“São parvos, não rias deles,
Deixa-os ser, que não são sós
Às vezes rimos daqueles
Que valem mais do que nós.”
É aquele que nos alimenta e nos reforça. O que emerge do nosso ser face às turbulências sociais, políticas, económicas e pessoais, que dia a dia nos molham, nos aquecem e nos gelam. Com toda a nossa Alma, que nos alimenta o coração e o pensamento!
Hoje será um dia de tempestades e agitações sociais em muitos locais do país. Não tão belos como a força da própria natureza, visto que os seres humanos apenas são uma parte deste planeta a que chamaram Terra.
As estrelas não brilharão mais intensamente, o sol não aquecerá os corações, a chuva não molhará a alma, o vento não secará os lábios… Apenas será mais um dia para a natureza. Um dia diferente para os humanos de Portugal. Mas, em tempo algum deste dia, existirá um simbiose entre a beleza e o poder (natureza), a razão e a emoção (humanos)…
Edmond Rostand diz nos que “É à noite que é belo acreditar na Luz.”
Talvez seja por partilhar as suas ideias, que tantas noites dou por mim a olhar o brilho das estrelas e as luzes que iluminam as estradas e as casas, nas aldeias e cidades por onde o caminho e o destino me guia, me atrai, me ilumina…
"Eu votarei sempre no candidato da esquerda, mesmo que seja o doutor Mário Soares", disse Manuel Alegre no Entrocamento num jantar-comício do candidato autárquico socialista Alexandre Zagalo.
Assim, Alegre assume que a sua candidatura não será aquela que na 2ª volta se confrontará com o eventual candidato Cavaco Silva.
Porém, todas estas situações (Soares/Alegre) só retiram votos aos dois candidatos, daquele eleitorado indeciso, que esse sim, decide eleições…
Atrás de uma cortina se ama!Atrás de uma cortina está sempre a incógnita…
Neste caso, e nesta publicidade, o que está por detrás, e quem está por detrás é a grande curiosidade…
Mais um post que vai causar grande controvérsia, mas é para isso que cá estamos!
Lente de Matemática da Universidade de Coimbra e oficial de artilharia. Deputado à Assembleia Nacional Constituinte de 1911. Ministro do Fomento do primeiro governo constitucional, chefiado por João Chagas e, depois, ministro das Finanças no Ministério presidido por Augusto de Vasconcelos. Representou o governo nas manifestações do 1.° aniversário da implantação da República.
Em 17 de Agosto de 1912 foi nomeado ministro de Portugal em Berlim, cargo que desempenhou até que a Alemanha nos declarou guerra, em 9 de Março de 1916.
Em Dezembro de 1917 Sidónio Pais inicia o movimento revolucionário. Cria um governo constituído quase exclusivamente de republicanos «históricos». Com o país em constantes conspirações e reviravoltas políticas, e com os monárquicos a chegar aos postos mais importantes da governação pública, o Parlamento foi encerrado e o país passou a ser governado em ditadura, enchendo-se as prisões de condenados políticos.
No ano de 1918 as greves aumentam, há revoltas e a 14 de Dezembro quando da partida de Sidónio para o Porto foi alvejado, na estação do Rossio.
Egas Moniz após a sua morte refere: «Homem cheio de virtudes a extraordinárias qualidades que um desvairo messiânico perdeu».
O que temos assistido nos EUA só acontece porque a Administração Bush sabe que quem vivia naquela cidade, teve tempo e dinheiro para de lá sair. Não é por acaso que as pessoas que vemos na tv são negros pobres, que deambulam na água por entre as ruínas.
Acham mesmo que os EUA, o país todo-poderoso que vai à lua de um dia para o outro, não consegue socorrer os próprios cidadãos que fazem parte da sua riqueza nacional?
Ou será que com tanta tecnologia, conhecimento, estratégia, economia, armamento, não têm sentimentos, coração e amor-próprio?

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes

Alexandre Herculano nasceu em Lisboa em 1810, faleceu em Vale de Lobos, Santarém em 1877.
Saíram as colocações e nem por isso a sorte (que já acredito ser importante no mundo do ensino), me bateu à porta. Até lá aguardo.
O pensamento e o estado de espírito estão a preto e branco.
Chegam chamadas e mensagens de ânimo e força.
Chegam outras, talvez inesperadas, em tons e formas de conversa desprovidas de sentido… Prova-se, mais uma vez, que gente “parva” também são nossos conhecidos e habitam o mundo…
Mas, compreende-se.
Nem todas as pessoas sabem o que são dificuldades, barreiras, problemas na vida.
Eu já tive a minha quota-parte.
Nem por isso desisto ou baixo os braços.
Olhar sempre em frente, como o meu pai me ensinou e me deixou como lema de vida.
O que mais custa é sempre, o embate inicial. E esse, já se está a dissipar…
Amanhã, já olharei o sol de outra forma!
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
David Mourão-Ferreira
Alfredo Keil- Pai do Hino Nacional
Nasceu no ano de 1850, na cidade de Lisboa. Tinha 12 anos quando fez imprimir a sua primeira obra, intitulada "Pensée Musicale", que dedicou à
mãe. A música sempre o seduziu e nela veio a ocupar um lugar de muito destaque. Mas, ainda adolescente, enveredou pela Pintura e, também aí, deu provas de um génio. Por isso, ao longo da vida manteve e cultivou esses dois grandes amores: Música e Belas-Artes. Pintou cerca de dois mil quadros paisagísticos, românticos e cenas geniais. Na música produziu centenas de
trechos sonoros Como pintor, introduziu em Portugal cores e temas germânicos, já que o nosso país era um protector cultural francês.
Quanto à música, estando a nossa produção muito enfeudada aos italianos, porque quase só as óperas italianas eram aplaudidas e postas em cena, imprimiu à sua música um cunho e uma componente nacionalista. A ópera "Serrana" dá início a esse grande ciclo de viragem para um género puramente português.
Os reis obsequiaram-no com vénias, ordens e comendas. Os republicanos conspiraram contra o seu hino, "A Portuguesa", inspirado pela ofensa do ultimato inglês - 1891. Todos, porém, o coroaram: os monárquicos e os republicanos. E ele, com o seu hino (onde se enquadram maravilhosamente as estrofes escritas por Henrique Lopes Mendonça) coroou a República.
A actividade política de Bernardino Machado tem início em 1882, ao ser eleito deputado por Lamego, pelo Partido Regenerador. Em 1886, é novamente eleito para o mesmo cargo, mas agora pelo círculo de Coimbra. Em 1893, faz parte do governo de Hintze Ribeiro, ocupando a pasta de ministro das Obras Públicas. A sua acção vai incidir na elaboração da legislação protectora do trabalho das mulheres e dos menores. Data dessa época a Criação do Tribunal dos Árbitros Avindores, considerado por alguns autores o primeiro Tribunal de Trabalho.
Adere ao Partido Republicano em 31 de Outubro de
Bernardino Machado foi mais do que um político. Foi um ilustre português que amou e trabalhou pela sua pátria com dedicação e competência.