Vivemos uma complicada semana, entre os dias 2 e 7
de setembro, no concelho de Ourém com a deflagração de um conjunto de incêndios
florestais, de índole criminal, como se aponta.
Os bombeiros, a Proteção Civil, o Município de
Ourém e a GNR colocaram no terreno todos os meios disponíveis. A população
colocou-se ao lado dos bombeiros e, juntos, defenderam os bens particulares e
públicos, numa luta desigual entre o Homem e a natureza. Um incêndio que se
propagou com facilidade face ao estado dos campos e da floresta.
O Presidente
da Câmara acompanhou, desde a primeira hora, a operação,
disponibilizando a contratação de máquinas de rastos, garantindo todas as
solicitações do Comando Operacional ao nível de refeições, combustíveis e
outras necessidades acrescidas.
Paulo Fonseca constituiu, simultaneamente, um grupo
multidisciplinar composto pela Divisão de Obras Municipais, de Ação Social, com
o apoio da INSIGNARE, do Fundo Social dos Trabalhadores da autarquia, da EDP,
da PT, da VEOLIA e da GNR. Este grupo garantiu, ao longo do incêndio, todas as
carências dos operacionais e das populações. Foi colocada no terreno uma equipa
psicossocial, criada uma linha de emergência e desenvolvida uma campanha de
recolha de donativos que angariou perto de 9 mil géneros alimentares.
O Município de Ourém procedeu de imediato a um
levantamento dos prejuízos. Além da vítima mortal, de valor insubstituível,
calculou-se um total de mais de treze milhões e meio de euros de prejuízos
públicos e privados. Paulo
Fonseca implementou um Plano de Intervenção e Recuperação que
já iniciou, e que apresentou a vários membros do governo para as medidas a
executar a curto e médio prazo para as pessoas e território afetados.
Todas estas medidas e plano serão sempre diminutos
face à catástrofe vivida e à memória dos cidadãos que o presenciaram. Impõe-se,
por isso, o cumprimento da legislação relativa à limpeza dos pinhais e
terrenos, por parte de todos os proprietários, assim como a existência das
áreas de segurança à volta das habitações e unidades fabris.
Por último destaco o facto de Paulo Fonseca ter
contratado as máquinas de rastos para abrir caminhos, e efetuar um trabalho de
combate direto aos incêndios, contrariando, assim a Lei dos Compromissos. O
Presidente assumiu essa responsabilidade em nome das pessoas e dos bens do
concelho, incorrendo, agora, em penalizações civis e financeiras. Esta é mais
uma prova da estupidez desta lei que priva a prestação de serviços pelo
Município, junto dos cidadãos. Pergunta-se assim, não só a lógica da lei, como
a sua execução num país real composto por pessoas e necessidades diárias
inadiáveis. Até quando vamos tolerar tudo isto?
João Heitor