Há décadas que os
políticos são apontados por alguns portugueses como os culpados de todos os
problemas que surgem em termos económicos, sociais e estruturais.
Mesmo que os políticos
advenham das múltiplas profissões e áreas da sociedade. Mesmo que muitos deles
integrem as organizações partidárias com interesses alheios aos nobres
princípios da democracia. Mesmo que muitos procurem na política um trampolim
para a ascensão. Mesmo que a política e os partidos políticos possuam nas suas
fileiras oportunistas, a parte, não pode (nem deve - a bem da democracia) ser
tomada pelo todo! A honra dos restantes e o seu empenho na causa pública não
devia ser arrastada para algumas "caldeiradas" cozinhadas por uns
quantos desesperados e maus perdedores.
Porém, a nível nacional,
alguns portugueses colocam um rótulo nos políticos do tipo:
"malandros". Não se escreve, ou destaca, que, a maioria vem para o
Estado ajudar a gerir a "coisa pública". Mas há quem tenha sempre o
dedo apontado aos políticos. Os mesmos que se puderem fogem aos impostos, que
condenam tudo, e todos, e que se esquivam de participar na construção da
sociedade que de todos precisa.
Se assim é a nível
nacional, numa outra dimensão, a nível local, a avaliação é similar. Apontam o
dedo ao Município de Ourém e aos que lá trabalham com os mesmos denominadores
comuns. Mas, se o com o cidadão comum devemos ser tolerantes, pelo desconhecimento
deste em relação às competências municipais e face às dificuldades orçamentais,
já com aqueles que em tempos recentes pertenceram à gestão autárquica, tal
tolerância, não tem lugar.
Repudio os
comportamentos conspiradores e mesquinhos daqueles que a todo o custo querem
retomar o poder em Ourém. Dificultam decisões e põem pedras no caminho dos que
só pretendem encontrar respostas para os problemas existentes. Inventam
dúvidas, criam outras tantas, com um pequeno grupo (devidamente identificado) e
umas quantas páginas anónimas do facebook e um blogue anónimo que, somente,
visam denegrir a imagem de quem democraticamente foi eleito.
São estes
comportamentos, estas atitudes, este minar constante com pseudo-factos que tem
levado dezenas de social-democratas a manifestare a sua solidariedade com o
actual executivo municipal. A política é essencial para a democracia. E, também
por isso, a democracia tem de ser protegida de certa gente.