21h, sentado à mesa para jantar. Peguei no comando da televisão (erro!) e liguei a SIC Notícias. Passei para a RTPN. Mas, logo de seguida, para a TVI24.
Se num chovia, no outro trovejava, e por último vi relâmpagos!
Se estivesse bem disposto, e o dia corrido bem, ao passar nestes três canais, teria razões para ficar angustiado, ponderar fazer as malas e emigrar para um país do norte da Europa (que é onde toda a gente diz que há boas escolas, hospitais e índicies internacionais dos mais prósperos – só se esquecem é de referir as cargas fiscais que nestes países se pagam, entre outros).
Aliás, há uns séculos atrás já os puritanos abandonaram a Holanda e no Mayflower foram povoar o território que mais tarde se fundou como os Estados Unidos da América. Porque não uma debandada geral para recomeçar o país, num novo território já que Portugal, na boca de tanta gente, não serve, não consegue, não tem...? Porque é que esta gente, que aspira à categoria de pessoa, não funda o território das certezas, num outro canto do mundo?
Senti esse desejo (só pode!) daquele dirigente do PSD de cabelos brancos, quiçá desesperado por ter assistido à sua vida vivida longe dos pedestais das televisões, na SIC, e no momento do mediatismo fazer um retrato digno de um qualquer filme de Hitchcock para o lado do negro (isto porque os filmes do Alfred além de serem de suspence foram feitos no tempo do preto e branco – tal como o senhor do PSD (lá está)).
Na RTPN um qualquer Dr., Economista (convém escrever assim por extenso que os economistas – pelo menos os que conheço - são muito manientos com estas porras das siglas) ou lá o que era, todo lavadinho, traçava mais uma sina com missa rezada, às contas e políticas do governo. Virei.
Na TVI 24 lá estava o ex-Ministro das Finanças, da Economia ou da Indústria, Mira Amaral a cuspir mais umas quantas teorias (que não soube implementar enquanto foi ministro – porque terá sido?).
O país pode ter problemas graves – que tem – tal como outros pelo mundo fora, mas estarem 3 “zandingas” a falarem para 3 jornalistas em horário nobre, é dose!
Depois a comunicação social desculpa-se com a teoria de que ilustra o país real.
Ai ilustra? Então venham a Ourém ver o que são contas sem saldo, déficits, passivos sem receitas e problemas, seguidos de incógnitas a terminar em dúvidas...
E se quiserem trocar algumas palvras com gente assim para o saloia, também se encontram e recomendam. Do mesmo género, feitio e tipologia, com siglas de Dr. ou Economistas.
Sadia paciência. Sadia coragem. Sadia determinação têm aqueles que conseguem viver, trabalhar, alcançar, vencer e crescer.
Não é fácil no meio de tanto negativismo, miséria, tiros e estórias de faca e alguidar (nas manhãs do Goucha, nas tardes da Júlia e nas noites do Crespo)...
Talvez, mas só talvez, tudo isto tenha acontecido hoje porque acabou o Verão e no calendário começou o Outono...