segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Opinião de Mário Crespo

Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.

Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários. Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da ( ) "gestão das poupanças do prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty " significando que o aromático peixe é recomendado pela família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho, passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível. Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avolumavam. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime. Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo.

sábado, 29 de agosto de 2009

Mestre, que é Mestre é que sabe... º

O episódio passa-se no Templo de Shaolin:

Discípulo: Sábio Mestre poderia ensinar-me a diferença entre a pérola e a mulher?

Mestre: A diferença, humilde gafanhoto, é que numa pérola pode-se enfiar por dois lados, enquanto numa mulher somente por um lado.

Discípulo (um tanto confuso): Mestre, longe de mim contradizer vossa himalaica sabedoria, mas ouvi dizer que certas mulheres permitem ser enfiadas pelos dois lados!

Mestre (com um fino sorriso): Nesse caso, curioso gafanhoto, não se trata de uma mulher, mas sim de uma pérola...

domingo, 23 de agosto de 2009

Há 2 anos atrás, pelos vistos, atreveu-se...

Há quem diga que o isolamento que aplicaram a João Moura se deveu à sua “ousadia” em se candidatar à Presidência da Comissão Política Concelhia do PSD ao mesmo tempo que Victor Frazão.

Talvez. Todavia, parece-nos que a grande afronta deu-se quando João Moura foi o mandatário de Menezes no distrito, ao mesmo tempo que Mário Albuquerque assumiu as mesmas funções por Marques Mendes.

Repetiu-se com a candidatura de Pedro Passos Coelho com João Moura de um lado e Mário Albuquerque de outro. Victor Frazão, publicamente, não tomou posição.

A democracia é muito bonita para ser defendida, exaltada, afincadamente e publicamente válida, mas, e sempre, fora de portas…

A afronta ao concebo Social Democrata teria um preço.

Tendo mesmo granjeado 40% dos votos para liderar a Comissão Política Concelhia, João Moura teria de “pagar a ofensa”.

Logo, e nas contas do “Deve e Haver” o PSD do concelho de Ourém permitiu e deu-se ao “luxo” de remeter para a Assembleia Municipal o seu melhor quadro político jovem.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Méééé....... fazem as ovelhas que pastam ali em baixo no terreno de leito de cheia da ribeira de Seiça...

Afinal, o segredo de alguns jovens que entram directamente para a política reside no facto de chamarem filho da puta àqueles com quem não partilham as mesmas ideias.

É justo. Encham-se, então, e novamente, os tribunais com processos de difamação…

É que educação e nível, devem ser transversais à sociedade onde vivemos.

Independentemente do credo e da religião, da economia e da probreza, do sexo homo ou hetero...

Penso eu de que... com dizia o outro. Ou, se calhar sou eu que estou errado...

Problemas de audição? Vá à MultiÓpticas!

"Falham igualmente os que ouvem o conselho de ninguém e os que ouvem
o conselho de toda a gente".

Thomas M. Beshere

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Militante sai do PSD e diz que a renovação prometida foi um "embuste"

“Professor catedrático e pró-reitor da Universidade do Minho escreveu uma carta aberta à líder do PSD afirmando que as listas para as legislativas são "golpes terríveis na democracia".

Luís Filipe Lobo-Fernandes, que em carta aberta à líder do partido intitulada "O grau zero da política" anuncia a sua desfiliação do PSD, lamenta que Ferreira Leite tenha "imposto" a inclusão nas listas de Helena Lopes da Costa e António Preto, "presentemente arguidos em processos judiciais".

"Ora isto são golpes terríveis na democracia. Alguma 'esperança' que V.Exa aparentava protagonizar morreu na primeira curva. Afigura-se-me, ademais, que se perdeu todo o pudor e todo o respeito pelos cidadãos. Como militante do PSD (...) só posso concluir que a renovação de que a Senhora Drª Manuela Ferreira Leite fala assume foros de embuste", afirma este professor de ciência política.

Considerando que esta situação é "inaceitável", Luís Filipe Lobo-Fernandes disse confessar não saber "com que cara" Ferreira Leite "se apresentará aos eleitores nas próximas eleições. Mas será que não existem cidadãos cumpridores, cidadãos exemplares, sem processos de arguido, que possam integrar a lista de deputados?".

Referindo-se também ao caso específico do distrito de Braga, onde reside, o professor universitário considera que as listas escolhidas pelo PSD para as legislativas mostram que "a falta de pudor político e de respeito pelos cidadãos atingiu aqui igualmente as raias do intolerável".

"Ao invés de se escolherem candidatos com provas dadas nas várias frentes do exercício profissional, técnico, e de cidadania activa, opta-se pelo carreirismo, pelos 'amigalhaços', num delírio sem limites. Aqui, temos de novo as mesmíssimas caras(...). Onde está, pois, a renovação de que tanto fala a Sra. Dr.ª Manuela Ferreira Leite?", afirma.

Para Lobo-Fernandes, "o cortejo [de candidatos] é, por certo, extraordinário: Miguel Macedo, João de Deus Pinheiro, tal como, pasme-se, um filho de um presidente de câmara de uma das autarquias locais do distrito. A indicação do Prof. Deus Pinheiro para cabeça de lista pelo distrito de Braga não faz qualquer sentido. Saiu de Braga em 1984, há mais de vinte e cinco anos. Em bom rigor, é (...) um autêntico atestado de menoridade ao terceiro distrito do país".

"Lamento dizê-lo com tanta crueza, mas isto é o PSD no seu pior!", diz, perguntando directamente à líder do PSD: "Onde pára, Senhora Dr.ª Manuela Ferreira Leite, a ética da responsabilidade? Onde está o espírito de serviço público? Mas será que ninguém presta contas?"

"Pergunto: como vai mobilizar a sociedade portuguesa se muitos dos protagonistas são arguidos, estão envolvidos em processos obscuros ou primam pela omissão? É imperioso, por outro lado, abrir os partidos a novos valores, empreender a renovação séria e consequente, e também pugnar por uma maior e melhor distribuição das elites", acrescenta.

Face a este cenário, Lobo-Fernandes, decidiu desfiliar-se do partido "precisamente vinte anos depois de entrar", considerando que o devia fazer "dando a cara" e explicando a sua saída antes das eleições.”

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

No Ourém em Revista - Primeira decisão de Frazão!

“Floreiras embelezam praças

Foi uma das primeiras iniciativas do actual Presidente da Câmara, Vítor Frazão: providenciar a colocação de floreiras nas praças de Ourém e, em breve, também nas praças de Fátima.

O investimento da autarquia foi de cerca de 11 mil euros e implicou a instalação de 48 floreiras na cidade de Ourém. Em Fátima prevê-se gastar cerca de 12.500 euros em 41 floreiras.”

Sempre pensei que as primeiras iniciativas de um presidente de Câmara fossem actos relevantes para o município. Pelos vistos, para este foi a colocação de floreiras…

Incomoda-me, de facto, a necessidade de gastar um total de 13.500 euros em floreiras, depois de terem transformado os largos de Ourém e Fátima em pedreiras a céu aberto.

Deitaram árvores e arbustos abaixo. Cortaram-nos. Calcetaram tudo. Cometem o erro do projecto em duas cidades e agora gastam-se mais de dois mil contos em floreiras…

É este tipo de pensamento, face às reais necessidades do concelho que apregoam como continuadores da confiança e da obra feita junto dos oureenses?

Assim se percebem os quase 10 milhões de contos de passivo da Câmara Municipal…

sábado, 15 de agosto de 2009

Há tempo para tudo na vida...

Há falta de argumentos e entram no ataque pessoal.

Assim tem sido pelo PSD nacional, e assim continua a ser em Ourém, por parte de algumas pessoas que continuam a mandar na estrutura local do PPD/PSD.

É pena. Lamenta-se, realmente, que não consigam debater ideias e ataquem as pessoas.

São, inclusivamente os próprios militantes do PSD que se desmarcam destes comportamentos, de bafo e cheiro a naftalina.

Já não basta deixarem a Câmara endividada e ainda criticam as pessoas que vão dar um rumo a este concelho.

É caso para dizer: “É preciso ter lata!”.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Estão pequenos até nos carros... mas de luxo...

Parece que os “Smarts” já chegaram a Ourém.

Numa altura de crise comer Smarties é um luxo, não acham?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ourém na Rota da Banda Desenhada

Hoje peguei no Ourém em Revista.

Pensei que estava a ver a revista Onde está o Wally?

É que em quase todas as fotos aparece o Sr. Vitor Frazão…

Qualquer semelhança entre ambos é pura coincidência...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

domingo, 9 de agosto de 2009

PSD Ourém já tem cartazes!!!

Numa altura em que as frases célebres são apanágio das escritas locais, e sobre as eleições autárquicas, deixo esta:

"Não é preciso ser um herói; apenas um lutador".

Frei Márcio Aurélio Costa

sábado, 8 de agosto de 2009

Pensamentos pessoais, imperceptíveis à maioria dos presentes, mas soltos pelo silêncio da montanha, roucos da minha voz...

Cada ofício tem uma tarefa. Cada tarefa, e ofício, tem a sua caixa de ferramentas. Saber usá-la fará do artífice capaz ou não, de, em boa fé, receber a jorna pelo seu trabalho.

Nestes novos processos tecnológicos, onde os fluxos digitais ultrapassam os saudosos momentos em que a abertura de espírito e alma nos convenciam que as conversas eram nossas, correm agora outros tempos. Outros, ou os mesmos, aliados aos cabelos brancos que aumentam em ambas as cabeças, sem que a minha seja ou eu desejo que seja – pensante.

Despropositado, este comentário, mas sempre em e de boa fé, alertam-se os vizinhos, os amigos, os camaradas e os padrinhos, ou padrinho – sem que a máfia esteja preocupada com este texto!

Até porque da caixa de ferramentas já saltaram textos mais ou menos pessoais, globais, locais, secretos, audaciosos, pecadores e ousados…

Desconfia-se da mudança, dos novos, dos projectos e regressa-se ao beija-mão sem que se dêem ouvidos aos valores da esquerda radical que outrora levavam ao desbocar de pensamentos e expressões de sorriso aberto e sincero, que parecia.

Não se duvida de ninguém. Não se quer ser primeiro, nem tão pouco especial, único, supremo ou americano. Elevemos, então, a conversa.

Falemos claro e deixemos a imagem da isenção de lado.

Quem chegou primeiro foi quem levou?

Está adjudicado!

Aliás, sempre pertenceu a essa pessoa!

Qualquer ilusão do contrário, só comprova, efectivamente, a ilusão!

Mais dois coices.

Os clãs foram importantes para a consolidação dos povos, mas, há milhares de anos… Hoje já não se usam. O mais parecido com isso, nos dias de hoje são as famílias.

As relações custo/benefício devem ser avaliadas com isenção, por quem tal coisa consiga escrever tal coisa, sem que para isso possa, ou não, deixar de defender “a sua dama”.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009