terça-feira, 23 de julho de 2013

A irresponsabilidade da coligação PSD/CDS


A irresponsabilidade da coligação PSD/CDS

Desde as últimas eleições legislativas que estamos com a sensação que Portugal está à venda. O governo cortou direitos sociais na saúde, na segurança social, na educação, nos salários, nas reformas e no emprego. Em uníssono, a sociedade juntou-se e condenou as políticas dos golpes a torto e a direito, sem sentido ou estratégia, pela coligação PSD/CDS.

Chegámos ao extremo de a própria igreja católica criticar o governo. Chegámos ao caricato de as críticas às políticas cegas de Passos Coelho e Vítor Gaspar virem de dentro do próprio PSD.

O PS alertou para os erros que se estavam a cometer na área financeira que, previsivelmente, iam estrangular a economia, agravar a situação financeira das empresas e, consequentemente, o aumento do desemprego.

Nos últimos 2 anos o governo impôs aos portugueses sacrifícios que podiam ter sido evitados se tivessem optado por outras soluções propostas pelo PS.

O compromisso que existia entre o governo e os portugueses quebrou-se com a imposição de medidas inexplicáveis e que nunca foram impostas pela Troika.

O país precisa de credibilidade e confiança. Características que, presentemente, não sentimos e não encontramos no governo. Foi assim, sem surpresas, que os programas de ajustamento impostos por Vítor Gaspar não tiveram qualquer sucesso. Foi assim, sem surpresas, que Vítor Gaspar confirma a ausência de liderança pessoal e do governo liderado por Passos Coelho, assumindo um Portugal mergulhado numa profunda crise orçamental, financeira, económica e política.

Questiona-se, com lógica, porque é que nos impuseram tantos sacrifícios que não resultaram e que pioraram a economia, o emprego, a dinâmica e as condições de vida dos portugueses.

Esta coligação PSD/CDS provou não ser solução para o país. A saída de Vítor Gaspar, a demissão de Paulo Portas (pela discordância do nome escolhido para liderar a pasta das finanças), vai obrigar o país a ter de escolher, nas urnas, um líder capaz de alavancar Portugal e devolver a dignidade de todos nós.

A liderança, o carisma, a capacidade, as boas equipas, sempre foram e continuam a ser a solução para os desígnios da gestão pública. Por isso devemos apoiar quem nos transmite confiança, nos fala verdade e se empenha pelo interesse de todos, ao invés de caprichos pessoais ou políticos.

João Heitor

Os cilindros da resistência…


Os cilindros da resistência…

Já aqui escrevi, por diversas vezes, o meu desagrado e descontentamento com o inaceitável processo de agregação de freguesias desenvolvido pelo actual governo. Em Ourém, já a partir do próximo processo autárquico, passaremos de 18 para 13 freguesias e uniões de freguesia.

Há mais de dez anos que foi construída uma rotunda no Ribeirinho, em Ourém, tendo sido recolocada a fonte com a respectiva insígnia toponímica “Vila Nova de Ourém” e a imagem de Nossa Senhora. Atrás desse frontispício foram firmados 18 cilindros que brotam água, representando, cada um deles, as 18 freguesias que compõem o nosso concelho.

Se vamos passar a ter 13 freguesias e uniões de freguesia, simbolicamente, esta rotunda continuará a representar a história viva, a essência, a resistência, a identidade das 18 freguesias que honram o legado que os nossos antepassados construíram com dedicação.

Nestes últimos trinta anos o concelho de Ourém conquistou diversos serviços que têm sido encerrados. O concelho de Ourém não merece a forma leviana como o governo PSD/CDS tem tratado a nossa terra.

A actual coligação Ourém Sempre (PSD/CDS) tem defendido mais apoios para as freguesias. Como podem afirmar que querem transferir mais apoios para as freguesias se os seus camaradas de partido as estão a extinguir? Como podem afirmar que querem defender as pessoas se estão a retirar freguesias e serviços que, nestas terras, respondiam às necessidades dos nossos concidadãos?

O concelho de Ourém que tem sido gravemente penalizado pelo actual governo PSD/CDS, tem de conseguir reconquistar o que nos tiraram, lutar pelos nossos direitos e pela qualidade de vida que merecemos.

Não nos podemos resignar ou baixar os braços perante as dificuldades que nos afectam. Assume-se, como uma responsabilidade comum combater o desemprego, segurar e manter as nossas empresas, dignificar a vida de cada um e apostar nos líderes locais que têm demonstrado capacidade de intervenção, honestidade e simplicidade no trato.  

Nesse sentido, a equipa liderada pelo Paulo Fonseca apresenta-se como a aposta segura, pelo amor que possui pela nossa terra, pela confiança dos seus membros, afirmando, a cada dia um caminho de progresso para todos. Estes são também “os cilindros”, sólidos, que sustentam a esperança no futuro do concelho de Ourém.


João Heitor

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Seriedade e propostas…


Ainda que há longos meses já se tenham iniciado, só agora foram marcadas as eleições autárquicas, para o dia 29 de Setembro de 2013.

Todos os actos eleitorais são precedidos da respectiva apresentação das equipas, dos projectos de continuidade, de alternativa que a democracia concretiza através da participação de todos os eleitores.

É efectivamente em torno das pessoas, dos projectos, que o debate político se deve centrar. Os cidadãos desejam continuar a ser informados, envolvidos na definição das soluções para os problemas e conquistados pelo melhor programa que sustente a gestão dos destinos municipais para os próximos quatro anos.

Impõe-se analisar os candidatos, as provas que deram na participação política, cívica, social e avaliar o carisma, a atitude, a simplicidade que se exige para uma liderança, para um Presidente.

Há quem caia na tentação de recorrer a métodos, práticas e linguagem inadequados. A criação de factos inexistentes, a deturpação da verdade, a maledicência intrínseca de alguns só delapida a sua própria imagem, afectando, simultaneamente, o bom nome das pessoas que, livre e dedicadamente se dedicam à causa pública numa época de “vacas magras”, onde há mais dificuldades e também menos verbas para as superar.

Não se prometerá o céu e a terra. Seremos realistas, conscientes das dificuldades e continuar a falar verdade, com humildade e empenho em torno dos problemas comuns. Esse tem sido o caminho que se deseja aprofundar e consolidar, olhos nos olhos.

A campanha eleitoral deve centrar-se no debate político, directo, com a promoção de debates com todos os candidatos, visando o esclarecimento dos eleitores e a apresentação pública das equipas e dos programas eleitorais que estão no terreno. Desta forma, e com contenção de custos, respeitando as pessoas que nos dias de hoje passam por grandes dificuldades económicas, acredito que o concelho de Ourém será o grande ganhador.

Defender o concelho de Ourém é a nossa postura. Defender o nosso concelho está acima de quaisquer interesses partidários e políticos. A política de Ourém é aquela que serve o concelho de Ourém e não a que se reporta a partidos nacionais, governos ou projectos pessoais.


João Heitor