No passado dia 14 de Abril o concelho de Ourém
assistiu à inauguração do novo Centro de Acolhimento Temporário da Ribeira do
Fárrio cujo nome, “Sorrir e Brincar”, ilustra a forma simples, o espírito, o conceito e o
carinho com que o Filipe Janeiro e a sua equipa têm dedicado a este projecto de
referência.
Estas são as obras que marcam a vida de uma
comunidade, e, ao mesmo tempo, de cada criança que ao longo dos anos por ali
encontrou(a) o conforto, retemperou(a) energias e rumou por um caminho
orientado, sorridente e de esperança.
Filipe Janeiro concluiu a obra que contou com o
apoio de várias entidades. De entre elas a do Município de Ourém que através de
Paulo Fonseca confirmou apoio financeiro directo, já aprovado em reunião de
Câmara.
Sabemos que as necessidades do concelho de Ourém
são diversas, dispersas, e de elevado número. Cabe ao estado, às autarquias
locais, às entidades públicas garantirem verbas para que as obras dos homens
bons possam ser a realidade nas comunidades. Porém, e face à actual conjectura
económica, e às leis que impedem investimentos, nem sempre é possível apoiar,
directamente, todos os projectos.
Assim, e consciente destas dificuldades, Paulo
Fonseca tem-se empenhado em encontrar alternativas de apoios, de financiamentos
complementares, paralelos, através das participações municipais em várias
entidades.
Neste caso, para as novas instalações do CAT da
Ribeira do Fárrio, o Município de Ourém, por possuir a Vice-Presidência da
ADIRN, reforçou a necessidade de apoiar esta obra, tendo existido assim uma
comparticipação indirecta de 200 mil euros.
É assim, desta forma, directa e indirecta, junto
das várias organizações, potenciando as relações institucionais, orientando a
acção para o bem comum, para a solução dos problemas das associações, dos
munícipes, que se consubstancia o papel do poder autárquico.
É desta forma que se garantem melhores condições
a crianças que têm histórias de vida complicadas, que se amparam os idosos nos
lares, que se apoiam as famílias com os novos equipamentos educativos, que se
afirma a dignidade humana, o apoio e a ajuda ao próximo como missão do Homem.
Só por estas razões se justificam as responsabilidades
partilhadas, o percurso de vida que fazemos desde que nascemos até que
morremos, a dignidade em todos os momentos da nossa presença, e,
simultaneamente, a razão de existirem pessoas que, desprendida e
espontaneamente, se afirmam como referências sociais e naturais líderes das
suas comunidades.
A solidariedade, a partilha, o empenho natural, o
carisma, a capacidade em resolver problemas não se atribuem a uma pessoa, nem
se trabalham nela mesma. Estas capacidades ou existem no adn de cada um, ou
jamais alguém será capaz poder ser aquilo que não é.
Valorizam-se assim, e destacam-se, aos olhos dos
comuns mortais desprovidos de palas partidárias, clubistas ou regionais, os
homens bons que fazem acreditar num futuro promissor.
João
Heitor





