Alguns vereadores e dirigentes
(?) do PSD têm desenvolvido um ataque cerrado à gestão da Empresa Municipal
(EM) OurémViva face aos seus (eventuais) custos e aumentos no número de
funcionários.
Esta semana, numa atitude de
clareza e transparência, o Presidente da OurémViva explicou todos os números e
o motivo que levou ao aumento de funcionários nesta EM. Constata-se, que dos 55
novos funcionários, só 37 entraram para vigilantes das escolas, correspondendo
os restantes para novas áreas de actuação da EM: acção social, desenvolvimento
rural, limpeza, manutenção de edifícios escolares, vigilância em edifícios e
sanitários públicos.
Estas contratações devem-se à necessidade de reforçar sectores determinantes e estruturais do Município, como o ensino e a acção social, por exemplo. Nenhum pai ou encarregado de educação entenderia o motivo pelo qual deixassem de existir assistentes operacionais nos estabelecimentos de ensino do seu educando. Nenhum eleito ou autarca responsável, aceitaria que o Município de Ourém não cumprisse com as suas responsabilidades de gestão, manutenção e dinamização nas áreas da educação, dos equipamentos escolares, desportivos, culturais e municipais.
Recorde-se o estado em que se
encontravam alguns dos edifícios que estavam ao encargo da AmbiOurém e da
VerOurém, na anterior gestão municipal PSD. O cineteatro municipal de Ourém
(moribundo) não possuía as mínimas condições de segurança, de funcionamento e
de aquecimento (o que levou a um divórcio entre os cidadãos e este espaço
cultural). As piscinas municipais funcionavam sem equipamentos de monitorização
dos consumos e qualidade de água, com fugas de gás entre outros problemas. Os
pavilhões municipais estavam abertos com fugas de gás e sem manutenção nos
balneários. O campo de jogos da Caridade tinha a mesma caldeira a lenha para
aquecer a água há mais de 30 anos levando a que os atletas e as crianças
tomassem banho de água fria! As ETAR’s e os jardins tinham elevados custos de manutenção.
Alguns jardins-de-infância não tinham equipamentos de aquecimento de água. As
escolas do 1º ciclo estavam desprezadas, sem o digno acompanhamento de
manutenção que estes espaços exigem.
Nos últimos dois anos a AmbiOurém, a VerOurém e agora a OurémViva (com a fusão da AmbiOurém, VerOurém e Centro de Negócios), devolveram a dignidade a estas instalações com um conjunto de intervenções que se concretizam diariamente e que procuram garantir a tão desejada qualidade de vida para todos nós. Fazem-no contribuindo simultaneamente, para ganhos de eficácia e eficiência. Ainda há muito para fazer e melhorar. Mas, com rigor e objectividade conseguiremos de mãos dadas com os executivos de junta e as comunidades locais superar as dificuldades existentes.
Estranhamente (ou não), alguns
dirigentes do PSD estão a atacar o actual executivo por se estarem a resolver
problemas criados nos seus mandatos, a emagrecer a estrutura empresarial
municipal e a liquidar as contas herdadas. Como conseguem assumir um comportamento
de completa desresponsabilização pelo passado do qual foram protagonistas?
Eu teria vergonha. Calar-me-ia se
tivesse pertencido a um PSD com responsabilidades de gestão nas últimas
décadas, dadas as condições em que se encontraram as Empresas Municipais e as
contas do Município.
Os cidadãos esperariam, decerto, da parte do PSD uma oposição responsável e partilhada, assente na assumpção dos erros cometidos, e, simultaneamente, tendente para uma convergência na procura de soluções para os problemas, de braço pelos superiores interesses concelhios. Porém, não tem sido essa a postura. Assistimos ao inverso. Até quando, pergunta-se? Terá a ambição um limite?
Porém, saúdam-se os autarcas de
freguesia e os eleitos municipais que diariamente empenham todas as suas
energias para o colectivo, com o qual assumem o desiderato de definir o rumo
para o concelho de Ourém, reforçando o que de bom possuímos e encontrando novas
respostas para os desafios do presente.
João Heitor








