segunda-feira, 31 de maio de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Solidariedade...

Essa palavra que tão cara tem saído aos bravos da humanidade.

Essa palavra pela qual a história tem escrito história.

Essa palavra que existe nas vértebras de boas pessoas, e que é desconhecida de muita gente.

Essa palavra que faz falta efectivar a cada momento, quando dela se esquecem na essência do seu âmago.

Sem que alguém possa ser dono da verdadeira solidariedade, racionalmente podemos entender que existem diversas dimensões solidárias, diversas concepções sobre o conteúdo da palavra, que vão muito para além das letras do alfabeto, e da fonética de uma gramática.

Há lições de vida, que só mesmo a lei da natureza fará mostrar a muita gente, de que a vida é feita…

Não fumo, obrigado!

A partilha da informação flui a cada segundo do dia, pela internet, pelos telemóveis, pela partilha de ficheiros informáticos.

O papel, dos livros e dos jornais, tem resistido aos avanços tecnológicos, às ameaças constantes que se juntam às dificuldades financeiras de livrarias, jornais, tipografias e projectos.

Cada vez mais os projectos distritais e regionais ganham mais acuidade, mais dimensão, mais protagonismo.

Vejam-se as comunidades urbanas, as associações distritais…

E também no jornalismo, marcam pontos os jornais que chegam a um público mais heterogéneo, mais numeroso.

Os jornais Mirante e Jornal de Leiria são disso um bom exemplo relativamente ao concelho de Ourém. Usam a internet como motor de divulgação, noticiam no momento, reproduzem a informação colhida e usam da coerência jornalística um percurso de afirmação.

Curiosamente, estes jornais divulgam actividades e informações sobre o concelho de Ourém que os jornais do concelho menosprezam.

Estranha-se porque é que o que uns revelam e disponibilizam, é esquecido pelos, teoricamente, mais interessados…

quarta-feira, 12 de maio de 2010

É preciso continuar a acreditar em Portugal!

Os destaques de hoje do INE e Eurostat relativos ao crescimento da economia no 1º trimestre de 2010.

Portugal apresenta o maior crescimento da UE em termos de variação trimestral (1,0%) e o segundo maior em termos de variação homóloga (1,7%)

Em termos trimestrais:

Portugal apresenta o maior crescimento económico (1,0%) de toda a UE.

Portugal cresce cinco vezes mais que a UE e Zona Euro (ambas com crescimento de 0,2%)

Na zona euro, a Grécia continua em recessão (-0,8%).

Espanha e França apresentam crescimentos de 0,1% e Alemanha de 0,2%

Em termos homólogos:

Portugal apresenta o maior crescimento da zona euro e o segundo maior de toda a UE (a Eslováquia apresenta o maior crescimento ressalvando-se, no entanto, que os dados deste Estado não estão ajustados da sazonalidade) .

Portugal cresce mais do triplo da zona euro (0,5%) e cinco vezes mais que a toda a UE.

Portugal apresenta um crescimento positivo da economia, após 5 trimestres de crescimentos negativos (desde o 4º trimestre de 2008 que o crescimento do PIB português era negativo).

Na zona euro, Grécia e Espanha continuam a apresentar crescimentos negativos (-2,3% e -1,3%, respectivamente).

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Fernando Nobre?

Manuel Alegre ou Fernando Nobre?

Entre um poeta e um médico. Entre um militante ou um apartidário. Entre um repetente e um estreante.

Tenho dúvidas.

Admiro Manuel Alegre pelo percurso de vida e pela escrita.

Respeito Fernando Nobre pela dedicação aos mais necessitados e pela exemplar intervenção cívica.

Se me perguntassem hoje em quem votaria, inclinar-me-ia para Fernando Nobre.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Duplas infalíveis!

Dois GNR na berma de uma estrada no distrito de Beja vêem passar um carro a mais de 160 km/h.

Diz um para o outro:

- Aquele não é o homem a quem apreendemos a carta a semana passada por excesso de velocidade?

- Era pois. - Respondeu o segundo. Vamos caçá-lo!

Um quilómetro mais adiante, já com o carro parado, um dos GNR chega-se ao pé dele e pergunta-lhe:

- A sua Carta de Condução?....

- Mau! - Responde o alentejano. - Atão perderam-na?!

domingo, 25 de abril de 2010

24 de Abril de 2010 - repita-se o bom, termine-se de vez com o que não interessa.

Ontem cumpriu-se, como sempre, a tradição de um jantar de homens e mulheres que há 35 anos celebram a liberdade, com rostos familiares dos amigos presentes

Junto à Câmara Municipal de Ourém um conjunto de iniciativas antecederam a noite de ontem e o dia de hoje.

No momento mais simbólico – o de cantar a Grândola Vila Morena – encontram-se ainda por afinar práticas, métodos e protagonistas desenquadrados com a tradição. A mesma tradição da música de bombo, gaita de folhes e tambores presentes...

Até porque, o início da Grândola Vila Morena pela voz do Presidente da Câmara e de todas as mulheres, homens e jovens que no local se encontravam, dispensava qualquer som de áudio que, ao surgir, veio esmorecer o rosto daqueles que pelas cordas vocais exprimiam o sentir da liberdade conquistado a 11 de Outubro de 2009.

A música cantada pela voz é aquela que vem do coração e da alma… Mas, quem não a tem precisará sempre do suporte digital para colmatar essas ausências.

Para o ano repetir a feira do livro, as conferências, um grupo de músicas tradicionais e retomar a tradição dos que na Câmara cantavam sem micros ou mestres de cerimónia.

No final, o discurso emocionado de um Presidente de Câmara, que como o 25 de Abril de 1974, veio trazer de braços dados com a população do concelho, uma nova esperança no futuro que se constrói hoje, e em cada dia da construção de todos nós enquanto seres humanos…

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Provérbios populares...

Este menino não pára quieto, parece que tem bicho-carpinteiro.

O correcto:

Este menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro.

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.

Enquanto o correcto é:

Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.

Cor de burro quando foge.

O correcto é:

Corro de burro quando foge.

Quem tem boca vai a Roma.

O correcto é:

Quem tem boca vaia Roma. (do verbo vaiar)

Cuspido e escarrado. (quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa)

O correcto é:

Esculpido em Carrara. (do mármore)

Quem não tem cão, caça com gato.

O correcto é:

Quem não tem cão, caça como gato. (ou seja, sozinho)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Desde a última campanha eleitoral...

Em Ourém há um tipo de gente (que ainda não chegou – e duvido que chegue – à categoria de pessoa) que precisava de ir a uma festa ali para os lados da Azambuja, no próximo Verão.

Fazer o quê?

Levar umas cornadas, no habitual convívio entre umas vacas bravas e uns destemidos bois.

Pode ser que lá lhes calhe, antes de Agosto… Andam-se a candidatar…

terça-feira, 13 de abril de 2010

Relaxando...

Um homem vivia sozinho e decidiu que a sua vida seria melhor se tivesse um animal de estimação como companhia.

Assim, foi a uma loja de animais e disse ao dono que queria um bichinho que fosse fora do vulgar. Depois de algum tempo de discussão, chegaram à conclusão que ele deveria ficar com uma centopeia. Centopeia é mesmo um bichinho de estimação fora do vulgar...

Um bichinho tão pequeno, com 100 pés... é realmente fora do vulgar!

A centopeia veio dentro de uma caixinha branca, para ser usada como casinha...

Bom... ele levou a caixinha para casa, arranjou um bom lugar para a colocar a casinha.

Achou que o melhor para a sua nova companhia seria levá-la a tomar uma cervejinha... Assim, perguntou à centopeia, que estava dentro da caixinha:

- Gostavas de ir comigo ao Solar tomar uma cerveja?

Não houve resposta da sua nova amiguinha.... Meio chateado com isso, ele esperou um pouco e perguntou de novo:

- Que tal ir comigo ao bar tomar uma cervejinha, hein?

De novo, nada de resposta da nova amiguinha... Ele esperou mais um pouco, pensou e pensou sobre o que estava acontecer... e decidiu perguntar de novo.

Mas desta vez, chegou bem perto da caixinha e gritou:

- Ei, surda! Queres ir ou não comigo ao Solar beber uma cerveja?

Então, ouve-se uma vozinha lá de dentro da caixinha:

- Fóoooooonixxxxxxxx! Já ouvi! Estou a calçar os sapatos!!!

sábado, 10 de abril de 2010

Latina America no Mendes.Come em Ourém

Ontem, no Cineteatro Municipal de Ourém, inserido no espectáculo de Fernando Mendes, soube muito bem ouvir ao vivo o Luís Portugal. Porque não só de teatro e comédia se faz um espectáculo...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

They are big!

Passada uma semana sobre o congresso de Ourém, e numa fria análise, concluo que o primeiro passo (o mais importante) está dado.

Se aos pseudo-politólogos cabe a função da crítica, eu, objectivamente, preocupo-me com o que pode ser melhorado.

A começar, o modelo utilizado (que se revelou pouco eficaz para o debate que se pretendia com os cidadãos).

No próximo congresso poder-se-ia alcançar a objectividade, com menos pessoas no comité organizativo (acreditando que a liberdade em Ourém já está assegurada, e que todos os partidos políticos podem intervir).

Até porque acredito que a organização cabe ao município, dirigindo este o congresso para todos os oureenses, sejam eles rosas, amarelos, laranjas, cinzentos, vermelhos ou incolores.

Se o mesmo se conseguir, dissipamos a imagem de que existem duas classes no concelho: os pensantes e os outros.

Se a especificidade da formação de cada um de nós nos torna pessoas únicas, é na diversidade das nossas gentes que granjeamos valor e capacidade de intervenção real.

Este primeiro congresso da era democrata foi, efectivamente, o ponto de partida para repetir o que correu bem e corrigir o dispensável.

Servirá para convidar os objectivos, capacitados e nobres oradores, e não dar importância a quem não a tem, a quem nunca a teve, e aos que já não a merecem.

Reduzir o número não é perigoso, até porque não é a quantidade que conta. Isto não é ao kilo. É um local de encontro, de troca de ideias e experiências, onde o diálogo deve superar o monólogo, em que as estatísticas devem ser actuais, e em que os elogios, auto elogios e as vaidades podem ficar em casa, ou limitados ao hall de entrada.

Deste congresso que passou, a divulgação deve efectivar-se e chegar a todo o concelho. Até porque nem todas as pessoas lêem jornais, acedem à internet, ou passeiam de carro. O erro será sempre, e constantemente, no momento em que a urbe se esqueça da restante paróquia, como outrora aconteceu, vezes sem conta. Mas, até isso foi identificado por alguns oradores: há dois concelhos. Não, não é o de Fátima e o de Ourém. É o concelho rico e urbano versus o concelho rural e pobre. E eles (do concelho rural) até foram os mestres da mudança política neste concelho (quem diria!!!).

O politicamente correcto não existe na concepção da objectividade de um congresso concelhio. Até porque haverá sempre quem discorde, quem não aceite, quem diga: "não" para se evidenciar, quem seja convidado e trate mal quem o convidou, quem, simplesmente, não saiba dizer bem...

São estas, e outras, as características do nobre povo conquistador, do ouro do Brasil e das especiarias da Índia, que no Terreiro do Paço dos seus intelectos, olham com um um olhar questionável face ao comum mortal que ouse contrariar tais cabeças pensantes.

A humildade é um valor tão belo e simples, como o por de sol, como a espontaneidade de um sorrir, como a vontade de crescer...

A humildade é um valor tão belo e simples, como o regadio, a construção civil, a limpeza dos campos, a agricultura de subsistência...

O que é que umas coisas têm a ver umas com as outras? Tudo. Só quem pensa o dia a dia de luta e sacrifício pode projectar a realidade no futuro que se quer construir.

Não serão as Deloites, ou as apresentações de power point que nos farão subir o degrau, ultrapassar os obstáculos, construir os laços, erguer as obras necessárias. Será a união de objectivos, a união de vontades, a união no essencial e o menosprezo para com o acessório.

Não pertenço, nem quero pertencer a essa estirpe de pessoas que parecem dominar todos os assuntos, opinando e regurgitando teorias. Se alguma vez por aí estiver a caminhar, então que os meus amigos me avisem, pois poderei ter sido contaminado com o vírus da inteletualite, e preciso de me desinfestar.

Precisei de colocar um recuperador de calor na sala. Podia ter comprado um equipamento numa qualquer superfície comercial e pedir a uma pessoa de biscates para o montar, mas chamei um técnico qualificado. Porquê? Porque é para isso que as pessoas existem. Porque devemos ouvir e chamar quem sabe. Porque é para e por isso que vivemos em sociedade. Por precisarmos das capacidades de uns e dos outros. Por nos completarmos. Por só assim conseguirmos aperfeiçoar a humanidade, no seu sentido lato, e não no sentido do umbigo.

O meu é giro, mas é só meu (que essa coisa de olhar para o umbigo dos outros é coisa abichanada).

Qualquer parecença entre este devaneio e a realidade é pura coincidência.

terça-feira, 30 de março de 2010

Do anónimo ao nobre de distinção académica...

Situações como esta (a da imagem) resultam de um amor muito forte aos animais (seja ele um papagaio, um peru ou um cavalo).

Podem resultar também do isolamento intelectual (aquele raciocínio que só na cabeça do animal racional tem aplicabilidade, mas que não se enquadra, de todo, no amplo e vasto leque social de normalidade).

Há aí muita gente assim. Respeitamo-los porque no fundo eles são vítimas deles próprios.

Do altruísmo ao fanatismo da “partidarite”, passando pela canalhice, de braço dado com a incompetência…

quarta-feira, 24 de março de 2010

O homem sabe do que fala... (agora com as incorrecções rectificadas)

Há pouco, na SIC, o Dr. Silva Lopes explicava algumas das medidas do Programa de Estabilidade e Crescimento, contestando umas e reafirmando outras.

Não voltando a referir o seu currículo, amplamente conhecido de todos, fico triste por os eleitores de Ourém não lhe terem dado a confiança de liderar a Assembleia Municipal deste concelho.

Perdemos, mais uma vez, uma oportunidade única…

No dia-a-dia...

Moliére dizia que: “Quanto maior for o obstáculo maior será a glória de tê-lo superado”.

Sem olhar à glória, que é dispensável, o tamanho do desafio é, sem dúvida, um estímulo para o reforço de energias a conquistar…

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cada vez que penso nas contas do municipio de Ourém, só me lembro desta imagem...


Chegou a PrimaVera...

O grande segredo não passa somente por alcançar um objectivo.

Passa por saber merecê-lo a cada dia que passa, com bom senso e acima de tudo, com humildade.

A arrogância é inimiga da perfeição, porque só com os outros podemos aperfeiçoar o estado da arte.

E quem não o entender, será sempre do contra... tudo... e todos...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Quem condena também peca?

A divulgação da existência de dez casos de pedofilia em Portugal protagonizados por padres, vem provar, mais uma vez que:

Os Homens são todos iguais…

E, acrescido a este pensamento, podemos juntar outro:

Encobrir casos é pactuar com os mesmos.

Logo, o silêncio não é de ouro…

quarta-feira, 17 de março de 2010

Como falam (PSD) na lei da rolha, aqui fica um saca rolhas...

Um anónimo colocou aqui este comentário, no post anterior.

“Jao, ja sei que nao vais publicar este comentario, porque como nao te vai agradar vais passar a censura, alias como faz o teu capitao socrates.

Tens o descaramento de acusar toda a gente de corrupcao quando tu estas na camara por favores, por cunha???

E preciso teres descaramento.

Se isto nao e verdade, apresenta o concurso publico pelo qual entraste na camara.”

E como importa esclarecer algumas dúvidas, coloquei esta resposta (nos comentários) que aqui fica para todos os visitantes lerem.

Ao anónimo.
Censura tentaram fazer alguns senhores da Câmara Municipal de Ourém, ao longo de muitos anos, junto do meu falecido pai, só porque eu escrevia uns artigos no Notícias de Ourém a dizer algumas verdades, que só um puto podia escrever, por puto ser... Faltava a coragem a muito boa gente que se acomodava ao sistema.
Censura, aqui não. Mas, há regras. E por isso hoje permito esta publicação para dar umas quantas respostas aqueles que continuam a não ter coragem de dar a cara e revelar a identidade.

Desde os meus 15 anos que sempre dei a cara pela alternativa política neste concelho. E hoje ela pratica-se na gestão municipal.
Mas, mesmo assim, quero esclarecer que Capitão não é Sócrates. Capitão foi Salgueiro Maia que comandou a voz do descontentamento e deu-nos a liberdade (que pessoas como esta que cobardemente aqui postou um comentário, não sabem valorizar).
Não estou a trabalhar na Câmara Municipal. Fui nomeado Administrador da Verourém. Vim abraçar este projecto por convicção e não por conveniência. Não estava desempregado e vim auferir um salário inferior ao que estava a ganhar. E se amanhã quiser sair da Verourém tenho onde continuar a trabalhar. Cunhas são peças que se colocam nos sapatos. Mas essas cunhas que refere eram as práticas do antigo regime do PSD de Ourém.
Concursos públicos são processos administrativos.
Currículo para desenvolver o trabalho que partilho com uma equipa dedicada e empenhada no dia a dia, conquistei-o academicamente numa licenciatura, mum mestrado em gestão e na direcção de uma instituição de ensino superior. Sou o que sou porque aprendi a escutar antes de falar, porque aprendi que a vida em sociedade só se efectiva pelo valor do ser humano.
Tenho muito a aprender, tenho dúvidas e erro. Sou um ser humano. Mas não sou leviano, irresponsável, incongruente, autoritário, mesquinho, cobarde, corrupto, conivente e outros mais adjectivos qualificativos que podemos colocar a umas quantas pessoas, por um sem número de casos gritantes que foram ocorrendo.
As pessoas deste concelho devem saber as verdades e o que aqui se passou durante décadas. O pior que se pode fazer é esquecer o passado. Até porque o estado presente da “arte” = gestão camarária (caos) deve-se a uma herança que nem o Salazar deixou quando tragicamente caiu da cadeira (é que esse deixou os cofres do Banco de Portugal cheios de ouro, mesmo passando fome a maioria da população)...
Caro anónimo: como disse um amigo meu na freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias a uma fanática mulher: "Deus lhe perdoe..."

terça-feira, 16 de março de 2010

Se veio cá a Polícia Judiciária? Podem cá voltar e assentar arraiais!

Nas últimas eleições autárquicas, a sorte de Vítor Frazão e da restante equipa foi mesmo de ter perdido o acto eleitoral.

A vitória aconteceu mesmo porque isto não aguentava mais...

Porque as contas não são fundas: são uma vala aberta...

Porque a segurança não estava garantida: não existia...

Porque a legalidade não era cumprida: não se praticava...

Eu, se tivesse tido responsabilidades directas na gestão autárquica, como têm algumas pessoas deste concelho, remetia-me ao silêncio e pintava a cara de negro.

Procurarei, no dia a dia, continuar a ter o discernimento do que é urgente e do que é prioritário, em detrimento do que dá votos e dos favores que estão sempre a pedir. Até porque a responsabilidade de trabalhar impõe a responsabilidade efectiva da legalidade, da transparência, do rigor e da justiça.

A justiça. Aquela que anos e anos foi confundida nesta terra com o facto de se ter ou não ficha de militante do PSD…

terça-feira, 9 de março de 2010

Porque a vida... também se diz...

“Uma atitude positiva pode não resolver todos os seus problemas, mas incomodará uma quantidade suficiente de pessoas para valer o esforço.”

Herm Albright

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Manuela Ferreira Leite

A senhora é pessimista por natureza.

Numa altura em que a economia portuguesa recupera acima da média europeia, a Senhora dá em dizer que Portugal vai acabar como a Grécia.

Bem, visto que a Grécia está com graves convulsões sociais derivada das novas medidas para contenção da crise, a Senhora além de pessimista é derrotista e talvez incentivadora à estabilidade social.

Uma afirmação destas no tempo do outro Senhor daria caminho directo para Caxias.

Hoje, como toda a gente e algumas pessoas podem dizer o que querem e bem lhes apetece, pode ser que a Senhora venha a Fátima ver o Papa e pedir perdão…

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Nem de cara lavada ele tem dignidade...

A mesma água não passará mesmo por baixo desta ponte.

O mesmo minuto não será o de amanhã à mesma hora do de hoje.

Entre todas estas certezas certas, continua a incerteza de saber se há quem pense que o ser humano não é de carne e osso.

É que um dia destes pode haver uma surpresa… E de carne e osso, passa a ferro…

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Parabéns Oureenses!

Hoje, em Ourém a população voltou a fazer o Carnaval, a fazer a festa, a construir o presente e a solidificar o futuro.

Para tudo isto bastou, como sempre, a vontade das gentes da nossa terra.

Que a Câmara Municipal possa devolver ainda mais iniciativas à população, à muito esquecidas e menosprezadas pelo anterior poder instituído…

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Não me arrancam o ser...

De ponte em ponte, passa a água e o tempo. Só não deixamos de ser nós, pelo que somos, acreditamos e pensamos. E isso existam as pontes que existirem, passe a água que passar, ninguém nos arranca…

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Notícia - hoje no Diário Económico

“Foi hoje aprovada em conselho de ministros uma das bandeiras socialistas para esta legislatura: a conta-poupança para recém-nascidos com um depósito inicial de 200 euros.

No dia em que se assinalam 100 dias do segundo Governo de José Sócrates, o Governo concretizou a criação da Conta Poupança-Futuro, tal como o Diário Económico antecipou na edição de hoje.

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião dos ministros, Tiago Silveira explicou que, com uma poupança de 100 euros por ano, um jovem pode chegar aos 18 anos com um saldo entre 2.500 e 2.700 euros (1.800 euros mais os 200 euros pagos pelo Estado, acrescidos de juros).

Feitas as contas, a medida deve custar "20 a 25 milhões de euros por ano mais algum dinheiro com os benefícios fiscais".

"A conta Poupança-Futuro visa ajudar os jovens nos seus hábitos de poupança, ajudar a que se complete a escolaridade obrigatória e é também um importante instrumento para a construção do projecto de vida de um jovem e um forte apoio às famílias", afirmou o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

O governante enumerou depois as quatro características desta iniciativa legislativa: é um investimento para as crianças e os jovens a longo prazo, conta com juros mais favoráveis, os pais podem depositar o dinheiro e obter incentivos fiscais em sede de IRS e, por último, pode ser movimentada aos 18 anos e beneficia de todas as condições favoráveis se o jovem terminar a escolaridade obrigatória.

O Governo calcula que esta medida social chegue a 100 mil crianças.”

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O estado da Arte!

Tenho passado alguns dos dias debruçado em análises, situações, objectos e determinações. Entre todas elas e eles a reflexão e o amadurecimento pessoal tem surgido, espontaneamente, num crescer de aprender, num encruzilhar das linhas do sisal e do linho, escapando a alguns snipers que vestem casaco de pura lã virgem...

Tenho dado diário seguimento ao condimento diário da arte. A arte. Todos falam do estado da arte. A arte é mesmo para os artistas. Os que de uma mão vazia enchem a outra são aqueles que se denominam por artistas… Alguns deles começaram a correr em Outubro, depois de longos períodos de lesão…

Proximamente será decidido por aí, ou por aqui, uma adjudicação em concurso público para o estado da arte. Ando a ver as cores do espectro político-partidário concelhio e parece-me que o Inverno até tem os seus encantos...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Uma dica agrícola...

Há quem por aí queira já fazer vinho, sabendo todos nós que ainda agora, há dois ou três meses, as videiras foram podadas…

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

De lá vim, e para lá caminharei...

Pior do que não saber o que se encontra por detrás de um processo, de uma estrada ou caminho, de uma vida, é recear e voltar costas.

Fazer é sempre mais difícil do que cingirmo-nos a uma pré-sentença ditada pelo comodismo.

Mas é essa dificuldade – a do fazer – que nos dá a essência da conquista, do prazer de ser e fazer…

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010

Que 2010 seja um ano de ligações:

nos afectos;

nas relações sociais;

na profissão;

na orgânica intrínseca de cada um de nós.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Que o sol brilhe...

Enquanto a esta hora as famílias se reúnem, pelo mundo fora há quem não tenho o que comer…

Estava à mesa a pensar nisto e não consegui deixar de vir aqui partilhar esta preocupação…

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

As mudanças mundiais...

"Não é a espécie mais forte que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela
que reagir melhor às mudanças" Darwin
(Ad Universi Terrarum Orbis Summi Architecti Gloriam)

Um pensamento para reflexão nesta época em que todos se amam e desejam paz (a chamada trégua), para regressarem ao mecanicista reinante sistema de vida em Janeiro de 2010…

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ao amigo...

Neste fim de semana, ao sair de uma superfície comercial encontrei um bom amigo que se fazia acompanhar da esposa e filha.

Não vale a pena referir o seu nome, até porque as verdadeiras amizades, que nos ligam pelos afectos, não precisam de referências nominais. Bastam, somente, as sentimentais.

E, de sentimento se trata.

De admiração pela pessoa simples e franca. Objectiva e profunda em sabores e sensações, pelas artes do falar, do ler e do escrever.

Engana-se quem julga que só quem escreve um livro, é que é escritor.

Mais do que ler, saber ler, saber de quem se lê, de quem se ouve, espelha uma imagem muito mais nítida de quem nós somos.

Este amigo, vencedor na vida que conquista dia após dia, (e com o qual teimo em adiar o jantar há quatro anos apostado), tem um sorrir espontâneo e aberto.

É um homem livre e de bons costumes, sem que tenha sido iniciado, mas que o é por natureza intrínseca.

Viu-me crescer. Com ele, ainda que com a distância física e do convívio, edifiquei o meu ser.

E a nossa riqueza, é termos, com carinho e amizade, pessoas como ele.

Que consigamos jantar este ano!

Um abraço

sábado, 5 de dezembro de 2009

34 anos a viver a vida...

Na vida contamos os anos a cada aniversário que passa.

Dia 3 contei 34 anos.

E nestes, durante estes, passei e percorri caminhos que me fizeram chegar ao hoje.

Neles passei por lugares onde cheguei e saí.

Com a convicção dos valores e das ideias espero conseguir continuar a ter orgulho no percurso de vida.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A flop...

A solidão, por mais que possa ser física, torna-se terrivelmente penosa quando resulta do vazio de ideias, comportamentos, acções ou valores.
E aí, despe a pele de solidão e revela-se um flop…

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Esta tudo grosso, ou quê?


“Vários edifícios do governo regional, bem como centros de saúde, escolas e outros bens imóveis, podem vir a ser penhorados.

Os referidos edifícios foram dados como garantia bancária - e logo sujeitos a penhora - no negócio que envolveu o Governo Regional da Madeira e a PATRIRAM (Titularidade e Gestão de Património Público Regional, SA - uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos).

Pelos contornos do negócio, o CDS-M quer o secretário Regional do Plano e Finanças, Ventura Garcês, na Assembleia Legislativa a explicar "onde foi investido o montante envolvido de 150 milhões de euros e qual o impacto que terá nos orçamentos regionais futuros", referiu em conferência de imprensa no Funchal, o deputado Lino Abreu.

Os pedidos de esclarecimento do deputado surgem depois de ter sido divulgado o relatório de uma auditoria efectuada pela secção Regional do Tribunal de Contas (TC), numa análise ao contrato de compra e venda de créditos futuros que o executivo madeirense celebrou com a PATRIRAM e uma instituição financeira internacional, que na altura considerou que o contrato provocou "um aumento do endividamento da região".

"A classe média está hipotecada com a casa, o carro e agora o governo regional ainda hipoteca a escola e o centro de saúde", desabafou.

Lino Abreu vai mais longe e estranha "como pôde o executivo regional fazer um negócio deste tipo, sem o conhecimento prévio da Assembleia Legislativa Regional", "colocando à penhora 41 imóveis que pertencem à região", referiu.

Da lista divulgada pelo TC foram dados como passíveis de cassação imóveis como o Laboratório de Saúde Pública por 650.742,86 euros, a Casa Museu Frederico de Freitas, por 12.612.491,13 euros, a Escola Secundária Jaime Moniz por 13.488.734,27 euros, a Direcção Regional de Assuntos Culturais por 3.781.280,00 euros, o edifício sede da Secretaria Regional do Equipamento Social por 20.663.000,00 e a própria Direcção de Finanças do Funchal por 4.224.000,00, entre outros.”

terça-feira, 10 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

“kata ten geneseos anankaian ousian”


O conhecimento é a ferramenta da construção interior de cada um de nós. A natureza mais que metafísica, a importância moral para a realização da felicidade individual, com pretensões racionais.
Sócrates e Platão procuraram os fundamentos em diálogos primitivos interligando-os com a realidade inteligível que norteia o bem.
O bem será sempre dúbio, questionável, duvidoso escuro e escondido quando por diferentes olhos for visto e analisado.
Os ideais humanos, as virtudes e a procura da perfeição escorregam nas pedras do caminho onde pela sociedade incorporamos números, validamos leis e práticas, reforçamos culturas, engrossamos projectos directa e indirectamente empenhados.
Os ideais serão sempre aqueles que só das folhas de papel, de um pensamento ou no lençol, superam a magia dos sonhos e numa ilusão ganham corpo.
Tantas letras que se juntam, tantas palavras que não se encaixam na estereotipada cábula e fórmula social de comunicar, dirão.
Tantas letras e tantas palavras que só perguntas e dúvidas, persistências ou desistências da leitura farão os curiosos perseguir.
Que maturidade individual, que acções humanas podemos reformular nesta sociedade de onde pertencemos?
Que medidas justas, que misturas de elementos na quantidade certa precisamos de calcular, de aplicar, de fazer levar aos outros que se passeiam nas ruas e nas mesmas pedras dos caminhos alheios a cada um de nós?
O idealismo, nunca passará dele mesmo? Nunca subirá mais um degrau? Nunca levará mais ninguém além? É de desistir? É de persistir?
Vale a pena lutar por uma sociedade mais transparente e limpa, mais pura e objectiva, mais humana e virtuosa?
Será somente satisfeita a saciedade com bens materiais?
O ideal humano cumpre-se com a felicidade que nos oferecem em forma de catálogo, ou não há uma palete de cores que nos permite pintar o quadro da vida?
Em suma: somos nós os arquitectos do nosso caminho, sentido e percurso, ou não?