quarta-feira, 30 de maio de 2012

A biblioteca do nosso ser...

Começou um dia (todas as estórias têm um dia em que algo ocorre) por ser um espaço amplo, deserto de estruturas, seres ou denominados aglomerados de papel a que, posteriormente, se conheceu por ter o nome de: livros.

Nasceu livre aquele local. Livre e deserto de saberes. Nem uma folha impressa, escrita por ali subia ou descia ao sabor do vento, com ou sem a leve brisa do tempo.

Os primeiros anos foram passando à medida que se aperfeiçoaram os sentidos, e as aprendizagens surgiam, na mesma dimensão, aliando as imagens e os sons à memória que se começou a disciplinar.

Aos três anos já se identificavam letras e se soltavam palavras. Aos cinco, o nome se escrevia: biblioteca entre algumas incertezas que se dissiparam à medida que já se tocavam os livros, os cadernos.

O espaço que outrora estava amplo começava a ter umas quantas estantes, respigando meia dúzia de elementos físicos, próprios e específicos de uma verdadeira biblioteca.

Os anos foram reunindo experiências, saberes, áreas e métodos, e, na mesma proporção o espaço era cheio de livros infantis, juvenis e literários.

Nestes anos, a luz dos candeeiros, os recreios e espaços públicos, a sombra das árvores foram cúmplices desse saber, dessa biblioteca que crescia acumulando as folhas impressas em livros cozidos e colados.

A biblioteca era agora um campo aberto onde o horizonte não tinha limite, as personagens não tinham estória fixa para constar ou para incorporar, e as portas abertas eram sinónimo de presença humana, convívio, partilha de saberes, experiências, vivências e conhecimento.

Essa, essa essência da biblioteca que vive dentro de cada um de nós, que cresce à medida que avançamos no percurso de vida, reflecte o saber, os mil e tantos mundos, as únicas e singulares histórias de tantas personagens imaginadas, imaginárias, imaculadas no nosso pensamento, por em nossa memória permanecerem.

Foram-nos dadas, foram criadas e são a cada dia que passa, um novo mundo, um outro mundo onde bebemos, onde crescemos, que abrimos a nós e aos outros.

A biblioteca do nosso viver tem todas essas estantes. Com livros. E cada uma delas, dessa biblioteca, situam-se em diferentes espaços, catalogada ou indiferenciada, com mesas e cadeiras, com computadores ou sem eles, com livros com e sem pó, e, mesmo que desses dez, vinte, quarenta ou cem títulos possam ser coincidentes, todas elas (bibliotecas) são únicas.

A biblioteca de cada um de nós tem vida pelo raciocínio, pela partilha, pela exploração de cada canto, de cada instrumento, de cada nova tecnologia complementar à história impressa, ao livro prensado e colado.

Esta estória mais não é do que uma metáfora sobre o crescimento humano, alimentado pelo saber dos livros, e que em cada um de nós existe no virtual do nosso cérebro e no físico de cada biblioteca que possuímos. Nas nossas, e em todas as outras que foram nossas, por lá termos passado, vivido e aprendido.

João Heitor

O valor que não tem preço...

No corre-corre do dia-a-dia nem sempre olhamos o espelho interior de cada um de nós, pela busca e visualização do nosso ser.

O umbigo de cada um é, efectivamente, um dos pontos do nosso corpo. Porém, no universo conhecível, mais não somos do que um minúsculo elemento, entre milhões no longínquo horizonte que os nossos olhos alcançam.

Neste caminho, entre o nascer e o morrer, as pegadas que deixamos na areia da vida, compostas por milhares de grãos de areia, assumem-se, neste percurso, como o legado, a lembrança, a marca, a postura, a ideia pela qual somos referenciados. E, um dia mais tarde, recordados, nas multifacetadas relações humanas que estabelecemos.

O reflexo do nosso agir é também o contributo com que prendamos os que nos rodeiam. Também por isso, a vida e a postura de Jesus Cristo tem tido biliões de fiéis devotos nos últimos dois mil anos. O Cristianismo, na sua essência, e génese, sem a interferência dos homens e mulheres da igreja, é um manual de vida. Assume-se como um desiderato ao aperfeiçoamento do Homem, ao limar das suas arestas num trabalho contínuo e eternamente inacabado, até à extinção da espécie humana.

No passado fim-de-semana, em Fátima, a fé, a crença, a tolerância, a solidariedade, a devoção e a força de milhares de pessoas juntou-se em momentos de reflexão e de introspecção. Independentemente das crenças religiosas de cada um, do agnosticismo de tantos outros, a essência humana alimenta-se do afecto, da cumplicidade, da partilha de projectos, da participação e da inclusão de todos os que compõem a sociedade.

Assim, a construção de cada um de nós assume-se como uma obra inacabada, que, com liberdade, bons costumes e numa cadeia de união se consubstancia em elos de ligação, em acções de apoio, em relações de solidariedade e partilha, assentes, também, no nobre valor, do valor da vida.

João Heitor

O bem comum...

À medida que os anos passam, e que olhamos para a história recente por nós vivida, identificamos personagens públicas, homens e mulheres, de quem bebemos em inspiração e referência. Para mim, Mário Soares, do alto dos seus quase 90 anos, continua a marcar a vida política com uma visão futurista. O ex-presidente da República defendeu, recentemente, que Portugal e Espanha devem estreitar relações cada vez mais frequentes e fraternas, instigando os partidos a uma refundação de acordo com os novos desígnios mundiais.

A época de crise global em que vivemos exige, a todos os actores da vida política, um aprofundamento de compromissos, a pactos, que se assumam como de extrema importância para o bem comum.

Com as imposições dos mercados e da economia especulativa, o sucesso para vencer as dificuldades e a austeridade passam pelo combate ao desemprego e pelo relançamento das unidades produtivas de características potenciadoras de cada região.

Os partidos políticos têm o desafio de, em conjunto com a sociedade, repensar e reflectir o seu papel, a sua função, partilhada com todos aqueles que têm responsabilidades sociais. E aí, cada cidadão, não se pode demitir do seu dever.

Estar na oposição, criticar, contestar, sempre foi, é e será mais fácil do que encontrar soluções para as dificuldades diárias. Porém, o concelho e as pessoas que o compõem, não vivem de palavras ou de contestações. Vivem de resultados positivos, de fins, de benefícios comuns que só se alcançam por quem constrói a adquire as respostas.

A tentação da maledicência, a instigação à desobediência institucional e profissional, os expedientes baixos e a calúnia estão na ajustada proporção, para aqueles que optam por seguir este caminho.

Lamenta-se que estas pessoas não gastem as suas energias na defesa, junto do governo, de médicos para as extensões de saúde e da necessidade de alargamento do horário do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Ourém, por exemplo.

Lamenta-se, ainda, que só quando se mexem com interesses individuais ou de um determinado grupo de pessoas, se promovam manifestações e se agitem as almas das pessoas, em nome de um supremo interesse local ou regional.

A consciência, e o bom senso, obrigam, pelo menos, à seriedade de acção, à consequente defesa das populações em todos os processos, da mesma forma e medida, com a mesma força e empenho. Só assim, essa consciência estará, e será limpa.

João Heitor

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O que somos e temos…


Há dias em que nos queixamos da vida, dos recursos que julgamos insuficientes, da chuva e do sol, do buraco na estrada de alcatrão, dos centros comerciais cheios que não nos permitem circular à vontade. Porém, esquecemo-nos dos povos que vivem em países com grandes dificuldades.

Em representação institucional desloquei-me ao Município de São Filipe, em Cabo Verde onde constatei uma realidade de via que corta a luxúria, a gula ou a avareza de qualquer europeu, face às dificuldades do povo cabo-verdiano.

Muito se tem feito e desenvolvido em São Filipe nas últimas duas décadas. Ao nível de saneamento, do porto, do aeroporto e iluminação pública, por exemplo. Porém, somente circulei numa estrada alcatroada, as centrais elétricas funcionam com geradores e a maioria das habitações estão por terminar.

Porém, este povo recebe e vive com alegria, educação, empenhados com afinco nos seus trabalhos, mesmo com todas as condicionantes dos habitantes de uma ilha, sem diamantes, petróleo ou gás natural.

Natural, só mesmo a sua essência, a sua paisagem, o vinco do seu rosto, do seu olhar, que mesmo com as dificuldades conhecidas, nos brindam com a sua felicidade.

Desta lição de vida retiro a conclusão de que os queixumes de uns, nada mais são do que luxos de uma sociedade consumista, quando comparados pelas debilidades de muitos outros.

Cabo Verde já possui muitos recursos humanos habilitados e emigrantes de sucesso pelo mundo fora, mas impõe-se o aumento de projetos partilhados com a Europa.

Na passagem do 13º aniversário sobre a assinatura do protocolo de Geminação entre os Municípios de Ourém e São Filipe consolida-se o ato assumido em boa hora, assim como todas as parcerias ocorridas nestes anos.

No acompanhamento das cerimónias oficiais, e na companhia do Presidente do Município de São Filipe, Eng. Eugénio Veiga, conheci um “homem-exemplo” face à sua postura solidária e espontânea junto dos seus. Vi a entreajuda e uma preocupação humana que ultrapassa as obrigações institucionais de um Presidente de Câmara. Um homem que tem sabido canalizar os escassos recursos financeiros para áreas prioritárias, e que o povo reconhece com uma calorosa simplicidade, patente nos cumprimentos, nos abraços e sorrisos partilhados na alegria, pelo simples fato de estarem vivos.

Reforcemos as parcerias pela dignidade humana e partilha social do mundo civilizado a que pertencemos. Pensemos no mundo pelo seu todo e deixemos o nosso umbigo como o centro do mundo. Difícil? Sim. Mas, está nas mãos de todos nós ajudar e sermos ajudados em cada dia onde o sol nasce pelo mundo fora…

João Heitor

O PS que aposta(ou) em Ourém

O IC9 está concluído. Uma obra que abrirá novas janelas de oportunidades para o concelho de Ourém, para os nossos concidadãos e para a região. Durante décadas falou-se neste projecto. Muitos governos do PSD o prometeram a troco da fiel massa de votos, e crença, que a maioria dos eleitores social-democratas lhe depositaram, acto eleitoral, atrás de acto eleitoral. Porém, foi o governo do Partido Socialista a tirá-lo da gaveta e a concretizá-lo, na obra que está à vista de todos.

Simultaneamente, a obra de requalificação da Avenida D. José Correia Alves da Silva, em Fátima, avança a passos largos para a sua conclusão. Uma empreitada apadrinhada, também, por um governo do Partido Socialista, com fundos comunitários e participação Municipal. Investir nesta nova alameda, é apostar na dinamização do turismo religioso e alavancar a economia concelhia que se cria em torno da fé, das aparições e da magia da religião que Fátima representa em todo o mundo.

Muitas outras obras, preconizadas por governos do Partido Socialista se identificam no nosso concelho, para azedume de alguns, mas para bem de todos: o Quartel da GNR, a requalificação do Centro de Saúde de Fátima, a futura esquadra da PSP, as obras de requalificação do Tribunal…

Sabemos, sentimos, acreditamos que muito há para fazer, para reforçar e para conquistar para Ourém. Independentemente de nos actos eleitorais para o governo, a caneta e mão da maioria dos eleitores votantes do concelho penderem para o habitual símbolo da seta, têm sido os governos do Partido Socialista a fazerem obra, a reconhecerem as nossas dificuldades e a apostarem nas nossas potencialidades. Dá que pensar…

Do actual governo do PSD conhecemos, na dureza da pele, cegas decisões nas áreas da saúde, da justiça e das freguesias. Essas decisões são cegas quando existe um país constituído por diferentes características, debilidades e condicionalismos. Impõe-se, a bem de todos, que as equações matemáticas de subtracção, que o governo PSD está a aplicar ao país, sejam acompanhadas de outras tantas de soma, para investimento, suporte, consolidação e garantia de futuro.

As obras (dos governos PS) estão à vista no nosso concelho. Bons olhos as vejam. Cá continuamos a lutar com outras tantas (obras) preconizadas pelo Município de Ourém, leais aos valores de Abril e aos compromissos assumidos aquando das últimas eleições autárquicas, assentes nos pilares da sinceridade, da honestidade, do respeito institucional e do esforço colectivo, que nunca estiveram tão actuais, como nos dias que correm.

João Heitor

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Entre a Gestão e as Contas

O executivo municipal apresentou o Relatório de Gestão referente a 2011. Num ano marcado por cortes orçamentais, pela recessão económica, pela diminuição de receitas, com avultados investimentos em Centros Escolares, e outras obras no concelho, os números apresentados permitem-nos uma avaliação positiva.

Sabemos que as contas que o executivo municipal anda a liquidar se devem a anteriores compromissos. Tal como o próximo executivo municipal pagará investimentos que agora se estão a assumir. Sejamos claros, e sérios: são as normais dialécticas municipais, governativas e de gestão, acrescidas de um tempo de “vacas magras”.

Referir a herança financeiro-económica do Município de Ourém serve, somente, para que entendamos algumas dificuldades, como o cumprimento atempado de pagamentos a fornecedores, a incapacidade de executar algumas obras ou a inexistência de verbas para mais apoios. E tal sucede, por exemplo, em dois meses do ano em que a transferência do Estado para o Município de Ourém é inferior à mensalidade que se tem de pagar, pelo acesso a um apoio extraordinário ocorrido em 2009 (PREDE), para recuperação da dívida a fornecedores...

Porém, no Relatório de Gestão de 2011 conseguimos identificar uma redução das transferências para as Empresas Municipais (EM), em meio milhão de euros. O que prova que a fusão destas EM, efectuada pelo actual executivo, além ter sido prévia às imposições da troika, já produziu uma significativa redução de custos.

Com aumento das despesas na área da educação, com a diminuição das transferências do Estado para o Município de Ourém em menos de meio milhão de euros, com o aumento dos transportes escolares em mais de 300 mil euros, com o aumento dos custos da iluminação pública, com a redução de financiamento, o executivo municipal ainda conseguiu lançar 3 novos centros escolares, avançar com a requalificação da Avenida D. José Correia Alves da Silva, diminuir em 2,3% as despesas de funcionamento…

Se são “tudo rosas”? Não, não são. Há muitas dificuldades financeiras, há rubricas em que se impõe a implementação de modernos modelos de gestão com parcerias privadas. Porém, em 31 de dezembro de 2011 o Município de Ourém não se encontrava em excesso de endividamento líquido, possuindo um valor superior a 8,8 milhões de euros. Há quem desejasse que as contas estivessem más. Felizmente, há técnicos, funcionários municipais e um executivo que tem pautado a sua acção com responsabilidade, rigor e determinação. A eles se devem os bons resultados obtidos!

João Heitor

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Numa noite...num dia... Sempre?

Numa pequena carícia secaram as lágrimas do céu.

Espreito, essa luz, pelas escarpas das nuvens.

Essa luz que me beija em surpresa.

Será esse, o beijo, verde de inveja que falam?

Procuro esse mágico lugar onde pousa a história de nós dois.

Em meu coração te encontro, e lá te seguro.

Como os ossos seguram a carne de nossos mortais corpos.

Como a ponta da língua saboreia a gota de suor depositada em cada ruga.

Como o elmo da alma me aquece o sorriso solitário.

Hoje, à noite, amanhã, de dia, vou continuar a escrever,

Que o sol não deixo de querer e sentir o calor escuro da lua.

Em ti e em mim, pura, ou mal amada, é sensação única e desejada...

João Heitor

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Actividade Produtiva Concelhia


 A recente iniciativa da Feira dos Produtos da Terra é o culminar de uma sequência de apostas do Município de Ourém com a criação do pelouro do Desenvolvimento Rural e Florestas, e com a abertura do Serviço de Apoio aos Agricultores e Produtores Florestais do nosso concelho.

O Centro de Negócios encheu-se das nossas gentes, das gentes da nossa terra, que expuseram, com orgulho, e brio, os produtos que produzem. Numa altura de crise económica, em que o Homem procura na terra uma fonte alimentícia e de exploração económica que o auxilie, estes momentos de afirmação da fertilidade do nosso concelho, assumem-se, igualmente, como janelas de oportunidade.

Além da agricultura, a floresta, a indústria artesanal da extracção, a riqueza natural e gastronómica apresentam-se como eixos económicos que geram emprego e criam rendimentos, que, articulada e simultaneamente contribuem para o sector do turismo.

Assim, o Gabinete de Apoio aos Agricultores, aos Proprietários Florestais, aos Apicultores e à Actividade Produtiva do Mundo Rural que funciona na Empresa Municipal OurémViva, no Centro de Negócios de Ourém, presta apoio a todos os profissionais deste âmbito, com oferta de serviços nas áreas de licenciamentos, candidaturas, ajudas comunitárias, processos administrativos, formações, aconselhamento e assistência técnica, apoio à comercialização, entre outros.

Também a gastronomia tradicional e os produtos produzidos na área geográfica do Município de Ourém encontram aqui apoio na identificação, preservação e promoção dos nossos produtos, visando o reforço da excelência, da qualidade e valor.

Numa altura em que o negativismo se apoderou da sociedade, não podia deixar de destacar este exemplo, pelo que o mesmo representa de positivo, inovador e extremamente útil para os nossos concidadãos. Cumpre-se, também, através deste exemplo, o papel que o Município e a Empresa Municipal desenvolvem para o progresso económico e social do nosso concelho. Positivamente, juntos, conseguiremos mais e melhor.

João Heitor

18 são as nossas!


Numa altura em que as reformas políticas nacionais nos conduzem para a redução de postos médicos nas freguesias, para a própria agregação de freguesias, para a fusão de Agrupamentos de Escolas, entre outras, as populações manifestam uma perda contínua em diversas áreas que lhe são próximas, e que muito contribuem e condicionam, na sua dialéctica, identidade e qualidade de vida.

Após o encerramento das extensões da Segurança Social, das extensões de saúde, da transferência de valências entre hospitais, da transferência de valências entre tribunais, o governo insiste em implementar uma lei que vai conduzir ao desaparecimento de freguesias.

Nenhum governo pode ser insensível à importância das freguesias, e, na própria relação custo/efeito, o que estas representam para o real serviço público. As nossas comunidades, as nossas freguesias, são, efectivamente, a riqueza humana do concelho de Ourém.

Assim, a ordem jurídica, emanada em forma de decreto, não se pode sobrepor à natureza histórica, à essência moral, à ordem social, à riqueza característica e ao valor dos homens e mulheres que compõem as freguesias.

Os autarcas de freguesia não têm estátuas suas nos jardins, mas representam a livre e espontânea dedicação ao seu semelhante, ao seu conterrâneo e à terra que os elegeu.

A actual proposta do governo prevê a extinção de 7 (sete) freguesias em Ourém. Acredito que os propósitos governamentais se centram, somente, na vontade de reduzir despesas, numa linha de contenção financeira.

Escrevo, uma vez mais, que o actual território do concelho de Ourém, composto pelas suas 18 (dezoito) freguesias, só assim faz sentido. É o único que, amplamente, serve e representa a democracia.

Acredito que o bom senso vai imperar e que todas as forças políticas, institucionais e sociais conseguirão tranquilizar as populações, garantindo a continuidade das 18 (dezoito) freguesias. E, simultaneamente, assegurar-lhes as respostas para as necessidades que as mesmas atravessam. Só assim, damos corpo à essência do poder local no qual todos nos revemos.

João Heitor

O ser, não é um desejo...

  
A idade é um posto. Um posto de referência, de saber, de aprendizagem que se acumula ao longo da vida. Pelos lugares por onde passámos, pelas pessoas com quem aprendemos, pelas funções que desempenhámos, e, principalmente, pela contínua formação intelectual e social que, dia-a-dia, aperfeiçoamos.

E, também por isso, em funções de responsabilidade, em domínios de conhecimento, em áreas de amplitude e visão, são mulheres e homens maduros, já com os seus cabelos brancos oriundos dessa caminha individual, que preconizam a gestão e “dão cartas” nos relacionamentos humanos. Com esses homens e mulheres, de cabelos brancos, tenho aperfeiçoado nobreza da avaliação, da tolerância, da análise objectiva, das dialécticas individuais e sociais.

O comportamento humano é complexo. Basta olhar para cada um de nós, e identificar, na nossa história de vida, alguns comportamentos, que, nos dias de hoje, jamais repetiríamos.

Viver, também pressupõe, partilhar. Partilhar a vida com o próximo. Ajudar a que existam mais pessoas no mundo, e que a certa gente seja dada “a luz” da decência e dos limites que, socialmente, se impõe.

Não se pretende converter os inconvertíveis. Nem tão pouco subir à estratosfera de alguns falsos moralistas que ignoram os desígnios da fé, e se esquecem que esses intuitos se sobrepõem aos seus interesses individuais.

A sociedade tem vários desafios. O de diminuir a elevada hipocrisia que se espuma, diariamente, com contornos doutrinais. De dar conteúdo a certa gente que por aí vagueia. De dar utilidade aos meios e discutir temas substantivos. O de permitir que as pessoas só conheçam certa gente, capazes, estes últimos, de também chegarem ao grau de: pessoa…

Esta semana uma reflexão social e politicamente, mais alargada, partilhada. Para todos aqueles que se preocupam em construir e viver numa sociedade de princípios e valores. Para todos aqueles que preferem uma boa crítica a um silêncio mórbido. Para todos aqueles que desejam uma vivência saudável. Para todos aqueles que estão empenhados pelas causas públicas.

Não nos esqueçamos que todos, de todos os partidos e correntes de opinião serão sempre poucos para os desafios presentes e futuros. Pensem nisso.

João Heitor

Há Homens de valor entre certa gente...

Ao longo da vida crescemos pelo convívio com pessoas que se cruzam no nosso percurso de vida, e com quem aprendemos a consolidar os pilares da estrutura pessoal.

Na semana passada faleceu o Padre Abílio Franco. Pároco durante largas décadas na paróquia de Alcanena (terra da minha família materna). Homem íntegro, humano, defensor dos valores do catolicismo, mas, simultaneamente, destemido nas laços que estabeleceu entre a fé e os homens e mulheres de carne e osso.

Há 35 anos o pároco de Ourém recusou o meu baptismo, pelo simples facto dos meus pais, somente (?), serem casados pelo registo civil. O Padre Abílio Franco quando conheceu a situação logo se prontificou a proporcionar à minha família, e a mim, esse momento simbólico. O baptismo. Pelas suas mãos, pelas mãos de um servo de Deus, fui recebido na igreja, confirmando neste acto, o cumprimento da missão que Jesus Cristo deixou ao mundo.

São homens como o Padre Abílio Franco, humildes, disponíveis, simples, que credibilizam as instituições. Neste caso específico, ligando afectuosa e espiritualmente, o Homem aos valores do Humanismo, pelo que de mais puro o mesmo comporta, e se assume nos evangelhos, na Bíblia.

Curiosamente, ou não (lá está), os meus pais acabaram por se unir à luz da igreja católica, 10 anos depois de eu ser baptizado. Obviamente, que pelas mãos do Padre Abílio Franco, numa cerimónia onde as palavras sagradas confirmaram aquilo que a sociedade, há muito, já tinha assumido como um dado adquirido.

Esta reflexão pessoal, mas decerto comum a alguns leitores, transporta-nos para outras questões. Há Homens que se encontram ao serviço das organizações, das instituições, e que a elas se dedicam. Outros há, que, das organizações a que pertencem, pouco ou nada acrescentam. Na função pública, no sector privado, na igreja, nas funções liberais, há Homens que nem sempre honram as nobres funções profissionais, que lhes estão sujeitas.

Porém, na vida, e até que a nossa memória se apague, recordamos Homens como o Padre Abílio Franco. Homens à frente do tempo, de generosidade reconhecida, que com estima e saudade, deixam a sociedade mais pobre com o seu desaparecimento físico. Outros há, que, serão esquecidos, ou, lembrados pelas piores razões. Também, assim é o mundo, justo.

João Heitor

Verão de Inverno


 Numa época em que as más notícias enchem os noticiários, em que os “velhos do Restelo” vestem o casaco inquisitório e ceifam o crescimento económico, e certas personagens a desejar que no concelho de Ourém tudo corra mal, muitas e boas iniciativas têm sido assumidas pelo executivo do Município de Ourém.

Os recentes trabalhos de valorização da Vila de Ourém e a recuperação ambiental da pedreira do Sobral são disso, um pequeno exemplo.

Depois de se terem reabilitado as Calçadas junto à entrada da Vila de Ourém, de se terem efectuado obras de conservação e interpretação da Cripta na Sé Colegiada, de se ter agregado o Posto de Turismo com a Galeria Municipal, a renovação dos Painéis Turísticos foram mais um passo no processo de dinamização e valorização do nosso Centro Histórico. Este património está a ser cuidado, salvaguardado e potenciado para que todos aqueles que vêm a Ourém, e consumindo no nosso concelho, deixem riqueza, regressem e recomendem as nossas potencialidades.

Tendo estado ao abandono durante a última década, a pedreira do Sobral foi requalificada, dando agora lugar a um miradouro panorâmico, repleto de verde, onde se pode avistar a diversidade da nossa fauna e flora.

Nestes dois exemplos, constatamos que, com pequenas intervenções, projetamos e melhoramos a outra riqueza (além da humana) que possuímos: o potencial histórico, paisagístico, natural e cultural.

Uma terceira. Na cidade de Fátima, a requalificação urbana da Avenida D. José Alves Correia da Silva, é, a cada dia que passa, uma entusiasmante realidade, face ao avanço das obras. Após complexos atrasos, e o próprio comprometimento da empreitada com a insolvência da empresa que a estava a executar, a decisão do executivo municipal em relançar o projecto com um novo convite às empresas candidatas, garantiu, não só a sua continuidade e respectivo financiamento comunitário, como o desenvolvimento de um processo administrativo que incidiu sobre o supremo interesse público, aliás, já visado pelo Tribunal de Contas.

Outras iniciativas, obras e intervenções estão a decorrer pelo concelho, mesmo com as dificuldades financeiras municipais e os cortes do estado. Há mais vida para além da crise. E, também por isso, devemos lutar, diariamente, pelo que de bom se alcança para todos.

João Heitor

quarta-feira, 21 de março de 2012

Num outro dia de poesia...

Esquece a poesia Mulher de Deus.
Tu que és brilho e intensidade poética viva.
Correm-te nas veias todas as palavras do Mundo.
Seguram-te o sol e aquece-te a terra quente.

Não comemores este dia Mulher de Deus.
Tu que dás à luz nossos filhos.
Que acalentas o sorrir por cada beijo.
Que alimentas o futuro em teu leito materno.

Poesia, Mulher de Deus e do Mundo.
És nossa mãe em sentir.
És nossa companheira de viver.
És nossa inspiração a escrever.

Poesia num fervilhar de imensidão.
Mulher numa linha de união.
Que Deus soube criar.
Que com Fé o homem quer amar…

São estas e outras as poesias mil,
De encantos e tristezas. Ontem e hoje.
Porque o amanhã, a poesia não pode tocar.
Ela é o sentir presente que a cada dia vou agarrar...

João Heitor

sexta-feira, 16 de março de 2012

Por onde andas?


Pensava eu, em ti.

Agora que a noite caiu.

Incerto, pensei.

E de tanto questionar, deixei-me levar.

Pela memória do teu som nos meus sentidos,

Pela memória do teu olhar no meu caminho.

És liberta em cada voo.

És simples em cada traço.

És leve em cada toque de agitar.

És um doce lugar onde me posso imaginar.

Onde me posso perder.

Vou voltar a esperar,

Que perto de mim venhas poisar,

Que perto de mim, te deixes contemplar.

Não te percas.

O tempo demora a passar,

Mas nele eu posso encontrar,

O motivo para sorrir,

O motivo de deixar de ser,

Para outro mundo entrar,

A voar...

João Heitor

Para mim...


Caem as gotas de sal, rosto abaixo.

Naquela pedra, na rocha molhada.

Ao sabor do mar.

Ao toque da musa que nela se apoia.

Salpicos de vida em energia recordo.

Em cada memória de espírito.

Em cada vida de corredor em corredor.

Em cada fechar de porta.

Em cada percurso de olhos baixos.

Que me lembre…

Deles e de nenhuns, outros, diferentes.

Abro os olhos um dia mais.

Pensando na água de sal, de gotas salpicadas.

As que me arrefecem o rosto.

As que me trazem de volta.

Ao sonho real.

Ao desejo de esperança.

À esperança de cada grão.

Na areia da praia, que a ti pertence.

Eu vou-me lembrar.

Desse tempo...

João Heitor

quinta-feira, 15 de março de 2012

Há qualquer coisa de especial...


É o caminho do mundo,
Onde me encontro,
Onde me reparo,
Onde me escondo.
 
 
Nas noites quentes,
No silêncio da lua,
No pensar flutuante,
No respirar sussurrante.
 
 
Eu sei desse olhar,
Eu sei dessa andar,
Eu sei desse abraço,
Que o mar me quer dar.
 
 
 Perde-se o sono,
Que nunca chegou,
Que não me acalmou,
Que por ti teima em chamar.
 
 
Eu não quero lutar,
Não quero chorar,
Não quero vencer,
Só para te poder amar...


 
João Heitor

Na dúvida...


Há décadas que os políticos são apontados por alguns portugueses como os culpados de todos os problemas que surgem em termos económicos, sociais e estruturais.

Mesmo que os políticos advenham das múltiplas profissões e áreas da sociedade. Mesmo que muitos deles integrem as organizações partidárias com interesses alheios aos nobres princípios da democracia. Mesmo que muitos procurem na política um trampolim para a ascensão. Mesmo que a política e os partidos políticos possuam nas suas fileiras oportunistas, a parte, não pode (nem deve - a bem da democracia) ser tomada pelo todo! A honra dos restantes e o seu empenho na causa pública não devia ser arrastada para algumas "caldeiradas" cozinhadas por uns quantos desesperados e maus perdedores.

Porém, a nível nacional, alguns portugueses colocam um rótulo nos políticos do tipo: "malandros". Não se escreve, ou destaca, que, a maioria vem para o Estado ajudar a gerir a "coisa pública". Mas há quem tenha sempre o dedo apontado aos políticos. Os mesmos que se puderem fogem aos impostos, que condenam tudo, e todos, e que se esquivam de participar na construção da sociedade que de todos precisa.

Se assim é a nível nacional, numa outra dimensão, a nível local, a avaliação é similar. Apontam o dedo ao Município de Ourém e aos que lá trabalham com os mesmos denominadores comuns. Mas, se o com o cidadão comum devemos ser tolerantes, pelo desconhecimento deste em relação às competências municipais e face às dificuldades orçamentais, já com aqueles que em tempos recentes pertenceram à gestão autárquica, tal tolerância, não tem lugar.

Repudio os comportamentos conspiradores e mesquinhos daqueles que a todo o custo querem retomar o poder em Ourém. Dificultam decisões e põem pedras no caminho dos que só pretendem encontrar respostas para os problemas existentes. Inventam dúvidas, criam outras tantas, com um pequeno grupo (devidamente identificado) e umas quantas páginas anónimas do facebook e um blogue anónimo que, somente, visam denegrir a imagem de quem democraticamente foi eleito.

São estes comportamentos, estas atitudes, este minar constante com pseudo-factos que tem levado dezenas de social-democratas a manifestare a sua solidariedade com o actual executivo municipal. A política é essencial para a democracia. E, também por isso, a democracia tem de ser protegida de certa gente.

Passo a passo, se faz o caminho...


O executivo municipal apresentou um documento de enquadramento estratégico e um planeamento de investimentos para o saneamento no concelho de Ourém.

Existindo uma cobertura de somente 46% em todo o território concelhio, a apresentação deste documento reveste-se de extrema importância.

Seremos, com toda a certeza, e infelizmente, o concelho do país que tem o mais baixo índice de saneamento.

Em pleno século XXI, o Município de Ourém está a elaborar uma candidatura para procurar concluir os 54% de saneamento básico. Quem diria…

O aumento substancial da eficiência e a consequente melhoria da prestação do serviço de saneamento de águas residuais urbanas, assim como a melhoria substancial da qualidade de vida de todo o concelho de Ourém são os objetivos que levarão a um investimento total de mais de 48 milhões de euros, para uma extensão de mais de 500Km de condutas.

Não se entende porque é que nas últimas décadas os anteriores executivos não lançaram mais candidaturas aos quadros comunitários para completar a rede de saneamento básico.

Esta foi também uma das heranças que o atual executivo herdou. Herdou, mas traçou um plano que agora ganha forma. Herdou, mas planeou e avançou com uma estratégia que permitirá a curto e médio prazo dotar o nosso concelho das condições ambientais dignas de uma terra com qualidade de vida.

Mais do que fazer obra, o planeamento, a gestão e a sua efetivação são uma nova marca de funcionamento do município. Também por isso o rigor é fundamental.

João Heitor

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

De um ninho ou para um ninho de cucos? Em Ourém!?!



Não se entende que pensamentos e estratégias (existem e assentes em que dados?) correm nas mentes dos atuais governantes, que de Lisboa decidem sobre certas questões do concelho de Ourém, em formato de despacho.

Primeiro cortaram os recursos médicos, fecharam extensões de saúde nas freguesias e reduziram o horário de atendimento no Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Ourém. De seguida transferiram valências do Hospital de Tomar para Abrantes!

Depois quiseram (e querem!) acabar com algumas freguesias do concelho, com o argumento da rentabilização de recursos, que, na verdade, ninguém consegue vislumbrar!

Agora referem que os Agrupamentos de Escolas têm de acabar e formarem-se os Mega Agrupamentos! Querem voltar, somente por questões económicas, a ter os centros de decisão afastados das realidades locais, com os consequentes prejuízos daí decorrentes para os nossos alunos e respetivas comunidades!

Vão acabar com a entidade de Turismo Leiria/Fátima, que, sem custos relativos a cargos diretivos, dinamizava a nossa região e potenciava o turismo religioso!

Falam em transferir algumas valências do Tribunal de Ourém para Tomar, obrigando os oureenses a deslocarem-se para o concelho vizinho (quando Tomar é de menor dimensão a todos os níveis e em números estatísticos)!

Tudo isto sem consultarem os órgãos autárquicos, as entidades envolvidas, as comunidades intermunicipais, as populações… Não somos vistos nem achados para participar, livremente, nas decisões finais das medidas a implementar. Não. Não fazemos parte da solução. Somente para pagar impostos e cumprir deveres.  

Assim, com todos estes comportamentos, realidades, previsões de agrestes e incompreensíveis medidas, empurram-nos para o gueto do desprezo, da desvalorização do nosso capital humano, rotulando-nos com um simples número que, para eles, devemos representar.

Não é uma simples manifestação que estará em causa. Talvez devamos equacionar o fecho das portas dos serviços públicos e entregarem-se as chaves em Lisboa, já que eles é que sabem tudo e mais alguma coisa! Pergunta-se (a sério) até quando vamos continuar assim?

João Heitor

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Com tanta raiva que corre dentro das veias de certa gente, pensemos positivo...

Positivamente, deseja-se e alcançam-se vitórias com repercussões para os nossos concidadãos. Positivamente, e nesse espírito, aperfeiçoam-se as decisões políticas e a gestão municipal. Positivamente, é isso que os cidadãos esperam e desejam. Positivamente, é isso que enobrece a política e os atores políticos. Positivamente, é isso que quem esteve, está ou deseja subir ao patamar da gestão da “coisa pública”, deve ter em mente. E nada mais. Tudo o que não estiver balizado entre os pilares da formação e da atuação humana, estará, inevitavelmente, excluído da confiança dos indivíduos.

Positivamente, constatamos que no âmbito da modernização dos serviços públicos, o Município de Ourém tem reforçado o Sistema de Informação Geográfica (SIG). Este sistema operativo permite a partilha de informação geográfica, com ganhos de produtividade, rigor técnico, redução de custos e um substantivo aumento da qualidade do serviço prestado aos munícipes. Positivamente, o Município de Ourém tem sido destacado a nível nacional como pioneiro na implementação deste instrumento de gestão territorial, sendo apontado como exemplo a seguir.

Positivamente, sabemos que o Município de Ourém reivindicou, recentemente, a construção de uma ligação directa entre o IC9 e a A1, na zona de Fátima. Tendo em conta que numa primeira fase estava prevista uma ligação entre o IC9 e a A1, mas não tendo a mesma avançado por se encontrar localizada numa área de impacto ambiental. Assim, e porque esta via é de vital importância estratégica para a própria obra do IC9, enquanto estrutura rodoviária de ligação este/oeste da nossa região, impõe-se a sua conquista junto do governo. É o momento de todas as forças vivas do concelho mostrarem os seus pergaminhos e fazerem valer a sua influência, por Ourém, pela região e, face ao avultado investimento que o IC9 está a representar para os cofres do estado.

Positivamente, conseguimos contribuir para as obras concretizar, para as oportunidades criar, para a prosperidade e esperança se relançar neste momento em cada um, e todos, somos a importante peça a acrescentar pelo que de positivo fazemos e damos aos outros…

João Heitor