quarta-feira, 21 de março de 2012

Num outro dia de poesia...

Esquece a poesia Mulher de Deus.
Tu que és brilho e intensidade poética viva.
Correm-te nas veias todas as palavras do Mundo.
Seguram-te o sol e aquece-te a terra quente.

Não comemores este dia Mulher de Deus.
Tu que dás à luz nossos filhos.
Que acalentas o sorrir por cada beijo.
Que alimentas o futuro em teu leito materno.

Poesia, Mulher de Deus e do Mundo.
És nossa mãe em sentir.
És nossa companheira de viver.
És nossa inspiração a escrever.

Poesia num fervilhar de imensidão.
Mulher numa linha de união.
Que Deus soube criar.
Que com Fé o homem quer amar…

São estas e outras as poesias mil,
De encantos e tristezas. Ontem e hoje.
Porque o amanhã, a poesia não pode tocar.
Ela é o sentir presente que a cada dia vou agarrar...

João Heitor

sexta-feira, 16 de março de 2012

Por onde andas?


Pensava eu, em ti.

Agora que a noite caiu.

Incerto, pensei.

E de tanto questionar, deixei-me levar.

Pela memória do teu som nos meus sentidos,

Pela memória do teu olhar no meu caminho.

És liberta em cada voo.

És simples em cada traço.

És leve em cada toque de agitar.

És um doce lugar onde me posso imaginar.

Onde me posso perder.

Vou voltar a esperar,

Que perto de mim venhas poisar,

Que perto de mim, te deixes contemplar.

Não te percas.

O tempo demora a passar,

Mas nele eu posso encontrar,

O motivo para sorrir,

O motivo de deixar de ser,

Para outro mundo entrar,

A voar...

João Heitor

Para mim...


Caem as gotas de sal, rosto abaixo.

Naquela pedra, na rocha molhada.

Ao sabor do mar.

Ao toque da musa que nela se apoia.

Salpicos de vida em energia recordo.

Em cada memória de espírito.

Em cada vida de corredor em corredor.

Em cada fechar de porta.

Em cada percurso de olhos baixos.

Que me lembre…

Deles e de nenhuns, outros, diferentes.

Abro os olhos um dia mais.

Pensando na água de sal, de gotas salpicadas.

As que me arrefecem o rosto.

As que me trazem de volta.

Ao sonho real.

Ao desejo de esperança.

À esperança de cada grão.

Na areia da praia, que a ti pertence.

Eu vou-me lembrar.

Desse tempo...

João Heitor

quinta-feira, 15 de março de 2012

Há qualquer coisa de especial...


É o caminho do mundo,
Onde me encontro,
Onde me reparo,
Onde me escondo.
 
 
Nas noites quentes,
No silêncio da lua,
No pensar flutuante,
No respirar sussurrante.
 
 
Eu sei desse olhar,
Eu sei dessa andar,
Eu sei desse abraço,
Que o mar me quer dar.
 
 
 Perde-se o sono,
Que nunca chegou,
Que não me acalmou,
Que por ti teima em chamar.
 
 
Eu não quero lutar,
Não quero chorar,
Não quero vencer,
Só para te poder amar...


 
João Heitor

Na dúvida...


Há décadas que os políticos são apontados por alguns portugueses como os culpados de todos os problemas que surgem em termos económicos, sociais e estruturais.

Mesmo que os políticos advenham das múltiplas profissões e áreas da sociedade. Mesmo que muitos deles integrem as organizações partidárias com interesses alheios aos nobres princípios da democracia. Mesmo que muitos procurem na política um trampolim para a ascensão. Mesmo que a política e os partidos políticos possuam nas suas fileiras oportunistas, a parte, não pode (nem deve - a bem da democracia) ser tomada pelo todo! A honra dos restantes e o seu empenho na causa pública não devia ser arrastada para algumas "caldeiradas" cozinhadas por uns quantos desesperados e maus perdedores.

Porém, a nível nacional, alguns portugueses colocam um rótulo nos políticos do tipo: "malandros". Não se escreve, ou destaca, que, a maioria vem para o Estado ajudar a gerir a "coisa pública". Mas há quem tenha sempre o dedo apontado aos políticos. Os mesmos que se puderem fogem aos impostos, que condenam tudo, e todos, e que se esquivam de participar na construção da sociedade que de todos precisa.

Se assim é a nível nacional, numa outra dimensão, a nível local, a avaliação é similar. Apontam o dedo ao Município de Ourém e aos que lá trabalham com os mesmos denominadores comuns. Mas, se o com o cidadão comum devemos ser tolerantes, pelo desconhecimento deste em relação às competências municipais e face às dificuldades orçamentais, já com aqueles que em tempos recentes pertenceram à gestão autárquica, tal tolerância, não tem lugar.

Repudio os comportamentos conspiradores e mesquinhos daqueles que a todo o custo querem retomar o poder em Ourém. Dificultam decisões e põem pedras no caminho dos que só pretendem encontrar respostas para os problemas existentes. Inventam dúvidas, criam outras tantas, com um pequeno grupo (devidamente identificado) e umas quantas páginas anónimas do facebook e um blogue anónimo que, somente, visam denegrir a imagem de quem democraticamente foi eleito.

São estes comportamentos, estas atitudes, este minar constante com pseudo-factos que tem levado dezenas de social-democratas a manifestare a sua solidariedade com o actual executivo municipal. A política é essencial para a democracia. E, também por isso, a democracia tem de ser protegida de certa gente.

Passo a passo, se faz o caminho...


O executivo municipal apresentou um documento de enquadramento estratégico e um planeamento de investimentos para o saneamento no concelho de Ourém.

Existindo uma cobertura de somente 46% em todo o território concelhio, a apresentação deste documento reveste-se de extrema importância.

Seremos, com toda a certeza, e infelizmente, o concelho do país que tem o mais baixo índice de saneamento.

Em pleno século XXI, o Município de Ourém está a elaborar uma candidatura para procurar concluir os 54% de saneamento básico. Quem diria…

O aumento substancial da eficiência e a consequente melhoria da prestação do serviço de saneamento de águas residuais urbanas, assim como a melhoria substancial da qualidade de vida de todo o concelho de Ourém são os objetivos que levarão a um investimento total de mais de 48 milhões de euros, para uma extensão de mais de 500Km de condutas.

Não se entende porque é que nas últimas décadas os anteriores executivos não lançaram mais candidaturas aos quadros comunitários para completar a rede de saneamento básico.

Esta foi também uma das heranças que o atual executivo herdou. Herdou, mas traçou um plano que agora ganha forma. Herdou, mas planeou e avançou com uma estratégia que permitirá a curto e médio prazo dotar o nosso concelho das condições ambientais dignas de uma terra com qualidade de vida.

Mais do que fazer obra, o planeamento, a gestão e a sua efetivação são uma nova marca de funcionamento do município. Também por isso o rigor é fundamental.

João Heitor