segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

De um ninho ou para um ninho de cucos? Em Ourém!?!



Não se entende que pensamentos e estratégias (existem e assentes em que dados?) correm nas mentes dos atuais governantes, que de Lisboa decidem sobre certas questões do concelho de Ourém, em formato de despacho.

Primeiro cortaram os recursos médicos, fecharam extensões de saúde nas freguesias e reduziram o horário de atendimento no Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Ourém. De seguida transferiram valências do Hospital de Tomar para Abrantes!

Depois quiseram (e querem!) acabar com algumas freguesias do concelho, com o argumento da rentabilização de recursos, que, na verdade, ninguém consegue vislumbrar!

Agora referem que os Agrupamentos de Escolas têm de acabar e formarem-se os Mega Agrupamentos! Querem voltar, somente por questões económicas, a ter os centros de decisão afastados das realidades locais, com os consequentes prejuízos daí decorrentes para os nossos alunos e respetivas comunidades!

Vão acabar com a entidade de Turismo Leiria/Fátima, que, sem custos relativos a cargos diretivos, dinamizava a nossa região e potenciava o turismo religioso!

Falam em transferir algumas valências do Tribunal de Ourém para Tomar, obrigando os oureenses a deslocarem-se para o concelho vizinho (quando Tomar é de menor dimensão a todos os níveis e em números estatísticos)!

Tudo isto sem consultarem os órgãos autárquicos, as entidades envolvidas, as comunidades intermunicipais, as populações… Não somos vistos nem achados para participar, livremente, nas decisões finais das medidas a implementar. Não. Não fazemos parte da solução. Somente para pagar impostos e cumprir deveres.  

Assim, com todos estes comportamentos, realidades, previsões de agrestes e incompreensíveis medidas, empurram-nos para o gueto do desprezo, da desvalorização do nosso capital humano, rotulando-nos com um simples número que, para eles, devemos representar.

Não é uma simples manifestação que estará em causa. Talvez devamos equacionar o fecho das portas dos serviços públicos e entregarem-se as chaves em Lisboa, já que eles é que sabem tudo e mais alguma coisa! Pergunta-se (a sério) até quando vamos continuar assim?

João Heitor

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Com tanta raiva que corre dentro das veias de certa gente, pensemos positivo...

Positivamente, deseja-se e alcançam-se vitórias com repercussões para os nossos concidadãos. Positivamente, e nesse espírito, aperfeiçoam-se as decisões políticas e a gestão municipal. Positivamente, é isso que os cidadãos esperam e desejam. Positivamente, é isso que enobrece a política e os atores políticos. Positivamente, é isso que quem esteve, está ou deseja subir ao patamar da gestão da “coisa pública”, deve ter em mente. E nada mais. Tudo o que não estiver balizado entre os pilares da formação e da atuação humana, estará, inevitavelmente, excluído da confiança dos indivíduos.

Positivamente, constatamos que no âmbito da modernização dos serviços públicos, o Município de Ourém tem reforçado o Sistema de Informação Geográfica (SIG). Este sistema operativo permite a partilha de informação geográfica, com ganhos de produtividade, rigor técnico, redução de custos e um substantivo aumento da qualidade do serviço prestado aos munícipes. Positivamente, o Município de Ourém tem sido destacado a nível nacional como pioneiro na implementação deste instrumento de gestão territorial, sendo apontado como exemplo a seguir.

Positivamente, sabemos que o Município de Ourém reivindicou, recentemente, a construção de uma ligação directa entre o IC9 e a A1, na zona de Fátima. Tendo em conta que numa primeira fase estava prevista uma ligação entre o IC9 e a A1, mas não tendo a mesma avançado por se encontrar localizada numa área de impacto ambiental. Assim, e porque esta via é de vital importância estratégica para a própria obra do IC9, enquanto estrutura rodoviária de ligação este/oeste da nossa região, impõe-se a sua conquista junto do governo. É o momento de todas as forças vivas do concelho mostrarem os seus pergaminhos e fazerem valer a sua influência, por Ourém, pela região e, face ao avultado investimento que o IC9 está a representar para os cofres do estado.

Positivamente, conseguimos contribuir para as obras concretizar, para as oportunidades criar, para a prosperidade e esperança se relançar neste momento em cada um, e todos, somos a importante peça a acrescentar pelo que de positivo fazemos e damos aos outros…

João Heitor

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As ciumentas pedras...


Correm dias e meses.
Nascem flores e derretem velas.
Deseja-se algo, para o qual não se luta.
Inertes ações. Sumptuosos pensamentos caem pela terra fria que o tempo impõe.
Estalos de dedos são silêncios que os desejos calam no ápice dos minutos que marcam.
Mais do que isto ou aquilo, o sentir vem de dentro.
Mais do que procurar as palavras certas, e certas palavras, no horizonte, elas sairão, sempre, de dentro de ti, de mim.
Só o querer é energia de hoje.
O vazio do ontem não molha a flor, não acende a vela, não acalenta o desejo.
Encontro estas palavras entre as linhas das estrelas que já me fizeram, e fazem a cada noite que com elas penso, e nas outras todas em que delas me esqueço...
João Heitor

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Trabalho conjunto!



O executivo municipal aprovou esta semana a criação de quatro Brigadas de Intervenção Territorial (BIT), da Brigada de Intervenção Urbana de Ourém (BIU Ourém) e o alargamento da área da atuação da Brigada de Intervenção Urbana de Fátima (BIU Fátima), às freguesias de Atouguia e Gondemaria.
Depois do reconhecido sucesso da BIU Fátima e existindo diversos equipamentos da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia, constituíram-se as BIT, que permitirão uma rentabilização de todos os meios municipais (Câmara e Juntas) ao serviço das populações.

Este projecto só foi possível porque as Juntas de Freguesia aprovaram este plano de ação conjunto, em que os executivos desempenharão um papel fundamental, não só através da cedência de equipamentos e recursos humanos, como também no acompanhamento das obras a realizar.
Assim, cada uma das Brigadas efetuará a limpeza de valetas, bermas, aquedutos, linhas de água, reposição de bermas, tapamento de pavimentos com massas a frio, reposição e colocação de calçada, colocação de manilhas, trabalhos de construção civil, colocação e reposição de sinalização diversa, colocação e manutenção de abrigos, tal como outras pequenas intervenções que possam ser executadas com os meios ao seu dispor.

As Brigadas Norte (freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais), Centro (freguesias de Caxarias, Rio de Couros e Casal dos Bernardos), Oeste (Olival, Urqueira, Espite, Matas e Cercal) e Sul (N. Sr.ª da Piedade - zona rural, N. Sr.ª das Misericórdias, Alburitel e Seiça) desenvolverão o seu trabalho nas suas áreas geográficas com uma média de 10 pessoas (por brigada), com diversos equipamentos (tratores, retroescavadoras, mini-giratórias, carrinhas, camiões, …) e materiais necessários para a execução dos trabalhos.
A BIU Fátima alargará a sua área de atuação às freguesias de Atouguia e Gondemaria contando, igualmente, com os equipamentos destas Juntas de Freguesia. Já a criação da BIU Ourém terá como principal função a resolução imediata de pequenas situações na sede do concelho.

Para este projecto, juntando o que estava disperso, e colocando o que é de todos ao serviço de todos, o concelho de Ourém e os seus eleitos provam que o trabalho em conjunto será sempre a chave do sucesso do que cada um obtém, pelo que no todo representamos.
João Heitor

Liquidação Total

Portugal está como as lojas: em liquidação total. Senão vejamos. O primeiro-ministro sugere que os professores sem trabalho em Portugal devem procurá-lo fora do país. A magistrada Maria José Morgado disse que já há funcionários judiciais e polícias a passar fome. Os bancos portugueses restringem o acesso ao crédito às empresas. O governo encerra tribunais e postos médicos. As estações dos CTT continuam a fechar nas vilas e aldeias do país. Os edifícios do estado andam a ser vendidos. O governo corta no subsídio de natal dos funcionários, mas no Banco de Portugal e em outras instituições de maioria pública pagaram o mesmo na totalidade. Sobem os preços dos transportes públicos e cortaram carreiras que servem milhares de pessoas em todo o país. O governo prepara-se para encerrar centros de saúde e hospitais. Subiram as taxas moderadoras e acabaram com a isenção das mesmas aos dadores de sangue. O Ministério da Educação acaba com a disciplina de Educação Visual e Tecnológica. A Direção Geral do Ambiente aplica uma multa a um homem por este tapar buracos na estrada. A irmã da Ministra da Justiça vai trabalhar para o Ministério do Ambiente, e, para acabar, por hoje, soube-se que o Sporting está em falência técnica.

Entre as mais sérias, as mais caricatas, as impensáveis, as realistas e as perspetivistas, estas são notícias e realidades de Portugal. Se o país fosse uma loja, perguntar-se-ia: Para que ramo é que vai mudar? Ou, neste caso: Para onde nos querem levar? Em primeira instância, e análise, mais de metade das medidas assumidas pelo governo, se tivessem sido debatidas com os responsáveis diretos de cada sector, teriam tido desfechos diferentes com decisões finais concertadas e assertivas.

Estou ciente que tanto este, como qualquer outro governo que não ouve as pessoas dos sectores onde vai proceder a alterações, acaba por cometer profundos erros, com graves consequências económicas e sociais.

Não há nenhum governo, nenhuma autarquia, nenhuma gestão (até a de casa de cada um de nós) que ao longo das suas existências e mandatos não se engane. Porém, há uma distinção entre aqueles que erram e procuram soluções, dos que nem sequer admitem que erraram.

Jamais os números poderão comandar, condicionar ou infligir medidas de austeridade – a palavra da moda – junto das regiões, concelhos e pessoas que no seu dia a dia têm uma vida para viver.

A vida é mais do que uma mera equação quantitativa que se encarcere no registo da idade ou na quantificação de cada um de nós, para o todo da sociedade. A vida, e a sua preservação, passa pelo zelo, pelo valor de cada português, de cada serviço, de cada instituição, de cada necessidade a que temos de procurar responder, solucionar.

O governo vai no caminho oposto. Aos da terra e da região que falam com os atuais governantes do PSD e do CDS, pede-se que os façam pensar nisto…

João Heitor