhes a eles…
Provérbio: Preso por ter cão e preso por não ter!
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
É isso. Não mexas mais!
Este ano lectivo, pela primeira vez desde que terminei o curso, ainda não fui colocado.Não fui, nem serei, tendo em conta que as colocações cíclicas efectuadas pelo Ministério da Educação terminaram em Dezembro de 2006.
Desde lá, e até à presente data, leio os jornais à procura das ofertas de escola.
Percorro os sites das Direcções Regionais de Educação em busca das ofertas de escolas.
Compro os jornais, imprimo currículos, certificados de curso, declarações de tempo de serviço prestado, fotocópias do bilhete de identidade e até do cartão do contribuinte… Com isto tudo já lá vai mais de uma resma de papel e um cartucho de tinta, para mais de 50 escolas... Algumas obrigam a que os candidatos se apresentem e formalizem a candidatura na secretaria. São filas e filas…
Outras não permitem o envio da candidatura via email ou fax, por contenção de despesas (veio escrito numa publicitação de oferta de horário num jornal de âmbito nacional…). Desconhecia que os emails recebidos se pagavam... (lol)
E passo dias a caminhar para os correios. Já me encontro com outros colegas, ao balcão, numa peregrinação incerta.
Correio normal, azul ou registado - pergunta o funcionário. Azul, pelo menos temos a certeza que chega dentro do prazo da vaga. Ou registado para ser efectivamente entregue.
Os custos monetários são significativos (papel, tinta, envelopes, selos, gasolina...)
Resta saber o que estarão agora a fazer os funcionários do Ministério da Educação, que até Dezembro publicavam as ofertas de horários nas colocações cíclicas...
Resta saber o que espera a população de uma classe docente desanimada e incrédula, face às constantes e inexplicáveis medidas que o Ministério vai processando, em nome de uma reestruturação, que efectivamente não consta no programa eleitoral do Partido Socialista, apresentado nas últimas eleições legislativas…
Resta saber se a profissão que abraçamos com gosto e determinação, será, ou não, aquela que contará com a nossa existência e trabalho num futuro próximo. Amanhã, daqui a um mês ou nunca mais.
Isto porque entretanto há uma vida para viver e outro trabalho a procurar.
E nesta situação já conheço algumas dezenas de colegas que desistiram do ensino e foram para outras áreas.
Mas, o pior, será daqui a uns 10 anos, quando o país precisar de professores e eles não existirem, tendo em conta os processos de reforma, o envelhecimento da classe e o congelamento dos cursos vocacionados para a educação.
E então aí, ou nessa altura, recrutem advogados, engenheiros, arquitectos e outros profissionais, para leccionar...
domingo, 14 de janeiro de 2007
sábado, 13 de janeiro de 2007
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Descrédito!
Diz: “No ano em que se comemora o 90º Aniversário das Aparições de Fátima, Nossa Senhora chora…”?!?
Depois continuam num texto repleto de cinismo, usando a imagem de Nossa Senhora de Fátima, para levar as pessoas a votarem Não no Referendo sobre a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez a 11 de Fevereiro.
Usar a fé, as convicções religiosas desta forma?
Quem o faz, só está a cavar um fosso mais profundo entre os cidadãos e a Igreja Católica.
Já não basta a Igreja Católica ser contra o uso do preservativo, agora usa a imagem da Nossa Senhora de Fátima num Referendo?!?
Então em Espanha, França e noutros países quem pratica o aborto é herege?
Será que a Nossa Senhora de Fátima vai castigar esses pecadores?!?
As pessoas que fazem estes folhetos deviam respeitar a fé e a Religião Católica, assim como os seus crentes!
Assim, estão a contribuir para o inverso!
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Brincadeira de mau gosto
Hoje ligaram-me a perguntar se eu também pertencia ao blog Vila Nova de Ourém.
Perguntei a razão de tal pergunta. Disseram-me que o meu nome estava lá.
Estranhei e fui confirmar.
Efectivamente, só mesmo uma brincadeira de mau gosto se trata.
Já enviei um mail ao administrador do blog a manifestar o meu descontentamento e revolta.
Não se brinca com o nome das outras pessoas.
Não aceito situações deste tipo na blogoesfera do concelho, tendo em conta que sempre me pautei pelo respeito e consideração.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
domingo, 31 de dezembro de 2006
sábado, 30 de dezembro de 2006
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
terça-feira, 26 de dezembro de 2006
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
domingo, 24 de dezembro de 2006
sábado, 23 de dezembro de 2006
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Mas, continuam...
Deprimente?Talvez. Mas, real.
Pelo mundo fora a guerra ainda é uma dura realidade.
Preconizada pelo poder económico, político e pelo egoísmo de outros.
Nestes épocas natalícias, muitas palavras e acções solidárias acontecem e decorrem. Umas com máquinas fotográficas, outras no simples gesto de ajuda e luta contra as injustiças.
Mas, as guerras continuam este Natal.
Tal, como no anterior…
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Algumas verdades
Comentadores, articulistas, políticos e jornalistas, a par com algumas reformas radicais deste governo, baralham-nos os números das Contas Públicas.
Sobre Finanças Públicas não nos atrevemos a dissecar, sob pena de nos confundirmos. Todavia, algumas posições do actual governo levam-nos a reflectir sobre o porquê de determinadas reformas que estão
Contudo, importa relembrar o défice elevado com que Pedro Santana Lopes deixou o país, depois de o ter herdado de Durão Barroso…
Recorrendo às tabelas do Banco de Portugal e do Eurostat analisamos a evolução do deficit público entre 1991 e 2004. Durante este período, Cavaco Silva foi primeiro-ministro de Portugal entre 1991 e 1995. Anos em que o défice andou entre os 3 e os 7%!!! António Guterres que governou entre 1996 e 2001, teve de cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento, que se estabelecia e estabelece nos 3%. Foi com Sousa Franco como Ministro das Finanças, que o défice foi reduzido, sem recorrer a medidas extraordinárias, ou cortes abruptos.
Na governação de Guterres, os dirigentes do PSD profetizavam negros períodos e metas inatingíveis relativas à adesão ao €uro, entre outras. Felizmente, para o país, os pensadores e economistas Sociais Democratas falharam nas previsões!
Mais tarde, quando Durão Barroso foi eleito para liderar um governo de centro direita, que posteriormente se transformou numa coligação de direita com a entrada de Paulo Portas e Bagão Félix, o défice só foi controlado com medidas extraordinárias, como a venda de património do estado, ao desbarato…
Sócrates chega ao governo e encontra um défice excessivamente alto. Foi o argumento que Sócrates precisou para reforçar as suas políticas reformistas, sustentadas pela confortável maioria parlamentar.
Com isto o PSD, depois de uma amnésia incompreensível, virou-se para Cavaco Silva, como o salvador das Finanças Públicas, ao ser eleito Presidente da República.
Porém, parece que os responsáveis políticos deste país se foram esquecendo da realidade orçamental dos últimos 15 anos. Com o Tratado de Maastricht, assinado em 1992, foi criada a União Económica e Monetária Europeia e a Moeda Única. A existência da Moeda Única obriga ao cumprimento dos Critérios de Convergência que incluem um Défice Público inferior a 3% do Produto Interno Bruto e uma Dívida Pública abaixo dos 60%.
Nos governos de Guterres foi necessário cumprir estas percentagens, apesar dos resultados herdados dos governos de Cavaco Silva, serem de défices superiores e elevados, em anos eleitorais…
As pessoas decerto recordam-se da tese do “monstro”, em que o Estado gastador tinha à proa, como timoneiro, Cavaco Silva. O mesmo Estado que recebia milhões da Europa e que foram investidos em betão, em subsídios agrícolas e formações profissionais pouco consistentes…
Aliás, Miguel Cadilhe, antigo Ministro das Finanças de um governo de Cavaco Silva, há cerca de um ano atrás, atribuía a este a paternidade do “monstro” do défice… Efectivamente, foi durante os anos de governo de Cavaco Silva que se descontrolaram as finanças públicas, através da despesa corrente que cresceu mais de 10 pontos. Efectivamente, isto parece-nos ser factor indiscutível para tal “nomeação” cinematográfica…
Talvez por tudo isto, não nos seja totalmente estranho o facto do actual Presidente da República, Cavaco Silva, ter defendido publicamente as reformas de Sócrates.
Aliás, Sócrates não podia desejar outro Presidente da República, senão Cavaco Silva… Soares seria sempre uma barreira, condicionando as profundas reformas que penalizam a classe média. Alegre, desconhecendo a realidade económica, como o próprio afirmou durante a campanha eleitoral, colocaria demasiadas questões, com que Sócrates se irritaria!
Assim, Cavaco Silva, mesmo sendo o pai do défice das Finanças Públicas, é o par ideal, com que Sócrates conta na gestão da República Portuguesa.
Facilmente, com politiquices, argumenta-se que Sócrates não está a cumprir o programa eleitoral por introduzir portagens
Talvez até exista quem recorra a teorias de concertações e jogos de bastidores para desacreditar as políticas do governo…
Presentemente, até ignoramos tais questões, quanto recordamos a verba atribuída neste último PIDDAC para o Concelho de Ourém, por ter sido a maior de sempre.
Todavia, o que contraria o descontentamento de algumas classes sociais, face às reformas de Sócrates, são as sondagens que continuam a dar a vitória ao Partido Socialista, caso existissem agora eleições legislativas. Estranho? Talvez…
Porém, no meio de tanta argumentação, afirmamos que não é sustentável impor soluções que, à custa dos sacrificados de sempre, afectam o crescimento, o emprego e condicionam a competitividade. Não haverá sustentabilidade orçamental sem crescimento económico e sem coesão social. Os sacrifícios que tantos reclamam são necessários. Mas, têm de ser criteriosos e socialmente justos.
E alguns carecem dessa justiça e equilíbrio…
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
domingo, 17 de dezembro de 2006
Lado a lado
Este sol tem dado para a roupa enxugar.E se nos lembrarmos que quem tem mais de 1.000 euros na sua conta bancária, pertence aos 20% de seres humanos mais ricos do planeta, dá que pensar…
Isto já não falando da habitação, de carro…
E vivemos nós em crise… dizem as pessoas…
O que seria viver sem crise?!?
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Sobremesa do dia...
Ah e tal tens um blog, mas não tens ccomentários. Dizia-me uma pessoa amiga.
Será mesmo preciso comentar o Herman deitado no chão, o Emplastro a abrir a boca ou um camião desfeito porque o motorista olhou para a sogra que ia ao lado?
Claro que não!
Comentadores e comentadores já Portugal está cheio…
E o Sócrates que o diga!
Isto no tempo do Salazar, nem espaço para blogs havia, quanto mais comentários…































