O anúncio do encerramento das estações dos
correios de Freixianda e Olival veio provar, uma vez mais, que o actual governo
de coligação PSD/CDS está a menosprezar os cidadãos do concelho de Ourém.
É incompreensível, inaceitável que queiram
encerrar duas estações de correios, de duas áreas geográficas do concelho de
Ourém – Freixianda e Olival – que servem ainda outras freguesias vizinhas, onde
as populações têm pouca mobilidade e os transportes públicos são escassos ou
inexistentes.
Não se compreende que queiram transformar os
Correios num negócio para dar lucro, sacrificando os mesmos de sempre – as
populações – colocando em causa um serviço público e os postos de trabalho que
o compõe.
Mais do que repudiar a intenção de encerramento
destas duas estações, os habitantes do concelho de Ourém repudiam os
encerramentos e a transferência de serviços públicos que são fundamentais para
as populações, e que estão garantidos pela Constituição da República Portuguesa.
Este governo continua a provar a sua
desorientação, cortando naquilo que mais falta faz às pessoas, ao país, mas
mantendo as mordomias em Institutos Públicos e em áreas de menor importância da
administração pública.
Esta “gestão à Relvas” de corte dos serviços de
proximidade entre as populações e o estado, tal como fizeram com a extinção das
freguesias, revela o desprezo que têm pelos cidadãos deste concelho!
Este governo de coligação PSD/CDS só arranca as
raízes que sustentam o poder local e que servem as populações. Senão vejamos:
viram as populações umas contra as outras com fusões de freguesias; abandonam
as pessoas à sua sorte obrigando-as a deslocações para hospitais a 70km da sua
residência; encerram postos de Correios e outros serviços públicos, diminuindo
a qualidade de vida dos nossos concidadãos, para garantirem outras “qualidades
de vida” e mordomias em Lisboa…
Já não será suficiente só cortar estradas durante
5 horas como se fez na Freixianda. Infelizmente teremos de nos socorrer, pelo
desespero a que nos estão a remeter, para medidas mais duras que cheguem em
forma de notícia a Lisboa, recordando-lhes que somos seres humanos compostos de
carne e osso, com direitos que não aceitamos perder e que queremos que sejam
devolvidos e assegurados.
João Heitor