quarta-feira, 9 de maio de 2012

O PS que aposta(ou) em Ourém

O IC9 está concluído. Uma obra que abrirá novas janelas de oportunidades para o concelho de Ourém, para os nossos concidadãos e para a região. Durante décadas falou-se neste projecto. Muitos governos do PSD o prometeram a troco da fiel massa de votos, e crença, que a maioria dos eleitores social-democratas lhe depositaram, acto eleitoral, atrás de acto eleitoral. Porém, foi o governo do Partido Socialista a tirá-lo da gaveta e a concretizá-lo, na obra que está à vista de todos.

Simultaneamente, a obra de requalificação da Avenida D. José Correia Alves da Silva, em Fátima, avança a passos largos para a sua conclusão. Uma empreitada apadrinhada, também, por um governo do Partido Socialista, com fundos comunitários e participação Municipal. Investir nesta nova alameda, é apostar na dinamização do turismo religioso e alavancar a economia concelhia que se cria em torno da fé, das aparições e da magia da religião que Fátima representa em todo o mundo.

Muitas outras obras, preconizadas por governos do Partido Socialista se identificam no nosso concelho, para azedume de alguns, mas para bem de todos: o Quartel da GNR, a requalificação do Centro de Saúde de Fátima, a futura esquadra da PSP, as obras de requalificação do Tribunal…

Sabemos, sentimos, acreditamos que muito há para fazer, para reforçar e para conquistar para Ourém. Independentemente de nos actos eleitorais para o governo, a caneta e mão da maioria dos eleitores votantes do concelho penderem para o habitual símbolo da seta, têm sido os governos do Partido Socialista a fazerem obra, a reconhecerem as nossas dificuldades e a apostarem nas nossas potencialidades. Dá que pensar…

Do actual governo do PSD conhecemos, na dureza da pele, cegas decisões nas áreas da saúde, da justiça e das freguesias. Essas decisões são cegas quando existe um país constituído por diferentes características, debilidades e condicionalismos. Impõe-se, a bem de todos, que as equações matemáticas de subtracção, que o governo PSD está a aplicar ao país, sejam acompanhadas de outras tantas de soma, para investimento, suporte, consolidação e garantia de futuro.

As obras (dos governos PS) estão à vista no nosso concelho. Bons olhos as vejam. Cá continuamos a lutar com outras tantas (obras) preconizadas pelo Município de Ourém, leais aos valores de Abril e aos compromissos assumidos aquando das últimas eleições autárquicas, assentes nos pilares da sinceridade, da honestidade, do respeito institucional e do esforço colectivo, que nunca estiveram tão actuais, como nos dias que correm.

João Heitor

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Entre a Gestão e as Contas

O executivo municipal apresentou o Relatório de Gestão referente a 2011. Num ano marcado por cortes orçamentais, pela recessão económica, pela diminuição de receitas, com avultados investimentos em Centros Escolares, e outras obras no concelho, os números apresentados permitem-nos uma avaliação positiva.

Sabemos que as contas que o executivo municipal anda a liquidar se devem a anteriores compromissos. Tal como o próximo executivo municipal pagará investimentos que agora se estão a assumir. Sejamos claros, e sérios: são as normais dialécticas municipais, governativas e de gestão, acrescidas de um tempo de “vacas magras”.

Referir a herança financeiro-económica do Município de Ourém serve, somente, para que entendamos algumas dificuldades, como o cumprimento atempado de pagamentos a fornecedores, a incapacidade de executar algumas obras ou a inexistência de verbas para mais apoios. E tal sucede, por exemplo, em dois meses do ano em que a transferência do Estado para o Município de Ourém é inferior à mensalidade que se tem de pagar, pelo acesso a um apoio extraordinário ocorrido em 2009 (PREDE), para recuperação da dívida a fornecedores...

Porém, no Relatório de Gestão de 2011 conseguimos identificar uma redução das transferências para as Empresas Municipais (EM), em meio milhão de euros. O que prova que a fusão destas EM, efectuada pelo actual executivo, além ter sido prévia às imposições da troika, já produziu uma significativa redução de custos.

Com aumento das despesas na área da educação, com a diminuição das transferências do Estado para o Município de Ourém em menos de meio milhão de euros, com o aumento dos transportes escolares em mais de 300 mil euros, com o aumento dos custos da iluminação pública, com a redução de financiamento, o executivo municipal ainda conseguiu lançar 3 novos centros escolares, avançar com a requalificação da Avenida D. José Correia Alves da Silva, diminuir em 2,3% as despesas de funcionamento…

Se são “tudo rosas”? Não, não são. Há muitas dificuldades financeiras, há rubricas em que se impõe a implementação de modernos modelos de gestão com parcerias privadas. Porém, em 31 de dezembro de 2011 o Município de Ourém não se encontrava em excesso de endividamento líquido, possuindo um valor superior a 8,8 milhões de euros. Há quem desejasse que as contas estivessem más. Felizmente, há técnicos, funcionários municipais e um executivo que tem pautado a sua acção com responsabilidade, rigor e determinação. A eles se devem os bons resultados obtidos!

João Heitor

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Numa noite...num dia... Sempre?

Numa pequena carícia secaram as lágrimas do céu.

Espreito, essa luz, pelas escarpas das nuvens.

Essa luz que me beija em surpresa.

Será esse, o beijo, verde de inveja que falam?

Procuro esse mágico lugar onde pousa a história de nós dois.

Em meu coração te encontro, e lá te seguro.

Como os ossos seguram a carne de nossos mortais corpos.

Como a ponta da língua saboreia a gota de suor depositada em cada ruga.

Como o elmo da alma me aquece o sorriso solitário.

Hoje, à noite, amanhã, de dia, vou continuar a escrever,

Que o sol não deixo de querer e sentir o calor escuro da lua.

Em ti e em mim, pura, ou mal amada, é sensação única e desejada...

João Heitor

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Actividade Produtiva Concelhia


 A recente iniciativa da Feira dos Produtos da Terra é o culminar de uma sequência de apostas do Município de Ourém com a criação do pelouro do Desenvolvimento Rural e Florestas, e com a abertura do Serviço de Apoio aos Agricultores e Produtores Florestais do nosso concelho.

O Centro de Negócios encheu-se das nossas gentes, das gentes da nossa terra, que expuseram, com orgulho, e brio, os produtos que produzem. Numa altura de crise económica, em que o Homem procura na terra uma fonte alimentícia e de exploração económica que o auxilie, estes momentos de afirmação da fertilidade do nosso concelho, assumem-se, igualmente, como janelas de oportunidade.

Além da agricultura, a floresta, a indústria artesanal da extracção, a riqueza natural e gastronómica apresentam-se como eixos económicos que geram emprego e criam rendimentos, que, articulada e simultaneamente contribuem para o sector do turismo.

Assim, o Gabinete de Apoio aos Agricultores, aos Proprietários Florestais, aos Apicultores e à Actividade Produtiva do Mundo Rural que funciona na Empresa Municipal OurémViva, no Centro de Negócios de Ourém, presta apoio a todos os profissionais deste âmbito, com oferta de serviços nas áreas de licenciamentos, candidaturas, ajudas comunitárias, processos administrativos, formações, aconselhamento e assistência técnica, apoio à comercialização, entre outros.

Também a gastronomia tradicional e os produtos produzidos na área geográfica do Município de Ourém encontram aqui apoio na identificação, preservação e promoção dos nossos produtos, visando o reforço da excelência, da qualidade e valor.

Numa altura em que o negativismo se apoderou da sociedade, não podia deixar de destacar este exemplo, pelo que o mesmo representa de positivo, inovador e extremamente útil para os nossos concidadãos. Cumpre-se, também, através deste exemplo, o papel que o Município e a Empresa Municipal desenvolvem para o progresso económico e social do nosso concelho. Positivamente, juntos, conseguiremos mais e melhor.

João Heitor

18 são as nossas!


Numa altura em que as reformas políticas nacionais nos conduzem para a redução de postos médicos nas freguesias, para a própria agregação de freguesias, para a fusão de Agrupamentos de Escolas, entre outras, as populações manifestam uma perda contínua em diversas áreas que lhe são próximas, e que muito contribuem e condicionam, na sua dialéctica, identidade e qualidade de vida.

Após o encerramento das extensões da Segurança Social, das extensões de saúde, da transferência de valências entre hospitais, da transferência de valências entre tribunais, o governo insiste em implementar uma lei que vai conduzir ao desaparecimento de freguesias.

Nenhum governo pode ser insensível à importância das freguesias, e, na própria relação custo/efeito, o que estas representam para o real serviço público. As nossas comunidades, as nossas freguesias, são, efectivamente, a riqueza humana do concelho de Ourém.

Assim, a ordem jurídica, emanada em forma de decreto, não se pode sobrepor à natureza histórica, à essência moral, à ordem social, à riqueza característica e ao valor dos homens e mulheres que compõem as freguesias.

Os autarcas de freguesia não têm estátuas suas nos jardins, mas representam a livre e espontânea dedicação ao seu semelhante, ao seu conterrâneo e à terra que os elegeu.

A actual proposta do governo prevê a extinção de 7 (sete) freguesias em Ourém. Acredito que os propósitos governamentais se centram, somente, na vontade de reduzir despesas, numa linha de contenção financeira.

Escrevo, uma vez mais, que o actual território do concelho de Ourém, composto pelas suas 18 (dezoito) freguesias, só assim faz sentido. É o único que, amplamente, serve e representa a democracia.

Acredito que o bom senso vai imperar e que todas as forças políticas, institucionais e sociais conseguirão tranquilizar as populações, garantindo a continuidade das 18 (dezoito) freguesias. E, simultaneamente, assegurar-lhes as respostas para as necessidades que as mesmas atravessam. Só assim, damos corpo à essência do poder local no qual todos nos revemos.

João Heitor

O ser, não é um desejo...

  
A idade é um posto. Um posto de referência, de saber, de aprendizagem que se acumula ao longo da vida. Pelos lugares por onde passámos, pelas pessoas com quem aprendemos, pelas funções que desempenhámos, e, principalmente, pela contínua formação intelectual e social que, dia-a-dia, aperfeiçoamos.

E, também por isso, em funções de responsabilidade, em domínios de conhecimento, em áreas de amplitude e visão, são mulheres e homens maduros, já com os seus cabelos brancos oriundos dessa caminha individual, que preconizam a gestão e “dão cartas” nos relacionamentos humanos. Com esses homens e mulheres, de cabelos brancos, tenho aperfeiçoado nobreza da avaliação, da tolerância, da análise objectiva, das dialécticas individuais e sociais.

O comportamento humano é complexo. Basta olhar para cada um de nós, e identificar, na nossa história de vida, alguns comportamentos, que, nos dias de hoje, jamais repetiríamos.

Viver, também pressupõe, partilhar. Partilhar a vida com o próximo. Ajudar a que existam mais pessoas no mundo, e que a certa gente seja dada “a luz” da decência e dos limites que, socialmente, se impõe.

Não se pretende converter os inconvertíveis. Nem tão pouco subir à estratosfera de alguns falsos moralistas que ignoram os desígnios da fé, e se esquecem que esses intuitos se sobrepõem aos seus interesses individuais.

A sociedade tem vários desafios. O de diminuir a elevada hipocrisia que se espuma, diariamente, com contornos doutrinais. De dar conteúdo a certa gente que por aí vagueia. De dar utilidade aos meios e discutir temas substantivos. O de permitir que as pessoas só conheçam certa gente, capazes, estes últimos, de também chegarem ao grau de: pessoa…

Esta semana uma reflexão social e politicamente, mais alargada, partilhada. Para todos aqueles que se preocupam em construir e viver numa sociedade de princípios e valores. Para todos aqueles que preferem uma boa crítica a um silêncio mórbido. Para todos aqueles que desejam uma vivência saudável. Para todos aqueles que estão empenhados pelas causas públicas.

Não nos esqueçamos que todos, de todos os partidos e correntes de opinião serão sempre poucos para os desafios presentes e futuros. Pensem nisso.

João Heitor

Há Homens de valor entre certa gente...

Ao longo da vida crescemos pelo convívio com pessoas que se cruzam no nosso percurso de vida, e com quem aprendemos a consolidar os pilares da estrutura pessoal.

Na semana passada faleceu o Padre Abílio Franco. Pároco durante largas décadas na paróquia de Alcanena (terra da minha família materna). Homem íntegro, humano, defensor dos valores do catolicismo, mas, simultaneamente, destemido nas laços que estabeleceu entre a fé e os homens e mulheres de carne e osso.

Há 35 anos o pároco de Ourém recusou o meu baptismo, pelo simples facto dos meus pais, somente (?), serem casados pelo registo civil. O Padre Abílio Franco quando conheceu a situação logo se prontificou a proporcionar à minha família, e a mim, esse momento simbólico. O baptismo. Pelas suas mãos, pelas mãos de um servo de Deus, fui recebido na igreja, confirmando neste acto, o cumprimento da missão que Jesus Cristo deixou ao mundo.

São homens como o Padre Abílio Franco, humildes, disponíveis, simples, que credibilizam as instituições. Neste caso específico, ligando afectuosa e espiritualmente, o Homem aos valores do Humanismo, pelo que de mais puro o mesmo comporta, e se assume nos evangelhos, na Bíblia.

Curiosamente, ou não (lá está), os meus pais acabaram por se unir à luz da igreja católica, 10 anos depois de eu ser baptizado. Obviamente, que pelas mãos do Padre Abílio Franco, numa cerimónia onde as palavras sagradas confirmaram aquilo que a sociedade, há muito, já tinha assumido como um dado adquirido.

Esta reflexão pessoal, mas decerto comum a alguns leitores, transporta-nos para outras questões. Há Homens que se encontram ao serviço das organizações, das instituições, e que a elas se dedicam. Outros há, que, das organizações a que pertencem, pouco ou nada acrescentam. Na função pública, no sector privado, na igreja, nas funções liberais, há Homens que nem sempre honram as nobres funções profissionais, que lhes estão sujeitas.

Porém, na vida, e até que a nossa memória se apague, recordamos Homens como o Padre Abílio Franco. Homens à frente do tempo, de generosidade reconhecida, que com estima e saudade, deixam a sociedade mais pobre com o seu desaparecimento físico. Outros há, que, serão esquecidos, ou, lembrados pelas piores razões. Também, assim é o mundo, justo.

João Heitor

Verão de Inverno


 Numa época em que as más notícias enchem os noticiários, em que os “velhos do Restelo” vestem o casaco inquisitório e ceifam o crescimento económico, e certas personagens a desejar que no concelho de Ourém tudo corra mal, muitas e boas iniciativas têm sido assumidas pelo executivo do Município de Ourém.

Os recentes trabalhos de valorização da Vila de Ourém e a recuperação ambiental da pedreira do Sobral são disso, um pequeno exemplo.

Depois de se terem reabilitado as Calçadas junto à entrada da Vila de Ourém, de se terem efectuado obras de conservação e interpretação da Cripta na Sé Colegiada, de se ter agregado o Posto de Turismo com a Galeria Municipal, a renovação dos Painéis Turísticos foram mais um passo no processo de dinamização e valorização do nosso Centro Histórico. Este património está a ser cuidado, salvaguardado e potenciado para que todos aqueles que vêm a Ourém, e consumindo no nosso concelho, deixem riqueza, regressem e recomendem as nossas potencialidades.

Tendo estado ao abandono durante a última década, a pedreira do Sobral foi requalificada, dando agora lugar a um miradouro panorâmico, repleto de verde, onde se pode avistar a diversidade da nossa fauna e flora.

Nestes dois exemplos, constatamos que, com pequenas intervenções, projetamos e melhoramos a outra riqueza (além da humana) que possuímos: o potencial histórico, paisagístico, natural e cultural.

Uma terceira. Na cidade de Fátima, a requalificação urbana da Avenida D. José Alves Correia da Silva, é, a cada dia que passa, uma entusiasmante realidade, face ao avanço das obras. Após complexos atrasos, e o próprio comprometimento da empreitada com a insolvência da empresa que a estava a executar, a decisão do executivo municipal em relançar o projecto com um novo convite às empresas candidatas, garantiu, não só a sua continuidade e respectivo financiamento comunitário, como o desenvolvimento de um processo administrativo que incidiu sobre o supremo interesse público, aliás, já visado pelo Tribunal de Contas.

Outras iniciativas, obras e intervenções estão a decorrer pelo concelho, mesmo com as dificuldades financeiras municipais e os cortes do estado. Há mais vida para além da crise. E, também por isso, devemos lutar, diariamente, pelo que de bom se alcança para todos.

João Heitor

quarta-feira, 21 de março de 2012

Num outro dia de poesia...

Esquece a poesia Mulher de Deus.
Tu que és brilho e intensidade poética viva.
Correm-te nas veias todas as palavras do Mundo.
Seguram-te o sol e aquece-te a terra quente.

Não comemores este dia Mulher de Deus.
Tu que dás à luz nossos filhos.
Que acalentas o sorrir por cada beijo.
Que alimentas o futuro em teu leito materno.

Poesia, Mulher de Deus e do Mundo.
És nossa mãe em sentir.
És nossa companheira de viver.
És nossa inspiração a escrever.

Poesia num fervilhar de imensidão.
Mulher numa linha de união.
Que Deus soube criar.
Que com Fé o homem quer amar…

São estas e outras as poesias mil,
De encantos e tristezas. Ontem e hoje.
Porque o amanhã, a poesia não pode tocar.
Ela é o sentir presente que a cada dia vou agarrar...

João Heitor

sexta-feira, 16 de março de 2012

Por onde andas?


Pensava eu, em ti.

Agora que a noite caiu.

Incerto, pensei.

E de tanto questionar, deixei-me levar.

Pela memória do teu som nos meus sentidos,

Pela memória do teu olhar no meu caminho.

És liberta em cada voo.

És simples em cada traço.

És leve em cada toque de agitar.

És um doce lugar onde me posso imaginar.

Onde me posso perder.

Vou voltar a esperar,

Que perto de mim venhas poisar,

Que perto de mim, te deixes contemplar.

Não te percas.

O tempo demora a passar,

Mas nele eu posso encontrar,

O motivo para sorrir,

O motivo de deixar de ser,

Para outro mundo entrar,

A voar...

João Heitor

Para mim...


Caem as gotas de sal, rosto abaixo.

Naquela pedra, na rocha molhada.

Ao sabor do mar.

Ao toque da musa que nela se apoia.

Salpicos de vida em energia recordo.

Em cada memória de espírito.

Em cada vida de corredor em corredor.

Em cada fechar de porta.

Em cada percurso de olhos baixos.

Que me lembre…

Deles e de nenhuns, outros, diferentes.

Abro os olhos um dia mais.

Pensando na água de sal, de gotas salpicadas.

As que me arrefecem o rosto.

As que me trazem de volta.

Ao sonho real.

Ao desejo de esperança.

À esperança de cada grão.

Na areia da praia, que a ti pertence.

Eu vou-me lembrar.

Desse tempo...

João Heitor

quinta-feira, 15 de março de 2012

Há qualquer coisa de especial...


É o caminho do mundo,
Onde me encontro,
Onde me reparo,
Onde me escondo.
 
 
Nas noites quentes,
No silêncio da lua,
No pensar flutuante,
No respirar sussurrante.
 
 
Eu sei desse olhar,
Eu sei dessa andar,
Eu sei desse abraço,
Que o mar me quer dar.
 
 
 Perde-se o sono,
Que nunca chegou,
Que não me acalmou,
Que por ti teima em chamar.
 
 
Eu não quero lutar,
Não quero chorar,
Não quero vencer,
Só para te poder amar...


 
João Heitor

Na dúvida...


Há décadas que os políticos são apontados por alguns portugueses como os culpados de todos os problemas que surgem em termos económicos, sociais e estruturais.

Mesmo que os políticos advenham das múltiplas profissões e áreas da sociedade. Mesmo que muitos deles integrem as organizações partidárias com interesses alheios aos nobres princípios da democracia. Mesmo que muitos procurem na política um trampolim para a ascensão. Mesmo que a política e os partidos políticos possuam nas suas fileiras oportunistas, a parte, não pode (nem deve - a bem da democracia) ser tomada pelo todo! A honra dos restantes e o seu empenho na causa pública não devia ser arrastada para algumas "caldeiradas" cozinhadas por uns quantos desesperados e maus perdedores.

Porém, a nível nacional, alguns portugueses colocam um rótulo nos políticos do tipo: "malandros". Não se escreve, ou destaca, que, a maioria vem para o Estado ajudar a gerir a "coisa pública". Mas há quem tenha sempre o dedo apontado aos políticos. Os mesmos que se puderem fogem aos impostos, que condenam tudo, e todos, e que se esquivam de participar na construção da sociedade que de todos precisa.

Se assim é a nível nacional, numa outra dimensão, a nível local, a avaliação é similar. Apontam o dedo ao Município de Ourém e aos que lá trabalham com os mesmos denominadores comuns. Mas, se o com o cidadão comum devemos ser tolerantes, pelo desconhecimento deste em relação às competências municipais e face às dificuldades orçamentais, já com aqueles que em tempos recentes pertenceram à gestão autárquica, tal tolerância, não tem lugar.

Repudio os comportamentos conspiradores e mesquinhos daqueles que a todo o custo querem retomar o poder em Ourém. Dificultam decisões e põem pedras no caminho dos que só pretendem encontrar respostas para os problemas existentes. Inventam dúvidas, criam outras tantas, com um pequeno grupo (devidamente identificado) e umas quantas páginas anónimas do facebook e um blogue anónimo que, somente, visam denegrir a imagem de quem democraticamente foi eleito.

São estes comportamentos, estas atitudes, este minar constante com pseudo-factos que tem levado dezenas de social-democratas a manifestare a sua solidariedade com o actual executivo municipal. A política é essencial para a democracia. E, também por isso, a democracia tem de ser protegida de certa gente.

Passo a passo, se faz o caminho...


O executivo municipal apresentou um documento de enquadramento estratégico e um planeamento de investimentos para o saneamento no concelho de Ourém.

Existindo uma cobertura de somente 46% em todo o território concelhio, a apresentação deste documento reveste-se de extrema importância.

Seremos, com toda a certeza, e infelizmente, o concelho do país que tem o mais baixo índice de saneamento.

Em pleno século XXI, o Município de Ourém está a elaborar uma candidatura para procurar concluir os 54% de saneamento básico. Quem diria…

O aumento substancial da eficiência e a consequente melhoria da prestação do serviço de saneamento de águas residuais urbanas, assim como a melhoria substancial da qualidade de vida de todo o concelho de Ourém são os objetivos que levarão a um investimento total de mais de 48 milhões de euros, para uma extensão de mais de 500Km de condutas.

Não se entende porque é que nas últimas décadas os anteriores executivos não lançaram mais candidaturas aos quadros comunitários para completar a rede de saneamento básico.

Esta foi também uma das heranças que o atual executivo herdou. Herdou, mas traçou um plano que agora ganha forma. Herdou, mas planeou e avançou com uma estratégia que permitirá a curto e médio prazo dotar o nosso concelho das condições ambientais dignas de uma terra com qualidade de vida.

Mais do que fazer obra, o planeamento, a gestão e a sua efetivação são uma nova marca de funcionamento do município. Também por isso o rigor é fundamental.

João Heitor

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

De um ninho ou para um ninho de cucos? Em Ourém!?!



Não se entende que pensamentos e estratégias (existem e assentes em que dados?) correm nas mentes dos atuais governantes, que de Lisboa decidem sobre certas questões do concelho de Ourém, em formato de despacho.

Primeiro cortaram os recursos médicos, fecharam extensões de saúde nas freguesias e reduziram o horário de atendimento no Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Ourém. De seguida transferiram valências do Hospital de Tomar para Abrantes!

Depois quiseram (e querem!) acabar com algumas freguesias do concelho, com o argumento da rentabilização de recursos, que, na verdade, ninguém consegue vislumbrar!

Agora referem que os Agrupamentos de Escolas têm de acabar e formarem-se os Mega Agrupamentos! Querem voltar, somente por questões económicas, a ter os centros de decisão afastados das realidades locais, com os consequentes prejuízos daí decorrentes para os nossos alunos e respetivas comunidades!

Vão acabar com a entidade de Turismo Leiria/Fátima, que, sem custos relativos a cargos diretivos, dinamizava a nossa região e potenciava o turismo religioso!

Falam em transferir algumas valências do Tribunal de Ourém para Tomar, obrigando os oureenses a deslocarem-se para o concelho vizinho (quando Tomar é de menor dimensão a todos os níveis e em números estatísticos)!

Tudo isto sem consultarem os órgãos autárquicos, as entidades envolvidas, as comunidades intermunicipais, as populações… Não somos vistos nem achados para participar, livremente, nas decisões finais das medidas a implementar. Não. Não fazemos parte da solução. Somente para pagar impostos e cumprir deveres.  

Assim, com todos estes comportamentos, realidades, previsões de agrestes e incompreensíveis medidas, empurram-nos para o gueto do desprezo, da desvalorização do nosso capital humano, rotulando-nos com um simples número que, para eles, devemos representar.

Não é uma simples manifestação que estará em causa. Talvez devamos equacionar o fecho das portas dos serviços públicos e entregarem-se as chaves em Lisboa, já que eles é que sabem tudo e mais alguma coisa! Pergunta-se (a sério) até quando vamos continuar assim?

João Heitor

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Com tanta raiva que corre dentro das veias de certa gente, pensemos positivo...

Positivamente, deseja-se e alcançam-se vitórias com repercussões para os nossos concidadãos. Positivamente, e nesse espírito, aperfeiçoam-se as decisões políticas e a gestão municipal. Positivamente, é isso que os cidadãos esperam e desejam. Positivamente, é isso que enobrece a política e os atores políticos. Positivamente, é isso que quem esteve, está ou deseja subir ao patamar da gestão da “coisa pública”, deve ter em mente. E nada mais. Tudo o que não estiver balizado entre os pilares da formação e da atuação humana, estará, inevitavelmente, excluído da confiança dos indivíduos.

Positivamente, constatamos que no âmbito da modernização dos serviços públicos, o Município de Ourém tem reforçado o Sistema de Informação Geográfica (SIG). Este sistema operativo permite a partilha de informação geográfica, com ganhos de produtividade, rigor técnico, redução de custos e um substantivo aumento da qualidade do serviço prestado aos munícipes. Positivamente, o Município de Ourém tem sido destacado a nível nacional como pioneiro na implementação deste instrumento de gestão territorial, sendo apontado como exemplo a seguir.

Positivamente, sabemos que o Município de Ourém reivindicou, recentemente, a construção de uma ligação directa entre o IC9 e a A1, na zona de Fátima. Tendo em conta que numa primeira fase estava prevista uma ligação entre o IC9 e a A1, mas não tendo a mesma avançado por se encontrar localizada numa área de impacto ambiental. Assim, e porque esta via é de vital importância estratégica para a própria obra do IC9, enquanto estrutura rodoviária de ligação este/oeste da nossa região, impõe-se a sua conquista junto do governo. É o momento de todas as forças vivas do concelho mostrarem os seus pergaminhos e fazerem valer a sua influência, por Ourém, pela região e, face ao avultado investimento que o IC9 está a representar para os cofres do estado.

Positivamente, conseguimos contribuir para as obras concretizar, para as oportunidades criar, para a prosperidade e esperança se relançar neste momento em cada um, e todos, somos a importante peça a acrescentar pelo que de positivo fazemos e damos aos outros…

João Heitor

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As ciumentas pedras...


Correm dias e meses.
Nascem flores e derretem velas.
Deseja-se algo, para o qual não se luta.
Inertes ações. Sumptuosos pensamentos caem pela terra fria que o tempo impõe.
Estalos de dedos são silêncios que os desejos calam no ápice dos minutos que marcam.
Mais do que isto ou aquilo, o sentir vem de dentro.
Mais do que procurar as palavras certas, e certas palavras, no horizonte, elas sairão, sempre, de dentro de ti, de mim.
Só o querer é energia de hoje.
O vazio do ontem não molha a flor, não acende a vela, não acalenta o desejo.
Encontro estas palavras entre as linhas das estrelas que já me fizeram, e fazem a cada noite que com elas penso, e nas outras todas em que delas me esqueço...
João Heitor

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Trabalho conjunto!



O executivo municipal aprovou esta semana a criação de quatro Brigadas de Intervenção Territorial (BIT), da Brigada de Intervenção Urbana de Ourém (BIU Ourém) e o alargamento da área da atuação da Brigada de Intervenção Urbana de Fátima (BIU Fátima), às freguesias de Atouguia e Gondemaria.
Depois do reconhecido sucesso da BIU Fátima e existindo diversos equipamentos da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia, constituíram-se as BIT, que permitirão uma rentabilização de todos os meios municipais (Câmara e Juntas) ao serviço das populações.

Este projecto só foi possível porque as Juntas de Freguesia aprovaram este plano de ação conjunto, em que os executivos desempenharão um papel fundamental, não só através da cedência de equipamentos e recursos humanos, como também no acompanhamento das obras a realizar.
Assim, cada uma das Brigadas efetuará a limpeza de valetas, bermas, aquedutos, linhas de água, reposição de bermas, tapamento de pavimentos com massas a frio, reposição e colocação de calçada, colocação de manilhas, trabalhos de construção civil, colocação e reposição de sinalização diversa, colocação e manutenção de abrigos, tal como outras pequenas intervenções que possam ser executadas com os meios ao seu dispor.

As Brigadas Norte (freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais), Centro (freguesias de Caxarias, Rio de Couros e Casal dos Bernardos), Oeste (Olival, Urqueira, Espite, Matas e Cercal) e Sul (N. Sr.ª da Piedade - zona rural, N. Sr.ª das Misericórdias, Alburitel e Seiça) desenvolverão o seu trabalho nas suas áreas geográficas com uma média de 10 pessoas (por brigada), com diversos equipamentos (tratores, retroescavadoras, mini-giratórias, carrinhas, camiões, …) e materiais necessários para a execução dos trabalhos.
A BIU Fátima alargará a sua área de atuação às freguesias de Atouguia e Gondemaria contando, igualmente, com os equipamentos destas Juntas de Freguesia. Já a criação da BIU Ourém terá como principal função a resolução imediata de pequenas situações na sede do concelho.

Para este projecto, juntando o que estava disperso, e colocando o que é de todos ao serviço de todos, o concelho de Ourém e os seus eleitos provam que o trabalho em conjunto será sempre a chave do sucesso do que cada um obtém, pelo que no todo representamos.
João Heitor

Liquidação Total

Portugal está como as lojas: em liquidação total. Senão vejamos. O primeiro-ministro sugere que os professores sem trabalho em Portugal devem procurá-lo fora do país. A magistrada Maria José Morgado disse que já há funcionários judiciais e polícias a passar fome. Os bancos portugueses restringem o acesso ao crédito às empresas. O governo encerra tribunais e postos médicos. As estações dos CTT continuam a fechar nas vilas e aldeias do país. Os edifícios do estado andam a ser vendidos. O governo corta no subsídio de natal dos funcionários, mas no Banco de Portugal e em outras instituições de maioria pública pagaram o mesmo na totalidade. Sobem os preços dos transportes públicos e cortaram carreiras que servem milhares de pessoas em todo o país. O governo prepara-se para encerrar centros de saúde e hospitais. Subiram as taxas moderadoras e acabaram com a isenção das mesmas aos dadores de sangue. O Ministério da Educação acaba com a disciplina de Educação Visual e Tecnológica. A Direção Geral do Ambiente aplica uma multa a um homem por este tapar buracos na estrada. A irmã da Ministra da Justiça vai trabalhar para o Ministério do Ambiente, e, para acabar, por hoje, soube-se que o Sporting está em falência técnica.

Entre as mais sérias, as mais caricatas, as impensáveis, as realistas e as perspetivistas, estas são notícias e realidades de Portugal. Se o país fosse uma loja, perguntar-se-ia: Para que ramo é que vai mudar? Ou, neste caso: Para onde nos querem levar? Em primeira instância, e análise, mais de metade das medidas assumidas pelo governo, se tivessem sido debatidas com os responsáveis diretos de cada sector, teriam tido desfechos diferentes com decisões finais concertadas e assertivas.

Estou ciente que tanto este, como qualquer outro governo que não ouve as pessoas dos sectores onde vai proceder a alterações, acaba por cometer profundos erros, com graves consequências económicas e sociais.

Não há nenhum governo, nenhuma autarquia, nenhuma gestão (até a de casa de cada um de nós) que ao longo das suas existências e mandatos não se engane. Porém, há uma distinção entre aqueles que erram e procuram soluções, dos que nem sequer admitem que erraram.

Jamais os números poderão comandar, condicionar ou infligir medidas de austeridade – a palavra da moda – junto das regiões, concelhos e pessoas que no seu dia a dia têm uma vida para viver.

A vida é mais do que uma mera equação quantitativa que se encarcere no registo da idade ou na quantificação de cada um de nós, para o todo da sociedade. A vida, e a sua preservação, passa pelo zelo, pelo valor de cada português, de cada serviço, de cada instituição, de cada necessidade a que temos de procurar responder, solucionar.

O governo vai no caminho oposto. Aos da terra e da região que falam com os atuais governantes do PSD e do CDS, pede-se que os façam pensar nisto…

João Heitor

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O pobre lamento!

O Presidente da República disse na passada semana que desconhecia o valor com que ficará na sua reforma após os descontos, saindo-se com a brilhante frase: “Tudo somado, quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas, porque também não recebo vencimento como Presidente da República”!

O actual Presidente (até quando?) disse que tinha descontado para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) como professor, como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian, ao qual se somam os descontos efectuados para o Bando de Portugal (BP).

Assim, V. Ex.ª recebe, somente no presente mês, 1.300€ da CGA, mais 4.000€ do BP, mais 2.600€ de despesas de representação enquanto Chefe de Estado, num mísero total de 7.900€. 7.900€ por mês sem ter em conta todas as despesas relativas a gasóleo, portagens, viagens, refeições e os restantes encargos que são suportados pelo orçamento da Presidência da República, face às suas funções.

Recordemos que como a lei do Orçamento do Estado para 2011 proibiu a acumulação da pensão com o vencimento no exercício de cargos na Administração do Estado, o Presidente da República optou por receber as pensões do BP e da CGA, visto que a soma das pensões era superior ao salário de Chefe de Estado, que ronda os 6.500€.

Estas declarações são um insulto para os portugueses. O que pensarão os mais de 300 mil cidadãos portugueses que têm uma reforma com um valor inferior a 300 euros?

Entretanto já circula uma petição a pedir a demissão de Cavaco Silva, com mais de 5 mil assinaturas, por cidadãos indignados que não se revêem no Presidente, e que entendem que este não reúne condições para representar os portugueses.

Estupefactos e incrédulos estamos todos nós, efectivamente, pelas declarações do Presidente que promulgou o Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros!

O deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim, sobre esta questão disse: "O Presidente da República quando está calado, está bem.”.

Pergunta-se então: Para que queremos um Presidente da República que só serve para estar calado ou para dizer frases do tipo: "Ontem eu reparava no sorriso das vacas. Estavam satisfeitíssimas olhando para o pasto que começava a ficar verdejante."?

João Heitor