segunda-feira, 26 de abril de 2010

Duplas infalíveis!

Dois GNR na berma de uma estrada no distrito de Beja vêem passar um carro a mais de 160 km/h.

Diz um para o outro:

- Aquele não é o homem a quem apreendemos a carta a semana passada por excesso de velocidade?

- Era pois. - Respondeu o segundo. Vamos caçá-lo!

Um quilómetro mais adiante, já com o carro parado, um dos GNR chega-se ao pé dele e pergunta-lhe:

- A sua Carta de Condução?....

- Mau! - Responde o alentejano. - Atão perderam-na?!

domingo, 25 de abril de 2010

24 de Abril de 2010 - repita-se o bom, termine-se de vez com o que não interessa.

Ontem cumpriu-se, como sempre, a tradição de um jantar de homens e mulheres que há 35 anos celebram a liberdade, com rostos familiares dos amigos presentes

Junto à Câmara Municipal de Ourém um conjunto de iniciativas antecederam a noite de ontem e o dia de hoje.

No momento mais simbólico – o de cantar a Grândola Vila Morena – encontram-se ainda por afinar práticas, métodos e protagonistas desenquadrados com a tradição. A mesma tradição da música de bombo, gaita de folhes e tambores presentes...

Até porque, o início da Grândola Vila Morena pela voz do Presidente da Câmara e de todas as mulheres, homens e jovens que no local se encontravam, dispensava qualquer som de áudio que, ao surgir, veio esmorecer o rosto daqueles que pelas cordas vocais exprimiam o sentir da liberdade conquistado a 11 de Outubro de 2009.

A música cantada pela voz é aquela que vem do coração e da alma… Mas, quem não a tem precisará sempre do suporte digital para colmatar essas ausências.

Para o ano repetir a feira do livro, as conferências, um grupo de músicas tradicionais e retomar a tradição dos que na Câmara cantavam sem micros ou mestres de cerimónia.

No final, o discurso emocionado de um Presidente de Câmara, que como o 25 de Abril de 1974, veio trazer de braços dados com a população do concelho, uma nova esperança no futuro que se constrói hoje, e em cada dia da construção de todos nós enquanto seres humanos…

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Provérbios populares...

Este menino não pára quieto, parece que tem bicho-carpinteiro.

O correcto:

Este menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro.

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.

Enquanto o correcto é:

Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.

Cor de burro quando foge.

O correcto é:

Corro de burro quando foge.

Quem tem boca vai a Roma.

O correcto é:

Quem tem boca vaia Roma. (do verbo vaiar)

Cuspido e escarrado. (quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa)

O correcto é:

Esculpido em Carrara. (do mármore)

Quem não tem cão, caça com gato.

O correcto é:

Quem não tem cão, caça como gato. (ou seja, sozinho)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Desde a última campanha eleitoral...

Em Ourém há um tipo de gente (que ainda não chegou – e duvido que chegue – à categoria de pessoa) que precisava de ir a uma festa ali para os lados da Azambuja, no próximo Verão.

Fazer o quê?

Levar umas cornadas, no habitual convívio entre umas vacas bravas e uns destemidos bois.

Pode ser que lá lhes calhe, antes de Agosto… Andam-se a candidatar…

terça-feira, 13 de abril de 2010

Relaxando...

Um homem vivia sozinho e decidiu que a sua vida seria melhor se tivesse um animal de estimação como companhia.

Assim, foi a uma loja de animais e disse ao dono que queria um bichinho que fosse fora do vulgar. Depois de algum tempo de discussão, chegaram à conclusão que ele deveria ficar com uma centopeia. Centopeia é mesmo um bichinho de estimação fora do vulgar...

Um bichinho tão pequeno, com 100 pés... é realmente fora do vulgar!

A centopeia veio dentro de uma caixinha branca, para ser usada como casinha...

Bom... ele levou a caixinha para casa, arranjou um bom lugar para a colocar a casinha.

Achou que o melhor para a sua nova companhia seria levá-la a tomar uma cervejinha... Assim, perguntou à centopeia, que estava dentro da caixinha:

- Gostavas de ir comigo ao Solar tomar uma cerveja?

Não houve resposta da sua nova amiguinha.... Meio chateado com isso, ele esperou um pouco e perguntou de novo:

- Que tal ir comigo ao bar tomar uma cervejinha, hein?

De novo, nada de resposta da nova amiguinha... Ele esperou mais um pouco, pensou e pensou sobre o que estava acontecer... e decidiu perguntar de novo.

Mas desta vez, chegou bem perto da caixinha e gritou:

- Ei, surda! Queres ir ou não comigo ao Solar beber uma cerveja?

Então, ouve-se uma vozinha lá de dentro da caixinha:

- Fóoooooonixxxxxxxx! Já ouvi! Estou a calçar os sapatos!!!

sábado, 10 de abril de 2010

Latina America no Mendes.Come em Ourém

Ontem, no Cineteatro Municipal de Ourém, inserido no espectáculo de Fernando Mendes, soube muito bem ouvir ao vivo o Luís Portugal. Porque não só de teatro e comédia se faz um espectáculo...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

They are big!

Passada uma semana sobre o congresso de Ourém, e numa fria análise, concluo que o primeiro passo (o mais importante) está dado.

Se aos pseudo-politólogos cabe a função da crítica, eu, objectivamente, preocupo-me com o que pode ser melhorado.

A começar, o modelo utilizado (que se revelou pouco eficaz para o debate que se pretendia com os cidadãos).

No próximo congresso poder-se-ia alcançar a objectividade, com menos pessoas no comité organizativo (acreditando que a liberdade em Ourém já está assegurada, e que todos os partidos políticos podem intervir).

Até porque acredito que a organização cabe ao município, dirigindo este o congresso para todos os oureenses, sejam eles rosas, amarelos, laranjas, cinzentos, vermelhos ou incolores.

Se o mesmo se conseguir, dissipamos a imagem de que existem duas classes no concelho: os pensantes e os outros.

Se a especificidade da formação de cada um de nós nos torna pessoas únicas, é na diversidade das nossas gentes que granjeamos valor e capacidade de intervenção real.

Este primeiro congresso da era democrata foi, efectivamente, o ponto de partida para repetir o que correu bem e corrigir o dispensável.

Servirá para convidar os objectivos, capacitados e nobres oradores, e não dar importância a quem não a tem, a quem nunca a teve, e aos que já não a merecem.

Reduzir o número não é perigoso, até porque não é a quantidade que conta. Isto não é ao kilo. É um local de encontro, de troca de ideias e experiências, onde o diálogo deve superar o monólogo, em que as estatísticas devem ser actuais, e em que os elogios, auto elogios e as vaidades podem ficar em casa, ou limitados ao hall de entrada.

Deste congresso que passou, a divulgação deve efectivar-se e chegar a todo o concelho. Até porque nem todas as pessoas lêem jornais, acedem à internet, ou passeiam de carro. O erro será sempre, e constantemente, no momento em que a urbe se esqueça da restante paróquia, como outrora aconteceu, vezes sem conta. Mas, até isso foi identificado por alguns oradores: há dois concelhos. Não, não é o de Fátima e o de Ourém. É o concelho rico e urbano versus o concelho rural e pobre. E eles (do concelho rural) até foram os mestres da mudança política neste concelho (quem diria!!!).

O politicamente correcto não existe na concepção da objectividade de um congresso concelhio. Até porque haverá sempre quem discorde, quem não aceite, quem diga: "não" para se evidenciar, quem seja convidado e trate mal quem o convidou, quem, simplesmente, não saiba dizer bem...

São estas, e outras, as características do nobre povo conquistador, do ouro do Brasil e das especiarias da Índia, que no Terreiro do Paço dos seus intelectos, olham com um um olhar questionável face ao comum mortal que ouse contrariar tais cabeças pensantes.

A humildade é um valor tão belo e simples, como o por de sol, como a espontaneidade de um sorrir, como a vontade de crescer...

A humildade é um valor tão belo e simples, como o regadio, a construção civil, a limpeza dos campos, a agricultura de subsistência...

O que é que umas coisas têm a ver umas com as outras? Tudo. Só quem pensa o dia a dia de luta e sacrifício pode projectar a realidade no futuro que se quer construir.

Não serão as Deloites, ou as apresentações de power point que nos farão subir o degrau, ultrapassar os obstáculos, construir os laços, erguer as obras necessárias. Será a união de objectivos, a união de vontades, a união no essencial e o menosprezo para com o acessório.

Não pertenço, nem quero pertencer a essa estirpe de pessoas que parecem dominar todos os assuntos, opinando e regurgitando teorias. Se alguma vez por aí estiver a caminhar, então que os meus amigos me avisem, pois poderei ter sido contaminado com o vírus da inteletualite, e preciso de me desinfestar.

Precisei de colocar um recuperador de calor na sala. Podia ter comprado um equipamento numa qualquer superfície comercial e pedir a uma pessoa de biscates para o montar, mas chamei um técnico qualificado. Porquê? Porque é para isso que as pessoas existem. Porque devemos ouvir e chamar quem sabe. Porque é para e por isso que vivemos em sociedade. Por precisarmos das capacidades de uns e dos outros. Por nos completarmos. Por só assim conseguirmos aperfeiçoar a humanidade, no seu sentido lato, e não no sentido do umbigo.

O meu é giro, mas é só meu (que essa coisa de olhar para o umbigo dos outros é coisa abichanada).

Qualquer parecença entre este devaneio e a realidade é pura coincidência.