domingo, 18 de novembro de 2012

Gavião, Portugal, Mundo


Essa matéria de que somos feitos,
Põe-nos carne, ossos e sentimento no corpo.
Pela vida que se regista e se percorre.
Nela somos filhos, pais e avós.
Nela ganhei pai e mãe.
O meu faz hoje 10 anos que viajou (como o tempo voou…).
Esse é o destino que às crianças é explicado.
Mas que aos adultos não se “veste” nesse “número”.
Não se despe o “casaco” da saudade.
Faz frio. A saudade e a ausência são frias.
E por isso a pele precisa do contacto.
E por isso a alma precisa do calor.
E por isso se recorda, com um sorrir,
O viver,
O crescer,
O aprender,
O debater,
O contrariar,
O chorar,
O rir que pela vida aprendi, partilhei e acumulei, com o meu pai.
Todos esses predicativos de ser,
Que retribuo a quem me honra com o reescrever da história da vida.
Obrigado pai.
João Miguel

Cineteatro Municipal

Pela positiva…
Há quem caia na tentação da crítica pela crítica. No menosprezo pelo trabalho dos outros e na política da terra queimada. Assim, importa relembrar algumas realidades que nos últimos 3 anos foram alteradas, pela positiva, e que hoje garantem melhores condições de vida para os cidadãos.
Há três anos atrás o Cinteatro Municipal era um edifício ao abandono, que aguardava por uma candidatura a fundos comunitários, num projecto superior a um milhão de euros. Projecto esse, que, devido às conjecturas económicas do Município de Ourém, jamais seria concretizado.
A verdade é que o Cineteatro Municipal era uma sala fria, sem sistema de luzes ou som adequado ao espaço, com as cadeiras rotas, um cheiro a mofo, casas de banho deploráveis, um hall ao abandono, e um edifício com graves deficiências em termos de segurança de acordo com a legislação.
Hoje, e após algumas intervenções de reduzido valor, a única casa de espectáculos pública do concelho possui uma planta de emergência com as respectivas portas corta fogo e de emergência, casas de banho remodeladas, aquecimento a funcionar, luzes e som para todo o tipo de espectáculos, lugares para pessoas portadoras de deficiências e um hall digno de um espaço desta natureza.
Assim, com pouco dinheiro e com a dedicação dos recursos humanos e materiais do Município e da Empresa Municipal têm sido resolvidas estas debilidades, e proporcionado a realização de diversos espectáculos com a presença de actores, compositores e artistas de dimensão nacional e internacional. Espectáculos esses que são pagos através das receitas geradas em bilheteira pelo público presente.
É indiscutível que nos últimos três anos a oferta cultural aumentou exponencialmente, sem memória ou comparação na história do nosso concelho. É essa a tarefa, a obrigação moral e a responsabilidade inerente à gestão municipal. Importa dignificar as estruturas existentes, melhorá-las e coloca-las ao serviço das associações, dos clubes e das populações. Impõe-se honrar a memória daqueles que com orgulho ergueram equipamentos públicos e marcaram novos passos no desenvolvimento da nossa terra. Com rigor e sensibilidade é, também esse, o trabalho que se tem desenvolvido. Ourém marca pela positiva…
João Heitor

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A campanha que não se entende…



Nos três “Suplementos” do (atual) PSD, publicados neste jornal, fui mimoseado em duas publicações. Respeito-as enquanto publicidade paga, enquanto estratégia política deste partido. Vários cidadãos têm-me manifestado a admiração face ao (actual) PSD que não consegue lidar com as suas próprias decisões e votações nos órgãos autárquicos. Só devemos dar atenção a quem a merece, como diria o vereador Vítor Frazão (homem que me tem surpreendido, pela positiva, ao longo dos últimos três anos, confesso). Adiante, pois então.

Depois de várias insistências junto do governo, preconizadas pelo Presidente da Câmara e pela Presidente da Assembleia Municipal, no último ano, o atual Secretário de Estado da Saúde prometeu médicos para garantir o funcionamento do Centro de Saúde entre as 8h e as 24h; que o Hospital de Tomar iria ter um Serviço de Urgência; que o Centro de Saúde iria ter médicos de especialidades em cardiologia entre outras; e que seriam colocadas viaturas com médico e enfermeiro para as nossas freguesias. Até ao momento nada foi concretizado. Esqueceu-se, foi só promessa ou o quê?

Este sim é um tema que afeta e preocupa as populações. Este e outros. Os que dizem respeito às pessoas que diariamente trabalham no concelho de Ourem; que vivem nas 18 freguesias do nosso território assim (e bem) constituído; que acedem aos serviços de Justiça no (nosso) Tribunal; que empenhada, e, afincadamente, desejam caminhos de conquista e de salvaguarda dos seus direitos.

As pessoas não aguentam mais cortes. Os cidadãos vão morrer de cansaço, por terem de estar acordados a defender o que é seu, e que lhes querem tirar.

Vivemos numa época de crise. Não se entendem, nem as pessoas aceitarão, gastos em campanhas eleitorais com cartazes por todo o lado, quando há desemprego e fome.

Deseja-se a ajuda ao próximo, a entreajuda e uma real congregação de esforços. Marcados pela história, ou esquecidos, serão aqueles que ignoram os problemas das pessoas, os que se inibem de contribuir para as soluções e, somente, se empenham em criar factos inexistentes ou olhar para o seu umbigo.

João Heitor