quinta-feira, 6 de junho de 2013

Querem acabar com tudo...


O anúncio do encerramento das estações dos correios de Freixianda e Olival veio provar, uma vez mais, que o actual governo de coligação PSD/CDS está a menosprezar os cidadãos do concelho de Ourém.

É incompreensível, inaceitável que queiram encerrar duas estações de correios, de duas áreas geográficas do concelho de Ourém – Freixianda e Olival – que servem ainda outras freguesias vizinhas, onde as populações têm pouca mobilidade e os transportes públicos são escassos ou inexistentes.

Não se compreende que queiram transformar os Correios num negócio para dar lucro, sacrificando os mesmos de sempre – as populações – colocando em causa um serviço público e os postos de trabalho que o compõe.

Mais do que repudiar a intenção de encerramento destas duas estações, os habitantes do concelho de Ourém repudiam os encerramentos e a transferência de serviços públicos que são fundamentais para as populações, e que estão garantidos pela Constituição da República Portuguesa.

Este governo continua a provar a sua desorientação, cortando naquilo que mais falta faz às pessoas, ao país, mas mantendo as mordomias em Institutos Públicos e em áreas de menor importância da administração pública.

Esta “gestão à Relvas” de corte dos serviços de proximidade entre as populações e o estado, tal como fizeram com a extinção das freguesias, revela o desprezo que têm pelos cidadãos deste concelho!

Este governo de coligação PSD/CDS só arranca as raízes que sustentam o poder local e que servem as populações. Senão vejamos: viram as populações umas contra as outras com fusões de freguesias; abandonam as pessoas à sua sorte obrigando-as a deslocações para hospitais a 70km da sua residência; encerram postos de Correios e outros serviços públicos, diminuindo a qualidade de vida dos nossos concidadãos, para garantirem outras “qualidades de vida” e mordomias em Lisboa…

Já não será suficiente só cortar estradas durante 5 horas como se fez na Freixianda. Infelizmente teremos de nos socorrer, pelo desespero a que nos estão a remeter, para medidas mais duras que cheguem em forma de notícia a Lisboa, recordando-lhes que somos seres humanos compostos de carne e osso, com direitos que não aceitamos perder e que queremos que sejam devolvidos e assegurados.

João Heitor

A eterna infelicidade de Cavaco Silva...


O Presidente da República, Cavaco Silva, referiu-se à aprovação da sétima avaliação da troika para Portugal, dizendo: “Penso que foi uma inspiração da Nossa Senhora de Fátima. É o que a minha mulher diz”.

Os crentes em Nossa Senhora de Fátima, os católicos, não devem ter percebido onde estava a “piada” usada nesta expressão como Cavaco Silva, empregou, ao dizê-la.

Até porque devido à permanência deste governo nos destinos do país, com a concordância de Cavaco Silva, a cada dia que passa só resta a milhares de portugueses, a fé, a força espiritual que a Nossa Senhora de Fátima nos transmite. E, em oração, em silêncio, rezar por uma força superior, por uma luz de esperança que ilumine os corações de milhares de desempregados, por exemplo. Aliás, a igreja católica tem apoiado milhares de famílias e apelado ao actual governo de coligação que inverta as medidas implementadas.

Aliás, os crentes de Nossa Senhora de Fátima, que residem no concelho de Ourém, ainda devem ter achado a expressão mais infeliz, visto que, este governo “que caiu na graça” de Cavaco Silva, foi o responsável, nos últimos dois anos, pela transferência das valências do Tribunal de Ourém para Tomar e Santarém; pela extinção da Região de Turismo Leiria Fátima – a que promove o fenómeno religioso de Fátima; pela transferência das valências dos hospitais de Tomar e Torres Novas para Abrantes e obrigar os cidadãos do concelho de Ourém a fazerem quilómetros e quilómetros dentro de ambulâncias, de hospital em hospital, num autêntico “calvário”; pela extinção do Centro de Novas Oportunidades da Insignare; pelo encerramento de extensões de saúde em três freguesias do concelho; pela decisão de extinguir 5 freguesias do concelho de Ourém que fazem parte da nossa identidade; pela redução do horário de funcionamento do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Ourém; pelo impedimento do acesso dos doentes do concelho de Ourém às unidades particulares de fisioterapia aqui existentes, obrigando-os a ir fazer os tratamentos ao hospital de Tomar, representando mais deslocações e mais custos a suportar pelos mesmos de sempre – as pessoas!

O Presidente da República devia vir viver para Ourém. Teríamos mais alguns momentos de “comédia negra” e só assim, talvez, o “seu governo” da coligação PSD/CDS olhasse para este concelho e se açoitasse, num momento de “penitência”, pelas graves medidas que nos tem imposto de forma cega, absurda e inaceitável.

No mesmo dia da infeliz expressão, Cavaco Silva pediu que se evitem “exposições públicas de divergências que normalmente existem nas coligações”. Quais coligações perguntamos nós? A coligação do governo, composta pelo PSD e pelo CDS e que está a afundar o país e a retirar tudo ao concelho de Ourém? É que a esses, nem a Nossa Senhora lhes pode valer…


João Heitor