
Eles andam já no terreno:
Os incendiários.
Função: destabilizar, criar confusão, difamar...
Que a chama da sua língua e das suas práticas, não lhes queime mais, algo de bom que neles possa existir...
É aquele que nos alimenta e nos reforça. O que emerge do nosso ser face às turbulências sociais, políticas, económicas e pessoais, que dia a dia nos molham, nos aquecem e nos gelam. Com toda a nossa Alma, que nos alimenta o coração e o pensamento!
Por aí se têm encontrado sórdidas personagens, de trato oco, superiormente reputados em causa própria e de elevada estripe. Uns nem seguidores têm, outros foram menosprezados por aqueles a quem prestavam vassalagem.
Dentro de uma caixa de ressonância, contam-se, à data, cinco ou seis personagens que o circo que passou na última Feira de Santa Iria, esqueceu, propositadamente, no ano passado, como prenda pelos bilhetes comprados.
Os seus actos podem ser identificados como as marcas de cavalos – a quem dão o nome de raça – arraçados em fidalguias e bravuras rasas, que constam no trapézio e no bidé de feitos temerários.
Uns dias desfazem a barba, outros nem isso, mas lavam a cara todas as manhãs. Talvez a procurar na frescura da água, a inspiração para alimentar a verborreia intelectual que despejam em actos de nobre linhagem e dedicação militante/revolucionária.
Entre um texto, um post, ou no envio de emails para gerar a confusão, atiçar feras famintas de informação, contra informação, polémica, intriga e calúnia, sorriem. Levantam a cara, num ar superior, próprio de lordes detentores da verdade suprema, jamais inquestionável. Escrevem escondidos entre folhas de papel, despojadas de valores e humildade suficiente que os faça descer à terra, visto que, são seres muito bons, no espelho de suas casas.
Jogam damas de manhã, xadrez à tarde e chinquilho à noite. Chinquilho à noite porque a sua mestria permite-lhes ver aquilo que outros não vêem. O som do ferro a bater no pau é a certeza das palavras, dos juízos, dos domínios de competência, saber e real cagança ostentada no momento oportuno.
Uns querem entrar nos Lions, outros nos Rotários. Andam de mota, de carro, de cavalo, mas pouco a pé! São de trato fino e valor acrescentado, diminuto na medida consequente em humildade. Poucas pessoas lhes compravam um carro, e até os familiares desconfiam deles por episódios anteriores compostos de silêncios e jogadas.
Nas suas adolescências pouco se soube de entre os seus pares. Alguns eram identificados como putos estranhos. Provam-se assim as teorias psicológicas que dizem que os comportamentos em idade adulta advêm de traumas de infância, irreversíveis, e só mesmo capazes de terapia com tratamento de água benta, confissões, rezas e aulas no Seminário.
São seres saltitantes. De terra em terra, de casa em casa, de mesa em mesa por onde se alimentam e sobrevivem.
Quais vampiros?
Quem falou em vampiros? A estória daqueles dois putos que ousaram escrever um dia sobre a terra onde os Senhores comem tudo e não deixam nada? Ficou na história do NO, e das semanas posteriores à publicação, em que as atenções se dirigiram para a pesquisa de informação sobre os terroristas que ousaram difamar o regime instalado. Ai Zeca Afonso estás demais presente, pelo pensamento que depois de mais de três décadas continua actual…
Regressando aos fiéis devotos de egocentrismo infantil, para quem só o que eles fazem tem sentido, só o que eles pensam está correcto, saltam de partido se for preciso. Deixam um Senhor, para querer prestar vassalagem a outro. Por vezes dão coices, num acto de rebeldia, mas que desejavam ser entendida como característica natural de quem por si pensa, age e faz.
Perdem a coluna vertebral - tornando-se invertebrados - e, consequentemente, maleáveis às transformações sociais e políticas do grande mundo que os rodeia – no seu pensamento – mas que tão diminuto se trata, que nem as lições de boa cama e boa mesa lhes servem na prática diária.
E serão estas palavras ditas por um douto sábio? Não.
Aqui o conhecimento escasseia, à medida que se procura saber mais, ouvir mais do que falar, ler mais do que escrever. Aqui acredita-se nos erros que cometemos, nas falhas que nos tornam seres humanos, no percurso de vida feito de escolhas, de circunstâncias, de pedras que no caminho tivemos de ultrapassar. Aqui viveu-se uma adolescência irreverente, alicerçada por valores inquebráveis. E essa irreverência ao tempo da adolescência permitiu crescer e ser Homem sem a tentação da lição aos outros (mas não nos peçam para fechar os olhos ao que se passa, e fazer de conta que estes factos e personagens não circulam por aí), sem sermos os tipos do chico-espertismo, sem sermos os rapazes do oportunismo, da conveniência e da conivência. Ah, não que não teria sido mais fácil ter dito sempre que sim. Mas, não. Bateu-se o pé. Defendeu-se uma linha e um pensamento ensinado por Homens de cabelo branco, poucas palavras, muita postura, dignidade e provas dadas na terra. Alguns, felizmente, ainda cá estão. Mas, passaram esses valores aos seus, garantindo a fiabilidade e a viabilidade de pessoas nascidas e criadas em Ourém.
Aqui não se herdou, felizmente, nome de estado ou estatuto superior de hierarquia social. Aqui herdaram-se atitudes, valores, ideias e ideais a quem a fidelidade não permite quebras.
A nascer e a morrer somos e seremos todos iguais. Entre um e o outro momento, será a postura de afirmação, de construção, de crescimento, de engrandecimento social pelo que aos outros podemos dar, que fará de nós seres, mais ou menos respeitados, por outros, mais ou menos pares nestes sentimentos e pensamentos, ou, adversos, na relação contrária.
Aqui entendem-se as divergências de opiniões como salutares diferenças de concepção social, política e humana. E a diferença não faz, nem trás, nefastas consequências para o cômputo geral, no que de individual representamos e pelo todo que nos engloba.
Nietzsche dizia que “A virtude que eu amo é terrestre, não há nela qualquer malícia e também não tem muito senso comum.”. E já Maquiavel escreveu que “Se se pudesse mudar de natureza como mudam os tempos e as coisas, a sorte nunca sofreria alterações”.
Dois pensamentos e autores díspares. Dois temas e assuntos distintos. Como a água e o azeite. Assim, estão os outros para Aqui, como Daqui para lá...
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Pensamento e Análise Humana
“No ano de 2008 o estado português pagou mais de 14 milhões de euros em pensões de alimentos a crianças, substituindo dez mil pais que, por ausência, dificuldades económicas, ou doença não contribuíram para essa responsabilidade parental decretada judicialmente.”
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Esta recente notícia, vem elucidar-nos sobre o aumento do número de pedidos, por parte dos pais, que solicitam ao governo o apoio que devia ser dado pela mãe ou pelo pai após a separação destes, tendo um deles ficado com a custódia de um ou mais filhos.
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O Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores, do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social foi criado para assegurar as prestações aos que revelem absoluta incapacidade económica. Tem garantido, assim, o apoio a famílias e agregados familiares em dificuldades.
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Económica e sociologicamente podemos apontar, como justificação imediata para estes casos, a conjectura de crise mundial que afecta, também, o nosso país.
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Porém, serão, simultaneamente, factores de comportamentos e relações humanas que estão na génese dos conflitos familiares, atiçados pela intolerância dos relacionamentos estabelecidos na vida em comum.
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Com o agudizar das quebras das inter-relações, aliada à competição da Humanidade, em que o que mais se alcança não é o melhor que se podia construir, encontramos, a cada dia que passa, uma sociedade materialista, indiferente aos sentimentos alheios, de braço dado com a quebra das tradições.
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O valor absoluto dos valores éticos que colocam o Homem no centro de toda a política, deve ser reforçado, visto que a sua perda constitui um recuo para a humanidade e para o próprio Homem.
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Sem querermos abordar directamente as questões éticas e morais do comportamento humano, elas estão, indiscutivelmente, relacionadas com a sociedade. Se Aristóteles defendia que a ética contém o alcance de uma vida realizada sob o sinal das acções consideradas boas, não podem as “más acções” justificar todos os actos.
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Até porque, nos relacionamentos humanos há razões e motivos próprios, específicos, que levam ao assumir de determinados comportamentos. Respeitem-se, pois, os mesmos.
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Todavia, estando o Homem moralmente reconhecido ao cumprimento de imperativos universais, não valerá a pena recorrer ao pensamento, à auto-crítica sobre a vida que vivemos, procurando outras práticas, outros caminhos, outros espaços de união em torno do Homem e da sociedade?
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João Heitor
Os empresários portugueses que prestem falsas declarações à Segurança Social vão pagar multas mais pesadas. As coimas podem chegar aos 25 mil euros e é uma das medidas propostas do Novo Código Contributivo, que será apresentada esta semana aos parceiros sociais.
Segundo as actuais regras, as multas para quem preste falsas declarações à Segurança Social vão dos 74 aos 249 euros.
O novo campo consta do anexo H (nas deduções à colecta) e prevê a classificação de eficiência A e A+ (que corresponde a um menor consumo de energia).”
Por vezes, ao ler determinadas notícias, ou ao ouvir determinados comentários, fico com a ligeira impressão que há pessoas da esfera judicial, política, económica, politóloga, sectária e sectarista, que falam mais dos problemas, do que, efectivamente os procuram resolver.
E isto agrava-se, quando os opinion makers são responsáveis directos pela resolução desses mesmos problemas de que falam…

Obrigado, José Sócrates!
Escrevemos.
Muito se escreve.
Muito se pode escrever.
Muito se pode prometer.
Porém, a concretização das promessas nem sempre acompanha, de braço dado, as palavras e as esperanças criadas.
Vem, este preâmbulo a propósito da assinatura da concessão da Auto-Estrada do Litoral Oeste – IC9.
Depois do IC9 ter chegado às portas da freguesia de Alburitel, vindo de Tomar, com esta assinatura, as obras vão arrancar e “rascar” o nosso concelho, com uma via estruturante e vital.
O IC9 ligará Tomar à Nazaré, permitindo a ligação de Ourém a Tomar, e de Ourém a Leiria por uma via rápida/auto-estrada fundamental para o desenvolvimento do concelho.
Este foi um sonho, que agora se torna realidade, alimentado durante décadas por governos que se limitaram às promessas, nunca efectivadas…
Hoje, com o governo liderado pelo PS, as promessas passam à realidade.
Hoje, com o governo liderado pelo PS, escrevemos o que foi prometido, na realidade que abraçamos com alegria e reconhecimento.
Felicitamos o primeiro-ministro, José Sócrates e o Ministro das Obras Públicas, Mário Lino pela aposta no IC9, dotando a nossa região de capacidade de resposta face aos desafios económicos, às necessidades humanas e à mobilidade nacional.
Importa, igualmente, agradecer ao Governador Civil do Distrito de Santarém, Paulo Fonseca, e ao Deputado do PS, António Gameiro – nossos conterrâneos – as diligências constantes, sustentadas na razão e na importância desta obra, junto do governo, que agora a concretiza.
Esta concessão ganha maior relevância e destaque político, face à situação nacional e mundial de crise económica.
Por mais que a actual oposição ao governo do PS liderada por Manuela Ferreira Leite defenda o corte nas obras públicas, o governo continua a apostar nas obras estruturais que servem os interesses regionais e nacionais.
Escrevemos.
Muito escrevemos.
Muito mais, sobre este tema podíamos escrever.
Todavia, perante o IC9 a chegar ao concelho de Ourém, limitamo-nos a terminar com um simples: Obrigado, José Sócrates!
Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.
.
Ela pode fazer desaparecer o seu dinheiro.
23,4.
2,34.
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Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
Dos Arquivos da Torre do Tombo, Armário 5, maço 7.
Sentença proferida em 1487 no processo contra o prior de Trancoso
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo”
Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de
De acordo com os especialistas – e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível –
O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil. O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise. Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica. Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB. O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção. Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou,
A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de
É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses. A todos os executivos que mantiveram
A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado.
Por Avi Shlaim, publicado originalmente no The Guardian
A única forma de dar sentido à guerra insensata de Israel em Gaza é através da compreensão do contexto histórico. Estabelecer o Estado de Israel em Maio de 1948 implicou uma enorme injustiça para os palestinianos.
A ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza no rescaldo da guerra de Junho de 1967 teve pouco a ver com segurança e muito a ver com expansão territorial. O objectivo era estabelecer o Grande Israel através do controlo político, económico e militar permanentes dos territórios palestinianos. O resultado foi uma das mais prolongadas e brutais ocupações militares dos tempos modernos.
Gaza não é um simples caso de subdesenvolvimento, mas sim um caso inigualável de cruel deliberação de não-desenvolvimento. Usando a expressão bíblica, Israel tornou o povo de Gaza de colectores de madeira e extractores de água, numa fonte de trabalho barato e num mercado cativo para os bens israelitas. O desenvolvimento da indústria local foi activamente impedido de modo a que se tornasse impossível aos palestinianos acabar com a sua subordinação perante Israel e estabelecer as bases económicas necessárias para uma verdadeira independência política.
Gaza é um caso clássico de exploração colonial na era pós-colonial. Os colonatos judeus nos territórios ocupados são imorais, ilegais e um obstáculo insuperável à paz. São simultaneamente um instrumento de exploração e um símbolo da odiada ocupação. Em Gaza, os colonos judeus eram apenas 8.000 em 2005, em comparação com 1,4 milhões de residentes locais. Todavia, os colonos controlavam 25% do território, 40% da terra arável e parte de leão das escassas fontes de água.
Em Agosto de 2005, um governo do Likud liderado por Ariel Sharon encenou uma desocupação unilateral de Gaza, retirando os 8.000 colonos e destruindo as casas e quintas que deixaram para trás. O Hamas, movimento de resistência islâmica, conduziu uma campanha eficaz para expulsar os israelitas de Gaza. A retirada foi uma humilhação para as Forças de Defesa Israelitas. Para o mundo, Sharon apresentou a retirada como uma contribuição para a paz baseada numa solução de dois Estados. Mas, no ano seguinte, outros 12.000 israelitas estabeleceram-se na Cisjordânia, reduzindo ainda mais a possibilidade de um Estado Palestiniano Independente. Ocupar terras e fazer a paz são coisas simplesmente incompatíveis. Israel teve escolha, e escolheu a terra em vez da paz.
Os colonos de Israel foram retirados, mas os soldados israelitas continuaram a controlar o acesso à Faixa de Gaza por terra, mar e ar. Gaza foi rapidamente convertida numa prisão a céu aberto.
Em Janeiro de 2006, as eleições livres e justas para o Conselho Legislativo da Autoridade Palestiniana trouxeram ao poder um governo liderado pelo Hamas. Contudo, Israel recusou-se a reconhecer o governo democraticamente eleito, afirmando que o Hamas é simples e unicamente uma organização terrorista.
De uma forma vergonhosa, os E.U.A e a União Europeia associaram-se a Israel para ostracizar e demonizar o Hamas, e para tentar derrubá-lo através da suspensão de receitas fiscais e da ajuda externa. Ocorreu assim, uma situação surreal, com uma significativa parte da comunidade internacional impondo sanções económicas, não contra a ocupação, mas contra os ocupados, não contra o opressor, mas contra o oprimido.
Israel continuou o jogo de dividir para reinar entre as facções palestinianas rivais. No final dos anos 80, Israel tinha apoiado o emergente Hamas com vista ao enfraquecimento da Fatah, o movimento nacionalista secular liderado por Yasser Arafat.
Como sempre, o poderoso Israel clama ser a vítima de agressões palestinianas, mas a completa assimetria de poder entre ambos os lados deixa pouco espaço para dúvidas sobre quem é a verdadeira vítima.
É claro que o Hamas não é um movimento inteiramente inocente neste conflito. Tendo-lhe sido negado o fruto da sua vitória eleitoral e estando confrontado com um adversário sem escrúpulos, recorreu às armas dos fracos - o terror. Os militantes do Hamas e da Jihad Islâmica continuaram a lançar ataques de rockets caseiros Qassam contra os colonatos israelitas perto da Faixa de Gaza, até ao passado mês de Junho, quando o Egipto mediou um cessar-fogo de seis meses. Os danos causados por esses rockets primitivos são mínimos, mas o impacto psicológico é imenso, incitando o povo israelita a exigir protecção do seu governo. Nessas circunstâncias, Israel tinha o direito de actuar em autodefesa, mas a sua resposta às alfinetadas dos rockets foi completamente desproporcional. Os factos falam por si. No decorrer de três anos depois da retirada de Gaza, 11 israelitas foram mortos pelo fogo destes rockets. Do outro lado, só e apenas entre 2005 e
Não foi o Hamas, mas o IDF que quebrou o cessar-fogo. Fê-lo com um raide em Gaza no dia 4 de Novembro que matou seis homens do Hamas.
A injunção Bíblica de olho por olho é bastante selvagem. Mas a ofensiva insana de Israel contra Gaza parece seguir a lógica de olho por pestana.
Este breve historial das quatro décadas passadas faz com que seja difícil resistir à conclusão de que Israel se tornou um estado pária "com um grupo de líderes completamente sem escrúpulos". Um estado pária habitualmente viola a lei internacional, possui armas de destruição em massa e pratica o terrorismo - o uso da violência contra civis com objectivos políticos. Israel cumpre todos esses três critérios; o barrete ajusta-se e ele deve usá-lo. O verdadeiro objectivo de Israel não é a coexistência pacífica com os seus vizinhos palestinianos, mas a dominação militar. Continua compondo os erros do passado com novos erros ainda mais desastrosos. Os políticos, como qualquer pessoa, são naturalmente livres de repetir as mentiras e os erros do passado. Mas não é obrigatório fazer assim.
7 de Janeiro de 2009
Avi Shlaim é professor de relações internacionais na Universidade de Oxford e autor de The Iron Wall: Israel and the Arab World and of Lion of Jordan: King Hussein's Life in War and Peace.
Tendo em conta que dizem que a idade certa para casar é aos 71 anos, visto que já não precisamos de trabalhar e podemos passar o dia todo a namorar, aqui fica um conselho para os solteiros e para os mais idosos.
O declínio de memória nos idosos pode ser revertido. Um estudo realizado num centro de dia mostra que, quando submetidos a exercícios de estimulação cognitiva, os mais velhos conseguem melhorar o seu desempenho. A falta de uso mental é a grande responsável pelos défices da população idosa, contudo, esta é uma área a descoberto: faltam programas dirigidos para a "ginástica" mental e a preocupação da comunidade em geral está ainda mais vocacionada para o exercício físico ou actividades lúdicas. Realizado no Porto, por Maria José Peneda (no âmbito de um mestrado orientado por Constança Paul, directora da Unidade de Investigação e Formação em Adultos e Idosos - Unifai), o estudo de treino da memória
envolveu pessoas com idades entre os 65 e os 84 anos, divididas em dois grupos de características semelhantes. No conjunto de idosos submetido a sessões de estimulação cognitiva, a partir de um computador, a investigadora registou melhores resultados. E assim, defende ser "vital a estimulação nos mais velhos para o uso das capacidades e competências
cognitivas no caminho da autonomia e da velhice com sucesso". Uma medida que "contraria o declínio das mesmas, por falta de uso". Contudo, a estimulação cognitiva não precisa de ser feita no âmbito de programas específicos de objectivo terapêutico. Nem deve. A ideia,
explica Constança Paul, deve ser "integrá-la no dia-a-dia de uma forma que faça sentido, simpática e divertida". O problema da velhice não é, muitas vezes, a doença, mas a falta de uso, determina o conceito de "envelhecimento activo" da Organização Mundial de Saúde. Porque se determinadas capacidades não são exercitadas, vão ser inevitavelmente
perdidas. Constança Paul assinala a inexistência de programas no terreno para manter activos os idosos do ponto de vista mental e cognitivo. "Há mais preocupação com a actividade física e a estritamente lúdica, ainda que nenhuma destas vertentes seja trabalhada o suficiente. Há poucas actividades significativas. E o objectivo deveria ser acções integradas", defende, afirmando ainda que "deveria ser dada prioridade à visão e audição, o que não está acautelado." Também Nelson Lima, do Instituto da Inteligência, adianta que "a sociedade cultiva a imagem do corpo e falta um neurofitness, para nos tornamos mais ágeis". A alimentação cuidada que serve o culto do físico também ajuda, afirma este psicólogo, e é preciso "mais cuidados com o sono, porque a nossa sociedade não dorme o suficiente". O problema, diz, "é que os médicos sugerem sobretudo actividade física e não estão sensibilizados para a importância do exercício mental". A actividade é vantajosa, diz a directora da Unifai, também em quadros demenciais como na doença de Alzheimer, para retardar o declínio. Celso Pontes, director de neurologia do Hospital S. João, confirma: "A
ginástica mental melhora a vivência do doente e há vários patamares de neuroestimulação, como fazer uma agenda e programar o presente." Por outro lado, a institucionalização em lares só deve ser aplicada a idosos que precisam de cuidados diários e estes só podem ser ministrados em função das necessidades. Num estudo mais antigo, Constança Paul assinalou uma perda significativa de competências nas pessoas institucionalizadas, quando comparadas com idosos inseridos nas comunidades. "Temos aí um declínio induzido pelo ambiente. Num lar, nada promove a autonomia", explica. Em Portugal, estima, haverá perto de 70 mil idosos institucionalizados. Mas há 1,7 milhões de pessoas com mais de 65 anos, o que significa que a grande maioria "anda na sua vida, a lutar com a reforma, para saber se tem dinheiro para comprar o pão", diz Constança Paul. Há, contudo, um problema sério com a população idosa portuguesa: uma parte muito significativa é analfabeta ou iliterata. O que limita o âmbito de
intervenção em áreas de treino mental. Mas "a estimulação cognitiva é absolutamente essencial e há muito a fazer", defende a investigadora. Por isso, diz, "seria prioritária uma intervenção neste campo. E quanto mais cedo, melhor." Em causa está a autonomia do idoso. Por isso, é importante que as famílias "preservem a sua participação nas decisões".
Recentemente, recebi um email, com o título: Para que a plebe saiba.
Acho que acrescentado a esta lista, com 30 minutos de reflexão encontraríamos, no mundo económico, social e religioso, mudanças e alterações de funções de dezenas de destacáveis figuras de Portugal.
O que repugna não são os lugares que as pessoas ocupam, até porque, sendo habilitadas e formadas para desenvolverem a sua actividade profissional no sector privado, têm direito a exercê-la.
O que me choca são as situações em que as pessoas usaram de informação privilegiada, para posteriormente serem remunerados por um emprego face à sua eventual, “experiência”.
Todavia, fica aqui o teor do email recebido:
Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Presidente do PSD
Agora - Presidente do BCP Angola
José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)
Agora: Preso pelas burlas no BPN
Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Depois - Presidente do Conselho Superior do BPN;
Presidente do Conselho Executivo da FLAD
Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP
Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Depois: Presidente do BCP
Agora: Depois de 3 anos de trabalho saiu com 10 milhões de indemnização!
António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional;
Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta
Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD
José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES
João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português (o banco dos ricos que faliu…).
Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -
Agora - Vogal do CA do BES
Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas
(que atribuiu à Lusoponte todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem o Estado tem de renegociar o contrato.
Em todas as épocas festivas e de reflexão, redijo, para os amigos e familiares uma mensagem que envio, via telemóvel.
Há 2 anos atrás, recebi, de uma pessoa conhecida, a mensagem que, no mesmo dia, havia enviado para os meus amigos.
O ano passado, já depois do Natal, numa conversa de café uma pessoa disse-me ter recebido uma mensagem muito engraçada de Boas Festas, que depois de lida, constatei ser a minha.
Este ano voltei a enviar uma mensagem pessoal e, um familiar meu recebeu-a de uma outra pessoa passado um dia.
Não sou escritor, pensador ou poeta, até porque como diz o provérbio Chinês “o novo não é nada mais, do que o velho que caiu no esquecimento”. Todavia, julgo que mais do que copiar as mensagens que recebemos, devemos, efectivamente, escrever o que pensamos.
Se por um lado fico satisfeito, por outro entristece-me a preguiça daqueles que sob os adjectivos do tempo, da falta dele ou de qualquer outra razão, não dão mais de si e não se esforçam…
Após a sanção decretada pela Liga de Clubes, Pinto da Costa resolveu ir a Fátima a pé. Quando lá chegou, ajoelhou-se e perguntou ao Senhor:
-Senhor, será que alguma vez mais o FCP será campeão?
O Senhor esfolhou os arquivos celestiais...
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap... e disse:
-Podes ir em paz. O FCP ainda será campeão por várias vezes durante o teu mandato.
Mal esta notícia chegou ao conhecimento de Filipe Soares Franco, de imediato ele meteu os pés a caminho de Fátima.
Quando lá chegou, ajoelhou-se e perguntou:
-E o Sporting, Senhor?
O Senhor esfolhou os arquivos celestiais...
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap... e disse:
-Podes ir em paz. O Sporting ainda será campeão, mas não no teu mandato.
Mal esta notícia chegou ao conhecimento de Luis Filipe Vieira, de imediato ele meteu os pés a caminho de Fátima.
Quando lá chegou, ajoelhou-se e perguntou:
-E o Benfica, Senhor?
O Senhor esfolhou os arquivos celestiais....
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap,
Flap, Flap... e ao fim de meia hora, disse:
-Sim, sim, sim...
O Benfica ainda há-de ser campeão...
Mas não no Meu mandato!
Aprendi que ninguém é perfeito.
Aprendi que a vida é dura, mas que temos de ser mais que ela.
Aprendi que as oportunidades nunca se perdem, visto que, aquelas que desperdiçamos alguém as aproveita.
Aprendi que quando nos importamos com rancores e amarguras a felicidade perde-se por outros caminhos.
Aprendi que devemos procurar usar as boas palavras, também e porque, amanhã nunca se sabe as que temos de ouvir.
Aprendi que um sorriso é uma maneira económica de melhorar o nosso aspecto externo e de melhorar as relações humanas.
Aprendi que não posso escolher como me sinto, mas posso sempre procurar fazer alguma coisa para melhorar.
Aprendi que quando a minha filha recém-nascida me segurou no dedo da minha mão, me cativou para todo o sempre, pelo amor de pai.
Aprendi que a maioria das pessoas quer viver no cimo da montanha, mas que a felicidade se encontra e se vive durante a subida.
Aprendi que temos de saborear as viagens da vida, com todos os seus percalços e aventuras, e não pensar somente nas chegadas.
Aprendi que o melhor é dar conselhos só em duas circunstancias: quando são pedidos e quando deles depende a vida e a felicidade.
Aprendi que quanto menos tempo se desperdiça mais coisas posso fazer por mim, pelos meus e pelos outros.
Tudo, porque vivo em sociedade e em sociedade sou feliz.
O dono de um talho foi surpreendido pela entrada de um cão dentro da loja. Enxota-o mas o cão volta a entrar. Volta a enxotá-lo e repara que o cão traz um bilhete na boca. Apanha o bilhete e lê: 'Manda-me 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?'
Também repara que o cão tem na boca uma nota de 50 euros. Avia o cão e põe-lhe o saco de compras na boca. Impressionado e, como estava para fechar, resolve seguir o cão. O cão desce a rua, chega aos semáforos e, com um salto, carrega no botão para ligar o sinal verde. Aguarda a mudança de cor do sinal, atravessa a rua e dirige-se à paragem dos autocarros. O talhante estava perplexo! Na paragem, o cão observa o painel dos horários e senta-se no banco, aguardando o autocarro. Chega um autocarro, o cão vai à sua frente verificar o número e volta a sentar-se no banco. Chega outro autocarro e, verificando que era aquele o número certo, entra. E o talhante, de boca aberta, também entra para seguir o cão. Algumas paragens depois, o cão fica em pé nas patas traseiras e carrega no botão de stop, para mandar parar o autocarro e sempre com as compras na boca. O talhante e o cão caminham pela rua, quando o cão parou à porta de uma casa e pôs as compras no passeio. Vira-se um pouco, correu e atirou-se contra a porta. Repetiu o acto mas ninguém lhe abre a porta. Contorna a casa, salta um muro e, numa janela, começa a bater com a cabeça no vidro várias vezes, retornando para a porta. De repente, aparece um tipo enorme a abrir a porta e bate no cão. O talhante corre até ao homem, tenta-o impedir de bater mais no cão e diz-lhe bastante indignado:
'Óh homem, o que é que está a fazer? O seu cão é um génio!'
O homem responde:
'Um génio? Já é a segunda vez esta semana que este estúpido cão, se esquece da chave!'
Moral da história:
Podes continuar a exceder as expectativas, mas a tua avaliação
depende sempre da competência de quem avalia…
Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb