domingo, 16 de outubro de 2005

António Aleixo I

“São parvos, não rias deles,

Deixa-os ser, que não são sós

Às vezes rimos daqueles

Que valem mais do que nós.”

sábado, 15 de outubro de 2005

Publicidade

Quantas horas, técnicos, luzes, coreógrafos e outras gentes foram precisas para fazer uma imagem destas?

Mas, ao mesmo tempo não vos aconteceram já situações inimagináveis, que decerto dariam boas fotos, bons momentos de vídeo, sem terem sido pensados e que ocorreram espontaneamente?

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Exemplo

Estas são várias salas de aulas na China.

No mesmo espaço.

Olhem para a atenção das crianças…

Ouvem algum barulho?

Eu também não. A isto chama-se educação e respeito…

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Viagem...

Vou pescar.

Conversas, lugares gentes, noutros lugares.

Vou divagar, reflectir, gritar...

Para outros ares neste barco a navegar…

domingo, 9 de outubro de 2005

A dictomia...

Hoje será um dia de tempestades e agitações sociais em muitos locais do país. Não tão belos como a força da própria natureza, visto que os seres humanos apenas são uma parte deste planeta a que chamaram Terra.

As estrelas não brilharão mais intensamente, o sol não aquecerá os corações, a chuva não molhará a alma, o vento não secará os lábios… Apenas será mais um dia para a natureza. Um dia diferente para os humanos de Portugal. Mas, em tempo algum deste dia, existirá um simbiose entre a beleza e o poder (natureza), a razão e a emoção (humanos)…

sábado, 8 de outubro de 2005

A Luz...

Edmond Rostand diz nos que “É à noite que é belo acreditar na Luz.”

Talvez seja por partilhar as suas ideias, que tantas noites dou por mim a olhar o brilho das estrelas e as luzes que iluminam as estradas e as casas, nas aldeias e cidades por onde o caminho e o destino me guia, me atrai, me ilumina…

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Pensamento II

“Não se pode ensinar alguma coisa a alguém. Pode-se apenas auxiliar a

descobrir por si mesmo.”

Galileu Galilei

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Choque tecnológico já se sente!

Frigorífico ambulante!

A nova táctica para o próximo verão, que vem substituir as tradicionais geleiras!

À venda em Portugal em Janeiro de 2006…

domingo, 2 de outubro de 2005

Quem vota em quem?

"Eu votarei sempre no candidato da esquerda, mesmo que seja o doutor Mário Soares", disse Manuel Alegre no Entrocamento num jantar-comício do candidato autárquico socialista Alexandre Zagalo.

Assim, Alegre assume que a sua candidatura não será aquela que na 2ª volta se confrontará com o eventual candidato Cavaco Silva.

Porém, todas estas situações (Soares/Alegre) só retiram votos aos dois candidatos, daquele eleitorado indeciso, que esse sim, decide eleições…

sábado, 1 de outubro de 2005

De mãos dadas...

Os laços humanos e as relações humanas estão em decadência, numa sociedade cada vez mais consumista e materialista.

Não estamos a tempo de reforçar esses mesmos laços humanos, de evidenciar os valores da solidariedade, da entre-ajuda e do companheirismo?

sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Quem lá estará?

Atrás de uma cortina se ama!

Atrás de uma cortina está sempre a incógnita…

Neste caso, e nesta publicidade, o que está por detrás, e quem está por detrás é a grande curiosidade…

Mais um post que vai causar grande controvérsia, mas é para isso que cá estamos!

Quão pequenos somos...

A beleza e simultaneamente a assustadora força da natureza que por vezes se nos apresenta, mostra-nos o quão pequenos somos, neste planeta que habitamos…

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Razão...

“Razão de que me serve o teu socorro?

Mandas-me não amar, eu ardo, eu amo;

Dizes-me que sossegue, eu peno, eu morro.”

Bocage

Missões possíveis...

Nem todas as missões são impossíveis.

Amar é possível…

Ganhar é possível…

Ser feliz é possível…

Basta lutar pelos nossos objectivos, ideais, sonhos…

terça-feira, 27 de setembro de 2005

Distracção...

Já que no anterior post os meus visitantes acabaram tanto a falar sobre amor, aqui está a prova de um amor intenso que levou a uma pequena distracção da rapariga ao “compor-se”…

Esta, decerto que esteve a amar…

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Filme de terror...

Há quem vá a Centros Comerciais e Cinemas ver filmes, mas já pensaram que se as galinhas fossem a uma churrasqueira assistiriam a um constante filme de terror?...

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Grandes Homens IV

Lente de Matemática da Universidade de Coimbra e oficial de artilharia. Deputado à Assembleia Nacional Constituinte de 1911. Ministro do Fomento do primeiro governo constitucional, chefiado por João Chagas e, depois, ministro das Finanças no Ministério presidido por Augusto de Vasconcelos. Representou o governo nas manifestações do 1.° aniversário da implantação da República.

Em 17 de Agosto de 1912 foi nomeado ministro de Portugal em Berlim, cargo que desempenhou até que a Alemanha nos declarou guerra, em 9 de Março de 1916.

Em Dezembro de 1917 Sidónio Pais inicia o movimento revolucionário. Cria um governo constituído quase exclusivamente de republicanos «históricos». Com o país em constantes conspirações e reviravoltas políticas, e com os monárquicos a chegar aos postos mais importantes da governação pública, o Parlamento foi encerrado e o país passou a ser governado em ditadura, enchendo-se as prisões de condenados políticos.

No ano de 1918 as greves aumentam, há revoltas e a 14 de Dezembro quando da partida de Sidónio para o Porto foi alvejado, na estação do Rossio.

Egas Moniz após a sua morte refere: «Homem cheio de virtudes a extraordinárias qualidades que um desvairo messiânico perdeu».

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

E tinha...

A curiosidade é um perigo constante.

A par desta, o fogo também o é.

Pior que as duas, é a ignorância…

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Vale a pena pensar nisto...

Para quem fuma e tem amor à vida, convém pensar nisto…

Porque o cinismo da campanha, nem comento…

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Solução!

Manuel Pinho, Ministro da Economia, podia pegar nesta ideia para recuperar as Fábricas de Calçado do Vale do Ave…

O que acham?

domingo, 11 de setembro de 2005

Parabéns Sporting!

Ontem, no primeiro grande derby, o Sporting levou vantagem.

Uma vantagem justa, na minha tendenciosa opinião enquanto sportinguista…

sábado, 10 de setembro de 2005

Mamã, mamã...

Por vezes esforçamo-nos tanto por ter uma boa imagem, e nem sempre conseguimos produzir boas imagens…

Mas olhem só este jovem, que corre para a mãe, animado, mostrando o seu primeiro “rabisco”… Que classe!

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Reflexão...

Como é bom, e sabe bem, ao fim do dia pensar, reflectir sobre a vida, os que nos rodeiam e o mundo onde vivemos…

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

terça-feira, 6 de setembro de 2005

Daqui a 3 meses...

Hoje, na Segurança Social, depois de entregar os papéis a senhora disse:

“Está tudo! Daqui a 3 meses começa a receber o Subsídio de Desemprego!”

Daqui a 3 meses!?! Até lá vive-se de quê? Do ar?

Se me virem a acartar baldes de cimento numa qualquer obra,

não se admirem!

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Desempregado...

Estou, a partir do dia de hoje, oficialmente desempregado!

Entreguei no Centro de (Des)Emprego os papéis, visto não ter sido colocado.

Aceito propostas de trabalho…

sábado, 3 de setembro de 2005

A vergonha nacional...

O que temos assistido nos EUA só acontece porque a Administração Bush sabe que quem vivia naquela cidade, teve tempo e dinheiro para de lá sair. Não é por acaso que as pessoas que vemos na tv são negros pobres, que deambulam na água por entre as ruínas.

Acham mesmo que os EUA, o país todo-poderoso que vai à lua de um dia para o outro, não consegue socorrer os próprios cidadãos que fazem parte da sua riqueza nacional?

Ou será que com tanta tecnologia, conhecimento, estratégia, economia, armamento, não têm sentimentos, coração e amor-próprio?

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Soneto da Fidelidade...


De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinícius de Moraes

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Conformismo...

“O conformismo é carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento.”

John Kennedy

Grandes Homens III


Alexandre Herculano nasceu em Lisboa em 1810, faleceu em Vale de Lobos, Santarém em 1877. Foi inimigo de todas as opressões, e estrénuo defensor da liberdade. Uniu-se aos constitucionais, e sendo implicado na malograda revolta de infantaria n.º 4 de 1831, teve de fugir e embarcar para Rennes, capital da Bretanha, onde existia um depósito de emigrados portugueses. Nesta cidade aproveitava todas as horas de que podia dispor, a estudar na biblioteca os livros e manuscritos. Os emigrados embarcaram em 1832 para Belle-Isle. Alexandre Herculano fez parte da expedição, em que também se encontrava Garrett como praça de soldado de caçadores, e muitos outros homens notáveis. Herculano assentou praça como voluntário da rainha D. Maria II. No cerco do Porto, Herculano foi um dos mais valentes e dos que mais se distinguiram; achou-se nos mais temíveis transes, brilhando na sua nota de serviços datas gloriosas, como a do reconhecimento da cidade de Braga até Bouro, o de Valongo, a acção de Ponte Ferreira no ano de 1832. No mesmo ano foi dispensado do serviço militar para coadjuvar o bibliotecário do paço episcopal até quando rebentou a 10 de Setembro de 1836 o movimento em Lisboa contra a Carta Constitucional. Alexandre Herculano demitiu-se dizendo que partia para Lisboa, porque prestara a maior fé à Carta Constitucional. El-rei D. Fernando nomeou-o em 1839 seu bibliotecário, com o vencimento anual de 600$000 réis, pagos do seu bolso, dando-lhe também casa para residir. Herculano, sem exigir mais remuneração, encarregou-se de organizar as bibliotecas reais da Ajuda e das Necessidades. Engolfado entre os livros que eram todo o seu pensar, continuou a vida de escritor, a quem o futuro reservara o justificado título de poeta filosófico, romancista eminente, e historiador profundo e consciencioso. Era cavaleiro da ordem da Torre e Espada. Apenas aceitou a eleição, por um dos círculos do Porto, para deputado em 1840, e a de vereador, e depois a de presidente da câmara de Belém em 1852. Enquanto viveu na sua casa da Ajuda, recebia todos os sábados a visita de muitos dos seus amigos, na maior parte escritores e poetas distintos, que o respeitavam como mestre, e com quem discutia politica e literatura. Os últimos anos da sua vida foram dedicados aos trabalhos agrícolas, em Vale de Lobos, onde acabou por falecer.

terça-feira, 30 de agosto de 2005

Estados de espírito...

Saíram as colocações e nem por isso a sorte (que já acredito ser importante no mundo do ensino), me bateu à porta. Até lá aguardo.

O pensamento e o estado de espírito estão a preto e branco.

Chegam chamadas e mensagens de ânimo e força.

Chegam outras, talvez inesperadas, em tons e formas de conversa desprovidas de sentido… Prova-se, mais uma vez, que gente “parva” também são nossos conhecidos e habitam o mundo…

Mas, compreende-se.

Nem todas as pessoas sabem o que são dificuldades, barreiras, problemas na vida.

Eu já tive a minha quota-parte.

Nem por isso desisto ou baixo os braços.

Olhar sempre em frente, como o meu pai me ensinou e me deixou como lema de vida.

O que mais custa é sempre, o embate inicial. E esse, já se está a dissipar…

Amanhã, já olharei o sol de outra forma!

sábado, 27 de agosto de 2005

E por vezes...

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão-Ferreira

Novas técnicas...

Depois do “Frango tipo Leitão” apresenta-se a nova técnica para assar frangos.

De referir que estes frangos, passaram pelo Circo Cardinali, onde o salto por dentro de arcos já era uma prática diária…

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

Grandes Homens II

Alfredo Keil- Pai do Hino Nacional

Nasceu no ano de 1850, na cidade de Lisboa. Tinha 12 anos quando fez imprimir a sua primeira obra, intitulada "Pensée Musicale", que dedicou à
mãe. A música sempre o seduziu e nela veio a ocupar um lugar de muito destaque. Mas, ainda adolescente, enveredou pela Pintura e, também aí, deu provas de um génio. Por isso, ao longo da vida manteve e cultivou esses dois grandes amores: Música e Belas-Artes. Pintou cerca de dois mil quadros paisagísticos, românticos e cenas geniais. Na música produziu centenas de
trechos sonoros Como pintor, introduziu em Portugal cores e temas germânicos, já que o nosso país era um protector cultural francês.

Quanto à música, estando a nossa produção muito enfeudada aos italianos, porque quase só as óperas italianas eram aplaudidas e postas em cena, imprimiu à sua música um cunho e uma componente nacionalista. A ópera "Serrana" dá início a esse grande ciclo de viragem para um género puramente português.

Os reis obsequiaram-no com vénias, ordens e comendas. Os republicanos conspiraram contra o seu hino, "A Portuguesa", inspirado pela ofensa do ultimato inglês - 1891. Todos, porém, o coroaram: os monárquicos e os republicanos. E ele, com o seu hino (onde se enquadram maravilhosamente as estrofes escritas por Henrique Lopes Mendonça) coroou a República.

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

A minha vénia...

Apesar de achar que muito mato e floresta ainda vão arder,

há que prestar a devida homenagem…

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Solução...

Se os incendiários pudessem passar umas horas com uma senhora destas,

talvez pensassem duas vezes em acender um fósforo…

Grandes Homens I

A actividade política de Bernardino Machado tem início em 1882, ao ser eleito deputado por Lamego, pelo Partido Regenerador. Em 1886, é novamente eleito para o mesmo cargo, mas agora pelo círculo de Coimbra. Em 1893, faz parte do governo de Hintze Ribeiro, ocupando a pasta de ministro das Obras Públicas. A sua acção vai incidir na elaboração da legislação protectora do trabalho das mulheres e dos menores. Data dessa época a Criação do Tribunal dos Árbitros Avindores, considerado por alguns autores o primeiro Tribunal de Trabalho.

Adere ao Partido Republicano em 31 de Outubro de 1903. A partir da implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, é chamado para ocupar os mais altos cargos da hierarquia política do país, nomeadamente:

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo Provisório;
  • Deputado à Câmara Alta até 1915;
  • Candidato à Presidência da República nas eleições de 24 de Agosto de 1911, em que é eleito Manuel de Arriaga por 121 votos contra 86;
  • Ministro e embaixador no Brasil, desde 20 de Janeiro de 1912;
  • Presidente do Ministério, Ministro dos Negócios Estrangeiros e do Interior entre 9 de Fevereiro de 1914 e 23 de Junho do mesmo ano;
  • Presidente do Ministério e Ministro do Interior desde aquela última data até 12 de Dezembro de 1914. Ministro da Justiça interino até 22 de Julho;
  • Presidente da República, eleito no escrutínio de 6 de Agosto de 1914 por 134 votos a favor contra 18 de Correia Barreto. Foi deposto na sequência do movimento comandado por Sidónio Pais e expulso do país. Após a queda do sidonismo regressa em força à actividade política;
  • Eleito senador em 1919;
  • Presidente do Ministério e ministro do Interior entre 2 de Março de 1921 e 23 de Maio do mesmo ano; ministro da Agricultura interino, no mesmo Ministério até 4 de Maio;
  • Candidato à Presidência da República em 1923, nas eleições de 6 de Agosto de 1923, em que foi eleito Manuel Teixeira Gomes por 121 votos contra 5 de Bernardino Machado;
  • Presidente da República, desde 1925, na sequência da resignação de Teixeira Gomes. Eleito por 148 votos. Não terminou o mandato que foi interrompido na sequência do movimento militar do 28 de Maio de 1926.

Bernardino Machado foi mais do que um político. Foi um ilustre português que amou e trabalhou pela sua pátria com dedicação e competência.