quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Na direcção certa...

A cada dia que passa mais convencido fico, e estou, de que é preferível errar nas decisões que se tomam, do que errar por omissão.

E a juntar a esta, o facto de se agir na altura certa ser meio caminho para a correcção de caminhos e posturas salvaguardando o futuro.

Em última instância, e completando estas análises, o canalizar diário de energias para diferentes objectivos e processos, reforça-nos na determinação das convicções...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Erro. Lá está! Primeiro dia de Outono...

21h, sentado à mesa para jantar. Peguei no comando da televisão (erro!) e liguei a SIC Notícias. Passei para a RTPN. Mas, logo de seguida, para a TVI24.

Se num chovia, no outro trovejava, e por último vi relâmpagos!

Se estivesse bem disposto, e o dia corrido bem, ao passar nestes três canais, teria razões para ficar angustiado, ponderar fazer as malas e emigrar para um país do norte da Europa (que é onde toda a gente diz que há boas escolas, hospitais e índicies internacionais dos mais prósperos – só se esquecem é de referir as cargas fiscais que nestes países se pagam, entre outros).

Aliás, há uns séculos atrás já os puritanos abandonaram a Holanda e no Mayflower foram povoar o território que mais tarde se fundou como os Estados Unidos da América. Porque não uma debandada geral para recomeçar o país, num novo território já que Portugal, na boca de tanta gente, não serve, não consegue, não tem...? Porque é que esta gente, que aspira à categoria de pessoa, não funda o território das certezas, num outro canto do mundo?

Senti esse desejo (só pode!) daquele dirigente do PSD de cabelos brancos, quiçá desesperado por ter assistido à sua vida vivida longe dos pedestais das televisões, na SIC, e no momento do mediatismo fazer um retrato digno de um qualquer filme de Hitchcock para o lado do negro (isto porque os filmes do Alfred além de serem de suspence foram feitos no tempo do preto e branco – tal como o senhor do PSD (lá está)).

Na RTPN um qualquer Dr., Economista (convém escrever assim por extenso que os economistas – pelo menos os que conheço - são muito manientos com estas porras das siglas) ou lá o que era, todo lavadinho, traçava mais uma sina com missa rezada, às contas e políticas do governo. Virei.

Na TVI 24 lá estava o ex-Ministro das Finanças, da Economia ou da Indústria, Mira Amaral a cuspir mais umas quantas teorias (que não soube implementar enquanto foi ministro – porque terá sido?).

O país pode ter problemas graves – que tem – tal como outros pelo mundo fora, mas estarem 3 “zandingas” a falarem para 3 jornalistas em horário nobre, é dose!

Depois a comunicação social desculpa-se com a teoria de que ilustra o país real.

Ai ilustra? Então venham a Ourém ver o que são contas sem saldo, déficits, passivos sem receitas e problemas, seguidos de incógnitas a terminar em dúvidas...

E se quiserem trocar algumas palvras com gente assim para o saloia, também se encontram e recomendam. Do mesmo género, feitio e tipologia, com siglas de Dr. ou Economistas.

Sadia paciência. Sadia coragem. Sadia determinação têm aqueles que conseguem viver, trabalhar, alcançar, vencer e crescer.

Não é fácil no meio de tanto negativismo, miséria, tiros e estórias de faca e alguidar (nas manhãs do Goucha, nas tardes da Júlia e nas noites do Crespo)...

Talvez, mas só talvez, tudo isto tenha acontecido hoje porque acabou o Verão e no calendário começou o Outono...

Que Deus lhe pague!

Um homem sente-se mal no meio da rua, caiu, e foi levado para a urgência de um hospital particular, pertencente à igreja, administrado totalmente por freiras.

Lá, verificou-se que teria de ser urgentemente operado ao coração, o que foi feito com êxito.

Quando acordou, a seu lado estava a freira responsável pela tesouraria do hospital e que lhe disse prontamente:

- Caro senhor, a sua operação foi bem sucedida e o senhor está salvo. Entretanto, há um assunto que precisa da sua urgente atenção: como é que o senhor pretende pagar a conta do hospital? O Senhor tem seguro de saúde?

- Não, irmã.

- Tem cartão de crédito?

- Não, irmã.

- Pode pagar em dinheiro?

- Não tenho dinheiro, irmã.

- Em cheque, então?

- Também não, irmã.

- Bem, o senhor tem algum parente que possa pagar a conta?

- Ah... irmã, eu tenho uma irmã solteirona, que é freira, mas não tem um tostão.

E a Freira corrigindo-o:

- Desculpe que o corrija, mas as freiras não são solteironas, como o senhor disse. Elas são casadas com Deus!

- Magnífico! Então, por favor, mande a conta para o meu cunhado!

Foi então que nasceu a expressão:

"Deus lhe pague!"

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Conquistar é a ousadia...

Cada desafio é uma conquista que se ganha, quando se avança.

Fácil é desistir.

Fácil é não fazer.

Fácil é ficar quieto.

Difícil é seguir em frente mesmo desconhecendo o caminho por onde se avança.

Há quem deixe de comer um chocolate com medo de gostar, e voltar a repetir.

Felizes os que vencem os medos.

Felizes os que enfrentam os dias com a incerteza, mas determinados em seguir...

Não há melhor lugar no mundo, ou que se possa comparar, do que o bem estar interior que resulta do nosso querer.

O nosso sorrir é um estado superior da essência humana.

Conquistá-lo é a ousadia...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Talvez... mas só: talvez...

Volateis dias e dias que se passam em chamadas, reuniões, computadores e viagens de trabalho.

Viagens. Essas que nos permitem o pensar profundo.

Pensar, (talvez) esse repugnante acto que tantas vezes nos impede de somente olhar, sentir, tocar, ou escutar o simples barulho do nosso respirar...

Somos donos de nós prórpios, mas (talvez) só até ao ponto em que não colidimos com as responsabilidades...

Seremos escravos de uma sociedade que nos molda, a quem devemos o ser social, que de nós precisa como o valor social?

Talvez. Mas deixemos esses estudos para os antropólogos e sociólogos de serviço à incompreensível natureza humana, sempre incerta e imprevista.

É essa! A imprevissão! Aquele momento que (talvez) nos quebra o controlo da vida, dos caminhos planeados, dos objectivos a atingir...

Que ganhos nos dá a imprevissibilidade da vida?

O tempo que (talvez) nos trai, sem alma e sem gente, acaba por ser aquele que nos guia e orienta contrariados, consumidos e limitados...

Talvez...

domingo, 12 de setembro de 2010

Há falta de empenho e dedicação...

Telma Monteiro conquistou a medalha de prata em Judo. Assim, hoje Portugal marcou pontos no tapete, mesmo que a selecção nacional tenha levado um banho de bola no hóquei frente à Espanha, com os resultados caseiros da selecção nacional, do Benfica e do Sporting que contrariam os milhões investidos em brasileiros, uruguaios, chilenos...

Assim, e com as dificuldades financeiras que o país atravessa, à porta da discussão do orçamento de estado e com o PSD a propor uma revisão constitucional, os portugueses preocupam-se com o emprego e a triologia de Fátima, Futebol e Fado volta a ganhar adeptos na faixa norte do país. Porquê? Porque no norte o Porto continua a marcar e a somar, a fé é a última coisa a perder, e o fado representa o triste cenário dos sulistas que agora querem pôr o pessoal a pagar as SCUT’S...

Deveres? Quais deveres. Falem é dos direitos que as pessoas têm: saúde gratuita; educação gratuita; apoios sociais; SCUT’S gratuitas; juros baixos; fuga ao IRS e ao IVA sempre que se conseguir...

Crise? Qual crise? Que se batam as bolas, que se cante e reze. Até lá e durante todos estes momentos, passam os minutos e até se esquecem os problemas da economia, das empresas e da sustentabilidade da produção nacional como contra-pesso às importações que aumentam a cada dia...

Há dias, numa conversa de ocasião, um esclarecido trabalhador dizia-me que se empenhava no trabalho e protegia o seu patrão para garantir o seu posto de trabalho. Não duvido que aquele homem será o último a ser despedido caso a empresa não consiga continuar a exportar a sua produção. Mas, também não duvido de que a maioria dos outros funcionários da empresa não pensam desta forma.

Continuar a fazer o mínimo e indispensável para somente justificar o emprego e o salário, foi “chão que já deu uvas”... Enganam-se os que pensam desta forma, e que se recostam na almofada do subsídio de desemprego. Até porque, com tantas pessoas a usufruir desta recurso, o estado e todos nós que descontamos, não seremos suficientes para tantos subsidio-dependentes. Não sendo a parte pelo todo ou vice-versa, valha-nos o judo, o salto em comprimento, o trialto... Como súmula (um conceito em voga) que nos valha o Atletismo onde os resultados se alcançam pelo esforço, dedicação, empenho, trabalho e suor daqueles que individualmente olham o céu com um objectivo em mente... e conseguem!

sábado, 11 de setembro de 2010

Os edifícios que nos fazem...

Esta noite entrei no jardim-de-infância onde a Leonor vai começar o seu percurso escolar na próxima segunda-feira, dia 13.

No mesmo edifíco onde a minha mãe deu aulas do 1º ciclo há mais de 30 anos.

No mesmo edificio onde, posteriormente, esteve sedeada a Delegação Escolar do concelho de Ourém, e onde o meu pai trabalhou.

No mesmo edificio onde em pequeno estive com a minha mãe, onde em adolescente ia ter com o meu pai, e onde a partir de segunda feira deixarei a Leonor no começo do dia para a sua construção social, humana e intrínseca, que ali alinhará.

Poderia escrever que os percursos do Homem repetem-se em cada rotina prevista e programada.

Porém, na incerteza da vida e da volatilidade laboral, nada previa que estas coincidências repartidas por mais de três décadas, hoje, e em mim, fariam despertar o sorrir pela memória do meu pai, pelo respeito e admiração à minha mãe, e pelo amor que tenho à minha filha.

Desviando do centralismo familiar da ocorrência, permito-me ainda registar a solidez das estruturas educativas, o empenho das famílias e a alegria das crianças que neste fim de tarde e princípio de noite confirmaram o conceito de comunidade educativa. Essas duas palavras que tantas vezes ou somente escritas nos livros teóricos dos estudiosos da educação, da psicologia e da política se encontram.

Os edificios são pedras, madeira, tijolos. Mas neles vivem, crescem, aprendem, e se fazem estórias na linha da vida dos Homens. Esses edificios tornam-se assim elos de ligações entre o frio Inverno do normativo e o quente respirar de quem neles e deles faz o seu caminho...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A paixão da vida...

O ópio da vida.

O ar que respiramos, nos dias completos pelas horas, e vividos nos segundos do bater do coração.

Somos todos e um só, em nós e nos outros.

Pelo que erramos em omissão, excedemos em falta e multiplicamos em silêncio.

Para o contrariar importa erguer, construir e edificar as pontes das relações e da partilha humana do que em rede sentimos, necessitamos e potenciamos.

Sou e seremos o que de nós depende, o que por nós podemos fazer.

A fraude do mistério da inexistência da paixão... pela vida... é surreal...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

As colunas da vida...

As colunas da sabedoria, da força e da beleza sustentam os homens livres e de bons costumes em cada obra humana. São elas, em sentido figurado, que consolidam o edifício mental, a estrutura intelectual e a acção diária individualizada.

Há quem chegue a elas fisicamente, mas que se distancia, e jamais as edifica dentro de si. Habitualmente tal deve-se e acontece a quem possui uma específica característica: o egocentrismo.

O egocentrismo não permite, efectivamente, que de forma livre se procurem e alcancem conhecimentos através de ensinamentos de outros, na aprendizagem constante que nos pinta os cabelos de branco e nos abre as rugas no rosto.

E porque em sociedade vivemos, e dela fazemos parte, recai nas nossas acções de humanidade a essência individual que comportamos como peças do grande rio da vida.

Cada vez mais só uso o espelho para confirmar as rugas, os cabelos brancos e a limpeza do rosto. Até porque quem usa o espelho falando e indagando em todas as acções diárias, acaba por em cada gesto, decisão ou posição, só, e somente, tomar o seu sentido pessoal.

Porém, em nossas mãos estão os outros, que connosco fazem o dia-a-dia de cumplicidade, de entreajuda, de ensinamentos mútuos, de conquista, de entrega e suor partilhado.

E assim, de pé, ouvimos, falamos e fazemos o que de todos e para todos pode nascer.

E assim, pelo que de bom alcançamos conjuntamente, brilhamos como seres humanos, aos olhos daqueles que desprendidamente assumem a vida.

Não são as chaves que abrem as portas do sentimento, do coração, da conquista, da amizade e do respeito. O reconhecimento só se alcança com tolerância, simplicidade, frontalidade, verdade e confiança.

Ainda que para muitos os títulos constituam a distinção entre os Homens, acredito que a sabedoria, a força e a beleza individual são a essência que faz a diferença.

E assim ontem regressei a casa. Com a consciência de que o caminho que percorri num passado muito recente, se pautou pelo que, desprendidamente, alcancei. Sem o procurar, o reconhecimento e os frutos surgem espontaneamente. Senti-me abençoado por ter partilhado o conhecimento, o dia-a-dia, a estima, a conquista e a amizade de tantas pessoas. Senti-me rico em conforto, em tranquilidade e em missão cumprida.

Mesmo já tendo a vida se encarregado de me mostrar que nem sempre sorrimos e vencemos, reforço e partilho o pensar de que a força está no que em conjunto, como sociedade, conseguimos alcançar...