segunda-feira, 4 de julho de 2011

Não vale tudo...


Um representante de Palestina começou assimo seu discurso na Assembleia das Nações Unidas: "Antes de começar a minha intervenção, quero dizer-lhes algo sobre Moisés. Quando partiu a rocha e inundou tudo de água, pensou: "que oportunidade boa de tomar um banho!". Tirou a roupa, colocou-a ao lado sobre a rocha e entra na água. Quando saiu e quis vestir-se, a roupa tinha desaparecido. Um Israelita tinha-as roubado".


O representante Israelita saltou furioso e disse, "que é que você está a dizer? Os Israelitas não estavam lá nessa altura."


O representante Palestiniano sorriu e disse: "e agora que se tornou tudo claro, vou começar o meu discurso."

Para que um dia não sejamos, somente, história...


O António depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.



Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic) barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).


Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).



Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.



Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.



Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.



Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Longe da perfeição...


Não podemos dar tudo o que temos.


Se o fizermos ficamos despidos.


Sem trunfos para surpreender.


Sem novidades para fazer brilhar os olhos…

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Quando o dia nos voa por entre os dedos...

Mesmo que neste andar, de movimento, ou urbano, se esqueçam das vontades que alimentam as tuas entranhas, não deixes de acreditar em ti.

Lembra-te. Eles são todos mágicos detentores de mil sábias palavras, de moldados cabelos, de esculturais corpos, de macias peles, de bons, belos e bonitos carros, roupas e casas.


Mas, onde te agarras tu quando no centro do olhar encontras o vazio do céu, o deserto da magia?


Se os homens são previsíveis aos olhos das mulheres, e estas aos olhos deles, porque motivo se fazem embrulhos e prendas que o sol, os dias e a desilusão mais tarde te faz caminhar para o ecoponto dos desaires do sentimento?


Eterna insatisfação acrescida de errada pontaria, ou quiçá destino cruel que nos foi traçado? Tudo isso é de fácil emissão vocal e interiorização. E a complexidade e imprevisibilidade do ser humano, como o mais insaciável ser que se quer ultrapassar constantemente? Não, isso não. Até porque não é romântico ou melodramático. Precisamos do triste fado e negra sina de uma qualquer desgraça. Mesmo quando no normal percurso da vida, onde entre o nascer e o morrer, há dias em que choramos o sentir, a perda, a ausência, o vazio…


Pára. Olha o céu. Não escolhas uma estrela. Escolhe várias. Convida-as a ir ver o mar. Fala com elas. Não ouves as suas respostas, os seus sorrisos que fazem brilhar a Lua?


Pede. Pede à cigarra que te lance a sua melodia e deixa-te voar pelo que a natureza te dá. Sim, a natureza. Que coisa mais sem sal e eclética, nada moderna, banal e desprezível quando de sentimentos se fala e para árvores, pássaros e ervas me remetes meu Suplemento de Alma…


Mas, é da e na natureza que o equilíbrio nos encontra, ou nós nele. Aquela natureza que de nós só respeito exige. Aquela por quem nós somos responsáveis, pois só nós dela podemos cuidar. A nossa natureza interior… A pura que de nós emerge quando libertos de pensamentos, soltos de amarras, livres de pensamento nos situamos no meio, nos orientamos na bússola, nos definimos com o nosso querer.


Tudo. Tudo o resto é efémero.


Entre o efémero, e o dia de fechar os olhos, está o tempo que temos para viver.


Utopicamente, ficará sempre muito para fazer. Muito para ver. Muito para conquistar. Mas, no dia a dia olhamos os relógios e somos guiados pelas responsabilidades que nos castram o pôr de sol, os pingos de chuva grossa, os beijos das nuvens, o cheiro das ondas e das serras…


Meu Suplemento de Alma…a sã loucura é a que nos deixa ser nós mesmos com todos os nossos defeitos e virtudes.


Estamos a tempo de mudar? Sempre a tempo, mesmo que no tempo, tempo não se encontre…


Como diria um grupo de homens livres e de bons costumes: que assim seja…se tua vontade assim o indicar…

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Os corações que gelo derretem...


Tu não percebes, mesmo que te ponha em palavras simples…


Põe ali o teu coração, de forma simples, enquanto aqui estou.


Não tenhas medo. Protejo o teu sentimento que em ti carregas, de simples maneira.


Perguntas que coisa é esta na vida, sobre a qual não consegues responder.


Distraída andas com as borboletas das noites de magia, onde a distracção te conduz à ignorância da óbvia solidão sem mim.


No mais pequeno beijo de distracção, que desculpas me dê para te roubar, imagina teu ser de livre forma ali ou aqui esteja.


Desde que te vi que a minha simples forma de viver mudou o ar de respirar…


Só, pela simples forma de o respirar de forma diferente.


Para quê complicar o já complicado coração que, desmesuradamente, se bate sem controlo face aos nossos olhos que te pulverizam em choque de intenso calor e desejo?


Já te disse, põe ali, junto ao meu, teu coração…

quinta-feira, 14 de abril de 2011

De sentir os animais, como nós, o somos...


Os minutos, os meses e os anos passam.


Nas nossas vidas, nas memórias dos percursos trilhados, nos laços que nos caracterizam em carne e sangue desta nossa espécie animal racional.


Seremos dotados de mil e uma potencialidades, características, feitios, crenças, acções e pensamentos.


E além destes, do sentir.


Se o meu pai fosse vivo faria hoje 68 anos.


Tenho pena que ele não tenha desfrutado a sua merecida reforma.


Tenho pena que ele não tenha desfrutado da neta que em traços, expressões e reacções, se encontram linhas comuns…


E nesta pena, as saudades…


Tenho pena que passemos a vida num corre, corre, sem que possamos aproveitar o sol, saborear a chuva, assistir ao pôr-do-sol, contemplar as estrelas, ouvir o mar, sentir o vento na cara, transpirar em sorrir e alegria espontânea quando tocados na nossa alma…


Perdem-se e perdemo-nos em futilidades, tantas vezes. Vezes demais, possamos nós avaliar e lembrar o que nos últimos meses nos fez, positivamente, sentir o frio no estômago, os pelos do corpo eriçados, os músculos incontroláveis que instintivamente reflectem os nossos sentidos…


Contra mim escrevo, penso ou aponto o dedo.


De ferro são as estátuas. De pedra os monumentos. De sentir os animais, como nós, o somos…

sábado, 2 de abril de 2011

Só se reduz quando não há?

Como é estranho o ser humano.

Quando pode, usa e gasta sem pensar no amanhã.


Quando o amanhã está comprometido, procura reduzir e salvar o que, provavelmente, será irrecuperável...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Não quero, nem sou detentor da verdade...

Nesta corrida da humanidade, que se procura ultrapassar a si própria, esquece-se o Homem que o equilíbrio entre a natureza e a sua presença é condição fundamental para a sobrevivência da nossa espécie.

Quais Carlos Lopes e Rosas Motas apresentam-se diariamente em busca de um lugar mais alto, mais vistoso, mais bem remunerado, mais socialmente digno de um qualquer valor (ainda escondido ou inexistente em seus corpos – dedicamos esta imagem a tais personagens).

Perdem o sentido do Norte, talvez a decência herdada em berço, mas, esquecida nas páginas dos jornais, nas teclas de vulcânicos textos que brotam inflamadas cruzadas contra os hereges.

São seres de outra dimensão e qualidade, inertes em humildade, repletos de poder e direitos, quiçá por vezes julgando ser D. Quixote, tal é a dimensão de cada moinho, de cada rajada de vento que moi o esfregar da cara, o coçar de cabelo, ou o copo que alimenta e acompanha a solidão da escrita. Essa solidão que se alimenta para tentar criar atenções, importâncias e magníficas pretensões.

Seres há que não têm tempo para ouvir e aceitar uma opinião diferente. Ou quem sabe, a ousadia dos outros também pensarem, dos outros também terem vivido e viverem no mesmo mundo.

Seres há que se esquecem que o novo não é nada mais do que o velho que caiu no esquecimento, como diz o provérbio russo, e que no fim de todas as novidades, nascemos e morremos da mesma forma.

Seres há que se esquecem que é no intervalo entre o nascer e o perecer, que podemos fazer a diferença, valer pelo que somos e pelo que ajudamos a ser. Valer pelo que alimentamos nos outros e em todos nós, naquilo a que chamam de sociedade.

A folha da acácia disse um dia para o homem que a ostentava orgulhoso:

“Não é o meu brilho que te dá valor. É o teu valor que me dá brilho...”.

terça-feira, 8 de março de 2011

Sobre problemas, caneleiras e obrigações morais...

Há quem goste de ser assim…

A principal oposição vai mais para além da política.

Vai para a oposição do que se pode construir, por quem o quer fazer, impedido por outros.

Há quem se resguarde nas suas ombreiras intelectuais, outros na sua mediocridade, outros ainda na posição negativa em jeito de dizer: "estou aqui", ou "penso logo existo".

De entre todos estes cidadãos, uns estão na política activa, outros dela vieram, havendo ainda quem gostasse de nela participar.

A nobreza de servir a causa pública tem o alto preço do constante julgamento daqueles que nunca concordam, mas que também não ajudam a encontrar soluções.

É do tipo: “Por aí não!” Então por onde? “Não sei, só sei que por aí não” Mesmo que no meio de um pântano as pernas se afundem nas areias que não esperam pela incapacidade de decidir ou encontrar alternativas.

Como facilmente se cai na crítica, sem base de credibilidade, ou competência, quiçá nobre pergaminhos, estamos condicionados à fruta que existe na fruteira, porque já não há árvores, e, o circo, já não é como antigamente…

sexta-feira, 4 de março de 2011

A super-escola ou o retrato das escola portuguesas (recebido por email)

“Vejamos com atenção o exemplo de uma vulgar turma do 7º ano de escolaridade, ou seja, ensino básico.

1. Língua Portuguesa

2. História

3. Língua Estrangeira I - Inglês

4. Língua Estrangeira II - Francês

5. Matemática

6. Ciências Naturais

7. Físico-Químicas

8. Geografia

9. Educação Física

10. Educação Visual

11. Educação Tecnológica

12. Educação Moral R.C.

13. Estudo Acompanhado

14. Área Projecto

15. Formação Cívica

15 áreas curriculares, dada em 36 tempos lectivos.

Mas, para além disso, a escola ainda:

* Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência, apesar de os professores não terem formação para isso;

* Integra alunos com necessidades educativas de carácter prolongado, apesar de os professores não terem formação para isso;

* Não pode esquecer os outros alunos, que também têm enormes dificuldades de aprendizagem;

* Integra alunos oriundos de outros países que, na maioria das vezes, não falam Português;

Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos, como:

* Currículos Alternativos

* Percursos Escolares Próprios

* Percursos Curriculares Alternativos

* Cursos de Educação e Formação

E a escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:

* Educação sexual

* Prevenção rodoviária

* Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares, etc.

* Preservação do meio ambiente

* Prevenção da toxicodependência

Sabendo que a esmagadora maioria dos alunos das escolas portuguesas não são órfãos, colocar aos ombros dos professores e das escolas todas estas responsabilidades, só é possível por pensarmos que os professores podem ser capazes de até substituírem as famílias…

E mesmo com as injustas acusações de que os professores têm muitas férias, faltam muito, faltam ao respeito a alunos e pais, que obrigam os alunos a fazer os trabalhos de casa, que lhes solicitam atenção e silêncio sala de aula, os portugueses acreditam nas escolas.

Mas, a que preço?

Seria bom as famílias perceberem que ter filhos comporta mais do que dar alimentos, roupas, telemóveis, mp3, PC… A educação deve ser dada na organização: família e não na organização escola.

"Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos". Declaração Universal dos Direitos Humanos”

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A humildade é valor que não cabe no dicionário de certa gente...

Admiro as doutas inteligências que tudo sabem, nunca erram e têm sempre razão...

(Apesar de nunca ter conhecido nenhuma)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Nós em vez do Eu... E Ser em vez de "querer"...

A vida é composta de mudanças.

Mudam-se os tempos, as pessoas, como escreveu o poeta.

Desde a nascença até à morte, não será o ser “qualquer coisa” que importa e conta.

O ser, é pessoa no seu expoente máximo.

E para o ser, de dentro deve afirmar-se a luz do valor.

De fora podem-se vestir fatos e fardas, mas é do interior que afirmamos a essência que nos compõe, e, nos faz.

Entre os vários percursos, afirmar o ser interior é polir a nobreza dos valores.

Não se deve dirigir as energias para dentro. Deve-se dirigir as energias para fora.

Para os outros, para o colectivo que une e fortalece a sociedade.

Utópico? Sim.

Mas, se à rotina, se ao facilitismo vendessemos a alma, então aí tinhamos perdido o combate de décadas...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Esse papel não é meu?

Ao longo dos séculos que o Homem sente necessidade de marcar o seu território.

A posse, de bens ou de poderes, foi e continua a ser um objectivo premente para algumas mentes.

A legitimidade com que se “vive”, “faz” e “convive”, eticamente deve ser proporcional à moral que se apregoa.

Que a frontalidade impere, e que a elevação se instale... de vez!

A gerência e a sociedade, agradecem...

domingo, 26 de dezembro de 2010

Arquitectura e espaço humano...

Mensagens e votos.

Umas sentidas e outras motivadas pela “moda” da proximidade das pessoas que, efectivamente, estão distantes.

Cumprimentam-se nesta altura as pessoas que nos restantes dias do ano se “escondem”, fazem invisíveis ou ignoram serem conhecidas.

Há um positivismo a registar nesta época: o mexer da economia.

Tirando isso, só talvez os dias de reforço do convívio familiar seja o destaque humano.

Aguardam-se agora os próximos dias para mais votos sobre 2011.

Um dia, talvez o inatingível, as pessoas se unam em torno das taxas e dos juros das verdadeiras relações humanas.

Somos tão voláteis...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Em vez do: "Eu" porque não o: "Nós"?....

Não me canso de ver o filme “O Gladiador”. Conta a historia de um general romano que no ano de 180 d.C., serve com fidelidade o Imperador Marco Aurélio. Cômodo, filho do Imperador, sabendo da intenção deste passar o comando do Império Romano para o general Máximus, mata-o e assume-se como o novo Imperador.

Cômodo coloca em vigor a política do pão e circo, a política do entretenimento do povo enquanto corrompe o Senado para garantir o poder. Contrariando a vontade de seu pai que tinha proibido as arenas e os espetáculos de violência onde gladiadores lutavam até a morte, Cômodo decreta que haverá jogos por mais de 300 dias onde a carnificina acontece para divertimento da plebe e da realeza. Sem sucesso, muitos Senadores desejavam o regresso da República em substituição ao poder ditatorial do Imperador.

Apesar da historia não ser verídica o filme retrata, fidedignamente, a Roma e os seus costumes políticos onde algumas personagens chegavam às cadeiras do poder através de uma política de caserna, sem respeito pelos outros, desconhecendo valores, a moral e os limites do aceitável.

Na sociedade dos dias de hoje, a “Roma” é cada vez mais visível, descaradamente palpável e observável.

Para alguns, talvez a vergonha das últimas décadas tenha desaparecido, ao mesmo tempo que a sede de protagonismo, de pedestal e de projecção se impõe sobre tudo e todos.

No filme também existem os Pretores (funcionários públicos que verificavam o limite da lide - discussão, confrontos de interesse).

Talvez a sociedade dos dias de hoje precise de mais Pretores, de mais vigilantes e de Senadores idóneos, sustentados em valores e ricos em experiência de vida para que possamos obter conselhos, orientações, zelo e protecção pela Democracia.

domingo, 19 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Reflexões de um aprendiz da vida diária...

À medida que os anos passam, e que as experiências de vida se acumulam pela diversidade de vivências, questiono, olho e descubro um mundo diferente.

A existência humana e os seus relacionamentos, a vida, a própria construção do Homem enquanto ser, e as razões dos seus múltiplos desenvolvimentos têm sido arestas para as quais tenho direccionado a observação, a interpretação de sinais, a par da audição dos homens e mulheres de cabelos brancos. Nestas recolhas de pensares e ensinamentos obtenho pequenos elementos, que como se peças de um gigantesco puzzle se tratassem, junto e bebo. Líquidas e sábias palavras, textos e estudiosas estórias que nos bancos da escola deviam pertencer a um qualquer suplemento arrancado dos manuais...

Entre estas e outras leituras tenho compreendido que sempre existiu uma ligação entre o poder e a construção humana. Para mim o poder não reside na sua forma, mas sim na espontaneidade com que ocorre. O poder não é, de todo, a força da ordem. O poder reside em todos aqueles que procuram atingir a perfeição da construção partilhada, pelos objectivos comuns. Esse é o poder!

Mas, para isso, a sintonia estrutural, mormente assente em valores de educação instrínseca, deve estar, efectivamente, sintonizada, Qual simbólica romã...

Um mestre de ofício reservado um dia disse-me que a união só se consegue quando, realmente, não há interesses individuais. Despir as fardas do egocentrismo concentrado no umbigo, em pleno Inverno, não só é medicamente desaconselhável, como não é desejável para quem não abdica do conforto pessoal, em detrimento do projecto comum. Quando este barbas mo referiu, dei uma volta na memória das acções consideradas boas, ocorridas nos tempos utópicos em que a amizade conduzia o barco da vida, e por ali já vislumbrei alguns sinais do que, paulatinamente, a vida foi aclarando.

Sei que as vontades só estão ao alcance daqueles que agem de acordo com os seus princípios, sem pressas, ouvindo mais do que falando, lendo mais do que discursando.

Em segredos e mistérios está envolta muita da história da humanidade, do pensamento desta espécie, que, como me referiu um colaborador do último ano de Verourém, “o Homem tem capacidade para criar muito...”.

Não quero, não sou propenso, nem desejo desvendar segredos, mistérios. Quero primeiro, e acima de tudo, aperfeiçoar-me na prática diária dos valores e condutas humanas pessoais.

E, se, ocasionalmente, ou por vontade dos meus amigos, for reforçando os elos que nos ligam nessa mesma naturalidade da partilha de vida, sentir-me-ei mais rico, mais feliz. Mais como um livro aberto onde se possam ler as secretas palavras que alicerçam os homens livres, de moral e ética humana.

Recentemente, num encontro político, e no uso da palavra, destaquei a necessidade de se obter uma mudança de paradigma. Utopias e boas intenções dirão os racionalistas. Porém, desde a escola grega que o humanista tem como imperativo da sua natureza, o respeito pela lei moral.

A articulação entre conhecimento, moral e virtude tem estado no meu horizonte diário, a par das minhas acções.

Como humano tenho errado, e além destes as omissões que os meus amigos me apontam. Como valorizo esses reparos. Só assim posso continuar a trabalhar a pedra bruta do meu ser, com determinação, levando-me a corrigir e a melhorar a minha construção individual para que numa cadeia de união, a que alguns chamam de sociedade, possa cumprir o meu papel, e, tranquilamente, valorizar a essência da vida.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Coloquem-se lâmpadas economizadoras...

Nesta época ligam-se mais luzes.

Teoricamente, durante todo o ano, devem estar sempre ligados os filamentos do valor humano, da solidariedade, do positivismo.

Nem sempre os encontramos.

Talvez porque o sol cega, porque o tempo não permite, porque o egoismo não aceite tal ousadia.

A ousadia do humanismo utópico, durante todo o ano, infelizmente só é possível no Natal.

Não há uma sociedade hipócrita.

Não há um mediatismo económico mais intenso nesta época.

Há uma fraqueza humana, que nos faz esquecer que o Natal não é somente agora, mas em todos os dias do ano.

Perdoai-nos Deus... Alá... G.’.A.’.D.’.U.’....

domingo, 28 de novembro de 2010

Porque é o caminho...

Porque é o caminho que conta e faz a história, não é a origem da nossa existência que impede ou determina os passos a dar.

Esses, consolidam-se com os amigos que ao nosso lado, ou junto a nós, reclamam a força para puxar pelo que de bom existe, para solidificar o futuro partilhado.

Nesse caminho, de tempo e certezas que surgem naturalmente em consonância, acrescem as responsabilidades de garantir na mesa dos valores, as éticas que dispensam normativos, face às exigências que se impõem, também, espontaneamente...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Perderam os ausentes...

No passado sábado, no Cineteatro Municipal de Ourém, e patrocinado pela Embaixada da Indonésia em Portugal, actuou o Grupo de Música e Danças Tradicionais, Ria Agung Nusuntara do Norte da ilha de Sumatra.

Com a presença do Embaixador Indonésio, e de mais de 300 pessoas do concelho de Ourém, assistiu-se a um lato momento cultural, com riqueza e dimensão, avaliado pelas palmas do público e pela satisfação dos protagonistas.

A história que existe entre Portugal e a Indonésia, de mais de 500 anos, não se limita ao percurso dos navegadores portugueses. Partilha-se em mais de 200 palavras, em desejos de intercâmbio cultural, social e económico.

Estas são as novas pontes que consolidam a internacionalização do concelho de Ourém.

Participar nestes momentos, reforçar os laços e sentir a génese de uma cultura do mundo foi um suplemento eclético, sem se ter vivido um ecletismo bacoco (como por vezes ocorre "noutras danças")...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

(hoje, sem título)

Não estamos, nem estaremos preparados para a morte. Nunca.

Em vida, e depois dela, para os que ficam pesa a saudade presente, o vazio em falta e o limite dos horizontes sobre o pano da existência humana.

Os dias voam, as semanas e os meses dão já 8 anos de silêncio, ao dia de hoje.

No sorriso inocente de uma criança, nos traços genéticos e na memória dos corações permanece o amor…

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sem estar à espera...

Esta noite, ao passar em frente a um centro comercial, a Leonor perguntou-me se o shopping estava aberto.

Respondi-lhe que sim.

Subtilmente, disse-me que podíamos lá ir.

Perguntei-lhe: para fazer o quê?

Ao que ela respondeu, com aquele jeito feminino: fazer umas compras.

A essência feminina, está, efectivamente, nos genes, que despertam (por exemplo) uma criança de 3 anos...

sábado, 30 de outubro de 2010

Último artigo da coluna "Suplemento de Alma". Até já.

Nesta edição podia analisar os problemas económicos o ziguezague do PSD relativamente à aprovação do orçamento de estado e as dificuldades financeiras, mas, hoje, impõe-se outro tema.

Nesta edição podia enaltecer o rigor e o empreendedorismo dos empresários do concelho de Ourém que continuam a apresentar produtos e resultados de dimensão nacional e internacional, mas, hoje, impõe-se outro tema.

Nesta edição podia referir a fragilidade dos mais desfavorecidos e o dever moral de solidariedade e de justiça entre todos indivíduos com vista à prossecução do apoio a crianças e jovens, à família, assim como a integração social e comunitária. Dever esse que nem sempre se constata no concelho de Ourém, contrariado por quem mais responsabilidades possui, mas, hoje, impõe-se outro tema.

Nesta edição podia destacar a operação de resgate dos mineiros chilenos que tem levado à (re)mobilização sobre o valor da vida humana, mas, hoje, impõe-se outro tema.

Nesta edição podia destacar o vigésimo aniversário da Escola Profissional de Ourém que tem desenvolvido um significativo e relevante trabalho na área do ensino no concelho, afirmando-se regional e nacionalmente, mas, hoje, impõe-se outro tema.

E, depois de ter destacado estes importantes temas (de entre outros), hoje relembro os últimos anos em que nesta segunda página do Ourém e o seu concelho analisei, contestei, projectei, expus e apresentei ideias, projectos e linhas de orientação ao som da batuta do suplemento de alma que me alimenta, me reforça e que emerge do meu ser face às turbulências sociais, políticas, económicas e pessoais, que dia a dia me molham, me aquecem e me gelam.

Sem ter procurado consensos, textos politicamente correctos, “fatos à medida” e mantendo a escrita como a razão da existência da coluna (ao contrário de outros que se limitam a escrever em períodos pré-eleitorais com consequentes desaparecimentos findas as eleições), toquei as teclas das letras, para em texto fazer ecoar a voz de uma geração, de um pensar, e até mesmo de uma ousadia (a da escrita, com o alvo da exposição pública).

Deste espaço e desta coluna nasceu um blogue (http://suplementodealma.blogspot.com) onde me debrucei em outras análises e dimensões da escrita, que geraram controvérsia, sentimento e reflexão.

Impõe-se um agradecimento a todos aqueles que na rua, pela família, via email e de outras formas me manifestaram apoio, incentivo, concordância, e até a crítica (porque da crítica válida retiramos diferentes visões e perspectivas que se tornam em pontos de encontro neste encruzilhar de sociabilidade).

Ao Rui Melo, e a toda equipa da Tipografia Ouriense um abraço de amizade e estima pessoal.

Com toda a alma, que me alimenta o coração e o pensamento, na frontalidade intrínseca que me move e guia termino com um: até já.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Duas opiniões e uma boa realidade...

Dizem as notícias que a Venezuela está na "direção certa" e avança a "grande velocidade" para a redução do percentual de pessoas que sofrem de fome, uma das metas do milénio estabelecidas até 2015, avaliou, recentemente, o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no país sul-americano, Alfredo Missair.

Sem se defender qualquer tipo de ditadura ou de regime susceptível de dúvidas, num mundo desumanizado, esta redução do número de pessoas sem fome é, sem dúvida, louvável.

Curiosamente (ou não), Bento XVI denunciou recentemente que, muitas vezes, a ênfase das políticas económicas e agrícolas é desviada para interesses que ignoram os legítimos direitos e a dignidade da pessoa.

Dos dois enfoques, há muitas semelhanças, ainda que dos dois lados exista a diferença entre quem faz e quem, somente, denuncia…

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

11 de Outubro de 2009 - um novo horizonte

Há um ano atrás, por esta hora, as ruas de Ourém brotavam esperança e uma nova energia.

Efectivava-se uma mudança política por um concelho de todos e para todos, num novo espaço com futuro.

A democracia e o desejo da maioria provaram que da Freixianda a Fátima temos riqueza humana, valor económico, capacidade empreendedora e potencialidades várias para conquistar patamares superiores de qualidade de vida.

A atitude positiva, a determinação, o derrubar barreiras e obstáculos são acções diárias que se tomam com o objectivo de dar a todos o que é de todos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Na direcção certa...

A cada dia que passa mais convencido fico, e estou, de que é preferível errar nas decisões que se tomam, do que errar por omissão.

E a juntar a esta, o facto de se agir na altura certa ser meio caminho para a correcção de caminhos e posturas salvaguardando o futuro.

Em última instância, e completando estas análises, o canalizar diário de energias para diferentes objectivos e processos, reforça-nos na determinação das convicções...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Erro. Lá está! Primeiro dia de Outono...

21h, sentado à mesa para jantar. Peguei no comando da televisão (erro!) e liguei a SIC Notícias. Passei para a RTPN. Mas, logo de seguida, para a TVI24.

Se num chovia, no outro trovejava, e por último vi relâmpagos!

Se estivesse bem disposto, e o dia corrido bem, ao passar nestes três canais, teria razões para ficar angustiado, ponderar fazer as malas e emigrar para um país do norte da Europa (que é onde toda a gente diz que há boas escolas, hospitais e índicies internacionais dos mais prósperos – só se esquecem é de referir as cargas fiscais que nestes países se pagam, entre outros).

Aliás, há uns séculos atrás já os puritanos abandonaram a Holanda e no Mayflower foram povoar o território que mais tarde se fundou como os Estados Unidos da América. Porque não uma debandada geral para recomeçar o país, num novo território já que Portugal, na boca de tanta gente, não serve, não consegue, não tem...? Porque é que esta gente, que aspira à categoria de pessoa, não funda o território das certezas, num outro canto do mundo?

Senti esse desejo (só pode!) daquele dirigente do PSD de cabelos brancos, quiçá desesperado por ter assistido à sua vida vivida longe dos pedestais das televisões, na SIC, e no momento do mediatismo fazer um retrato digno de um qualquer filme de Hitchcock para o lado do negro (isto porque os filmes do Alfred além de serem de suspence foram feitos no tempo do preto e branco – tal como o senhor do PSD (lá está)).

Na RTPN um qualquer Dr., Economista (convém escrever assim por extenso que os economistas – pelo menos os que conheço - são muito manientos com estas porras das siglas) ou lá o que era, todo lavadinho, traçava mais uma sina com missa rezada, às contas e políticas do governo. Virei.

Na TVI 24 lá estava o ex-Ministro das Finanças, da Economia ou da Indústria, Mira Amaral a cuspir mais umas quantas teorias (que não soube implementar enquanto foi ministro – porque terá sido?).

O país pode ter problemas graves – que tem – tal como outros pelo mundo fora, mas estarem 3 “zandingas” a falarem para 3 jornalistas em horário nobre, é dose!

Depois a comunicação social desculpa-se com a teoria de que ilustra o país real.

Ai ilustra? Então venham a Ourém ver o que são contas sem saldo, déficits, passivos sem receitas e problemas, seguidos de incógnitas a terminar em dúvidas...

E se quiserem trocar algumas palvras com gente assim para o saloia, também se encontram e recomendam. Do mesmo género, feitio e tipologia, com siglas de Dr. ou Economistas.

Sadia paciência. Sadia coragem. Sadia determinação têm aqueles que conseguem viver, trabalhar, alcançar, vencer e crescer.

Não é fácil no meio de tanto negativismo, miséria, tiros e estórias de faca e alguidar (nas manhãs do Goucha, nas tardes da Júlia e nas noites do Crespo)...

Talvez, mas só talvez, tudo isto tenha acontecido hoje porque acabou o Verão e no calendário começou o Outono...

Que Deus lhe pague!

Um homem sente-se mal no meio da rua, caiu, e foi levado para a urgência de um hospital particular, pertencente à igreja, administrado totalmente por freiras.

Lá, verificou-se que teria de ser urgentemente operado ao coração, o que foi feito com êxito.

Quando acordou, a seu lado estava a freira responsável pela tesouraria do hospital e que lhe disse prontamente:

- Caro senhor, a sua operação foi bem sucedida e o senhor está salvo. Entretanto, há um assunto que precisa da sua urgente atenção: como é que o senhor pretende pagar a conta do hospital? O Senhor tem seguro de saúde?

- Não, irmã.

- Tem cartão de crédito?

- Não, irmã.

- Pode pagar em dinheiro?

- Não tenho dinheiro, irmã.

- Em cheque, então?

- Também não, irmã.

- Bem, o senhor tem algum parente que possa pagar a conta?

- Ah... irmã, eu tenho uma irmã solteirona, que é freira, mas não tem um tostão.

E a Freira corrigindo-o:

- Desculpe que o corrija, mas as freiras não são solteironas, como o senhor disse. Elas são casadas com Deus!

- Magnífico! Então, por favor, mande a conta para o meu cunhado!

Foi então que nasceu a expressão:

"Deus lhe pague!"

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Conquistar é a ousadia...

Cada desafio é uma conquista que se ganha, quando se avança.

Fácil é desistir.

Fácil é não fazer.

Fácil é ficar quieto.

Difícil é seguir em frente mesmo desconhecendo o caminho por onde se avança.

Há quem deixe de comer um chocolate com medo de gostar, e voltar a repetir.

Felizes os que vencem os medos.

Felizes os que enfrentam os dias com a incerteza, mas determinados em seguir...

Não há melhor lugar no mundo, ou que se possa comparar, do que o bem estar interior que resulta do nosso querer.

O nosso sorrir é um estado superior da essência humana.

Conquistá-lo é a ousadia...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Talvez... mas só: talvez...

Volateis dias e dias que se passam em chamadas, reuniões, computadores e viagens de trabalho.

Viagens. Essas que nos permitem o pensar profundo.

Pensar, (talvez) esse repugnante acto que tantas vezes nos impede de somente olhar, sentir, tocar, ou escutar o simples barulho do nosso respirar...

Somos donos de nós prórpios, mas (talvez) só até ao ponto em que não colidimos com as responsabilidades...

Seremos escravos de uma sociedade que nos molda, a quem devemos o ser social, que de nós precisa como o valor social?

Talvez. Mas deixemos esses estudos para os antropólogos e sociólogos de serviço à incompreensível natureza humana, sempre incerta e imprevista.

É essa! A imprevissão! Aquele momento que (talvez) nos quebra o controlo da vida, dos caminhos planeados, dos objectivos a atingir...

Que ganhos nos dá a imprevissibilidade da vida?

O tempo que (talvez) nos trai, sem alma e sem gente, acaba por ser aquele que nos guia e orienta contrariados, consumidos e limitados...

Talvez...