quarta-feira, 31 de maio de 2006

Fala, fala, mas...

“A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, responsabilizou segunda-feira os professores pelo insucesso escolar e a falta de qualificação dos alunos e criticou o funcionamento dos estabelecimentos de ensino.

Na abertura de uma série de seminários, promovidos pelo Conselho Nacional de Educação, no Fórum da Maia, Maria de Lurdes Rodrigues disse que o trabalho dos professores «não se encontra aos serviço dos resultados e das aprendizagens».

Maria de Lurdes Rodrigues lamentou também que a escola não esteja a combater as desigualdades sociais.

E considerou os professores como uma classe com uma cultura profissional (que comparou com os médicos) que não têm como objectivo o sucesso educativo dos alunos, como escreveu o Diário de Notícias.

Alguns docentes presentes no evento não gostaram das palavras da ministra e protestaram, exortando a governante a adoptar um discurso que respeite a sua dignidade profissional.

A governante já apontou várias vezes a falta de mobilização da escola para os resultados dos alunos.”

l

Esta notícia dá aos professores a motivação que precisamos para desempenharmos as nossas funções com energia, alegria...

Aliás, a reportagem que passou ontem na RTP 1 onde assistimos a actos de violência, desrespeito pelos professores e ausência de condições mínimas para exercer uma profissão e aprender, dá toda a razão à Ministra.

Realmente, com alunos assim, não são precisos professores nas escolas. Talvez polícias. Talvez Ministros, como a actual, da Educação...

Gostava de a ver a dar uma aula a certas turmas que tenho…

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Nada mais certo...

"Há pessoas que amam o poder e outras que têm o poder de amar".
Bob Marley

Lixo... ou...?

Por vezes menosprezamos coisas e imagens, por não as olharmos profundamente e retirarmos o que de positivo e bonito elas têm… A beleza reside, também, na forma como olhamos, como dedicamos tempo e intensidade a tudo o que nos rodeia…

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Tempo de...?

Esse mesmo.

Esse que nos consome.

Esse que nos acompanha na vida.

Esse que nos condiciona e nos ajuda em várias e díspares situações.

Esse que nos falta, para a família e amigos.

Esse que consumimos desenfreadamente, sem o aproveitarmos da melhor forma.

Esse…

sábado, 20 de maio de 2006

Olham e olham...

Por vezes, talvez por excesso de zelo, o carro da polícia e os dois agentes circulam a 5 km à hora, olham-me como se um criminoso ou delinquente eu seja.

Isto é estranho na minha terra, na minha rua, à porta de minha casa…

Conhecem-me... Será que tenho cara de psicopata? Tenho de ir fazer uma plástica!

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Campos, Inovação e Poemas...

"A raça humana não pode prosperar enquanto não aprender que há tanta
dignidade em cultivar campos quanto em escrever um poema"

Booker T. Washington

terça-feira, 16 de maio de 2006

sexta-feira, 12 de maio de 2006

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Leis...

"A primeira lei da amizade consiste em pedir aos amigos coisas honestas e fazer por eles coisas honestas".

domingo, 7 de maio de 2006

Produção pessoal :)

Mesmo sem tempo ainda vou cuidando das plantas que se encontram à porta de casa.

Esta foto é de flores que plantei e que cuido à entrada do prédio.

Não sou jardineiro, mas gosto de ver as “coisas tratadas” e cuidadas…

quarta-feira, 3 de maio de 2006

segunda-feira, 1 de maio de 2006

Dia do Trabalhador

O Dia do Trabalhador é de todos.

Desde o Pedreiro que trabalha a pedra bruta, passando pelo Magistrado que faz cumprir a Lei, ao Padre que nos encaminha pelas religiões e profecias do espírito e da alma, ao Professor que nos ensina a encontrar as letras, os sons e os números, ao Mestre que com os seus objectos de trabalho preserva as tradições e práticas morais…

É um dia em que se comemora o esforço humano, na construção de uma sociedade mais justa, solidária e igualitária.

domingo, 30 de abril de 2006

No fim...

Há erros assim. Com e e sem i. Nem sempre com ortografia ou sintaxe…

Talvez os de percepção. De sentido de oportunidade.

Todos erramos. Eu erro. Muito. Talvez demais.

Talvez faça bem o que menos importa.

Talvez erre em algumas questões racionalmente, mas siga a emoção e o coração.

Talvez erre em questões emocionais mas acerte em algumas mais racionais...

A auto crítica nem sempre é fácil, mas por vezes ajuda a situarmo-nos…

No fim, com erros, omissões, certezas e boas decisões, o que importa é estarmos bem e sentirmo-nos vivos...

sábado, 29 de abril de 2006

E tu Baía....?

Como é que se pode aceitar polémicas em torno do Seleccionador Nacional em vésperas de um Campeonato do Mundo?

Convoquem as vacas….

segunda-feira, 24 de abril de 2006

25 de Abril...Sempre!

Aproxima-se a comemoração do 25 de Abril.

Os valores que levaram à queda de um regime estão hoje descurados.

Não se valoriza a liberdade. Pedem-se direitos e esquecem-se deveres.

Mais do que recordar Abril, devemos praticar os valores que a ele estão associados, no nosso dia a dia.

sábado, 22 de abril de 2006

Ele passou... e chegou ao outro lado...

Há passos que são pequenos.

Mas, grandes ao mesmo tempo.

A pouco e pouco chegamos ao nosso destino.

Alcançamos objectivos.

Com a nossa energia.

Com o nosso esforço, mesmo contra a chuva e o vento.

Mesmo com barreiras que outros jamais ousariam atravessar…

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Inesperadamente...

Precisamos de ter cuidado na vida.

Por vezes, as grandes desilusões surgem-nos de quem menos esperamos e quando menos esperamos…

Nem que seja ao virar da esquina…

domingo, 16 de abril de 2006

Confusão...

Há caminhos que nem sempre são os melhores.

Na vida, na estrada ou até pelo ar…

Que o diga o piloto desta aeronave que confundiu a pista com um ribeiro…


terça-feira, 11 de abril de 2006

domingo, 9 de abril de 2006

Para manter uma relação...

"Passar a maior parte do tempo a namorar em vez de irmos trabalhar." - Tomás - 7 anos

"Não esquecer o nome da namorada. Isso estragava tudo!" - Ricardo - 8 anos

"Pôr o lixo lá fora todos os dias." - Guilherme - 5 anos

"Nunca dizer a uma pessoa que se gosta dela se não for verdade." - Pedro - 9 anos

Eles é que sabem...

sábado, 8 de abril de 2006

Respirar...

Cada minuto, na vida a deambular, é o mesmo minuto, em mil locais, por outros seres, noutros lugares, numa vida a respirar…

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Férias da Páscoa

Chegou a altura de repousar um pouco…

De retemperar energias…

Para os próximos tempos que se aproximam!

terça-feira, 4 de abril de 2006

Problemas...

Seis em cada 10 franceses apoiam a quinta jornada de greves e manifestações convocada hoje contra o Contrato do Primeiro Emprego, CPE, segundo uma sondagem publicada pelo diário económico Les Echos.

Esta crise em França, país da Revolução e da implementação da Solidariedade, Fraternidade e Igualdade, questiona-nos sobre o caminho que as políticas europeias, a nível social estão a conduzir os cidadãos. Políticas ditadas por uma obsessão economia, que lidera as políticas da União e a vida de um projecto europeu que não atinge os ideais e os objectivos traçados pelos seus fundadores…

domingo, 2 de abril de 2006

Perto...

Por vezes parece que passamos perto. Perto demais.

Até parece chegarmos a tocar.

Só não temos a sensibilidade, o polimento de saber o que tocar…

A alma? O sentimento? O amor? A amizade? …

domingo, 26 de março de 2006

Obrigado, amigos!

Ontem à noite, convidado por uns quantos amigos de Ourém e de outros concelhos do distrito desloquei-me a um jantar.

Pensava ser um jantar de alguns amigos, pelos quais nos une a amizade, aliado aos meus 30 anos e respectivo término de um percurso, ser a razão de tal encontro.

Porém, à medida que iam chegando, tantos e tantos, de longe e de tempos vividos que só a amizade foi consolidada pelas vivências e laços eternos, me dei conta de um jantar de homenagem. Não merecia, tal jantar.

Sei que contaram com a cumplicidade da minha mãe, dadas as fotografias da minha infância e outras, que por lá estavam espalhadas em cartazes. Afinal, aquelas perguntas e as filmagens, que a Bia me fez, e disse serem para “consumo interno”, serviram para a noite de ontem...

Também senti, a sensibilidade que tiveram, ao convidar os meus amigos. Aqueles que comigo sentem e vivem a palavra Amizade. E olhava pela sala, mesa após mesa, ver sorrir e chorar... Depois, e durante a noite, abraçaram-me, e dedicaram-me palavras de carinho, de felicidade, de camaradagem, de união, de fraternidade…

Não os contei. Sei que eram muitos. Mas, mais que muitos, aqueles e outros que não puderam estar presentes, são dos bons. Mas, muitos eram…

Durante o jantar começaram a chegar mensagens e chamadas de outros amigos. De companheiros de diversas lutas, de diversos palcos. Não podiam estar presentes, diziam, mas não queriam deixar de mandar um abraço, um beijo…

Dei por mim a ver um filme sobre a minha vida, retratado pelos meus amigos.

Falaram de quando nasci, dos percursos que fiz, dos amigos que criei, do trabalho que desenvolvi. Contaram de quando cantei, de quando representei, de quando discursei, de quando trabalhei por uma estrutura de juventude ao longo dos últimos 15 anos. Falaram de quando liderei e participei na Associação de Estudantes e no associativismo.

Dos locais onde estudei, das causas pelas quais lutei, dos amigos que apoiei, até das poesias, pela voz do meu padrinho, um poema meu escutei...

No rosto de cada um, no sorrir, no viver, nas minhas lágrimas, lhes fui agradecer…

Depois foram eles, que se levantaram e foram falar. De mim, deles, de nós, do mundo, do sonho, da amizade...

Esta noite que passou fica na minha memória. Mais. Fica no meu coração. Esta noite foi o Suplemento de Alma, que resulta após anos e anos a dar ouvido às emoções, aos ideais, às causas, às lutas comuns, à solidariedade e à amizade por todos aqueles que, como eu, têm lutado e procuram fazer, dia após dia, na nossa terra, na nossa região, no nosso país, num mundo melhor.

Àqueles que organizaram: Bia tu que foste a capitã de uma equipa constituída pelo Nuno Baptista, Pedro Nobre, Rui Alves, Nuno Pereira, Rui Faria, João Vieira, Rita Miguel, Nádia Pereira, Sandra Pereira, Zé Manuel, obrigado pelo carinho…

Esta foi mais um lembrança que me ofereceram. O símbolo da Concelhia desenhado pelo amigo Luís Cordeiro, que também me brindou com a sua presença. Valeu Luís!

Obrigado, amigos!

sábado, 25 de março de 2006

Atracção fatal...

"Nao sei. Acho que é por causa do cheiro das pessoas. Por isso é que os perfumes e os desodorizantes são tão populares." - João - 9 anos
"Primeiro temos que ser atingidos por uma seta. Depois, deixa de ser uma experiência dolorosa." - Helena - 8 anos.
"Se uma pessoa tiver sardas, ela vai-se sentir atraida por outra que também tenha sardas." - André - 6 anos

segunda-feira, 20 de março de 2006

quinta-feira, 16 de março de 2006

Cabide...

Por vezes há quem fique pendurado.

No cabide, no telefone, no sentir…

Este ficou mesmo por “passar a ferro”…

Será que o desgraçado não sofre de enjoo?

domingo, 12 de março de 2006

Solteiro ou casado?

"As raparigas devem ficar solteiras. Os rapazes devem casar-se para terem alguém que lhes limpe a roupa e lhes faça a comida." - Catarina - 9 anos

"Fico com dor de cabeça só de pensar nesse assunto. Sou muito pequena para pensar nesses problemas." Lina - 9 anos

"Uma das pessoas deve saber preencher um cheque. Mesmo que haja muito amor, é sempre necessário pagar as contas." - Eva - 8 anos

Para reflectir...

Que o mundo está mal dizemos

E vai de mal a pior;

E, afinal nada fazemos

P’ra que ele seja melhor.

L

António Aleixo

sexta-feira, 3 de março de 2006

Da ponta...

Pode parecer que por vezes, no caminho que percorremos, vamos cair.

Mas, a ponta, o extremo de um caminho, de um lugar, nem sempre significa o fim ou o abismo.

De lá, do pico, da ponta podemos ter outra visão, outra perspectiva, outros horizontes, para uma nova caminhada, para um novo percurso, para uma reconstrução ou aperfeiçoamento interior…

quinta-feira, 2 de março de 2006

Grandes Homens VI

Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em Salzburgo, 27 de Janeiro de 1756 — Viena, 5 de Dezembro de 1791.

Foi um compositor e músico da música erudita. Goza de grande prestígio e é um dos mais populares entre as audiências modernas.

Foi uma criança prodígio de uma família musical, que começou a compor minuetos para cravo com a idade de cinco anos.

Köchel numerou as sinfonias de Mozart de 1 a 41.

Mais tarde, outras sinfonias foram descobertas, elevando o número total de sinfonias de Mozart para 50.

O próprio Mozart esclareceu numa carta o seu processo de composição:

“Quer saber como eu componho? Posso dizer-lhe apenas isto: quando me sinto bem disposto, seja na carruagem quando viajo, seja de noite quando durmo, ocorrem-me ideias aos jorros, soberbamente. Como e donde, não sei. As que me agradam, guardo-as como se tivessem sido trazidas por outras pessoas, retenho-as bem na memória e, uma após a outra, delas tomo a parte necessária, para fazer um pastel segundo as regras do contraponto, da harmonia, dos instrumentos, etc. Então, em profundo sossego, sinto aquilo crescer, crescer para a claridade de tal forma que a obra mesmo extensa se completa na minha cabeça e posso abrangê-la de um só relance, como um belo retrato ou uma bela mulher... Quando chego neste ponto, nada mais esqueço, porque boa memória é o maior dom que Deus me deu.”

quarta-feira, 1 de março de 2006

Para...

Para a mulher da minha vida.

A mulher que não precisa de me conquistar.

Aquela que tem aquele lugar único.

Aquela que não esquecemos nunca…

Parabéns mãe!

Ali está Paris... Temos de combinar a nossa viagem!

Beijos do filho que te adora!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Tantos dias sem dar notícias...

Por vezes parece que andamos nas nuvens…

Como os aviões.

Pelo trabalho, pela vida…

Mas este avião está perto demais…!

sábado, 18 de fevereiro de 2006

Tácticas Infalíveis...

"Diz a toda a gente o quanto gostas dela.

E não te importes se os pais dela estiverem ao pé."

Manuel - 8 anos

"Levá-la a comer batatas fritas, costuma funcionar."

Bernardo - 9 anos

"Eu gosto de hamburgueres e também gosto de ti."

Luis - 6 anos

"Abanamos as ancas e rezamos para que tudo corra pelo melhor."

Carla - 9 anos

sábado, 11 de fevereiro de 2006

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Ensinamentos II


"O amor é a melhor coisa que existe no mundo. Mas o futebol ainda é melhor!"

Guilherme - 8 anos

"Sou a favor do amor, desde que ele não aconteça quando estão a dar desenhos animados."

Ana - 6 anos

"O amor encontramos mesmo quando nós tentamos nos esconder dele. Eu fujo dele desde os 5 anos mas as raparigas conseguem sempre encontrar-me."

Nuno-8 anos

"O amor é a loucura. Mas quero experimentar um dia."

Fabio - 9 anos

sábado, 4 de fevereiro de 2006

Desabafos de um professor...

Desabafos de um professor, colega meu.

"Sou Professor. Sou um privilegiado! Levanto-me, de manhã, muito cedo para fazer uma viagem de 45 km até à minha escola. Gasto 6L em gasolina todos os 5 dias da semana só para ir trabalhar. Tenho aulas em 8 dos dez turnos (manhãs e tardes) da semana, o que significa que almoço na escola 3 vezes por semana, à média de 6 euros por refeição. Por semana são 54 euros, mais ou menos 230 em cada mês. Há dias em que tenho uma aula às 08:30 e depois só volto a ter aulas às 13:30. Durante aquelas duas horas nada posso fazer senão olhar para o boneco que a escola não tem condições para se poder trabalhar. Chego a casa por volta das 18:00, tão cansado como qualquer outro português depois de um dia de trabalho. Mas há dias em que chego mais tarde, porque tenho reuniões de grupo, de departamento, de conselho pedagógico, de coordenação do centro de recursos, com os pais, de directores de turma, etc, etc… Sou contratado há 11 anos. Embora as empresas privadas sejam obrigadas, por lei, a inserir nos quadros de pessoal todos os funcionários com 3 anos de casa", o Estado dá-me um valente pontapé nos fundilhos todos os dias 31 de Agosto de cada ano. Até 2000, nem subsídio de desemprego recebia; e os que recebi após essa data fui obrigado a devolver porque, segundo as finanças, os meus ganhos são "muito elevados". Todos os anos mudo de escola: quando me começo a habituar ao sítio onde estou, já estou de partida. Os meus alunos perguntam-me se serei professor deles no próximo ano: respondo-lhes que não sei, sequer, se serei professor novamente na vida. No dia em que efectivar, se for vivo quando lá chegar, terei de partir para a diáspora: migro para uns valentes 200 ou 300 km de distância, na esperança de conseguir uma escola ao pé de casa - a uns 45 km, como actualmente - quando já for velhinho. Desde que comecei a leccionar já dei mais de 20 níveis diferentes, o que dá uma média de 2 níveis novos em cada ano. Já nem tenho espaço no escritório para tantos dossiers... A cada semana que passa dou 20 horas de aulas, distribuídas por 6 turmas e 150 alunos. Para cada hora de aulas preciso de pelo menos outra hora para as preparar. É que, como imaginarão, não vou às aulas sem saber o que vou lá fazer... Se mandar os meus 150 alunos fazer um trabalho de casa por semana e os corrigir em casa, precisarei de pelo menos 10 minutos para corrigir cada um: ou seja, corrijo 6 trabalhos por hora. Logo, numa semana passo 25 horas a corrigir trabalhos e/ou testes. Dando 20 horas de aulas por semana. Mais 20h para as preparar. Mais 25 para corrigir trabalhos, descubro que trabalho pelo menos 65 horas por semana, ainda que a Senhora Ministra me enfie pelos ouvidos que trabalhamos, nós, os privilegiados, apenas 35h por semana. Tenho rendimentos "obscenos". Como estou no índice 151, ou seja, em situação de pré-carreira, ganho (líquidos)? 1000/mês, qualquer coisa como 250 €/semana. Quem leu os parágrafos anteriores já sabe que trabalho à volta de 65 horas por semana; isso significa que recebo do Estado qualquer coisa como 4 euros por hora. Não tenho empregada doméstica porque elas ganham mais do que isso a cada hora que passa. Os meus colegas que fizeram uma licenciatura noutra área qualquer, que são tão licenciados quanto eu, gabam-se de ganhar pelo menos o dobro do que eu ganho. Ficofeliz por eles, mas não é com isso que encho a barriga. O meu automóvel tem anos, é um Punto dos mais baratitos e não tenciono mudar tão cedo porque não tenho dinheiro para comprar outro. E mesmo que o tivesse, não sei se estarei empregado daqui a 3meses. Sou, portanto, um privilegiado. A minha esposa também é professora. Residimos, enquanto contratados, no Porto. O problema é que no meu grupo disciplinar só é possível efectivar se for para o Alentejo durante dois anitos, depois para a Serra da Estrela, por fim Bragança, Vila Real até chegarmos a Amarante, a apenas 50 km, altura em que me sentirei realizado: estarei perto de casa!!! Como não é possível irmos juntos nessa aventura, já combinamos: eu vou para o Alentejo; depois vai ela, quando eu estiver em Bragança; encontramo-nos a meio do país, no Entroncamento; dividimos os filhos a meias e, quando tivermos 50 anos (temos 30 e poucos nesta altura) voltaremos a ter vida conjugal. Só tenho algum receio de não me lembrar da cara dos meus filhos, se por acaso os encontrar em algum comboio intercidade.. Chego a esta conclusão: para quê dar o litro pelo ensino, se o ensino não me dá nada a mim? Não sou um missionário! Sou um profisssional de educação e isso significa que também tenho barriga! Já me basta ter de “aturar colegas" que não me respeitam, criancinhas “birrentas” e mal educadas pelos pais. Pais que nunca o deveriam ter sido pois não assumem as suas responsabilidades. Trabalho em edifícios degradados e por vezes sem giz para escrever...
E AINDA ME DIZEM QUE NÃO PENSO NOS INTERESSES DOS ALUNOS QUANDO AFIRMO QUE VOU FAZER UMA GREVE???"

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

domingo, 29 de janeiro de 2006

sábado, 28 de janeiro de 2006

Como vou...?

Têm-me perguntado como é que eu vou…

E eu respondo… andando…

O que é que havia de dizer...?


quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Desafio...

Há diferentes tipos de linguagem.

Porém, há sons, olhares, expressões, que até entre seres racionais e irracionais funcionam…

Que o diga esta menina…

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Solução...

Numa altura de crise económica, as batatas sempre são um recurso alimentar que pode substituir a carne, o peixe e a fruta, que já não se podem comprar, para que ainda se consigam pagar os empréstimos da casa, do carro, do plasma…