sábado, 8 de agosto de 2009

Pensamentos pessoais, imperceptíveis à maioria dos presentes, mas soltos pelo silêncio da montanha, roucos da minha voz...

Cada ofício tem uma tarefa. Cada tarefa, e ofício, tem a sua caixa de ferramentas. Saber usá-la fará do artífice capaz ou não, de, em boa fé, receber a jorna pelo seu trabalho.

Nestes novos processos tecnológicos, onde os fluxos digitais ultrapassam os saudosos momentos em que a abertura de espírito e alma nos convenciam que as conversas eram nossas, correm agora outros tempos. Outros, ou os mesmos, aliados aos cabelos brancos que aumentam em ambas as cabeças, sem que a minha seja ou eu desejo que seja – pensante.

Despropositado, este comentário, mas sempre em e de boa fé, alertam-se os vizinhos, os amigos, os camaradas e os padrinhos, ou padrinho – sem que a máfia esteja preocupada com este texto!

Até porque da caixa de ferramentas já saltaram textos mais ou menos pessoais, globais, locais, secretos, audaciosos, pecadores e ousados…

Desconfia-se da mudança, dos novos, dos projectos e regressa-se ao beija-mão sem que se dêem ouvidos aos valores da esquerda radical que outrora levavam ao desbocar de pensamentos e expressões de sorriso aberto e sincero, que parecia.

Não se duvida de ninguém. Não se quer ser primeiro, nem tão pouco especial, único, supremo ou americano. Elevemos, então, a conversa.

Falemos claro e deixemos a imagem da isenção de lado.

Quem chegou primeiro foi quem levou?

Está adjudicado!

Aliás, sempre pertenceu a essa pessoa!

Qualquer ilusão do contrário, só comprova, efectivamente, a ilusão!

Mais dois coices.

Os clãs foram importantes para a consolidação dos povos, mas, há milhares de anos… Hoje já não se usam. O mais parecido com isso, nos dias de hoje são as famílias.

As relações custo/benefício devem ser avaliadas com isenção, por quem tal coisa consiga escrever tal coisa, sem que para isso possa, ou não, deixar de defender “a sua dama”.

5 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Tu não dormes?!
Ainda tens tempo para o blogue?!:-))
Achas que te entendem?
Alguns sim, outros nem com o desenho!:-))

Abraço

maria mar disse...

JH adjudicaçoes directas (ké isso?), sem concurso (tens febre?), clãs (ainda por cá?), etc coisa e tal, só mesmo na tua cabeça. Deitas-te a pensar nisso, sonhas com isso e acordas a pensar no mm? Mas que mau feitio! vives na pré-historia, ou isso é a gripá???... :)
Quanto ao boneco que a Rosa sugere, eu sugiro mais: que seja legendado!!! LOL
smack

José Mitnitzky disse...

Fala Também Tu

Fala também tu,
fala em último lugar,
diz a tua sentença.

Fala —
Mas não separes o Não do Sim.
Dá à tua sentença igualmente o sentido:
dá-lhe a sombra.

Dá-lhe sombra bastante,
dá-lhe tanta
quanta exista à tua volta repartida entre
a meia-noite e o meio-dia e a meia-noite.

Olha em redor:
como tudo revive à tua volta! —
Pela morte! Revive!
Fala verdade quem diz sombra.

Mas agora reduz o lugar onde te encontras:
Para onde agora, oh despido de sombra, para onde?

Sobe. Tacteia no ar.
Tornas-te cada vez mais delgado, irreconhecível, subtil!
Mais subtil: um fio,
por onde a estrela quer descer:
para em baixo nadar, em baixo,
onde pode ver-se a cintilar: na ondulação
das palavras errantes.

Paul Celan, in "De Limiar em Limiar"

João Heitor disse...

Olá Rosa dos Ventos.
Se durmo? Quando posso. :)
Se tenho tempo? Nem sempre e nunca o suficiente... :)
Se me entendem? Espero que o destinatário entenda, no silêncio do seu íntimo e que a minha mensagem possa chamá-lo à razão.
:)
Beijinho amiga

João Heitor disse...

Olá Maria Mar:
Adjudicaçoes directas há por aí aos pontapés. Ainda à bocado passei ali numa rua pouco iluminada - Barjona de Freitas e tropecei numa Adjudicação Directa! Deve ter sido alguém que na distribuição de cheques e no corre corre a deve ter deixada cair...
E os clãs andam aí...
Eu tenho mau feitio e nunca fui bom...
Tenho dito!
:)
Beijinho amiga