quinta-feira, 9 de maio de 2013

A Páscoa de cada dia do ano...



A Páscoa é, sempre, um período de reflexão, de introspecção, de retemperar energias e sinergias que possibilitem acções individuais e coletivas em torno do valor da pessoa.

Regredimos, civilizacionalmente, em alguns locais do mundo. Regredimos, civilizacionalmente, em alguns pilares que sustentam o humanismo. Regredimos, civilizacionalmente, na qualidade da vida que se impõe pelo simples acesso à alimentação, ao emprego, à velhice, aos serviços de saúde.

Travamos uma luta desigual. A luta entre o Homem e a economia. A sobrevivência, na sociedade, de cada um de nós e do próximo. A luta pelos direitos e deveres dos homens e mulheres face às decisões dos estados, das uniões e das organizações.

Jesus Cristo recolocou o Homem no centro da decisão, a palavra como valor de lei, a acção e o trabalho como imperativo moral, social e humano.

Nos dias de hoje, e cada vez mais, o Homem é o elemento fulcral do funcionamento da sociedade. Cada um de nós, no seu meio, na organização a que pertence, no concelho onde reside, no seio do seu grupo de pertença, faz a diferença, enriquece cada momento partilhado e constrói o futuro de braço dado com os instrumentos individuais de que dispõe.

A humildade e o valor são duas virtudes que caminham lado a lado, e que honram todos aqueles que a elas recorrem, no seu dia-a-dia, pela simplicidade do seu ser e agir. Saibamos (todos aqueles que livre e vocacionalmente o desejem) honrar o valor da vida.

A Páscoa, assume-se, cada vez mais, e tal como o Natal, no diário agir do Homem que se deseja como espécie possuidora de raciocínio e amor.

João Heitor

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Homenagear quem merece…



O Município de Ourém deliberou, sob proposta do Presidente Paulo Fonseca, passar a designar o Parque Linear para Parque Dr. António Teixeira, em homenagem a este anterior autarca.

Efectivamente, foi o Dr. António Teixeira, enquanto Presidente da Câmara eleito pelo CDS, que comprou, do seu bolso, os terrenos onde actualmente existe o Parque Linear, as Piscinas Municipais, o Cine – Teatro, o Centro de Negócios e ainda a Zona Industrial de Casal dos Frades. Curiosamente, ou não, quando o Dr. António Teixeira apresentou em reunião de Câmara a proposta do Município de Ourém adquirir estes terrenos, os vereadores da oposição (PSD) manifestaram-se contra. Logo, o Dr. António Teixeira os comprou, com o seu dinheiro, e, posteriormente, pelo mesmo valor, os vendeu à Câmara Municipal depois de a oposição ter constatado que afinal a compra seria vantajosa para o concelho. O Dr. António Teixeira provou com este comportamento, e de entre outros, ser um homem de honra, com honestidade e vontade de resolver problemas, gerar desenvolvimento, promover a justiça e ultrapassar dificuldades.

Questiona-se, com lógica e pertinência, se o Dr. António Teixeira não tivesse sido persistente e determinado na compra destes terrenos (com óbvia visão de futuro), para onde teria crescido a então Vila Nova de Ourém? Onde estariam as Piscinas Municipais, o Cine – Teatro, onde se realizaria o mercado, onde é que estaria a Zona Industrial?

Curiosamente, ou não – lá está, o Dr. António Teixeira (e o CDS) perdeu as eleições para o PSD, com uma “transferência de camisola” de um respeitado autarca do CDS que assim dividiu os votos e deu a eleição aos social-democratas por um punhado de votos de diferença. A partir desta data, e tendo perdido um dos símbolos da gestão autárquica da democracia cristã, o CDS foi definhando até aos dias de hoje em que é absorvido pelo PSD pelas mãos dos dirigentes nacionais. A obra, o legado e a democracia cristã mereciam outro respeito.

Curiosamente, ou não – lá está, em 2000, o executivo municipal liderado pelo PSD publicou um livro, com edição de luxo e sobre a qual não há registo do seu custo, que pretendia contar a história pública século XX em Ourém. O executivo PSD conseguiu contar a história do século XX do Município de Ourém “esquecendo-se” de destacar a gestão do Dr. António Teixeira e do CDS na vida autárquica do concelho. Brilhante “esquecimento”!

Curiosamente, ou não – lá esta, até o passar dos anos deixou e levou que aqueles que se “esqueceram” do legado do Dr. António Teixeira hoje “usem” o espírito da Democracia Cristã para tentarem retomar o poder perdido.

Regista-se com elevada nobreza a atribuição do nome do Dr. António Teixeira ao Parque Linear, em nome da verdade histórica, da memória, do legado que muito honra todos os cidadãos deste concelho que se revêem na democracia e na justiça dos homens bons.

João Heitor

Alternativas de acção...



No passado dia 14 de Abril o concelho de Ourém assistiu à inauguração do novo Centro de Acolhimento Temporário da Ribeira do Fárrio cujo nome, “Sorrir e Brincar”, ilustra a forma simples, o espírito, o conceito e o carinho com que o Filipe Janeiro e a sua equipa têm dedicado a este projecto de referência.

Estas são as obras que marcam a vida de uma comunidade, e, ao mesmo tempo, de cada criança que ao longo dos anos por ali encontrou(a) o conforto, retemperou(a) energias e rumou por um caminho orientado, sorridente e de esperança.

Filipe Janeiro concluiu a obra que contou com o apoio de várias entidades. De entre elas a do Município de Ourém que através de Paulo Fonseca confirmou apoio financeiro directo, já aprovado em reunião de Câmara.

Sabemos que as necessidades do concelho de Ourém são diversas, dispersas, e de elevado número. Cabe ao estado, às autarquias locais, às entidades públicas garantirem verbas para que as obras dos homens bons possam ser a realidade nas comunidades. Porém, e face à actual conjectura económica, e às leis que impedem investimentos, nem sempre é possível apoiar, directamente, todos os projectos.

Assim, e consciente destas dificuldades, Paulo Fonseca tem-se empenhado em encontrar alternativas de apoios, de financiamentos complementares, paralelos, através das participações municipais em várias entidades.

Neste caso, para as novas instalações do CAT da Ribeira do Fárrio, o Município de Ourém, por possuir a Vice-Presidência da ADIRN, reforçou a necessidade de apoiar esta obra, tendo existido assim uma comparticipação indirecta de 200 mil euros.

É assim, desta forma, directa e indirecta, junto das várias organizações, potenciando as relações institucionais, orientando a acção para o bem comum, para a solução dos problemas das associações, dos munícipes, que se consubstancia o papel do poder autárquico.

É desta forma que se garantem melhores condições a crianças que têm histórias de vida complicadas, que se amparam os idosos nos lares, que se apoiam as famílias com os novos equipamentos educativos, que se afirma a dignidade humana, o apoio e a ajuda ao próximo como missão do Homem.

Só por estas razões se justificam as responsabilidades partilhadas, o percurso de vida que fazemos desde que nascemos até que morremos, a dignidade em todos os momentos da nossa presença, e, simultaneamente, a razão de existirem pessoas que, desprendida e espontaneamente, se afirmam como referências sociais e naturais líderes das suas comunidades. 

A solidariedade, a partilha, o empenho natural, o carisma, a capacidade em resolver problemas não se atribuem a uma pessoa, nem se trabalham nela mesma. Estas capacidades ou existem no adn de cada um, ou jamais alguém será capaz poder ser aquilo que não é.

Valorizam-se assim, e destacam-se, aos olhos dos comuns mortais desprovidos de palas partidárias, clubistas ou regionais, os homens bons que fazem acreditar num futuro promissor.

João Heitor