Estratégias nos dias de hoje…
A
cada dia que passa o pronome “eu” é mais utilizado em detrimento do pronome
“nós”. Parece existir, em certa gente, uma tentação para afunilar as atenções,
os olhares do mundo na direcção do seu umbigo.
Limitados
de horizontes são aqueles que de um grão de açúcar querem, e pensam conseguir
fazer um bolo. Desejam, simultaneamente, que quem os rodeia e venera acreditem
em tais miudezas, em tais cenários idílicos. Como se as pessoas não tivessem
capacidade de discernimento.
Aristóteles
referia a grandeza do Homem pela sua moralidade. A moralidade que não precisa
de ser pronunciada pelos nossos lábios, mas que existe dentro de cada um, e é
expressa pelos nossos actos, posições públicas e individuais. Essa é uma das
grandes diferenças que existe entre os Homens que fazem História, dos outros.
História essa tantas vezes injusta e madrasta, que retém na memória colectiva
um episódio negativo, relegando para segundo plano méritos projectos. Mas,
assim crescemos, conhecemos homens e mulheres nas nossas ruas, terras, no nosso
concelho, neste país.
Mais
estranhos, e incompreensíveis se afiguram aqueles que, insistentemente, pautam
a sua acção pelo contínuo descrédito, pela maledicência das palavras, pela
pequenez de práticas e posturas. Há quem defenda que tais personagens jamais
souberam estar de outra forma na vida, e que de construção pouco ou nada se
lhes conhece. Também não consigo, nem quero, avaliar tais produtos em banca,
como se de uma feira de vaidades, ou palcos de fotografias se tratasse. A
política e a sua nobre função exigem responsabilidade, integridade e verdade.
Paralelamente,
podemos alvitrar a inexistência de tais atributos, que em vários textos, na
Bíblia, nas confissões e nos pensamentos de almofada tão límpidos contrastes
encontramos entre o “ter” e o “ser”… Há quem muito tenha, sem que alguém seja,
sem ser reconhecido como relevante, válido ou fulcral junto daqueles que detêm
a honra de tal distinção.
As
lições de vida não são aquelas que nos ditam, que nos mandam espalhar, que nos
escrevem, que redigem na surdina das estratégias individuais ou de clã. É a
própria vida que se encarrega de as ilustrar, de as fazer viver e sentir. Em
nós e no íntimo que compõe a nossa integridade deve existir a linha que separa
os limites, que define as condutas…
A
humildade individual (que muitos apregoam possuir perante a sociedade onde
somos ou pensamos ser alguém), exige um respeito partilhado com os outros, e
assente em pilares de honestidade intelectual.
Os
grandes estadistas foram e são aqueles que souberam crescer, amadurecer e
aprender com os outros. Só assim se consegue ser, pessoa, neste mundo de
gente...
João
Heitor

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