Não se entende que
pensamentos e estratégias (existem e assentes em que dados?) correm nas mentes
dos atuais governantes, que de Lisboa decidem sobre certas questões do concelho
de Ourém, em formato de despacho.
Primeiro cortaram os
recursos médicos, fecharam extensões de saúde nas freguesias e reduziram o
horário de atendimento no Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde
de Ourém. De seguida transferiram valências do Hospital de Tomar para Abrantes!
Depois quiseram (e
querem!) acabar com algumas freguesias do concelho, com o argumento da
rentabilização de recursos, que, na verdade, ninguém consegue vislumbrar!
Agora referem que os
Agrupamentos de Escolas têm de acabar e formarem-se os Mega Agrupamentos!
Querem voltar, somente por questões económicas, a ter os centros de decisão
afastados das realidades locais, com os consequentes prejuízos daí decorrentes
para os nossos alunos e respetivas comunidades!
Vão acabar com a
entidade de Turismo Leiria/Fátima, que, sem custos relativos a cargos diretivos,
dinamizava a nossa região e potenciava o turismo religioso!
Falam em transferir
algumas valências do Tribunal de Ourém para Tomar, obrigando os oureenses a
deslocarem-se para o concelho vizinho (quando Tomar é de menor dimensão a todos
os níveis e em números estatísticos)!
Tudo isto sem
consultarem os órgãos autárquicos, as entidades envolvidas, as comunidades
intermunicipais, as populações… Não somos vistos nem achados para participar,
livremente, nas decisões finais das medidas a implementar. Não. Não fazemos
parte da solução. Somente para pagar impostos e cumprir deveres.
Assim, com todos estes
comportamentos, realidades, previsões de agrestes e incompreensíveis medidas,
empurram-nos para o gueto do desprezo, da desvalorização do nosso capital
humano, rotulando-nos com um simples número que, para eles, devemos
representar.
Não é uma simples
manifestação que estará em causa. Talvez devamos equacionar o fecho das portas
dos serviços públicos e entregarem-se as chaves em Lisboa, já que eles é que
sabem tudo e mais alguma coisa! Pergunta-se (a sério) até quando
vamos continuar assim?
João Heitor



