segunda-feira, 31 de julho de 2006

Até quando?

A recente guerra entre Israel e o Hezbollah entra em nossas casas com os destroços materiais e os relatos de perdas de vidas humanas.

Nesta região, onde os fundamentalismos religiosos condicionam o valor da vida humana, questionamos a importância da religião, quando comparada com o ver, o respirar, o ouvir, o crescer e o viver… em paz...

sábado, 29 de julho de 2006

Regresso...

Foram curtos e poucos os dias de algum descanso.

Mas, compensaram pelos novos locais visitados, pelas novas pessoas conhecidas, pela perspectiva de vida que se adquire após novas vivências…

domingo, 23 de julho de 2006

Não se admirem...

Se nos próximos dias me virem por aqui, não se admirem…

Contrariedades...

Para a maioria dos portugueses que estão na praia, esta será uma realidade muito próxima, daquilo que muitos consideram o descanso…

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Pensamento V

"Não existe outro caminho para a solidariedade humana senão a
procura e o respeito da dignidade individual".

Leconte du Noüy


Crítica com humor...

O nosso Primeiro Ministro, tanto fala em Choque Tecnológico, Banda Larga e outras tecnologias, que já lhe atribuíram uma foto muito explícita…

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Fogo em Ourém

Está a lavrar um fogo na freguesia de Atouguia, com grande intensidade. Mesmo às portas da cidade de Ourém.

Combatido pelos Bombeiros de Ourém, com a ajuda de um helicóptero e de um avião.

Esta é a imagem desoladora que leva mata e alguma floresta, junto a habitações…

Só podem ser coincidências...

Coincidências, ou não, durante o Mundial de Futebol poucos foram os incêndios registados a nível nacional. Incêndios de grandes dimensões…

Curiosamente, em Ourém, a partir de sábado (dia em que Portugal disputou o 3º lugar)começaram a soar as sirenes dos bombeiros…

E no resto do país é o que se sabe...

Coincidências…

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Em Ourém há mais...

Passem por Ourém, que há muitas situações que dão boas fotos para o “Portugal no Seu Melhor”…

domingo, 9 de julho de 2006

Parabéns Portugal!

O 4º lugar num Mundial é um feito superior que merece ser enaltecido e destacado.

Tendo em conta o imediatismo e o peso do futebol na economia mundial, e as ligações históricas dos povos aos seus representantes dentro do campo, ser português, hoje, é motivo de orgulho e satisfação.

De parabéns estão todos os jogadores, equipa técnica e médica que nos permitiram um lugar cimeiro sob as cores verdes e vermelhas das bandeiras que decoram o país…

sábado, 8 de julho de 2006

Seres humanos ou animais....?

O individualismo impera na nossa sociedade, assim como o atropelo na procura de mais e melhor para cada um, mesmo que tenham de passar por cima dos outros... comentava um destes dias um respeitável cidadão deste país através de artigo de opinião num jornal nacional.

Infelizmente, talvez mais do que isso.

A cada dia que passa assistimos, e relatam-nos situações do dia a dia, entre pessoas, que mais parecem histórias da Savana Africana onde os animais caçam as suas presas pela sua sobrevivência…

Mas, não será o raciocínio e o caminho que este nos permite desenvolver, que nos distingue dos seres animais irracionais?

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Brasão de valores...

Este brasão, que da história de Ourém faz parte, na história nacional é referência de homens de moral e costumes irrepreensíveis...
Pena já não haverem tantos homens e mulheres assim, nos dias de hoje...

Carta Aberta à Sr.ª Ministra da Educação


Esta carta tem como objectivo contribuir para a reflexão acerca da Qualidade da Educação do nosso país. Neste sentido, e ao invés de contestar ponto por ponto a proposta de alteração ao Estatuto da Carreira Docente, os docentes deste país ficam-se pelas suas consequências, o tal efeito prático que a Ministra prefere dissimular num jogo falacioso, atirando-nos, pais e professores, uns contra os outros. O facto de chamar os pais à escola e a avaliação dos Docentes pelos Pais e Encarregados de Educação, representa apenas a ponta de um iceberg, uma linha de texto num documento de 54 páginas... Interessa apenas a quem se limita a promover manobras de diversão facilmente identificáveis, parecendo ignorar que nenhum professor sério irá temer se for avaliado de forma séria. É vergonhoso, verificar o calculismo e a facilidade com que a Ministra aborda a questão complexa, como é a de avaliar os desempenhos dos professores, sem o mínimo de profundidade. Recorrendo à mera hipótese do novo estatuto ser aprovado, o docente teria um número fechado de vagas para Muito Bons e Excelentes. Assim, e se, num acaso, os professores de uma escola excederem o número premeditado de Excelentes? Escolher-se-iam os melhores dos melhores e passar-se-iam os outros para Muito Bom e os que tinham a dita nota para o Bom? Ou, numa outra eventualidade, rasurar-se-iam as notas, de forma a não se levantarem polémicas no seio de uma escola que se quer unida e sempre controlada? Talvez se vislumbre uma resposta se se conhecerem melhor os dezasseis pontos em que o hipotético docente será avaliado, previsto no artigo 46º do hipotético novo estatuto: .. o professor será avaliado pelos resultados escolares dos alunos. Explicar-nos-á a Sr.ª Ministra como pode um professor de uma má escola, e em muitas “má” será sempre um doce eufemismo, ter o mesmo nível de qualidade na sua avaliação de um colega seu numa boa escola? Será então que os professores têm as mesmas medidas e oportunidades de uma boa avaliação? Ou, por outro lado, bastará que se avalie positivamente os alunos, independentemente da realidade? ... o professor será avaliado pelas taxas de abandono escolar? Certamente que no Ministério anda à procura de uma resposta coerente a esta pergunta. Imaginemos que existe uma comunidade de etnia cigana numa escola ou que em determinada localidade, e não são assim tão poucas, os pais querem retirar os filhos da escola para que trabalhem com eles. Como pode o professor ser penalizado por uma situação como esta onde a responsabilidade não lhe cabe? Não se deveriam criar medidas coerentes para um mundo real? Neste caso como seria, então? Seriam penalizados todos os docentes daquela escola ou apenas daquela turma? Não será esta uma medida, em que se acusam os professores sem que se criem segundas verdadeiras opções para os jovens que abandonam o ensino ou que simplesmente querem mais? Terá a Sr.ª Ministra intenção de instigar ao mau ambiente na sala de professores ou a de tornar menos transparentes algumas avaliações? Haverá aqui uma vontade de tornar ambíguo o que se quer simples e preciso? Consegue a Sr.ª Ministra avaliar com a exacta certeza uma pessoa que nunca viu e cuja imagem foi construída apenas por uma criança ou pelos comentários de outras? Serão todos os pais capazes de avaliar os professores através de quase nada? É essa a avaliação que pede aos professores, quando se trata de avaliar os seus alunos? Avaliar com pouco? Mas sempre num nível positivo, de forma a não transtornar os pais? A Sr.ª Ministra quer que acreditemos que uma avaliação realizada desta forma irá ser objectiva e transparente? Muito embora cada um dos pontos tenha um peso, tal questão parece-nos condenada ao fracasso, sendo observada de um ponto de vista rigoroso. .. avaliação através da observação de aulas? Quais são os critérios adoptados pela Sr.ª Ministra? Imaginemos que decorre a avaliação de dois docentes distintos em dois locais diversos. Cada um dos quais está a ser medido por um hipotético professor titular. Imaginemos que são duas escolas em meios diferentes. Encontra-se a Sr.ª Ministra capaz de nos assegurar que ambas as avaliações serão correctas ou que, sendo invertidos os lugares, os docentes manteriam a mesma qualificação ou quase? Nestas contas entram factores demasiado subjectivos. Numa mesma escola, o mesmo professor pode obter dois níveis diferentes, se for avaliado, por exemplo, por titulares de distintas sensibilidades. Suponhamos, por outro lado, que a aula corre mal, porque o professor está engripado ou porque os alunos vieram de uma visita de estudo. Será sério avaliar todo um ano escolar com três visitas à sala? Os docentes passariam a ser avaliados em dezasseis pontos ou itens de classificação como lhe chama a Sr.ª Ministra. Destes, quinze são perfeitamente subjectivos, e um deles, o que respeita à assiduidade, o único preciso porque se trata de um número, a Sr.ª Ministra trata-o com ligeireza. A Sr.ª Ministra não se nega a coarctar aos docentes qualquer esperança, ainda que infeliz, de poderem assegurar o seu desempenho se caírem doentes numa cama. O professor passa, assim, a ser obrigado a cumprir 97% do seu serviço lectivo, se quiser progredir na carreira. Será assim tão óbvia e tão simples esta leitura? Três por cento de faltas como máximo, representa cinco dias de faltas por ano? Explique-nos, por favor, a Sr.ª Ministra como justifica o facto de não poder estar doente. Fazemos notar que não falamos apenas de nós próprios, aqui também cabe a assistência à família. Repare a Sr.ª Ministra que os professores lidam com crianças, cerca de vinte e cinco por cada uma das cinco turma (em média), e que estas mesmas crianças adoecem e se constipam e nos constipam. E mais vale ficarmos um dia em casa e recuperar a saúde, do que prestar um mau serviço público. Os docentes têm respeito pela sua profissão. Nenhum professor sério falta para ficar a dormir. Teremos que “contagiar” toda uma escola necessariamente, em nome da graduação profissional, uma vez que só serão devidamente justificadas as doenças em regime ambulatório?!? Por outro lado, repare Sr.ª Ministra, que a grande maioria dos docentes está deslocada da sua casa, longe dos seus familiares. Esta enorme massa humana que se desloca pelo país, em milhares de quilómetros mensais, aos princípios e fins-de-semana, em veículo próprio, e que entrega dinheiro ao estado nos impostos de combustíveis, está muito sujeita a ter contratempos na estrada ou com a mecânica do seu automóvel, e que, a partir de agora, estes mesmos cidadãos manterão esta distância durante três e depois quatro anos... No que diz respeito às mães ou futuras mães, não compreendemos como pode a Sr.ª Ministra querer avançar com um estatuto que as espartilhará – a maternidade é um direito protegido pela Constituição da República Portuguesa. É-nos dito que, no decorrer desse ano, a docente não será avaliada, pelo que a mãe terá nesse ano a mesma classificação que lhe for atribuída no seguinte, ou seja, bastar-lhe-á faltar seis dias para que... Saberá a Sr.ª Ministra o complexo que é cuidar de uma criança durante os primeiros meses e anos de vida? Numa primeira fase, a do período do parto, o novo estatuto salvaguarda as mães para depois as deixar desamparadas numa segunda fase, como se a maternidade se esgotasse no acto de “dar à luz”. Contempla alguns destes dados na sua proposta, Sr.ª Ministra? Como quer a Sr.ª Ministra estabilidade docente, aquela que tanto aclama, convencendo apenas quem ignora a realidade do que é ser educador, se qualquer uma das acções que toma vai no sentido de criar instabilidade e insatisfação? Como quer a Sr.ª Ministra um alto nível de rendimento escolar e uma enorme qualidade para a Educação quando atira medidas laças para cima de uma mesa, onde se discute o futuro? Este é um assunto sério, Sr.ª Ministra, nenhum professor está aqui para brincar!

Junho de 2006

Um grupo de Professores desrespeitados

domingo, 2 de julho de 2006

Fases...


1ª fase (antes de 1974): O aluno ao matricular-se ficava automaticamente chumbado. Teria de provar o contrário ao professor.

2ª fase (até 1992): O aluno ao matricular-se arriscava-se a passar.

3ª fase (actual): O aluno ao matricular-se já transitou automaticamente de ano, salvo casos muito excepcionais e devidamente documentados pelo professor, que terá de incluir no processo, obrigatoriamente um "curriculum vitae" extremamente detalhado do aluno e nalguns casos da própria família.

4ª fase ( em vigor a partir de 2007): O professor está proibido de chumbar o aluno; nesta fase quem é avaliado é o próprio professor, pelo aluno e respectiva família, correndo o risco (quase certo) de chumbar...

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