segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A falta de ética...



Tem sido surpreendente a satisfação patenteada no rosto de alguns face às dificuldades que o Município de Ourem enfrenta com a conhecida Lei dos Compromissos.



Mais surpreendente se torna quando os comentários surgem daqueles que contribuíram para o actual estado das contas municipais, e de outros ainda, que, estando dentro da estrutura municipal, nunca aceitaram a mudança política ocorrida no final de 2009.



Efectivamente, Paulo Fonseca liderou uma mudança desejada pela maioria dos eleitores. Mas, obteve-a a par da incalculável divida camarária, no meio de uma crise económica mundial e com um conjunto de restrições governamentais jamais imaginadas ou desejadas pelos portugueses.



Estranha-se que o PSD Ourém, a quem a herança das contas municipais é da sua exclusiva responsabilidade, assista à implementação de duras medidas do seu governo no nosso concelho, e que a elas se associe, como a fusão das freguesias ou as reformas na saúde.



Sabemos que o concelho de Ourem merece mais e melhor do governo. Mais respeito pelo que representamos, e melhores políticas nacionais pelo que contribuímos para o país. Também o concelho de Ourém precisava de uma oposição do PSD assente em ideias, possuidor de credibilidade e gente com capacidade.



Sem se obter o que não existe, sente-se que a oposição no concelho de Ourém, presentemente,  é preconizada por individualidades a quem o percursos de vida e a postura política granjeou o respeito e a admiração de muitos militantes do PSD. Também se percebe, infelizmente, que algumas das políticas do PSD a nível nacional têm penalizado os portugueses, os empresários e a própria sustentabilidade económica do país.


E assim, neste 'batido' de contradições há quem solte o despudor, a crítica pela critica, e assuma a conspiração dos interesse instalados durante décadas, e que, nos últimos anos foi afastado das decisões políticas. E isso trará alguma mais-valia, alguma resolução miraculosa para alguns dos problemas existentes no Município de Ourém? Nenhuma. Se fossem detentores de tais capacidades teriam ficado no poder...



A honorabilidade, o interesse colectivo e a defesa das gentes de Ourém estará acima de tudo. Como disse Jesus Cristo 'Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ela.'.

João Heitor

Lei do Encerramento Municipal V

Não há alterações por parte do governo. Esgota-se o tempo e a Lei dos Compromissos continua a parar o Município de Ourém e a maioria das Câmaras do país.

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, os animais do canil municipal vão deixar deter ração para comer;

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, não serão concluídos os arranjos nas Ruas Artur Oliveira Santos, Largo Museu Municipal e Praça Dr. Agostinho Albano de Almeida em Ourém;

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, não avançará a construção da Rotunda da Justiniano da Luz Preto que ia resolver os problemas de circulação rodoviária naquele local, e a simultânea colocação de um pequeno terminal rodoviário para os alunos da Escola Secundária;

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, a construção das escadas exteriores entre o piso inferior e as lojas superiores do Mercado Municipal de Ourém não serão construídas;

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, a colocação do Parque Infantil da Chã, em Caxarias ficará suspensa;
Assim, e porque o governo não permite novas despesas, o alargamento da entrada de Ourém pelo lado de Fátima, entre a Urbanização do Ribeirinho e a Rotunda não será possível de concretizar.

Assim, e porque o governo não permite novas despesas, a requalificação da rede rodoviária de Atouguia, Olival e Alburitel ficaram suspensas.

O governo está a suspender o país. Em Espanha, quando o governo anunciou cortes nos salários dos funcionários públicos, as pessoas vieram para a rua manifestar o seu descontentamento e a sua indignação. Em Ourém tiram-nos os médicos, encerram extensões de saúde, mudam as valências dos hospitais, retiram-nos valências do tribunal, querem acabar com as freguesias e aplicam a Lei dos Compromissos sem que as pessoas aparentemente se incomodem. Ou os habitantes ainda não compreenderam que o que está em causa é o futuro e a qualidade de vida no nosso concelho, ou estaremos, todos, à espera que “o copo encha até ao cimo” para “entornar” e fazer chegar a Lisboa a “nossa voz”. Urge, agir. Não percam mais tempo…
João Heitor