terça-feira, 30 de agosto de 2005

Estados de espírito...

Saíram as colocações e nem por isso a sorte (que já acredito ser importante no mundo do ensino), me bateu à porta. Até lá aguardo.

O pensamento e o estado de espírito estão a preto e branco.

Chegam chamadas e mensagens de ânimo e força.

Chegam outras, talvez inesperadas, em tons e formas de conversa desprovidas de sentido… Prova-se, mais uma vez, que gente “parva” também são nossos conhecidos e habitam o mundo…

Mas, compreende-se.

Nem todas as pessoas sabem o que são dificuldades, barreiras, problemas na vida.

Eu já tive a minha quota-parte.

Nem por isso desisto ou baixo os braços.

Olhar sempre em frente, como o meu pai me ensinou e me deixou como lema de vida.

O que mais custa é sempre, o embate inicial. E esse, já se está a dissipar…

Amanhã, já olharei o sol de outra forma!

sábado, 27 de agosto de 2005

E por vezes...

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão-Ferreira

Novas técnicas...

Depois do “Frango tipo Leitão” apresenta-se a nova técnica para assar frangos.

De referir que estes frangos, passaram pelo Circo Cardinali, onde o salto por dentro de arcos já era uma prática diária…

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

Grandes Homens II

Alfredo Keil- Pai do Hino Nacional

Nasceu no ano de 1850, na cidade de Lisboa. Tinha 12 anos quando fez imprimir a sua primeira obra, intitulada "Pensée Musicale", que dedicou à
mãe. A música sempre o seduziu e nela veio a ocupar um lugar de muito destaque. Mas, ainda adolescente, enveredou pela Pintura e, também aí, deu provas de um génio. Por isso, ao longo da vida manteve e cultivou esses dois grandes amores: Música e Belas-Artes. Pintou cerca de dois mil quadros paisagísticos, românticos e cenas geniais. Na música produziu centenas de
trechos sonoros Como pintor, introduziu em Portugal cores e temas germânicos, já que o nosso país era um protector cultural francês.

Quanto à música, estando a nossa produção muito enfeudada aos italianos, porque quase só as óperas italianas eram aplaudidas e postas em cena, imprimiu à sua música um cunho e uma componente nacionalista. A ópera "Serrana" dá início a esse grande ciclo de viragem para um género puramente português.

Os reis obsequiaram-no com vénias, ordens e comendas. Os republicanos conspiraram contra o seu hino, "A Portuguesa", inspirado pela ofensa do ultimato inglês - 1891. Todos, porém, o coroaram: os monárquicos e os republicanos. E ele, com o seu hino (onde se enquadram maravilhosamente as estrofes escritas por Henrique Lopes Mendonça) coroou a República.

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

A minha vénia...

Apesar de achar que muito mato e floresta ainda vão arder,

há que prestar a devida homenagem…

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Solução...

Se os incendiários pudessem passar umas horas com uma senhora destas,

talvez pensassem duas vezes em acender um fósforo…

Grandes Homens I

A actividade política de Bernardino Machado tem início em 1882, ao ser eleito deputado por Lamego, pelo Partido Regenerador. Em 1886, é novamente eleito para o mesmo cargo, mas agora pelo círculo de Coimbra. Em 1893, faz parte do governo de Hintze Ribeiro, ocupando a pasta de ministro das Obras Públicas. A sua acção vai incidir na elaboração da legislação protectora do trabalho das mulheres e dos menores. Data dessa época a Criação do Tribunal dos Árbitros Avindores, considerado por alguns autores o primeiro Tribunal de Trabalho.

Adere ao Partido Republicano em 31 de Outubro de 1903. A partir da implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, é chamado para ocupar os mais altos cargos da hierarquia política do país, nomeadamente:

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo Provisório;
  • Deputado à Câmara Alta até 1915;
  • Candidato à Presidência da República nas eleições de 24 de Agosto de 1911, em que é eleito Manuel de Arriaga por 121 votos contra 86;
  • Ministro e embaixador no Brasil, desde 20 de Janeiro de 1912;
  • Presidente do Ministério, Ministro dos Negócios Estrangeiros e do Interior entre 9 de Fevereiro de 1914 e 23 de Junho do mesmo ano;
  • Presidente do Ministério e Ministro do Interior desde aquela última data até 12 de Dezembro de 1914. Ministro da Justiça interino até 22 de Julho;
  • Presidente da República, eleito no escrutínio de 6 de Agosto de 1914 por 134 votos a favor contra 18 de Correia Barreto. Foi deposto na sequência do movimento comandado por Sidónio Pais e expulso do país. Após a queda do sidonismo regressa em força à actividade política;
  • Eleito senador em 1919;
  • Presidente do Ministério e ministro do Interior entre 2 de Março de 1921 e 23 de Maio do mesmo ano; ministro da Agricultura interino, no mesmo Ministério até 4 de Maio;
  • Candidato à Presidência da República em 1923, nas eleições de 6 de Agosto de 1923, em que foi eleito Manuel Teixeira Gomes por 121 votos contra 5 de Bernardino Machado;
  • Presidente da República, desde 1925, na sequência da resignação de Teixeira Gomes. Eleito por 148 votos. Não terminou o mandato que foi interrompido na sequência do movimento militar do 28 de Maio de 1926.

Bernardino Machado foi mais do que um político. Foi um ilustre português que amou e trabalhou pela sua pátria com dedicação e competência.

sábado, 20 de agosto de 2005

Ourém continua a arder...

Da janela do meu quarto vejo as chamas que a menos de 2km, e já em zona urbana, queimam tudo por onde passam.

Numa pequena volta que dei pelo concelho, passaram por mim dezenas de carros de várias corporações.

Há chamas com mais de 20m de altura, com casas em perigo e indústrias.

Que nos valham os Bombeiros…

Apanhado!

Cavaco Silva tem andado disfarçado, a reunir alguns (poucos) apoios

para a sua recandidatura à Presidência da República.

Mas uma objectiva mais atenta apanhou-o em flagrante em Loulé…

Mais um...

Incêndio de grandes proporções lavra junto à cidade de Ourém…

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

Excesso de confiança, ou teatro?

e naqueles que escolheste para as listas e não trabalhes!

(desabafo de um dirigente partidário para um candidato)

terça-feira, 16 de agosto de 2005

Até quando?

As sirenes voltaram a tocar, com insistência,

para mais um grande incêndio no Concelho de Ourém…

Amar pode doer... Mas...

Amar também pode doer.

Mas o prazer de amar não é superior à dor,

que antecipadamente sabemos que um dia iremos sentir?

Nem que seja, para cair...

Por vezes é preciso saltar.

Mesmo sem sabermos o que nos espera.

O salto, por si só, é o significado de uma vontade…

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Trocadilho...

Como determinadas imagens nos fazem pensar logo em determinadas marcas…

Será o efectivo poder da publicidade?

Porém, neste caso há um trocadilho…

Sem alcool!

Apesar de não beber bebidas alcoólicas, não resisti a publicar esta foto

que um amigo meu me enviou pela net.

Com este calor, Mário Soares é efectivamente um refresco

nesta silly season, aquecida pelos fogos…

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

Valores superiores...

Uma trilogia que não remonta à Revolução Francesa.

É intrínseca dos homens bons,

que ao longo dos séculos se regem por regras superiores,

na procura da construção perfeita da existência humana…

terça-feira, 9 de agosto de 2005

Na história tudo se repete...

“Jamais repita as mesmas tácticas que lhe deram uma vitória.

Procure variá-las segundo as circunstâncias”.

Sun Tzu

Já chove!

Estou feliz. Já chove.

Que os bombeiros e as populações possam descansar…

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

Oh yes!

Um investigador procurava um dador inteligente e depara-se com um religioso fanático que julga ter o poder de superar tudo…

sábado, 6 de agosto de 2005

Quando e onde?

O fogo lavra impiedosamente queimando tudo e deixando um rastro de destruição, cinzas e fumo num cenário dantesco.

As chamas encontram-se à porta da cidade de Ourém.

Com os bombeiros exaustos e sem se ver mais do que 50 metros no horizonte, quando e onde é que isto irá acalmar?

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

Incêndios!

Há pouco, à volta de Fátima e Ourém lavravam 9 incêndios.

Neste momento, em Ourém mal se vê o sol.

O ar tornou-se irrespirável. O calor abafador.

Felizes estarão, decerto, os incendiários, que com o fogo arrasam florestas, matas e bens das pessoas que aflitas vivem momentos de pânico.

Por muitos helicópteros e viaturas que os bombeiros tivessem, quem é que com 9 incêndios distintos a lavrar ao mesmo tempo num raio de 20km, conseguia fazer melhor?

Corajosos e destemidos bombeiros que se encontram a defender as populações…

Bem hajam!

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

A criação...

Muito se tem escrito sobre a criação do Homem.

Miguel Ângelo pintou-a desta forma.

Com contornos e linhas únicas.

Dignas de um verdadeiro mestre das artes…

segunda-feira, 1 de agosto de 2005

2005 anos depois...

Desde a publicação do Códio da Vinci que as pessoas despertaram para uma realidade que desconheciam. Passaram a questionar alguns factos históricos da vida do Homem na terra ao longo dos últimos 2000 anos. Redescobriram os Templários…Questionaram-se sobre as sociedades secretas…Estaria assim tudo tão escondido ou inacessível?

terça-feira, 26 de julho de 2005

Portugal e Europa. Descubra a diferença!

A explicação para muitos dos problemas sociais e económicos nacionais…

O valor das coisas...

“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

Muita gente usa este pensamento, desconhecendo o seu autor.

Fernando Pessoa de seu nome.

Como há coisas que o tempo não muda.

As palavras são, uma delas…

segunda-feira, 25 de julho de 2005

Um livro...

Um livro tem palavras que fazem sonhos...

Soares é fixe!

A eventual candidatura de Mário Soares à próxima Eleição Presidencial ganha maior acuidade com o apoio de José Sócrates e com as pressões que o ex-Presidente da República tem sofrido de vários sectores
da sociedade portuguesa.

Soares já emitiu um comunicado onde afirma estar a equacionar a questão.

Antes de se saber mais alguma coisa, é já certo que as Presidenciais de 2006 ganharam uma nova dinâmica com a eventual chegada de um dos maiores e mais importantes homens da democracia em Portugal…

domingo, 24 de julho de 2005

Outros palcos...

As luzes e o som imprimiam o ritmo dos corpos que se agitavam, em movimentos de libertação para uns, quiçá de moda para outros.

Foi mais uma noite onde se encontram caras conhecidas, colegas de escola…

A noite continua a ser um palco onde algumas pessoas encarnam noutras personagens que na vida real jamais poderiam ou conseguiriam ter.

Um palco de encontros e desencontros, onde os problemas da vida, por umas horas, estão a dormir…

sexta-feira, 22 de julho de 2005

Sossegadita...

Esta fotografia foi recentemente tirada ao líder nacional do PSD quando o mesmo visitava uma escola de Lisboa.

Interessante como Marques Mendes pega nas crianças…

O fim do dia...


Nada mais me acalma que um lindo pôr de sol, à beira mar…

Contemplar aquilo que a natureza nos oferece, não só é uma dádiva da vida, como também é um Suplemento de Alma…

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Beijo em Imagem

Um beijo da Alma para todos aqueles que diariamente precisam de um novo alento para vencer as barreiras da vida…

domingo, 17 de julho de 2005

E nada é para sempre...

"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."

Miguel Sousa Tavares... (Escritor português, a propósito da perda de sua Mãe, a escritora e poetisa Sophia de Mello-Breyner)

sexta-feira, 8 de julho de 2005

Não dá que pensar?

Os recentes ataques terroristas em Londres trouxeram-me à memória a famosa Cimeira das Lajes, que antecedeu o ataque ao Iraque.

Cimeira essa, em que Bush, Blair, Aznar e Durão (em bicos dos pés) sorriram para as câmaras, com a decisão da guerra tomada.

Os EUA sofreram o ataque nas Twin Towers. E por isso, Bush exigiu a Cimeira das Lajes.

Aznar nem tinha razões para estar naquela Cimeira. Mas, numa trágica manhã, na estação ferroviária de Atocha, Espanha sentiu o peso do terrorismo…

Blair também não tinha razões directas para estar na Cimeira das Lajes. Mas esta semana os ataques em Londres tiraram a vida a mais de 5 dezenas de pessoas, estando cerca de 700 feridas, algumas com gravidade…

Mas, mesmo em bicos dos pés, o que é que Durão Barroso estava a fazer na Cimeira da Guerra?!?!?

É que dos presentes na Cimeira das Lajes, só Portugal ainda não foi atacado...

Todos os restantes chefes de estado dos países presentes já viveram o terror…

E as grandes quantidades de explosivos apreendidos no Norte de Portugal, recentemente…

Tudo isto não dá que pensar???

domingo, 3 de julho de 2005

Justificar-se-á?

A Central Nuclear que Patrick Monteiro de Barros quer instalar no nosso país, segundo alguma imprensa, vai ser «empurrada» para o Norte do país, em plena bacia do Douro.

Os ambientalistas já se manifestaram contra a iniciativa.

Todavia, as alterações climatéricas que uma Central Nuclear provoca, afectariam, naquela zona do país, as culturas da vinha, que nos dão o tão famoso vinho do Porto…

Mas antes mesmo destas questões, importa reflectir sobre a necessidade de construir uma Central Nuclear em Portugal. Actualmente só 20% da energia que é consumida em Portugal, é que não advém do petróleo. Ou seja, 80% da energia consumida em Portugal precisa e precisará, de crude (petróleo). Não de energia nuclear!

Aliás, à medida que as Centrais Nucleares da maioria dos países europeus estão a chegar ao “terminus do seu ciclo de vida” os responsáveis estão a desmantela-las…

Será que Portugal deve adoptar, agora, um caminho que está a ser abandonado por outros?

Com que vantagens?

Sob que argumentos?

Live 8

Ontem decorreu o Live 8, em 10 cidades por todo o mundo. Joanesburgo, Filadélfia, Cornualha e Londres, Edimburgo, Berlim, Moscovo, Tóquio, Barrie, Paris e Roma. O grande objectivo da iniciativa foi o de denunciar a pobreza em África e pressionar os líderes dos G8 (os países mais industrializados do mundo), a agirem, antes da cimeira na Escócia que irá decorrer entre quarta e sexta-feira. Milhões de espectadores e telespectadores ouviram e viram grandes compositores, cantores e grupos cantar, em torno de uma nobre causa. A solidariedade, foi, sem dúvida, palavra de ordem…

segunda-feira, 27 de junho de 2005

A greve dos sindicatos...

Uma colega minha falava na sala de professores, na semana passada, argumentando que a greve é um direito consagrado na Constituição da República. Os professores sentem-se injustiçados, pois trabalham um ano inteiro, esforçam-se para dar o melhor de si e chegam ao final do ano lectivo e vêem congelada a sua carreira e o tempo de serviço não lhes é contado para efeitos de progressão. É injusto! Pois é!

Mas não será preferível o diálogo à manifestação? Não dará melhores resultados o debate? Que efeitos teve a greve? Foi uma forma de pressionar o governo a alterar as suas medidas? E os alunos?

Os alunos também merecem o nosso respeito, a greve afectou-os e afectá-los –á. Eles podem ter feito os exames, mas será que o seu espírito e concentração foram os necessários? E aqueles que não os realizaram, mereceram chegar à escola e voltar para trás?

Os meses de empenho, trabalho e estudo destes alunos são dignos de desprezo? Tantas horas a estudar, tantos livros e folhas a “voarem” pelos quartos, tanto nervosismo, para quê?

É verdade que terão mais tempo para estudar, mas compensará? E a nova data, será que não afectará os outros exames, os outros planos de estudo?

Duas coisas são certas: Não lhes foi dada uma oportunidade e o exame não será o mesmo…

quinta-feira, 23 de junho de 2005

Porque...

Um amigo enviou-me este poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, dedicando-mo por toda a minha vida política e pessoal, numa fase onde alguns questionam o meu valor.

Obrigado por me reconheceres como tal. Tenho procurado ser vertical e sincero nos meus percursos. Nem sempre é fácil, mas "... a luta continua...".

Aquele abraço.

l

Porque

l

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
i
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
i
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

sábado, 18 de junho de 2005

Para ti, mãe!

Para ti mãe, um poema de Eugénio de Andrade. Aquele autor, aquele poema que tanto gostas…

:)

Urgentemente

M

É urgente o amor.

É urgente um barco no mar.

A

É urgente destruir certas palavras,

ódio, solidão e crueldade,

alguns lamentos,

muitas espadas.

E

É urgente inventar alegria,

multiplicar os beijos, as searas,

é urgente descobrir rosas e rios

e manhãs claras.

!

Cai o silêncio nos ombros e a luz

impura, até doer.

É urgente o amor, é urgente

permanecer.

sexta-feira, 10 de junho de 2005

Made In China, India, Coreia...

A globalização é hoje um novo conceito de economia. É numa nova ordem económica mundial.

Este novo processo de organização da economia tem-se constituído como um desafio de competição e de sobrevivência para os pequenos grupos empresariais.

Alguns não estão a aguentar a pressão face à liberalização dos mercados.

As leis do mercado, a competitividade, a formação profissional e a qualificação dos recursos humanos são factores decisivos para a continuidade do desenvolvimento e da estabilidade económica das empresas que até agora aguentaram o embate inicial.

O aparecimento de grandes grupos económicos, as fusões e absorção de empresas mais vulneráveis é hoje uma constante.

Até quando o tecido económico nacional aguentará?

O aumento de falências e o consequente aumento do desemprego não estarão cada vez mais a contribuir para a debilidade da economia nacional?

Será este mais um ciclo? Ou o princípio do fim?

Aguentar-se-à?

O governo abriu várias frentes de combate na sociedade portuguesa, ao procurar alterar e acabar com regimes especiais de vencimentos, reformas, progressões nas carreiras…

Algumas, talvez, injustas e demasiado penalizadoras para os afectados.

Resta saber se este governo vai aguentar a contestação social que aí se avizinha.