A irresponsabilidade da
coligação PSD/CDS
Desde as últimas
eleições legislativas que estamos com a sensação que Portugal está à venda. O
governo cortou direitos sociais na saúde, na segurança social, na educação, nos
salários, nas reformas e no emprego. Em uníssono, a sociedade juntou-se e
condenou as políticas dos golpes a torto e a direito, sem sentido ou
estratégia, pela coligação PSD/CDS.
Chegámos ao extremo de
a própria igreja católica criticar o governo. Chegámos ao caricato de as
críticas às políticas cegas de Passos Coelho e Vítor Gaspar virem de dentro do
próprio PSD.
O PS alertou para os
erros que se estavam a cometer na área financeira que, previsivelmente, iam
estrangular a economia, agravar a situação financeira das empresas e,
consequentemente, o aumento do desemprego.
Nos últimos 2 anos o
governo impôs aos portugueses sacrifícios que podiam ter sido evitados se
tivessem optado por outras soluções propostas pelo PS.
O compromisso que
existia entre o governo e os portugueses quebrou-se com a imposição de medidas
inexplicáveis e que nunca foram impostas pela Troika.
O país precisa de
credibilidade e confiança. Características que, presentemente, não sentimos e
não encontramos no governo. Foi assim, sem surpresas, que os programas de
ajustamento impostos por Vítor Gaspar não tiveram qualquer sucesso. Foi assim,
sem surpresas, que Vítor Gaspar confirma a ausência de liderança pessoal e do governo
liderado por Passos Coelho, assumindo um Portugal mergulhado numa profunda
crise orçamental, financeira, económica e política.
Questiona-se, com
lógica, porque é que nos impuseram tantos sacrifícios que não resultaram e que
pioraram a economia, o emprego, a dinâmica e as condições de vida dos
portugueses.
Esta coligação PSD/CDS
provou não ser solução para o país. A saída de Vítor Gaspar, a demissão de
Paulo Portas (pela discordância do nome escolhido para liderar a pasta das
finanças), vai obrigar o país a ter de escolher, nas urnas, um líder capaz de
alavancar Portugal e devolver a dignidade de todos nós.
A liderança, o carisma,
a capacidade, as boas equipas, sempre foram e continuam a ser a solução para os
desígnios da gestão pública. Por isso devemos apoiar quem nos transmite
confiança, nos fala verdade e se empenha pelo interesse de todos, ao invés de
caprichos pessoais ou políticos.
João Heitor