domingo, 30 de março de 2008

Teoria explicativa sobre o "Mercado de Acções"

Um dia, numa aldeia apareceu um homem anunciando aos aldeões que compraria macacos por 10€ cada. Os aldeões sabendo que haviam muitos macacos na região, foram à floresta e iniciaram a caça. O homem comprou centenas de macacos a 10€ e então os aldeões diminuíram o seu esforço na caça. De seguida o homem anunciou que pagaria 20€ por cada macaco. Logo os aldeões renovaram os seus esforços e foram novamente à caça. Assim, os macacos foram escasseando cada vez mais e os aldeões foram desistindo da busca. A oferta aumentou para 25€ e a quantidade de macacos foi reduzindo tanto, que a procura diminuiu. Então, o homem anunciou que passaria a pagar 50€ por cada macaco. Entretanto, como ia à cidade grande, deixaria o seu assistente responsável pela compra dos macacos. Na ausência do homem, o seu assistente disse aos aldeões: "Olhem todos estes macacos na jaula que o homem vos comprou. Eu vendo-os por 35€ a vocês e quando o homem retornar da cidade, vocês podem vende-los por 50€ cada." Os aldeões, na ânsia de ganhar, foram buscar todas as suas economias e compraram todos os macacos ao assistente. Depois do negócio, o assistente desapareceu e o homem não regressou da cidade. Passaram a ver-se, somente, macacos por todos os lados.

segunda-feira, 24 de março de 2008

sexta-feira, 21 de março de 2008

Composição da Gramática Portuguesa

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, ilábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro. Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo. Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa
pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros. Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais. Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular. Ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisto a porta abriu-se repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício. Que loucura, meu Deus. Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que, as condições eram estas. Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

segunda-feira, 17 de março de 2008

quarta-feira, 12 de março de 2008

Pensamento...

"A mais importante de todas as ciências é o conhecimento da criatura
humana".

Thomas Alva Edison, cientista, inventou a lâmpada eléctrica e
aperfeiçoou o telefone, EUA, 1847-1931

(aproveito para dedicar este pensamento aos meus alunos de Sol. 1º ano)


segunda-feira, 10 de março de 2008

Desta é que foi!

Um casal tinha dois filhos, um de 8 e outro de 10 anos, que eram umas pestes. Os pais sabiam que se houvesse alguma travessura onde moravam, eles com certeza estariam metidos. A mãe das crianças ficou sabendo que o novo padre da cidade tinha tido bastante sucesso em disciplinar crianças. Então, ela pediu ao padre que falasse com os meninos. O padre concordou, mas pediu para vê-los separadamente. A mãe, então, mandou primeiro o filho mais novo. O padre, um homem alto com uma voz de trovão, sentou o puto e perguntou-lhe austeramente:
- Onde está Deus?

O puto abriu a boca, mas não conseguiu emitir nenhum som, ficou sentado,
com a boca aberta e os olhos arregalados. Então, o padre repetiu a pergunta
num tom ainda mais severo:

- Onde está Deus?

Mais uma vez o puto permaneceu de boca aberta sem conseguir emitir nenhuma resposta. Então, o padre levantou ainda mais a voz, e com o dedo no rosto do puto berrou:
- ONDE ESTÁ DEUS?

O puto saiu a correr da igreja directamente para casa e trancou-se no quarto. Quando o irmão mais velho o encontrou, perguntou-lhe:

- O que é que aconteceu?

O irmão mais novo, ainda tentando recuperar o fôlego, respondeu:

- Desta vez estamos mesmo lixados... Deus desapareceu e acham que fomos nós!

domingo, 9 de março de 2008

?

Por vezes desconfio do destino que algumas pessoas querem dar ao nosso país…

sexta-feira, 7 de março de 2008

Ourém na TV

“ ... dois agentes da PSP da esquadra de Ourém deslocaram-se a duas escolas da cidade para saber quantos professores iam participar na manifestação de sábado, em Lisboa. O Comando Distrital da PSP de Santarém assegura desconhecer a situação.”

Mas, “o adjunto do comandante da esquadra de Ourém, Basílio Duarte, pediu para transmitir ao PÚBLICO que os agentes se limitaram a “cumprir uma solicitação do Comando de Santarém”.”

Como se a Polícia de Ourém não tivesse mais nada para fazer, ou, por iniciativa própria fizesse isto...

Estas práticas são condenáveis, venham elas do Comando Distrital ou Nacional da PSP ou da GNR.

Num estado de direito democrático a manifestação é um direito consagrado na Constituição da República Portuguesa.
Exige-se o mínimo de seriedade e rigor.

A autoridade não se ganha pelo medo. A autoridade ganha-se com o respeito...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Plano Tecnológico - causas futuras...

Cruzamento de dados em 2012:
- Telefonista: Pizza Hot, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
- Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 845.
- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21 54942 36, certo? O telefone do seu escritório na Lincoln Seguros, é o 21 574
52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...
- Cliente: O quê...?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
- Telefonista: O senhor consultou a página "Receitas Gulosas com Soja" da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Telefonista: São 49,99.
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: Fooonnnnixxxxx!
- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente Regional.
- Cliente: Estava só a publicitar a rede móvel dos CTT…
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Telefonista: O regulamento da nossa promoção conforme citado no artigo 095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
-Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
- Telefonista: E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...!

sábado, 1 de março de 2008

Camilo Castelo Branco (...)

Faltam Homens, nas sociedades democráticas, onde o poder se joga para além dos limites.
Onde o poder sobe à cabeça e leva os seus detentores a práticas inaceitáveis…