sábado, 30 de outubro de 2010

Último artigo da coluna "Suplemento de Alma". Até já.

Nesta edição podia analisar os problemas económicos o ziguezague do PSD relativamente à aprovação do orçamento de estado e as dificuldades financeiras, mas, hoje, impõe-se outro tema.

Nesta edição podia enaltecer o rigor e o empreendedorismo dos empresários do concelho de Ourém que continuam a apresentar produtos e resultados de dimensão nacional e internacional, mas, hoje, impõe-se outro tema.

Nesta edição podia referir a fragilidade dos mais desfavorecidos e o dever moral de solidariedade e de justiça entre todos indivíduos com vista à prossecução do apoio a crianças e jovens, à família, assim como a integração social e comunitária. Dever esse que nem sempre se constata no concelho de Ourém, contrariado por quem mais responsabilidades possui, mas, hoje, impõe-se outro tema.

Nesta edição podia destacar a operação de resgate dos mineiros chilenos que tem levado à (re)mobilização sobre o valor da vida humana, mas, hoje, impõe-se outro tema.

Nesta edição podia destacar o vigésimo aniversário da Escola Profissional de Ourém que tem desenvolvido um significativo e relevante trabalho na área do ensino no concelho, afirmando-se regional e nacionalmente, mas, hoje, impõe-se outro tema.

E, depois de ter destacado estes importantes temas (de entre outros), hoje relembro os últimos anos em que nesta segunda página do Ourém e o seu concelho analisei, contestei, projectei, expus e apresentei ideias, projectos e linhas de orientação ao som da batuta do suplemento de alma que me alimenta, me reforça e que emerge do meu ser face às turbulências sociais, políticas, económicas e pessoais, que dia a dia me molham, me aquecem e me gelam.

Sem ter procurado consensos, textos politicamente correctos, “fatos à medida” e mantendo a escrita como a razão da existência da coluna (ao contrário de outros que se limitam a escrever em períodos pré-eleitorais com consequentes desaparecimentos findas as eleições), toquei as teclas das letras, para em texto fazer ecoar a voz de uma geração, de um pensar, e até mesmo de uma ousadia (a da escrita, com o alvo da exposição pública).

Deste espaço e desta coluna nasceu um blogue (http://suplementodealma.blogspot.com) onde me debrucei em outras análises e dimensões da escrita, que geraram controvérsia, sentimento e reflexão.

Impõe-se um agradecimento a todos aqueles que na rua, pela família, via email e de outras formas me manifestaram apoio, incentivo, concordância, e até a crítica (porque da crítica válida retiramos diferentes visões e perspectivas que se tornam em pontos de encontro neste encruzilhar de sociabilidade).

Ao Rui Melo, e a toda equipa da Tipografia Ouriense um abraço de amizade e estima pessoal.

Com toda a alma, que me alimenta o coração e o pensamento, na frontalidade intrínseca que me move e guia termino com um: até já.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Duas opiniões e uma boa realidade...

Dizem as notícias que a Venezuela está na "direção certa" e avança a "grande velocidade" para a redução do percentual de pessoas que sofrem de fome, uma das metas do milénio estabelecidas até 2015, avaliou, recentemente, o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no país sul-americano, Alfredo Missair.

Sem se defender qualquer tipo de ditadura ou de regime susceptível de dúvidas, num mundo desumanizado, esta redução do número de pessoas sem fome é, sem dúvida, louvável.

Curiosamente (ou não), Bento XVI denunciou recentemente que, muitas vezes, a ênfase das políticas económicas e agrícolas é desviada para interesses que ignoram os legítimos direitos e a dignidade da pessoa.

Dos dois enfoques, há muitas semelhanças, ainda que dos dois lados exista a diferença entre quem faz e quem, somente, denuncia…

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

11 de Outubro de 2009 - um novo horizonte

Há um ano atrás, por esta hora, as ruas de Ourém brotavam esperança e uma nova energia.

Efectivava-se uma mudança política por um concelho de todos e para todos, num novo espaço com futuro.

A democracia e o desejo da maioria provaram que da Freixianda a Fátima temos riqueza humana, valor económico, capacidade empreendedora e potencialidades várias para conquistar patamares superiores de qualidade de vida.

A atitude positiva, a determinação, o derrubar barreiras e obstáculos são acções diárias que se tomam com o objectivo de dar a todos o que é de todos.